LEGO abandona a Shell

Ambiente

LEGO abandona a Shell


por Redação do Greenpeace


Campanha do Greenpeace para Salvar o Ártico conquista mais uma vitória: depois de muita pressão, LEGO finalmente desencaixa da Shell. Ontem (9) o mundo recebeu uma notícia incrível: depois de uma campanha de três meses, que contou com o apoio de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, a LEGO anunciou que não irá renovar seu contrato com a petrolífera Shell. Essa é uma notícia fantástica para os fãs da LEGO e para os defensores do Ártico no mundo todo. O rompimento da parceria é um grande golpe para a estratégia da Shell em fazer parcerias com marcas adoradas pelo público para limpar a sua imagem suja como exploradora de petróleo do Ártico. Como é que o Greenpeace conseguiu essa vitória pelo Ártico? Veja a seguir os cinco melhores momentos dessa vitoriosa campanha: 1) O vídeo mais viral da história Greenpeace Uma banheira de hidromassagem, um personagem de Game of Thrones, um urso polar muito triste, e a versão mais deprimente da música mais otimista que você já ouviu. Com grande cobertura da mídia e quase seis milhões de visualizações, o vídeo foi rapidamente retirado do YouTube devido a uma alegação de "copyright". No entanto, ele foi disponibilizado novamente após 18 horas. 2) Crianças brincam em protesto [caption id="attachment_122778" align="aligncenter" width="600"] Foto: © Elizabeth Dalziel / Greenpeace[/caption]   Os fãs mais jovens da LEGO decidiram colocar a mão na massa. Dezenas de crianças construíram animais do Ártico em grande escala, usando peças de LEGO. O divertido protesto aconteceu na porta da sede da Shell em Londres. 3) Surgimento da LEGOlução [caption id="attachment_122779" align="aligncenter" width="605"] Foto: © Abram Powell / Greenpeace[/caption]   De Hong Kong a Paris, passando por Buenos Aires e Brasil, voluntários vestidos de LEGO realizaram pequenos, porém poderosos protestos contra a parceria de seu patrão, a LEGO, com a Shell. Muitos realizaram protestos em marcos internacionais, e a LEGOlução logo se espalhou por todo o mundo. 4) Festa na LEGOlândia [caption id="attachment_122780" align="aligncenter" width="600"] Foto: © Uffe Weng / Greenpeace[/caption]   As cidades LEGOs também não ficaram de fora. Para iniciar a campanha, o Greenpeace simulou um vazamento de óleo de uma plataforma de LEGO na cidade de brinquedo da Dinamarca. Em Londres, na Inglaterra, mini protestos pipocaram entre os prédios de brinquedo. Outra ação interessante foram os bonecos alpinistas que realizaram um protesto ousado em um posto de gasolina miniatura da Shell, também na Dinamarca. 5) 1 milhão de pessoas se manifestam [caption id="attachment_122781" align="alignright" width="362"] Foto: © Greenpeace[/caption] Após três meses, mais de um milhão de pessoas enviaram emails à LEGO pedindo o fim de sua controversa parceria, o que mostrou a grande mobilização popular por trás desse resultado. Esse resultado é uma vitória não só para o Greenpeace, mas também para milhões de pessoas que se importam com a proteção do Ártico. Com isso, o objetivo da Shell de operar no Ártico em 2015 fica cada vez mais difícil, mas não impossível. Agora precisamos tirar de vez a petrolífera do Ártico, que teve este ano uma das menores medições de gelo dos últimos trinta anos. O tempo está se esgotando para salvar o Ártico, e a hora de agir é agora! * Publicado originalmente no site Greenpeace.  

"Santinhos" espalhados em calçada em Brasília, no dia da eleição. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Ambiente

Eleições deste ano produziram mais lixo eleitoral

[caption id="attachment_122807" align="alignright" width="300"] "Santinhos" espalhados em calçada em Brasília, no dia da eleição. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil[/caption] Propostas em análise na Câmara dos Deputados tentam reduzir a quantidade de lixo gerado por propaganda política. Após o primeiro turno das eleições, as principais capitais brasileiras tinham ruas imundas por causa do lixo eleitoral despejado por candidatos e cabos eleitorais. De acordo com Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, às vésperas do pleito, quase 300 toneladas de material de campanha já tinham sido recolhidas por poluir as vias públicas, um recorde comparado às eleições de 2010, quando o lixo eleitoral atingiu 120 toneladas. Na Câmara dos Deputados, há um projeto que pretende controlar a poluição visual e sonora e evitar a sujeira que se acumula nas cidades durante o período eleitoral. A proposta (PL 4607/12), de autoria do deputado Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS), proíbe a pintura em muros, o uso de cavaletes, bonecos, cartazes e bandeiras ao longo das vias públicas. O texto aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) é autora de um projeto (2183/11) que limita a 500 unidades a veiculação de propaganda eleitoral por meio de cavaletes, placas e faixas ao longo das ruas. Essa proposta está pronta para ser votada no Plenário da Câmara. Pouco tempo de TV O juiz eleitoral do Distrito Federal Daniel Carnacchioni relativiza a questão da poluição visual, lembrando que os candidatos das eleições proporcionais têm pouco tempo de televisão. "Os maiores problemas que nós tivemos com propaganda irregular foram com candidatos a deputados distritais e federais que não têm visibilidade quase nenhuma. Então praticamente o sujeito não tem tempo de televisão, não tem tempo no rádio. Qual é o meio de eles se comunicarem com a população? É por meio de faixas, cavaletes, placas.” Daniel Carnacchioni lembra que a legislação permite e regula o tipo de propaganda aceita. Neste ano, por exemplo, a lei permitia a distribuição de papéis de propaganda política até as 22 horas do dia que anterior à eleição. A permanência do material nas ruas até a meia-noite configura infração administrativa. Somente a partir desse horário é que o ato passa a configurar crime eleitoral. Mas o magistrado explica que não há como punir se não houver um flagrante ou prova da autoria. “É praticamente impossível. Porque sempre vai ter a alegação de que alguém jogou para prejudicá-lo. E, no crime, se você não consegue demonstrar a autoria, não tem como punir ninguém." Neste ano, todo o material apreendido nas eleições no Distrito Federal deve ser doado para entidades cadastradas. Íntegra da proposta: PL-2183/2011 PL-4607/2012 * Edição: Natalia Doederlein. ** Publicado originalmente no site Agência Câmara.


por Sílvia Mugnatto, da Agência Câmara
Represa do rio Jagauri que abastece o sistema Cantareira. Foto: Augusto Daidone - Prefeitura de Vargem/ Fotos Públicas 12/09/2014 Ambiente

O mosquito e a falta d’água

[caption id="attachment_122708" align="aligncenter" width="524"] Represa do rio Jagauri, em Vargem, que abastece o sistema Cantareira. Foto: Augusto Daidone - Prefeitura de Vargem/ Fotos Públicas 12/09/2014[/caption]   Falta bom senso e sobra oportunismo político nesta crise que abastecimento de água que atinge a região mais populosa e economicamente importante do Brasil. A Bacia do rio Paraíba do Sul reúne aproximadamente 4 mil grandes usuários de água (indústrias, companhias de abastecimento, agricultores, etc) caprichosamente distribuídos nos 3 estados mais ricos da Federação. A falta de chuvas expôs a falta de planejamento para lidar com situações de crise - algo impedoável na Engenharia e na Hidrologia - agravadas pelo ano eleitoral. No Brasil, a água das torneiras é a mesma que faz acender a lâmpada da sala. Desde o apagão de 2001 (durante o governo FHC) a palavra "racionamento" está associada a incompetência administrativa, razão pela qual nenhum governo do PSDB ou do PT se empenha em promover o uso racional de água, eficiência energética, ou qualquer outra medida que conspire em favor de uma cidadania consciente dos riscos dessa "aquadependência" extrema. Se algo dá errado - como deu - a culpa é de São Pedro. Em campanha para a reeleição, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin evita a todo o custo aplicar o racionamento de água ou punir quem desperdiça. Em campanha para a reeleição a presidente Dilma tampouco promove campanhas do gênero, mesmo quando os custos crescentes de produção de energia a partir das térmicas (ligadas para dar cobertura às hidrelétricas que não conseguem operar a plena carga por falta de chuvas) castigam as contas públicas. Pra complicar a situação, o próprio diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, critica a Política Nacional de Recursos Hídricos por uma lacuna que o impede de agir como gostaria em momentos de crise. Foi o que aconteceu no último capítulo dessa novela (até o momento) na disputa pelas águas de um importante rio da Bacia do Paraíba do Sul. O reservatório do Jaguari virou notícia depois que o Governo do Estado de São Paulo determinou a redução da vazão para assegurar o abastecimento de água aos 50 mil habitantes do município de Santa Izabel. Segundo o presidente da ANA, "foi uma medida desproporcional. Bastaria mudar o ponto de captação da água no reservatório (num lugar mais produndo) para assegurar o abastecimento da cidade. O reservatório do Jaguari é o que está em melhor situação em São Paulo, com 40% do volume de água preservados. Não precisa reduzir a vazão", diz Vicente Andreu. Mas porque a ANA deixou que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) atuasse em defesa da calibragem mais adequada das águas em uma bacia hidrográfica estratégica para o país? O que explicaria o silêncio - para não dizer a passividade - da ANA em um momento tão importante? Foi o ONS quem alertou, em nota, "para o colapso no abastecimento de água" em todas as cidades ao longo do Paraíba do Sul nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, e notificou o governo paulista a apresentar até a próxima sexta-feira uma justificativa (embasada tecnicamente) para a redução unilateral da vazão. Com a palavra, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas: "A ANA não tem autonomia sobre rios estaduais. O rio Jaguari é estadual. O ONS pode se manifestar porque tem autoridade sobre todas as hidrelétricas do país. Energia é assunto federal". Perguntamos se não é contraditório que uma agência reguladora federal, que foi criada para assegurar "o uso múltiplo das águas", não tenha poderes para agir em uma crise dessas proporções. Segundo Vicente Andreu, há um "zona cinza" no texto da Lei justamente na parte que define a "situação dos rios estaduais que contribuem para a vazão dos rios federais. Rio federal (que atravessa mais de um estado da federação) é assunto da ANA. Rio estadual não". Lembra um pouco aquela história do mosquito da dengue. Há alguns anos, no auge da epidemia, quando a opinião pública acompanhava estarrecida a multiplicação do número de casos da doença sem que as autoridades dessem a devida resposta no combate ao mosquito transmissor, a grande questão a ser resolvida era: "Mas o mosquisto é federal, estadual ou municipal?". A dengue, como se sabe, segue sem controle em algumas regiões do país. Acontecerá o mesmo com a falta d'água? * André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro. ** Publicado originalmente no site Mundo Sustentável.


por André Trigueiro*
As Unidades de Conservação ajudam a manter limpa cerca de 30% da água consumida no Brasil. Foto: 
© WWF-Brasil / Adriano Gambarini Ambiente

Até quando o Brasil ficará de costas para o mar?

[caption id="attachment_122704" align="alignright" width="382"] As Unidades de Conservação ajudam a manter limpa cerca de 30% da água consumida no Brasil. Foto: © WWF-Brasil / Adriano Gambarini[/caption] A região costeira e marinha brasileira é formada por um imenso patrimônio natural. O país tem nada menos do que 8.600 km de costa, a maior da América Latina. Vivem no litoral cerca de 42 milhões de pessoas, ou 25% da população brasileira, concentradas principalmente em 13 das 27 capitais situadas à beira-mar. É também no mar que estão aplicados investimentos bilionários para a produção de petróleo nas camadas pré-sal. No entanto, entre tantos números, um em especial se destaca – e, infelizmente, não por sua grandiosidade: temos apenas 1,57% de áreas marinhas brasileiras protegidas na forma de Unidades de Conservação. Pela importância do oceano para a saúde, a segurança, a alimentação e o lazer da população brasileira, é inaceitável que governos continuem a ignorar a necessidade de um planejamento estratégico e uma agenda positiva que protejam e favoreçam as zonas costeira e marinha. Com o objetivo de estimular esse debate, a Fundação SOS Mata Atlântica dedicou um capítulo exclusivo ao tema no documento Desenvolvimento para Sempre, que apresenta 14 metas aos candidatos às eleições de 2014. São quatro os pontos que compõem o eixo Mar, sendo o primeiro deles o que pede o compromisso dos candidatos com a aprovação, até 2015, do Projeto de Lei nº 6.969/2013, que institui a Política Nacional para a Conservação e Uso Sustentável do Bioma Marinho (PNCMar). Esse projeto, que chamamos de Lei do Mar, é resultado de um processo democrático que contou com a participação de cientistas, parlamentares, profissionais e especialistas no tema. Busca, especialmente, o aprimoramento da governança costeira e marinha no Brasil, garantindo assim a proteção dos recursos naturais para essa e para as futuras gerações. Apresentado no Congresso Nacional no final de 2013, o projeto de lei segue pelos trâmites regulares e comissão temática até a aprovação e sanção presidencial. Outro tópico da carta trata da proteção das áreas marinhas. A proposta é que o país tenha, até 2018, 5% desse território protegido, o que representa metade da meta de elevar essa cifra a 10% até 2020, com a qual o Brasil se comprometeu na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. Para completar, o documento pede que 100% das unidades de conservação marinhas tenham planos de manejo aprovados até 2018. Atualmente, a criação de áreas marinhas protegidas está estagnada no Brasil, seja no Governo federal, estadual e municipais, na contramão do que acontece em outros países, como Austrália, Bahamas, Ilhas Cook, Palau e Estados Unidos. Por aqui, as últimas iniciativas do Poder Executivo para a concepção dessas unidades ocorreram há cinco anos, quando foram criadas as Reservas Extrativistas da Prainha do Canto Verde (CE) e do Cassurubá (BA). A falta de prioridade é tamanha que tem sido pouco abordada nas propostas dos candidatos à presidência. Para completar as reivindicações, o documento propõe que os candidatos se comprometam a dobrar, até 2018, municípios com cobertura de saneamento básico na zona litorânea, passando de 30% para 60%, e a implementar o Plano Nacional de Contingência para grandes vazamentos de petróleo, aumentando assim a fiscalização do Estado sobre essa exploração. Ao cumprirem essas metas, os futuros governantes terão dado um passo importante para suprir a ausência de políticas adequadas à conservação e gestão sustentável do nosso território marinho. Para nós, seria a garantia da proteção do nosso patrimônio costeiro e marinho, que tem papel fundamental no desenvolvimento do país. * Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. ** Publicado originalmente no Blog do Planeta e retirado do site SOS Mata Atlântica.


por Marcia Hirota*
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Brasil e a revolução energética

[caption id="attachment_122698" align="aligncenter" width="550"] "A energia eólica já é hoje a segunda fonte mais barata e a energia solar poderia sozinha abastecer toda a matriz brasileira se fossem concedidos os devidos incentivos" - Parque Eólico de Osório, RS. Foto: © Rogério Reis / Tyba[/caption]   Artigo de opinião do Greenpeace publicado no jornal a Folha de S.Paulo, dia 9 de outubro; Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia, assina análise sobre o novo Plano de Expansão Decenal de Energia do governo O recém publicado Plano de Expansão Decenal de Energia, que prevê os rumos energéticos do país para a próxima década, indica que 70% dos investimentos do setor de energia serão destinados aos combustíveis fósseis. Ora, nem parece que o Brasil está passando por uma grave crise energética e que precisa rever seu planejamento ao invés de insistir em um modelo falido. Atualizado anualmente, o plano traz o dado de que, dos 71 gigawatts (GW ) previstos para o aumento da matriz energética até 2023, quase metade virá de hidrelétricas, grande parte delas alocada na Amazônia. Leia o artigo na FSP. Essa falta de visão política não pode prosseguir, pois quem paga o preço da insistência no erro é a população brasileira. Continuar investindo no binômio hídrico-térmico é sinônimo de fracasso e de contas de luz ainda mais altas. Entre a previsão de 2013 e a atual, a projeção da demanda por termelétricas dobrou. Se gastamos mais de R$30 bilhões com as térmicas apenas neste ano, não é difícil imaginar por quanto esse valor se multiplicaria até 2023. Além disso, com os combustíveis fósseis imensamente contemplados, quem fica por último no páreo são as fontes renováveis. Para os biocombustíveis previu-se 6,5% dos investimentos e para as energias renováveis como pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica, solar e biomassa, 9,2%. Essa disparidade reflete as escolhas do governo brasileiro: o petróleo do pré-sal como prioritário e falta de atenção às fontes renováveis. No entanto, são justamente estas últimas as que poderiam atender a necessidade futura de energia brasileira sem comprometer o meio ambiente nem o bolso dos consumidores. De acordo com a Agência Internacional de Energia, as fontes renováveis devem movimentar R$ 3,6 trilhões no mundo até o final desta década. No Brasil, as eólicas tem puxado o crescimento de contratação de energia e, apenas em 2013, foram responsáveis por abocanhar 70% dos leilões. Nenhuma outra fonte poderia ter feito o mesmo. A boa notícia é a inclusão pela primeira vez da energia solar no plano. Com a projeção de 3,5 GW até 2023, esse valor poderia dobrar segundo a previsão do cenário [R]evolução Energética, publicado pelo Greenpeace no ano passado. A China pretende crescer quatro vezes esse valor apenas em energia solar neste ano, priorizando sistemas residenciais de microgeração. Esse formato não consta no plano brasileiro. A redução de consumo de energia em decorrência de programas de eficiência energética também diminuiu do plano atual para o anterior e chegou ao nível de 5,2%, um patamar baixo se considerarmos o potencial superior a 10% nos setores comercial, industrial e residencial. Por essas e por outras, o Brasil permanece entre os últimos colocados nos ranking internacionais de eficiência energética em edifícios, transportes e indústria. Diante das ameaças de racionamento e do aumento do preço da energia, o Brasil parece ignorar o que nos foi dado pela natureza e que poderia solucionar boa parte dos problema do setor e evitar custos onerosos. A energia eólica já é hoje a segunda fonte mais barata e a energia solar poderia sozinha abastecer toda a matriz brasileira se fossem concedidos os devidos incentivos. Não falta Sol, nem falta vento, o que falta mesmo é vontade política. * Publicado originalmente no site Greenpeace.


por Redação do Greenpeace
Apreensão de madeira ilegal na localidade de Ayun, no distrito paquistanês de Chitral. Foto: Imran Schah/IPS Ambiente

Investigação de madeira ilegal nos Estados Unidos com possível impacto mundial

[caption id="attachment_122685" align="aligncenter" width="529"] Apreensão de madeira ilegal na localidade de Ayun, no distrito paquistanês de Chitral. Foto: Imran Schah/IPS[/caption]   Washington, Estados Unidos, 9/10/2014 – Organizações ecologistas aumentam a pressão para que as autoridades dos Estados Unidos concluam a investigação de uma empresa acusada de importar madeira ilegal e determinem as responsabilidades no caso, o que poderá repercutir no comércio madeireiro internacional. Em setembro de 2013 as autoridades invadiram dois dos escritórios da Lumber Liquidators, maior empresa de piso de madeira no país, suspeita de violar a lei ao importar madeira cortada ilegalmente da Rússia. Naquele momento, a organização independente Agência de Investigação Ambiental (EIA) publicou um detalhado informe sobre as acusações, que incluíam numerosas evidências sugerindo que a Lumber Liquidators realizou a ilícita operação comercial por meio de um fornecedor chinês. Em maio, o Greenpeace voltou a questionar os negócios da companhia com fornecedores supostamente vinculados ao corte ilegal na Amazônia. Atualmente, a empresa é investigada por três órgãos dos Estados Unidos. Uma investigação internacional tão complexa exigiria pelo menos um ano, segundo os observadores, mas nos últimos dias os grupos ambientalistas aumentaram a pressão para que Washington determine as responsabilidades no caso. “Há motivos reais para crer que a Lumber Liquidators violou a lei, e estamos particularmente interessados em que este caso seja investigado”, afirmou Jesse Prentice-Dunn, do Sierra Club, um dos maiores grupos ecologistas desse país. “Estivemos educando nossos membros sobre a lei norte-americana a respeito dessa questão. E agora uma grande quantidade deles pede ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que faça cumprir cabalmente as leis”, explicou. No dia 3 deste mês, o Sierra Club anunciou que mais de cem mil de seus sócios apresentaram petições nas quais alertam que “muitas empresas não tomarão medidas para que suas cadeias de fornecimento sejam sustentáveis enquanto não virem uma rigorosa aplicação da lei”. Preocupação semelhante expressava uma carta enviada no final de setembro por organizações ambientalistas e trabalhistas às três autoridades do governo norte-americano encarregados da investigação da Lumber Liquidators. Porém, a empresa em questão anunciou uma nova política de sustentabilidade no começo deste mês, que inclui testes de DNA da madeira cortada, auditorias internas e externas, bem como a intenção de adquirir materiais na América do Norte e não em “regiões consideradas com menor supervisão”. Mas o anúncio da Lumber Liquidators, que defende sua inocência, indignou os grupos ativistas ao sugerir que seus erros passados tiveram a ver mais com a comunicação do que com problemas sistêmicos. “É certo que nos concentramos mais em nossos esforços de sustentabilidade do que em comunicá-los de maneira ampla”, afirmou Ray Cotton, vice-presidente da companhia, em um comunicado publicado na nova página da empresa na internet. Quando a imprensa canadense perguntou se alguma vez havia usado madeira “adquirida de forma ilegal no extremo oriental da Rússia”, a companhia respondeu que não, em um comunicado oficial proporcionado pela EIA. Também afirmou que o informe da EIA “continha inexatidões fundamentais e afirmações sem fundamento”, e que esta nunca alegou que a Lumber Liquidators tivesse violado a lei norte-americana. A “declaração da Lumber Liquidators é extremamente preocupante”, respondeu Alexander Von Bismark, diretor do escritório norte-americano da EIA. “Isso não dá às pessoas confiança no plano de sustentabilidade da empresa, se o enfoque geral se limita simplesmente à melhoria das comunicações. O primeiro passo para uma ação substancial teria que ser assumir uma posição sóbria sobre o que realmente ocorreu”, destacou. A lei no centro das investigações é a chamada lei Lacey, aprovada em 2008 e considerada uma peça pioneira na matéria, a ponto de algumas fontes afirmarem que já teve repercussões mundiais, em particular na China. O país mais povoado do planeta se converteu nos últimos anos em um dos principais intermediários da indústria mundial da madeira, tanto legal quanto ilegal. Na última década as exportações da China de produtos de madeira cresceram ao ritmo de 30% ao ano. Atualmente, este país é o maior exportador de produtos de madeira, com mais de 12% do mercado mundial, avaliado em cerca de US$ 12 bilhões em 2012. Também se diz que o setor é um dos menos transparentes com os quais os Estados Unidos comercializam. Porém, Bismarck apontou que as mudanças começaram a acontecer agora que as autoridades chinesas decidiram lidar com o problema da lavagem da madeira ilegal. Também afirmou que isso é o que torna o caso Lumber Liquidators, e a possível reação das autoridades norte-americanas, tão importante. Apesar de Pequim, pela primeira vez, começar a discutir o corte ilegal nos fóruns internacionais, sua resposta é incompleta, segundo Bismarck. Isto se deve em grande parte ao grau com que as empresas continuam sendo capazes de ignorar o regime jurídico, como a lei Lacey, acrescentou. “Isso permite à indústria chinesa considerar que não precisa mudar suas práticas porque a madeira continua entrando”, disse Bismarck. “Por isso toda a situação está por um fio, e o caso Lumber Liquidators é um sinal fundamental para as associações industriais chinesas que estão por decidir qual caminho seguirão. Isso decidirá se, em uns poucos anos, teremos uma nova lei para o comércio madeireiro”, ressaltou. Alguns ambientalistas criticam a lei Lacey, mas Bismarck opinou que a investigação atual é a prova de que essa lei funciona. “O fato de o governo norte-americano estar investigando um caso que implica o corte ilegal em um país e a fabricação em outro antes de chegar aos Estados Unidos é um sinal muito positivo para a eficácia geral da lei”, enfatizou. Segundo Bismarck, “a madeira ilegal não pode ser escondida e esses produtos não podem ser lavados com a mesma facilidade com que se fazia no passado, e isso poderia provocar uma mudança radical na indústria. É provável que ainda nem todos os rincões da indústria madeireira mundial o tenha assimilado, mas o farão”. Envolverde/IPS


por Carey L. Biron, da IPS
Arrecifes de coral. Foto: Banco Mundial/Carl Gustav Ambiente

Acidificação dos oceanos pode provocar perdas de 1 trilhão de dólares por ano até o final do século

[caption id="attachment_122675" align="aligncenter" width="564"] Arrecifes de coral. Foto: Banco Mundial/Carl Gustav[/caption]   A economia global pode perder, anualmente, 1 trilhão de dólares até o final do século caso não sejam tomadas medidas urgentes para impedir a acidificação dos oceanos, afirma o documento Uma síntese atualizada dos impactos da acidificação dos oceanos sobre a Biodiversidade Marinha lançado nesta quarta-feira (8) em Pyeongchang (Coreia do Sul). A cifra reflete somente a perda econômica das indústrias ligadas aos arrecifes de coral, uma das espécies mais vulneráveis a este fenômeno. “Quando os ecossistemas param de funcionar como deveriam, eles não nos dão os serviços e os benefícios que ofereciam. No caso dos arrecifes de coral, eles são essenciais para a sobrevivência de milhares de pessoas em muitas regiões do mundo e serão significativamente afetados”, afirmou o especialista da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) sobre o assunto, Salvatore Arico. O relatório, elaborado por uma equipe de 30 especialistas, afirma que a acidificação dos oceanos aumentou em cerca de 26% desde os tempos pré-industriais e vai continuar aumentando nos próximos 50 a 100 anos, afetando drasticamente os organismos marinhos e os ecossistemas, bem como os bens e serviços que fornecem. A acidificação dos oceanos é a diminuição do pH dos oceanos da Terra, causada por um aumento das emissões de dióxido de carbono devido à atividade humana. O relatório sublinha que este fenômeno está ocorrendo em níveis sem precedentes, ameaçando a biodiversidade marinha e, consequentemente, a humanidade. * Publicado originalmente no site ONU Brasil.


por Redação da ONU Brasil
Foto: PNUD GRID Arendal/Peter Prokosch Ambiente

Benefícios da proteção da biodiversidade superam custos financeiros, diz relatório apoiado pela ONU

[caption id="attachment_122681" align="aligncenter" width="500"] Foto: PNUD GRID Arendal/Peter Prokosch[/caption]   De acordo com um relatório apoiado pela ONU, a implementação de medidas que promovam o uso sustentável da biodiversidade é um investimento que vale a pena e trará vários benefícios econômicos e ambientais para os países. A publicação foi divulgada durante a 12ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre a Diversidade Biológica (COP-12), em Pyeongchang, na Coreia do Sul. O relatório destaca que em todos os países há uma grande lacuna entre os investimentos necessários para atender as 20 metas de biodiversidade de Aichi e os recursos atualmente alocados para estes esforços. Além disso, ele ajuda as partes interessadas a compreender como é possível desenvolver planos de investimento financeiro em iniciativas que usam a biodiversidade de forma sustentável. Segundo o presidente do painel de Alto Nível de Avaliação Global de Recursos para a Implementação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e autor do relatório, Carlos Manuel Rodriguez, apesar de terem mostrado o seu compromisso com as metas de biodiversidade de Aichi, os governos não possuem bons planos de investimento financeiro para essas questões. Para solucionar esta ambiguidade, Rodriguez pede aos países que apliquem uma “coerência política urgente”. Como sugestão, disse que os países não devem simplesmente pensar em aumentar os gastos, mas em buscar formas inovadoras para que os investimentos em desenvolvimento também levem em conta a biodiversidade. Outras recomendações do documento incluem diversificar as fontes de financiamento para a biodiversidade; investir na proteção dos ecossistemas marinhos e terrestres com a visão de que isto possa resolver também outras questões de desenvolvimento mais amplas como as alterações climáticas, o diálogo fortalecido entre os governos e o desenvolvimento de iniciativas da biodiversidade pelo setor privado e sociedade civil. * Publicado originalmente no site ONU Brasil.


por Redação da ONU Brasil
urso-panda-ecod Ambiente

WWF-Brasil lança campanha “Adote uma Espécie” para preservar espécies em extinção

A organização não governamental WWF-Brasil iniciou em outubro uma nova modalidade de contribuição. Por meio dela, será possível "adotar" uma espécie animal, doar uma quantia em dinheiro e, assim, ajudar a entidade em seus programas de conservação. A campanha "Adote uma Espécie" tem o objetivo de custear programas como o monitoramento da espécie, o aumento e a expansão do habitat protegido e a redução dos impactos humanos no ambiente natural. Além disso a contribuição também ajuda outros projetos de conservação da região. Neste primeiro momento, a campanha começará com o animal símbolo da logomarca da organização e que está em extinção: o urso panda. A ideia é que, de tempos em tempos, outras espécies possam ser "adotadas". Para participar, basta clicar no link www.wwf.org.br/adote e contribuir com uma doação mensal, a partir de R$54,90. Ao "adotar" um urso panda, você receberá em sua residência um kit contendo um boneco de pelúcia, um certificado, um folder com informações sobre o WWF-Brasil e sobre a espécie, além de um adesivo personalizado. Saiba mais Quem participa da campanha, "adota" um urso panda de Qinling, mais conhecido como urso panda gigante. Ele é um dos animais mais reconhecíveis do mundo, pela sua pelagem branca com marcas negras ao redor dos olhos, focinho, pernas e ombros. Os machos são cerca de 10% maiores do que as fêmeas. Um urso panda macho adulto pode pesar entre 100 e 150 kg - cerca de 1,5 vezes mais que o peso de um homem médio - e cresce até 1,70 metro. Eles podem passar 55% do dia se alimentando de sua comida predileta: o bambu. Consomem cerca de 60kg por dia, com seus dentes largos e fortes que ajudam a triturar o alimento. Os ursos panda gigantes habitam em florestas latifoliadas e de coníferas, locais onde o nível de sombra é adequado para o crescimento de bambu. O panda prefere encostas pouco íngremes de montanhas, porque é mais fácil para se movimentar. Além do fácil acesso a água fresca de rios, córregos ou lagos. As fêmeas têm tendência a ficarem prenhas apenas dois ou três dias por ano. A gestação dura entre quatro e cinco meses e embora a fêmea possa dar à luz dois filhotes, em geral apenas um sobrevive. Por isso, é um animal raro e que corre risco de extinção. Risco de extinção As populações dessa espécie foram reduzidas em cerca de 50% entre o começo dos anos 70 e final dos anos 90. Os resultados das últimas pesquisas revelam que, na China, existem aproximadamente 1.600 pandas remanescentes na natureza. Perda ou fragmentação de seu habitat são as maiores ameaças aos ursos panda gigantes. O rápido crescimento da população humana da China levou ao desmatamento de grandes áreas de floresta natural para a agricultura e para a produção de madeira, que é utilizada como combustível e na construção civil. Isso forçou os ursos pandas a se refugiarem em áreas isoladas. A caça predatória dos ursos panda gigantes tornou-se uma ameaça menor do que era antes, em grande parte devido às altas multas aplicadas. Porém os pandas compartilham o seu habitat com animais que ainda são caçados, o que possibilita o risco deles caírem acidentalmente em armadilhas montadas para outros alvos como, por exemplo, os veados. Programa de conservação Desde 1980, o WWF atua na conservação dos ursos panda, sendo a primeira organização de conservação internacional a ser convidada pelo governo chinês para trabalhar na China. "As adoções dão um grande impulso, conquistando grandes resultados. Elas ajudam a pagar o treinamento de guardas florestais locais que monitoram os ursos panda e combatem a caça predatória, custeiam o trabalho com as autoridades chinesas para estabelecer novas reservas e criar corredores ecológicos para conectar as populações de panda. Além disso, apoiam os nossos projetos que ajudam as comunidades locais a se tornarem menos dependentes dos recursos da floresta", explica o WWF. "Aproximadamente 70% dessa renda é encaminhada diretamente para o custeio dos nossos programas e o restante é utilizado para amparar o nosso trabalho de outras maneiras. Em 20 anos de trabalho, saltamos de 13 para 62 reservas de proteção", ressalta a ONG, que disponibiliza os detalhes completos de como utiliza sua renda através do link: wwf.org.br/wwf_brasil/organizacao/prestacao_contas/ * Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
Numa parceria entre a Petrobras e BSBios, a usina de biodiesel de Marinalva (PR) usa matérias-primas como soja, sebo bovino e óleo de caroço de algodão Agência Petrobras Ambiente

Senador propõe incentivo ao uso de bioquerosene na aviação

[caption id="attachment_122719" align="aligncenter" width="560"] Numa parceria entre a Petrobras e BSBios, a usina de biodiesel de Marinalva (PR) usa matérias-primas como soja, sebo bovino e óleo de caroço de algodão Agência Petrobras[/caption]   O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) propôs a criação do Programa Nacional do Bioquerosene para incentivar a produção de energia à base de biomassas de forma a estimular a aviação brasileira a conservar e preservar os recursos naturais. De acordo com o projeto (PLS 506/2013), os biocombustíveis de segunda geração devem usar biomassas que não concorram com a produção de alimentos, nem contribuam para o desmatamento, entre outros possíveis prejuízos ao meio ambiente. O programa objetiva desenvolver tecnologia limpa na produção de biocombustível do tipo drop in. Ou seja, o bioquerosene é misturado em proporções adequadas com o querosene de aviação de origem fóssil, de modo a não demandar alterações nos motores, aeronaves e infraestrutura de distribuição já existentes nem comprometa a segurança da aviação. O seu emprego abre caminho ainda para a futura substituição total dos combustíveis fósseis por bioquerosene. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) estima que 15% dos combustíveis utilizados a partir de 2020 na aviação civil sejam de fontes renováveis. Estão sendo realizadas experiências de voos com combustíveis alternativos, incluindo o bioquerosene, para demonstrar a viabilidade técnica desses novos produtos. Sustentabilidade A política de sustentabilidade ambiental da aviação brasileira contempla a participação das universidades, agências reguladoras e empresas privadas na promoção e desenvolvimento de tecnologia; inserção da indústria aeronáutica nacional no mercado de combustíveis alternativos; avaliação dos impactos do uso de biocombustíveis; e segurança e independência energética para a aviação de defesa. O senador Eduardo Braga destaca as vantagens comparativas do Brasil e a oportunidade de o país liderar iniciativas na área gerando, inclusive, capacidade de exportação. Além da questão ambiental, o projeto ainda possibilitaria a expansão da aviação regional com a redução do valor das passagens aéreas, principalmente nos trechos que ligam as cidades do interior da Amazônia. O projeto estabelece ainda que a pesquisa, o fomento, a produção, a comercialização e o uso energético do bioquerosene devem ser incentivados com a ampliação das dotações de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); destinação de recursos de agências e bancos de fomento federais, em condições especiais, para projetos nessa área; e estabelecimento, pelo governo federal, de incentivos fiscais. Relatório O senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator da matéria na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), apresentou parecer pela aprovação do projeto. Em seu relatório, o parlamentar afirma que, embora a aviação brasileira contribua apenas com 2% do total das emissões de gases causadores do efeito estufa, a produção e o uso de biocombustíveis devem ser incentivados em nome da sustentabilidade. Depois de analisada na CMA, a matéria ainda seguirá para a decisão final na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). * Publicado originalmente no site Agência Senado.


por Redação da Agência Senado
Diante da seca estabelecida, as fontes renováveis ganham fôlego na Califórnia. Foto: ©Robert Visser/Greenpeace Ambiente

Em tempos de seca, o sol brilha na Califórnia

[caption id="attachment_122643" align="aligncenter" width="488"] Diante da seca estabelecida, as fontes renováveis ganham fôlego na Califórnia. Foto: ©Robert Visser/Greenpeace[/caption]   Adentrando seu quarto ano seguido de seca, o estado da Califórnia acaba de sofrer uma redução de 50% na produção de energia proveniente das hidrelétricas. Durante muito tempo, a alternativa para momentos como esse foi a produção de energia a partir da queima de gás natural. Entretanto, a utilização dessa fonte é uma falsa solução por dois motivos: a alta demanda de água na geração de eletricidade pelas térmicas; e a alta emissão de gases de efeito estufa, que acabam tornando os períodos de chuva mais imprevisíveis. Diante dessa verdadeira crise, é nas energias limpas e renováveis que se concentram as esperanças dos californianos: "As barragens hidrelétricas destroem rios e causam emissões de metano, responsável pelas mudanças climáticas. Eólica e solar são as melhores maneiras de gerar eletricidade. Nossas águas devem fluir de maneira rápida e livre o quanto antes para que seres humanos e animais possam usufruir desse bem comum”, afirma Gary Wockner, porta-voz das ONGs Save the Poudre e Save the Colorado, que trabalham em prol da preservação dos rios homônimos. Atualmente, quase 60% do estado da Califórnia vivem sob a condição de seca severa ou extrema, de acordo com o último levantamento feito pelo California Nevada River Forecast Center, responsável pelo monitoramento hídrico dos estados da Califórnia e Nevada. Enquanto isso, enfrentando o terceiro ano seguido de estiagem rigorosa, o Brasil também sofre com uma crise hídrica que compromete a produção de energia por meio das hidrelétricas. Contudo, na contramão dos californianos, as autoridades brasileiras seguem ignorando o enorme potencial das fontes limpas de energia, e ao invés de investir fortemente no desenvolvimento da energia eólica e solar – que possibilitariam a diversificação da nossa matriz, o que se vê é intensificação do uso das termelétricas e a insistência na construção de grandes hidrelétricas, alagando regiões produtivas, desalojando tribos indígenas e cidades, a troco de aumentar a produção de energia suja – como o Xingu. * Publicado originalmente no site Greenpeace.


por Luciano Dantas, do Greenpeace

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Crise no setor de saúde dos países afetados por ebola põe em risco a 800 mil mulheres grávidas. Foto: Mulher grávida em Freetown, Serra Leoa. UNICEF/Tanya Bindra

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