Bahia se destaca no leilão de fontes renováveis de energia

Ambiente

Bahia se destaca no leilão de fontes renováveis de energia


por Redação do EcoD


[caption id="attachment_124482" align="aligncenter" width="450"] Aerogeradores da usina eólica Pedra do Reino, em Sobradinho, na Bahia. Foto: Divulgação/PAC[/caption]   A Bahia concentra a maior parte dos parques de energia eólica e solar a serem instalados no país, a partir de 2015 - com previsão de entrada em operação em 2017. Isso porque o estado do Nordeste foi o principal destaque dos empreendimentos das empresas que participaram do leilão de energia de reserva, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na última sexta-feira, 31 de outubro. Dos 62 projetos vencedores, 30 serão instalados em solo baiano (14 solares e 16 eólicos). Juntos, eles serão responsáveis pela geração de 773,1 MW. Os investimentos somam R$ 3,4 bilhões. Os demais empreendimentos serão distribuídos pelos estados de São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais, Goiás, Paraíba e Ceará, somando 31 projetos. No total, considerando os empreendimentos previstos para a Bahia, os investimentos para as duas fontes superam R$ 7 bilhões. A Bahia foi destaque nas duas fontes, respondendo por 49% da geração de energia dos projetos de eólica (373,5 MW ) e 45% de energia solar (399,6 MW). "A expectativa era grande para a energia solar, pois se tratava do primeiro certame que contratou um produto exclusivo da fonte", afirmou ao jornal A Tarde o engenheiro eletricista Rafael Valverde, superintendente de Indústria e Mineração da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), que comemorou "o volume surpreendentemente alto". Disputa acirrada Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o leilão destacou-se pela acirrada disputa pelos empreendimentos fotovoltaicos, que foram ofertados separadamente de outras fontes. "Foi o certame mais disputado da história dos leilões de energia no Brasil", disse. Três empresas venceram os projetos a serem instalados na Bahia, somando investimentos de R$ 2 bilhões. A Enel, que foi a maior vencedora individual do leilão, deve instalar o projeto no município de Tabocas do Brejo Velho, no oeste baiano. Já as empresas Renova Energia e Rio Energy vão instalar os parques em Caetité, na Chapada Diamantina. O município já sedia atualmente o empreendimento Alto Sertão-I, composto por 14 parques, que formam o maior complexo eólico da América Latina, gerido pela Renova Energia. Entre os novos projetos eólicos, o município volta a sediar novo empreendimento da Renova. As demais empresas vencedoras no setor eólico foram a CEA e o Consórcio Enel-Sowitec, que vão instalar parques em Campo Formoso (Enel-Sowitec), Gentio do Ouro e Xique-Xique (CEA), no semi-árido. "O que se traduz em nova oportunidade econômica para a região", frisa Rafael Valverde. * Publicado originalmente no site EcoD.

Foto: EBC Ambiente

Em seminário regional, Brasil mostra os avanços conquistados através da agricultura familiar

[caption id="attachment_124455" align="aligncenter" width="580"] Foto: EBC[/caption]   Brasil lidera países que apostaram neste setor, com um orçamento do programa nacional de agricultura familiar dez vezes maior desde 1996, afirma relatório da ONU. Políticas para a agricultura familiar devem incorporar uma abordagem transversal que vá além do apoio à produção e considere o papel do setor na luta contra a fome e a pobreza, na preservação do meio ambiente, da educação, da saúde e do desenvolvimento regional, disse o representante da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Raúl Benitez, nessa segunda-feira (4). “Não podemos tratar situações diferentes com as mesmas ferramentas. Devemos focar as políticas para a agricultura familiar nos desafios próprios desta produção, caso contrário, aprofundaremos suas desigualdades”, disse Benitez, durante o Seminário sobre Políticas Públicas e Agricultura Familiar na América Latina e o Caribe, que acontece em Santiago, no Chile, e visa a analisar a situação atual e os desafios futuros das políticas públicas da agricultura familiar na região. Na ocasião, os participantes ressaltaram que a nova geração de políticas para a agricultura familiar deve ser inclusiva para poder responder à realidade rural, em particular, a situação das mulheres, dos jovens e dos povos indígenas. Além disso, enfatizaram a importância de reconhecer os direitos à terra, à água e às sementes e à diversidade para o setor em questão. Benitez ressaltou que a FAO apoia os governos através da Iniciativa Regional para a Agricultura Familiar e o Desenvolvimento da Área Rural, uma das suas três prioridades para o trabalho na região. Para o coordenador do Programa FIDA MERCOSUL, Álvaro Ramos, a agricultura familiar não é sinônimo de pobreza e sim parte da solução para o desenvolvimento rural. Já o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil, Valter Bianchini, afirmou que esta prática ajudou a responder à demanda por alimentos gerada pelo aumento da renda no país. Crescente papel do setor De acordo com a publicação Políticas Públicas e Agricultura Familiar na América Latina e no Caribe, apresentado pela CEPAL durante o seminário, foi possível conhecer três avanços importantes do setor na região. A primeira trata-se do avanço que a visibilidade e o reconhecimento da agricultura familiar tem conquistado nas últimas décadas. A segunda relaciona-se com a designação dos governos de um orçamento específico para esta categoria de agricultores, garantindo o acesso à recursos reservados; e a terceira refere-se à crescente complexidade da gama de políticas e instituições com incidências na agricultura familiar. A publicação também destacou que o Brasil aumentou em dez vezes o orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) desde 1996. E, entre 2013 e 2014, repassou 9,5 bilhões de dólares de crédito para os agricultores familiares. “Tudo isso mostra que a América Latina e o Caribe não está apenas liderando a luta contra a fome global, está reconhecendo na agricultura familiar um aliado chave para a segurança alimentar”, disse Raul Benitez. * Publicado originalmente no site ONU Brasil.


por Redação da ONU Brasil
Mostra fotográfica, realizada de 6 a 9 de novembro, celebra o dia do Pantanal. Foto: © Adriano Gambarini Ambiente

WWF-Brasil promove exposição sobre o Pantanal

[caption id="attachment_124382" align="aligncenter" width="540"] Mostra fotográfica, realizada de 6 a 9 de novembro, celebra o dia do Pantanal. Foto: © Adriano Gambarini[/caption]   “Pantanal: natureza, conservação e cultura” é o tema da exposição organizada pelo WWF-Brasil em homenagem ao Dia do Pantanal, celebrado no dia 12 de novembro. Por meio do Programa Cerrado Pantanal, em parceria com o fotógrafo Adriano Gambarini, a organização ambientalista realiza o evento gratuito de 6 a 9 de novembro, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande (MS). A exposição traz 20 fotografias de Adriano Gambarini, fotógrafo da Revista National Geographic Brasil e autor de 12 livros, que mostram o Pantanal em sua rica biodiversidade, fauna e pecuária, a principal atividade econômica da região. Segundo o coordenador do Programa Cerrado Pantanal, Julio Cesar Sampaio, a exposição tem o papel de mostrar para a população a importância do bioma e da conservação da biodiversidade. “O Pantanal é a maior área úmida continental do planeta, sendo um imenso reservatório de água doce de grande importância para o suprimento de água, a estabilização do clima e a conservação do solo”, explica. Os escritórios do WWF no Brasil, Bolívia e Paraguai, países onde o Pantanal está localizado, trabalham juntos por sua conservação. “Esse trabalho conjunto tem promovido resultados efetivos para a conservação da região, entre elas, destacam-se a conservação e a proteção dos ecossistemas aquáticos, o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, o planejamento sistemático do território e o desenvolvimento de hábitos responsáveis de consumo”, afirma Julio Cesar. A relação de Adriano Gambarini com o Pantanal começou em 1989 quando viajou no lendário Trem do Pantanal. Em 2011, fotografou as principais ações do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil. “Fiz uma seleção baseada na simplicidade que existe no Pantanal. Longe de querer mostrar o inédito, o inusitado. É o dia a dia que começa num nascer do sol intenso, a rotina dos pantaneiros, a busca pela sobrevivência alimentar dos animais, o voo sereno das aves e a tranquilidade de uma onça-pintada. Eu quero que as pessoas tenham a sensação de estar num lugar simples, e por conta disto, de uma beleza única”, afirma o fotógrafo. Para ele, o desafio maior é imprimir a real beleza do Pantanal em um clique. “São quase dez anos desde o meu primeiro trabalho com o WWF-Brasil. É uma honra trabalhar com uma instituição reconhecida internacionalmente por seu trabalho pela conservação ambiental. Sempre encarei meu trabalho fotográfico com um simples propósito: que ele sirva como um degrau para a conscientização sobre a necessidade urgente de conservar o meio ambiente”, ressalta. Pantanal O Pantanal é a maior área úmida continental do planeta e berço de rica biodiversidade. Possui uma área aproximada de 624.320 km², cerca de 62% no Brasil, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e estende-se pela Bolívia, 20%, e Paraguai, 18%. Pela importância ambiental, foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição de 1998, e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera, pelas Nações Unidas, em 2000. No bioma já foram registradas pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. Desse total, 3.500 são espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos. WWF-Brasil no Pantanal O WWF-Brasil apoia projetos de conservação na região há 16 anos. O trabalho consiste na realização de estudos de impacto sobre o uso do solo e mudanças climáticas. Além do cálculo da Pegada Ecológica e monitoramento da cobertura vegetal. Também ajuda na conservação das nascentes e áreas degradadas, busca estimular a produção sustentável de carne com a promoção de boas práticas para o fortalecimento da pecuária orgânica certificada, entre diversos outros projetos. Saiba mais. Adriano Gambarini Fotógrafo profissional desde 1992, autor de 12 livros fotográficos e dois de poesia, Adriano integra o grupo de fotógrafos da National Geographic. Documenta periodicamente expedições ambientais em regiões remotas da Amazônia, além de registrar outros biomas para projetos de pesquisas em vida silvestre. Em mais de 20 anos de profissão, fotografou paisagens, bichos, plantas, montanhas e mares. Hoje possui um dos arquivos fotográficos mais diversificados do país, com mais de 170 mil fotografias de ecossistemas, cavernas, vida selvagem, modos de vida e cultura de grupos étnicos. É formado em Geologia pela Universidade de São Paulo, com especialização em Espeleologia. Ministra encontros e palestras sobre fotografia e conservação e é colunista da Agência Ambiental OECO. Serviço Exposição: “Pantanal: natureza, conservação e cultura” Data: 6 a 9 de novembro Local: Parque das Nações Indígenas (Av. Afonso Pena, 7000), em Campo Grande (MS). * Publicado originalmente no site WWF Brasil.


por Redação do WWF Brasil
Área de desmatamento de corte raso recém queimado, no norte do Mato Grosso. Preparação de terra para a expansão da agricultura. Foto: ©PauloPereira/Greenpeace. Ambiente

A destruição da floresta não para

[caption id="attachment_124377" align="aligncenter" width="505"] Área de desmatamento de corte raso recém queimado, no norte do Mato Grosso. Preparação de terra para a expansão da agricultura. Foto: ©PauloPereira/Greenpeace.[/caption]   Em sobrevoo de monitoramento no Mato Grosso Greenpeace identifica grandes queimadas florestais, desmatamento, além de produção de soja e criação de gado em áreas embargadas pela justiça. O Brasil conseguiu reduzir as taxas de desmatamento nos últimos anos. Saiu de 25.000 Km2 para 5.000 Km2. Esta redução foi comemorada e divulgada para o mundo inteiro. O setor agropecuário nacional pegou carona nesse cenário repetindo um discurso de que, graças a ele, “moderno e ambientalmente sustentável”, essa queda foi possível. Grandes expoentes do setor chegaram a afirmar que não é mais necessário desmatar para ampliar a produção agrícola. Infelizmente a realidade é outra. Neste mês de outubro, o Greenpeace realizou um sobrevoo de monitoramento no norte do estado do Mato Grosso e Leste de Rondônia, algumas das maiores fronteiras da agropecuária do País. Ali, a paisagem é de destruição. Desmatamentos de pequena e grande extensão, produção de soja e criação de gado em áreas embargadas pela justiça, incêndios em áreas de florestas - inclusive dentro de terras indígenas - e extração ilegal de madeira estão entre os principais crimes e irregularidades flagradas. “A falta de governança na Amazônia, aliada à certeza de impunidade trazida pela anistia dada pelo código florestal e ao alto preço das commodities, continua a impulsionar a expansão da fronteira agrícola sob a floresta”, afirma Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace. O “nortão” do Mato Grosso, como é chamada a região, faz parte do bioma Amazônico. Esta área faz parte do arco do desmatamento, uma espécie de cinturão que vai do norte do Maranhão ao sul de Rondônia, que exerce pressão sobre o bioma devido ao avanço da fronteira. Atualmente essa região monitorada do Mato Grosso, que fica no triângulo entre os municípios de Brasnorte, Alta Floresta e Gaúcha do Norte, já não lembra em quase nada uma verdadeira floresta, devido a intensa atividade agropecuária. Lá, o que resta de floresta está sob séria ameaça. Queimadas Entre janeiro e outubro deste ano o número de focos de queimadas cresceu 62% no Mato Grosso, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado coloca o estado no topo da lista de “territórios em chamas” entre as demais unidades da federação. [caption id="attachment_124378" align="aligncenter" width="550"] Grande área de incêndio florestal dentro do Parque Nacional Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Foto: ©Paulo Pereira/Greenpeace[/caption]   Durante o sobrevoo, identificamos queimadas realizadas em áreas recém desmatadas, mas também em perímetros de florestas nativas e até dentro de uma das mais antigas áreas protegidas do Brasil, o Parque Indígena do Xingu. “Todas essas queimadas dificultam muito o nosso trabalho, toda a região sobrevoada estava mergulhada em uma cortina de fumaça, tornando muito difícil a identificação das áreas.”, conta Rômulo Batista. Agricultores sofrem com os efeitos do desmatamento Outubro é o mês em que tradicionalmente se inicia o plantio das safras na região. Durante o sobrevoo identificamos áreas desmatadas depois de 2006 sendo preparadas para a semeadura, em desacordo com a moratória da soja. Mas apesar de a preparação do terreno para o plantio estar em estado avançado, poucos produtores já semearam de fato, devido a forte estiagem que atinge diversas regiões do Brasil. Jornais da região estimam que a perda de sementes de agricultores que já plantaram chegue a 60% este ano. “Os próprios agricultores e pecuaristas estão pagando caro pela falta de planejamento e desrespeito às florestas. A seca prolongada que afeta o sudeste também é sentida no centro-oeste, região de maior produção agrícola do País. Essa relação entre o desmatamento e a falta de chuva, que ameaça o completo desabastecimento de grandes cidades como São Paulo, foi recentemente reconhecida até pela diretor da Sociedade Nacional da Agricultura”, observa Rômulo. A região no norte do Mato Grosso também concentra grande parte da produção pecuária. Mas o que mais se avista são áreas imensas de pasto degradado com baixíssima concentração de bois. Durante o monitoramento, foram identificados pecuaristas em plena atividade em áreas embargadas pelo Ibama por crimes ambientais Os animais ocupavam grandes áreas recém-desmatadas. Outro problema constatado durante o sobrevoo foi a criação bovina dentro de Terras Indígenas. Madeira derrubada nos últimos remanescentes florestais da região Além de registrar a dinâmica de avanço do desmatamento na região, principalmente pela agropecuária, o sobrevoo também flagrou focos de extração de madeira a pleno vapor nos remanescentes florestais daquela parte do Mato Grosso. “O que mais nos surpreendeu foi o ritmo intenso de exploração nas poucas florestas que ainda restam na região. Chegamos a avistar grandes pátios de madeira ativos, um deles com cerca de 5 grandes caminhões de carrocerias duplas sendo carregados com madeira nativa”, afirmou Rômulo Batista. Apesar da queda significativa do desmatamento nos últimos anos (com exceção de 2013, que registrou nova subida no índice), o Brasil continua sendo o segundo país que mais destrói suas florestas, perdendo assim sua rica e única biodiversidade. O retrato da destruição que avistamos durante esse monitoramento não condiz em nada com a imagem de país desenvolvido e protagonista do combate às mudanças climáticas repercutida internacionalmente. A presidente Dilma Rousseff foi recentemente reeleita para continuar governando o Brasil. Em sua campanha para o segundo turno, Dilma assumiu um compromisso com a mudança, “Governo Novo, Ideias Novas”, dizia o slogan. Pois é isso que esperamos, que nos próximos quatro anos o governo mude a madeira de olhar e de tratar a Amazônia e seu povo. Nós do Greenpeace continuaremos cumprindo a nossa missão de investigar, expor e combater pacificamente qualquer crime e dano ambiental que ameace a Amazônia. Veja a galeria de fotos do sobrevoo de monitoramento no link original da matéria. * Publicado originalmente no site Greenpeace.


por Redação do Greenpeace
Allan Williams, de São Vicente e Granadinas, se dedica à apicultura há sete anos. Foto: Desmond Brown/IPS Ambiente

Chuvas torrenciais deixam o Caribe sem mel

[caption id="attachment_124366" align="aligncenter" width="529"] Allan Williams, de São Vicente e Granadinas, se dedica à apicultura há sete anos. Foto: Desmond Brown/IPS[/caption]   Kingston, São Vicente e Granadinas, 5/11/2014 – Allan Williams, de 32 anos, é funcionário de extensão agrícola em São Vicente e Granadinas. Também é um apicultor capacitado, que há sete anos se dedica a essa atividade por prazer, e também é testemunha do impacto da mudança climática no setor. Ele viu o crescimento da apicultura desde 2006, e graças a ele os atores do setor têm cada vez mais consciência da importância que tem a atividade para a agricultura, sendo, portanto, um fator importante no desenvolvimento e no crescimento econômico. Mas agora Williams está preocupado porque a produção de mel caiu de forma significativa nos últimos anos, um fenômeno atribuído em grande parte à mudança climática. As condições climáticas desfavoráveis, segundo ele, como as contínuas e fortes chuvas, diminuem o acesso das abelhas ao néctar e ao pólen, o que debilita as colônias, que não têm alimento suficiente. “A ameaça ficou evidente na última década, e ocorreu de forma extraordinária em 2009, 2010 e 2013. Como se sabe, o clima é muito imprevisível e afetou definitivamente a produção de mel nos últimos dois anos, mas 2013 foi o pior em termos de colheita”, contou Williams à IPS. “A mudança climática é evidente, como se pode ver na imprevisibilidade das chuvas e nas repentinas inundações em épocas do ano totalmente incomuns”, destacou. Em dezembro de 2013, São Vicente e Granadinas foi um dos três países do Caribe oriental, junto com Dominica e Santa Lúcia, que sofreram a depressão de baixo nível que despejou centenas de milímetros de água, deixou 13 mortos e destruiu terras cultiváveis e infraestrutura. “Pelo que sei, a maioria dos agricultores não perdeu suas colmeias, mas sofreu o impacto das chuvas torrenciais”, afirmou o apicultor. Quando chove de com tanta frequência, “as abelhas não podem sair e conseguir alimento. Isso reduz nossa produção. A mim, realmente afetou. Durante dois anos tivemos chuvas muito incomuns”, acrescentou Williams. “Em abril, na metade da estação seca, choveu constantemente durante três ou quatro dias, o que prejudicou a produção. Temos poços secos na estação de chuvas e há uma mudança na estação de fluxo de mel, quando os apicultores o recolhem”, pontuou Williams. A colheita de mel costumava ser feita de fevereiro a maio, e inclusive até abril, mas agora “não podemos coletar nada. Essa variabilidade se dá pela mudança climática”, ressaltou. Com uma dúzia de colmeias, Williams disse que coleta em média 30 galões (113 litros) de mel por ano, que aumentam para 40 (pouco mais de 151 litros) em um “bom ano”. O mel local é vendido a cerca de US$ 100 o galão, pouco menos do que o importado. A apicultura local, principalmente dedicada à produção e venda de mel, gera aproximadamente US$ 76,6 mil. O setor se recupera de seu pior momento, em 2006, quando a população de abelhas quase foi liquidada pelo feroz ácaro Varroa mite. Nos três últimos anos, o setor produziu mais de mil galões (3.078 litros) de mel com as 477 colônias existentes no país. Atualmente, São Vicente e Granadinas têm 54 apicultores registrados na base de dados, entre os quais há nove mulheres. Rupert Lay, especialista em recursos hídricos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), disse que a mudança climática começou a apresentar dificuldades aos apicultores, e não só neste país, mas em todo o Caribe. “Um indicador interessante é a baixa, quase nula, produção de mel na região”, apontou. O especialista participa do projeto de Redução de Riscos Naturais e Humanos Causados pela Mudança Climática, que é implantado pela Organização de Estados do Caribe Oriental (Oeco) com fundos da Usaid. “Isso pode ser relacionado com o imprevisível do clima, que afeta as colmeias e, por fim, a produção de mel”, opinou à IPS. “Esses acontecimentos perturbam a vida dos agricultores, o que por sua vez prejudica o tecido social e seu sustento, afetando até a educação. Seus filhos e suas filhas reconhecem o estresse e causam preocupação, o que leva a uma redução dos períodos de atenção na aula e acaba afetando o rendimento”, observou Lay. [caption id="attachment_124367" align="aligncenter" width="540"] Em uma fazenda de Antiga, colmeias aumentam a polinização e a produção agrícola. Foto: Desmond Brown/IPS[/caption]   Segundo Williams, o que ocorre no Caribe não deve ser confundido com o chamado “transtorno de colapso da colônia”, um fenômeno atual na Europa, que provoca desaparecimento repentino das abelhas operárias. Esses desaparecimentos ocorreram em toda a história da apicultura e tiveram vários nomes, mas a síndrome foi renomeada de CCD (em inglês) no final de 2006, quando também houve um drástico aumento nos desaparecimentos de colônias de abelhas na América do Norte. O colapso das colônias tem um peso econômico significativo porque as abelhas polinizam muitos cultivos. Segundo o Departamento de Agricultura e Proteção ao Consumo, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o valor dos cultivos polinizados por abelhas era estimado em US$ 200 bilhões, em 2005. Outras dificuldades para a apicultura, segundo Williams, são a falta de locais adequados para instalar o apiário, pestes estrangeiras e espécies invasoras, junto com a falta de equipamentos, de fumigação e de pessoal. Mas, segundo o apicultor Richy Narine, de Barbados, o maior desafio atual é salvar as abelhas. “Tentamos salvá-las. Há muita gente utilizando produtos químicos que matam as abelhas, e não se dão conta de que a falta delas terá um impacto no ambiente. Por mais que se diga, continuam agindo dessa forma”, lamentou Narine. “Podem usar algo mais seguro. Há muitos tipos de inseticidas diferentes que podem ser usados e que são inofensivos para as abelhas. Podem custar um ou dois dólares a mais, mas não as matam”, ressaltou. Envolverde/IPS


por Desmond Brown, da IPS
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Mudança climática diante de táticas sujas para energia também suja

[caption id="attachment_124362" align="aligncenter" width="529"] Inundação na estrada A361, a principal que une Taunton e Glastonbury, na Inglaterra. Os cientistas alertam que a mudança climática está em marcha, causando caros e trágicos eventos meteorológicos extremos. Foto: Mark Robinson/cc by 2.0[/caption]   Uxbridge, Canadá, 5/11/2014 – “As emissões de gases-estufa derivadas da atividade humana são as mais altas já registradas, e estamos vendo cada vez mais eventos meteorológicos e climáticos extremos. Não poderemos impedir um desastre em grande escala, se não considerarmos esta espécie de ciência dura”. Essa declaração sobre o quinto e novo informe do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) parece ter sido feita pela organização ambientalista Greenpeace ou pelo Departamento de Estado norte-americano? Foi pronunciada por John Kerry, o secretário de Estado dos Estados Unidos. Importantes funcionários em muitos outros países fizeram comentários semelhantes sobre o Informe de Síntese do IPCC, divulgado no dia 2, em Copenhague. “Quanto mais estivermos perdendo tempo em um debate sobre ideologia e política, mais aumentarão os custos da falta de ação”, afirmou Kerry em um comunicado. O Informe de Síntese repassa sete anos de pesquisas climáticas realizadas por milhares dos melhores cientistas do mundo, e conclui que a mudança climática está em marcha, causando caros e trágicos eventos meteorológicos e climáticos. Estes vão piorar mais do que se possa imaginar, a menos que a humanidade se livre dos combustíveis fósseis. Na realidade, a mudança climática é fácil de entender e pode ser resumida em menos de 60 segundos. A saber: durante décadas a humanidade insuflou centenas de milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera a partir da queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás natural. Algumas medições mostram que atualmente há 42% mais de dióxido de carbono na atmosfera do que há cem anos. Determinou-se há muito tempo que esse gás-estufa atua como uma manta, mantendo o planeta quente ao prender parte do calor do Sol. A cada ano nossas emissões de dióxido de carbono deixam mais grossa essa manta, capturando mais calor. Essa camada de dióxido de carbono gerada pela queima de combustíveis fósseis elevou em 0,85 grau as temperaturas mundiais. E seriam muito maiores se os oceanos não absorvessem 95% do calor extra preso nessa camada. Mas os oceanos não nos ajudarão por muito mais tempo. Este ano será o mais quente já registrado. “É preciso uma ação mundial para reduzir as emissões globais de gases-estufa”, afirmou Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial. “Quanto mais esperarmos, mais caro e difícil será nos adaptarmos, a ponto de alguns impactos se tornarem irreversíveis e impossíveis de enfrentar”, advertiu em um comentário sobre o informe. No documento não há nada fundamentalmente novo. Tudo o que realmente mudou é a urgência e o desespero na linguagem agora usada pelos cientistas do clima. Atualmente, todos sabem que é preciso eliminar os combustíveis fósseis e substituí-los por fontes de energia que não lancem mais dióxido de carbono na agonizante manta que tecemos. E já sabemos como fazer a transição para uma economia baixa em carbono, destacou Bob Watson, ex-presidente do IPCC. Para reiterar os passos: aumentar substancialmente a eficiência energética e o uso de energias renováveis, fechar a maioria das usinas de carvão, colocar um preço no carbono, etc. Há dezenas de estudos sobre como fazer isso sem necessidade de novas tecnologias. Tudo pode ser alcançado com um ínfimo custo extra para a economia mundial, segundo a Comissão Global sobre a Economia e o Clima. Esses estudos concluem que o que falta para uma virada rumo ao estilo de vida baixo em carbono é vontade ou coragem política. Sem mencionar o quanto é incrivelmente poderosa e influente a indústria dos combustíveis fósseis, seus banqueiros, investidores, advogados, assessores de relações públicas, sindicatos e outros, todos lutando desesperadamente para que a humanidade continue sendo viciada em seus produtos. Isso significa se colocar contra alternativas baixas em carbono e qualificar de “radicais verdes” os avós que se preocupam com o futuro de seus netos. “Pensemos nisso como uma guerra sem fim”, declarou o assessor de relações públicas Richard Berman a executivos da indústria do petróleo e do gás, reunidos em junho no Estado norte-americano do Colorado. É uma guerra suja contra as organizações ambientalistas e os que a apoiam. Os executivos da indústria devem estar dispostos a explorar emoções como medo, cobiça e indignação do público contra organizações e indivíduos que defendem o ambiente, apontou Berman, segundo um artigo do jornal The New York Times. Berman, especialista em relações públicas da indústria do tabaco, fez essas declarações em um evento patrocinado pela Western Energy Alliance, que tem entre seus membros as firmas Devon Energy, Halliburton e Anadarko Petroleum. O discurso foi gravado em segredo por um executivo da indústria da energia ofendido com as táticas. Berman aconselhou importantes corporações energéticas que financiavam em segredo campanhas ambientais a não se preocuparem em ofender o público em geral, porque “pode-se ganhar feio ou perder bonito”, disse. “Grandes Radicais Verdes” é a mais recente – e multimilionária – campanha de Berman e companhia. Tem por alvo organizações como Sierra Club e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. Também ataca agressivamente entidades que se opõem à fratura hidráulica (questionada prática extrativista, também conhecida como fracking) e pressiona para impedir que haja controles mais rígidos sobre esse procedimento, que contamina tanto o ar quanto a água. Berman também promete estrita confidencialidade a todos que financiarem seus esforços, dizendo: “Canalizamos tudo isto por intermédio de organizações sem fins lucrativos, que não precisam revelar os nomes de seus doadores”. E ele não está sozinho em seus esforços. A cada ano a indústria dos combustíveis fósseis gasta centenas de milhões de dólares em relações públicas, publicidade e lobby nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e outros lugares. “Os que escolhem ignorar ou questionar a ciência, tão claramente exposta nesse informe, o fazem com grande risco para nós, e para nossos filhos e netos”, ressaltou Kerry ao concluir suas declarações sobre o informe do IPCC. O fato de o secretário apelar para o senso de moralidade da indústria dos combustíveis fósseis, em lugar de endurecer as regulamentações sobre a emissão de dióxido de carbono, deixa claro o grande poder que exerce a indústria no sistema políticos dos Estados Unidos. No dia 2, em Copenhague, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse o que Kerry não pôde falar, e pediu urgência a grandes investidores, como os fundos de pensões e as empresas de seguro, no sentido de reduzirem seus investimentos nos combustíveis fósseis e destiná-los, por outro lado, às energias renováveis. É um começo, mas todos nós que acreditamos que nossos filhos e netos têm direito a um planeta em que se possa viver exigimos muito mais ação. Envolverde/IPS


por Stephen Leahy, da IPS
Pela primeira vez na América do Sul, o treinamento conduzido pelo prêmio Nobel e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore. Foto: Steve Jurvetson Ambiente

Al Gore capacitará brasileiros para responder às mudanças climáticas

[caption id="attachment_122615" align="aligncenter" width="450"] Pela primeira vez na América do Sul, o treinamento conduzido pelo prêmio Nobel e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore. Foto: Steve Jurvetson[/caption]   O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a Rede Brasileira do Pacto Global convida empresas, organizações, estudantes e membros da sociedade civil para participar de capacitação internacional sobre um dos maiores desafios atuais do planeta. O 26º Treinamento de Lideranças em Mudanças Climáticas será realizado teve início ontem (4) e segue até 6 de novembro, no Rio de Janeiro, como iniciativa do Climate Reality Project (Projeto da Realidade do Clima), da rede global de ativistas Climate Reality Leadership Corps, em parceria com a organização Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. Pela primeira vez na América do Sul, o treinamento conduzido pelo prêmio Nobel e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, é gratuito e destinado a um público diverso de lideranças estudantis, empresariais e da sociedade civil. A programação inclui um dia de treinamento com Al Gore, referência sobre a matéria e criador do premiado documentário Uma Verdade Inconveniente, em que os participantes terão a chance de entender a discussão global sobre mudanças climáticas com foco em comunicação e desenvolvimento de soluções locais para o fenômeno. Os palestrantes irão expor suas visões e estratégias para um futuro sustentável e o papel da sociedade civil neste processo. A gratuidade não inclui as despesas de hospedagem e viagem ao Rio de Janeiro. Ao concluir o treinamento, os participantes se tornarão membros do Climate Reality Leadership Corps, integrando a rede global de Líderes da Realidade do Clima. Para mais informações, acesse climaterealityproject.org. * Publicado originalmente no site EcoD em outubro de 2014.


por Redação do EcoD
Foto: Amazônia | WikiCommons Ambiente

Agência Plano fecha parceria com o portal da Envolverde

[caption id="attachment_124415" align="aligncenter" width="484"] Foto: Amazônia | WikiCommons[/caption]   Em 17 anos, Envolverde se consolidou como um dos principais meios de comunicação em defesa do meio ambiente e da sustentabilidade. Desde 30 de outubro, a Agência PLANO passa a reproduzir, além dos conteúdos feitos por seus colaboradores, reportagens publicadas na Agência Envolverde. Criada pelo jornalista Dal Marcondes em 1995, a Envolverde se especializou em coberturas com foco em sustentabilidade e ambiente, tornando-se um dos meios de comunicação mais influentes do país na defesa dessas áreas. Inicialmente, a Envolverde foi criada para administrar, no Brasil, o Projeto Terramérica, uma parceria entre a Agência Inter Press Service (IPS) e os Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud). O portal Envolverde entrou no ar em 1998 e, a partir daí, passou a publicar, além dos conteúdos próprios, reportagens e textos de colunistas da IPS. O portal Envolverde também publica semanalmente uma página do Terramérica, o mais importante veículo de informação ambiental da América Latina. Para o idealizador do projeto, Dal Marcontes, inciativas como a da Agência PLANO contribuem para o pluralismo da produção jornalística. “A equipe da Envolverde acredita que o fortalecimento da produção independente de jornalismo é fundamental para a pluralidade de visões sobre os temas mais relevantes para a sociedade” ele afirmou. “Nosso apoio é sempre no sentido de fortalecer o jornalismo e dar aos estudantes e novos profissionais a oportunidade de vivenciar a prática real do jornalismo. Nesse sentido a iniciativa da Agência Plano e da Faculdade Casper Líbero é uma proposta que fortalece a qualidade do jornalismo no Brasil!”, completou o jornalista. Em 17 anos de história, a Envolverde já ganhou o 6o Prêmio Ethos de Jornalismo na Categoria Mídia Digital (2006), o Prêmio Ethos de Jornalismo (2008) e o Prémio Pontos de Mídia Livre do Ministério da Cultura (2009). Ainda assim, o jornalista Dal Marcondes considera importante impulsionar novos projetos de mídia, como a Agência PLANO. “aspas Dal”, explica. Além da plataforma de comunicação, a Envolverde também é referência em Gestão do Conhecimento em Sustentabilidade, com trabalhos prestados para ONGs e grandes empresas multinacionais. * Publicado originalmente no Portal Latino-Americano de Notícias.


por Agência Plano
lixorua Ambiente

CCJ aprova multa para quem jogar lixo em via pública

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (5), projeto de lei que obriga municípios e o Distrito Federal a aplicarem multas a quem descarta lixo nas vias públicas. A proposta, de autoria do senador Pedro Taques (PDT-MT), recebeu parecer favorável do relator, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). O Projeto de Lei do Senado (PLS) 523/2013 acrescenta à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) a proibição de descarte irregular de resíduos ou rejeitos em vias públicas. Além disso, a proposta exige que os municípios e o DF regulamentem a forma correta do descarte e estabeleçam multas para quem descumprir a regra. O projeto dá o prazo de dois anos para que o DF e os municípios regulamentem a nova lei. Para o autor, atualmente as pessoas têm dificuldade em saber como descartar e tratar adequadamente o lixo. No entanto, para Taques, o problema apenas será resolvido com investimento em educação, tecnologia e gestão eficiente. “O projeto propõe uma singela, mas importante contribuição à proteção do meio ambiente urbano”, argumentou. O relator, Randolfe Rodrigues, votou a favor do projeto, mas sem analisar o mérito, apenas a constitucionalidade, a técnica legislativa e a juridicidade. O mérito da matéria deve ser analisado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), que votará o projeto de forma terminativa. * Publicado originalmente no site Agência Senado.


por Redação da Agência Senado
Evento discute aproveitamento sustentável do mar. Foto: ONU Ambiente

Gestão sustentável da costa marítima brasileira em discussão em Brasília

[caption id="attachment_124404" align="aligncenter" width="450"] Evento discute aproveitamento sustentável do mar. Foto: ONU[/caption]   O objetivo é apontar problemas na gestão costeira do país e desenvolver soluções para o impacto humano nos biomas marinhos. A Jornada de Gerenciamento Costeiro e Planejamento Espacial Marinho está reunindo representantes da sociedade civil, das universidades e dos setores público e privado para discutir a gestão sustentável da costa marítima brasileira e o uso racional de seus recursos naturais. O evento de cinco dias teve início nesta segunda-feira (03) em Brasília e é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil. O objetivo é apontar as dificuldades e os problemas que permeiam o gerenciamento costeiro no país, uma vez que mar e continente vivem em relação de interdependência e de interferência mútua. O responsável pela área de meio ambiente da UNESCO no Brasil, Luis Henrique de Lima, afirmou que a reunião de especialistas da área é de grande importância a favor do desenvolvimento de novas soluções para o crescente impacto das cidades e das atividades econômicas nos biomas marinhos. Além disso, a jornada pode contribuir para a discussão sobre a necessidade de proteger as águas e as espécies, de criar novas tecnologias para o mapeamento da costa, de monitorar os recursos naturais e de promover o diálogo participativo entre instâncias governamentais e os demais setores da sociedade. Paralelamente, a UNESCO também está apoiando a realização do 3º Curso de Formação do Sistema de Modelagem Costeira na capital do país, cujo objetivo é formar novos gestores e pesquisadores em elementos básicos sobre a dinâmica costeira e a operação e o funcionamento do sistema. * Publicado originalmente no site ONU Brasil.


por Redação da ONU Brasil
avesBaiadeGuanabara Ambiente

O sonho olímpico de despoluir a Baía de Guanabara

  A meta de sanear 80% da Baía de Guanabara até 2016 faz parte dos compromissos assumidos pelo Governo do Estado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização das Olimpíadas do Rio de Janeiro. No entanto, são tantos anos de descaso com a sustentabilidade da Baía que é difícil acreditar que a despoluição de suas águas será um legado dos Jogos Olímpicos. Financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC), o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara foi iniciado em 1994. Em seu encerramento oficial, em 2006, tinham sido gastos – ao longo de 13 anos – US$ 760 milhões, em valores nominais. A partir de 2007, com a troca de governo, iniciou-se o Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM) – uma das principais iniciativas do Plano Guanabara Limpa. Apesar dos milhões já investidos, a Baía, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, continua em elevado estado de poluição graças à intensidade das atividades industrial e portuária, dragagens, ausência de saneamento básico e controle do despejo de dejetos industriais, entre outros problemas. A herança histórica de degradação ambiental é imensa e é por esse motivo que a meta ambiciosa de despoluição precisa ser assumida pela sociedade como um todo – em especial pelas prefeituras e habitantes dos 15 municípios do seu entorno, processo que não aconteceu efetivamente até hoje. Não há projeto milagroso que irá despoluir a Baía até 2016 se não forem tratados os esgotos e diminuída, por exemplo, a quantidade de lixo comum e hospitalar que é jogada de forma irregular na bacia hidrográfica e acaba por afetar não só as suas águas, mas os leitos dos rios e canais que a compõem. Além disso, não se pode negligenciar os impactos causados pela ocupação irregular de empresas no entorno, além da degradação e desmatamento de manguezais e de matas ciliares de rios e canais que fazem parte da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara. Por isto, o compromisso olímpico deve ser visto como uma oportunidade e uma agenda prioritária para governo do Estado do Rio de Janeiro. Para que a despoluição ocorra, faz-se necessário, sobretudo, um planejamento contínuo e monitoramento permanente. Fundamental também uma maior governança, com o estabelecimento de metas de médio e longo prazos para a realização dos projetos previstos. Para completar, não pode faltar transparência no acompanhamento das ações e a participação ativa da população e das universidades – com a elaboração de estudos científicos. O brasão da cidade do Rio de Janeiro traz golfinhos como elementos principais, de tão presentes que esses animais costumavam ser na costa fluminense. Hoje, a população de golfinhos que ainda existe no recôncavo da Baía de Guanabara se deve, em certa medida, à Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, uma importante Unidade de Conservação Federal responsável pela proteção ambiental e dos manguezais na região. A melhoria da qualidade das águas da Baía de Guanabara é uma meta para 2016. No entanto, se até lá for acordado, entre todos os níveis de governo, academia, empresas e sociedade, um pacto pela sustentabilidade da Baía a longo prazo, teremos de fato um legado dos Jogos Olímpicos. Quem sabe, tenhamos também de volta os golfinhos que um dia já foram símbolo da cidade. * Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. Leandra Gonçalves é bióloga e consultora da organização. ** Publicado originalmente no Blog do Planeta e retirado do site SOS Mata Atlântica.


por Marcia Hirota e Leandra Gonçalves*

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vaso garrafas002 Recicle seu jardim

Foto: Reprodução/ limaoflor.wordpress.com

O destino do lixo doméstico é um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade. A quantidade de detrito produzido é muito superior à capacidade de processamento do mesmo, contribuindo para o aumento da poluição da água, do ar e do solo. Por isso, reciclar é tão importante. A reciclagem é uma maneira de ajudar a preservar o meio ambiente. Ela colabora para a diminuição do volume de resíduos nos aterros sanitários, protegendo os solos e os lençóis freáticos (água pouco profunda); e transforma lixo em matéria-prima, aumentando a vida útil dos materiais e evitando que mais detritos sejam produzidos desnecessariamente. Reciclar é reaproveitar produtos e utensílios que normalmente iriam ser jogados fora e dar a eles uma nova funcionalidade. Qualquer parte de uma casa permite a reutilização de materiais, inclusive o jardim, que, após receber esses itens, acaba ficando mais bonito, charmoso e principalmente sustentável. O reaproveitamento de recipientes para o cultivo de plantas é uma das formas de praticar a reciclagem e, consequentemente, a sustentabilidade, que a cada dia ganha mais adeptos. Baldes, chaleiras, xícaras, jarras, bacias e outros objetos podem ser transformados em belos vasos de plantas. No entanto, para utilizá-los, é preciso tomar alguns cuidados:  
  • Lavar muito bem as vasilhas, eliminando qualquer vestígio de elementos tóxicos (ferrugem, produtos químicos como cloro, ácidos e detergentes), para que as plantas não sejam contaminadas.
  • Impermeabilizar a parte interna de cada recipiente, aplicando uma camada de tinta ou revestimento impermeabilizante. Com esse procedimento, a durabilidade do vaso aumentará e também evitará que qualquer produto químico do utensílio possa contaminar a planta.
  • Optar por materiais resistentes, que suportem bem as mudanças climáticas e que não absorvam muito calor, pois isso pode ressecar a terra e matar a flor. Caso vá utilizar recipientes metálicos, escolha plantas com maior resistência à temperatura e à falta de umidade.
  • Observar o tamanho da planta e de sua raiz. Aquelas que têm raízes maiores e mais fortes devem ser plantadas em recipientes grandes e resistentes. Já as plantas com raízes mais finas podem ser cultivadas em jarras, utensílios de vidro e de outros materiais mais delicados.
  Em todos os casos, é preciso encontrar a melhor maneira de reproduzir as condições naturais de crescimento de cada planta. Toda espécie tem sua necessidade específica de água, portanto, é interessante escolher o recipiente de acordo com as necessidades de cada variedade. Flores como as orquídeas exigem pouquíssimas regas e obtém sua cota de água proveniente do ar, logo são mais fáceis de monitorar. Já as margaridas precisam de regas constantes e solo úmido, sem estar encharcado, e exigem um cuidado maior. *A Giuliana Flores está há mais de 20 anos no mercado e é líder em vendas de flores pela internet.- www.giulianaflores.com.br
Reduza o consumo de papel. Imprima na versão frente e verso.
Diminua custos de limpeza, adotando produtos biodegradáveis e receitas caseiras
Utilize a água usada na lavadora de roupa para lavar o chão da área de serviço, do quintal e da cozinha.
Utilize sabão ou detergente biodegradável, que não poluem os rios porque se decompõem mais facilmente.
Evite a geração de lixo e a produção desnecessária de produtos. Cancele as correspondências que você não lê.
Recolha as roupas do varal com cuidado para não amassar muito e depois dobre. Isso facilita na hora de passar e reduz o tempo de uso do ferro.
Economize. Permanecer 15 minutos com a mangueira aberta pode gastar até 280 litros de água.
Procure ler seus e-mails na tela do computador. Não imprima nada sem absoluta necessidade.
Prefira tecnologias limpas e de baixo consumo energético.

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