Estudo aponta que 70% das florestas remanescentes do planeta correm risco

Ambiente

Estudo aponta que 70% das florestas remanescentes do planeta correm risco


por Redação do IPÊ


Pesquisa global conta com a participação de pesquisador da organização brasileira IPÊ, Clinton Jenkins, e foi publicada na revista Science Advances 23/03/2015 - Que as florestas de todo o mundo estão em declínio e a perda de biodiversidade é constante, isso não é novidade. Mas um extenso estudo global recém-publicado sobre a fragmentação florestal no mundo constatou, a partir de um mapa de alta resolução, que 70% das florestas existentes na Terra estão sob grande ameaça por estarem posicionadas em áreas vulneráveis que ameaçam a sua proteção. A pesquisa foi divulgada no último dia 20, pela revista Science Advances. O estudo tem 24 autores de vários países, que acompanharam os resultados de 35 anos de pesquisa de sete grandes experimentos sobre fragmentação de habitats, realizados em biomas dos cinco continentes. A análise originou o primeiro mapa global em alta resolução que aponta onde estão esses remanescentes florestais e como eles estão sofrendo com os efeitos da fragmentação. Os pesquisadores afirmam que a maior parte das áreas florestais que ainda existem no mundo possuem uma característica comum: localizam-se, em média, a um quilômetro da borda da floresta, dentro de uma faixa onde existem as atividades humanas e ameaças naturais que podem influenciar e degradar esses ecossistemas. Outra conclusão dos autores do estudo é a de que os habitats fragmentados têm reduzido a diversidade de plantas e animais de 13 a 75 por cento e os efeitos mais negativos se encontram nos menores e mais isolados fragmentos de habitat. As análises foram lideradas por Nick Haddad, da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), que conta com a participação do pesquisador americano Clinton Jenkins que, no Brasil, atua como pesquisador do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. Segundo Jenkins, o Brasil vive os dois extremos, com uma floresta bastante conservada, a Amazônia, e uma que está em vias de desaparecer, a Mata Atlântica. "O Brasil detém dois dos exemplos mais extremos para as florestas. De um lado do país, a Amazônia, a maior floresta tropical e a menos fragmentada do mundo, um bioma que ainda pode ser considerado bem conservado, mas que vive sob grande ameaça. Do outro lado do país é a Mata Atlântica, uma das florestas mais devastadas e fragmentadas do planeta, que, para sobrevier, precisa salvar suas pequenas partes e tentar reconstruir um ecossistema maciçamente danificado. O que vemos, entretanto, é que a Amazônia está seguindo o mesmo caminho da Mata Atlântica, caso não houver medidas eficazes de combate ao desmatamento", afirma Jenkins, que é também professor convidado pela ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, no Brasil. Abrangendo diversos tipos de ecossistemas, das florestas de savanas a pastagens, as experiências de fragmentação agrupadas e analisadas no estudo mostram uma tendência desanimadora: a fragmentação causa perdas de plantas e animais, muda a forma como funcionam os ecossistemas, reduz as quantidades de nutrientes acumulados e a quantidade de carbono sequestrado, e tem outros efeitos prejudiciais. "Os efeitos iniciais foram negativamente surpreendentes", diz Haddad. "Mas eu fiquei admirado com o fato de que esses efeitos negativos tornam-se ainda mais negativos com o passar do tempo. Alguns resultados mostraram uma redução de 50 por cento ou mais de espécies vegetais e animais durante uma média de apenas 20 anos, por exemplo. E a trajetória ainda é uma espiral descendente", alerta. O pesquisador ainda afirma que a fragmentação de habitats tem efeitos nocivos que também irão prejudicar as pessoas. "Este estudo é uma chamada para acordarmos para o quanto estamos afetando ecossistemas - incluindo áreas que pensamos estarem conservadas", diz. Os autores apontam para possíveis formas de mitigar os efeitos negativos da fragmentação: conservação e manutenção de áreas maiores de habitat; utilização de corredores paisagem que conectam fragmentos; e aumento da eficiência da agricultura para reduzir as demandas por mais terras. São medidas urgentes de conservação e restauração para melhorar a conectividade da paisagem, o que reduzirá as taxas de extinção e ajudarão a manter os serviços ecossistêmicos. "Nós sabemos o que é necessário para recuperar os ecossistemas se tivermos essa chance. Proteger habitats remanescentes e conectá-los com corredores é uma maneira cientificamente válida para reduzir os efeitos negativos da fragmentação", conclui Jenkins. (IPÊ/ #Envolverde) Para acessar o estudo clique aqui.

Área desmatada, queimada e 'leirada', pronta para ser plantada, onde deveria haver floresta amazônica, no estado do Mato Grosso. Foto: © Paulo Pereira / Greenpeace. Ambiente

Desmatamento: outro sistema, mesma má notícia

[caption id="attachment_131336" align="aligncenter" width="540"] Área desmatada, queimada e 'leirada', pronta para ser plantada, onde deveria haver floresta amazônica, no estado do Mato Grosso. Foto: © Paulo Pereira / Greenpeace.[/caption]   De acordo com o SAD de fevereiro, divulgado nesta sexta-feira pelo Imazon, houve um aumento de 282% nos alertas de desmatamento na Amazônia Legal para o mês O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) acaba de divulgar os resultados de seu Sistema de Alertas de Desmatamento na Amazônia Legal (SAD) de fevereiro e os números, infelizmente, confirmam a tendência de aumento indicada pelo Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no início do mês. De acordo com o SAD, mesmo com uma cobertura de nuvens 10% maior que no mesmo mês do ano passado, os satélites identificaram indícios de desmatamento em uma área de 4.200 hectares, número 282% maior que o registrado pelo sistema em fevereiro de 2014. Ou seja, mesmo enxergando menos floresta, o sistema detectou mais desmatamento. Infelizmente esse número não vem sozinho. No início deste mês, após registrar o maior número de focos de calor (queimadas) para os meses de janeiro e fevereiro desde 1999, o INPE divulgou os primeiros resultados de seu sistema de alerta de desmatamento, o DETER, que trouxe um aumento de 56% na destruição da floresta amazônica entre agosto e janeiro de 2015, na comparação com o mesmo período de 2014. “É realmente triste que na véspera do Dia Internacional das Florestas tenhamos uma notícia dessa. Apesar desses dois sistemas não serem os mais adequados para medir a área real do desmatamento, eles indicam uma tendência que, neste caso, é muito ruim, pois os dois apontam para um possível aumento na taxa de desmatamento na região”, explica Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace. Os dados do SAD são ainda mais preocupantes quando analisados os índices acumulados dos últimos seis meses, de agosto de 2014 a fevereiro de 2015. Neste período foram detectados alertas de desmatamento em uma área de 1.702 hectares, o que representa um aumento de 215%, em relação a igual período do ano anterior. Os estados que apresentaram o maior número de alertas foram Mato Grosso, seguido por Pará e Rondônia. “O Brasil já demonstrou que é possível aumentar a produção agropecuária diminuindo a taxa de desmatamento. Agora temos que dar um passo decisivo rumo ao desmatamento zero, que não só é possível, como, segundo indicam diversos estudos científico, é extremamente necessário nesta época de crise climática e hídrica, que vem afetando especialmente os estados do sudeste” afirma Rômulo. O Greenpeace pretende levar ao Congresso, ainda este ano, um projeto de Lei de Iniciativa Popular que coloca o Desmatamento Zero como lei nacional. Para que isso aconteça, precisamos obter pelo menos 1,4 milhão de assinaturas de eleitores brasileiros. Essa iniciativa já conta com o apoio de mais de um milhão de pessoas. Estamos na reta final e agora falta pouco para esse momento acontecer. Nos ajude a proteger as florestas. Assine pelo Desmatamento Zero. * Publicado originalmente no site Greenpeace Brasil.


por Redação do Greenpeace Brasil
Mulher descarregando toras serão utilizadas para a produção de carvão vegetal na Tailândia. A FAO contribui para a produção sustentável de combustíveis de madeira. Foto: FAO/J. Koelen Ambiente

Cerca e 1,6 bilhão de pessoas depende das florestas para viver

“As florestas são essenciais para a agenda de desenvolvimento pós-2015″, disse o secretário-geral da ONU em sua mensagem para o Dia. “Para construir um futuro sustentável, temos que investir nas florestas de todo o mundo.” [caption id="attachment_131355" align="aligncenter" width="540"] Mulher descarregando toras serão utilizadas para a produção de carvão vegetal na Tailândia. A FAO contribui para a produção sustentável de combustíveis de madeira. Foto: FAO/J. Koelen[/caption]   A gestão sustentável e a conservação das florestas devem ser incluídas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e no acordo sobre mudanças climáticas que serão adotados no segundo semestre de 2015, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antecipando o Dia Internacional das Florestas, celebrado em todo o mundo no dia 21 de março. “As florestas são essenciais para a agenda de desenvolvimento pós-2015″, disse Ban em sua mensagem para o Dia. “Para construir um futuro sustentável, temos que investir nas florestas de todo o mundo.” Pelo menos 1,6 bilhão de pessoas depende diretamente das florestas para alimentação, combustível, abrigo e renda, mas todos se beneficiam com o ar limpo, a água, e a regulação do clima que as florestas fornecem, disse Ban. Três quartos da água potável, cruciais para a sobrevivência humana, vêm de bacias hidrográficas com florestas. Florestas saudáveis são também fundamentais para a construção de resiliência – a capacidade de se recuperar de tempestades e outros desastres naturais, ou de se prevenir deles. (ONU Brasil/#Envolverde) * Publicado originalmente no site ONU Brasil.


por Redação da ONU Brasil
Glauco Kimura de Freitas, coloca em pauta questões ambientais, como o desmatamento e as mudanças climáticas, na discussão sobre a crise hídrica. Foto: © WWF-Brasil/Bruno Moraes Ambiente

É preciso diversificar fontes de água para garantir mais segurança contra crise

[caption id="attachment_131516" align="alignright" width="340"] Glauco Kimura de Freitas, coloca em pauta questões ambientais, como o desmatamento e as mudanças climáticas, na discussão sobre a crise hídrica. Foto: © WWF-Brasil/Bruno Moraes[/caption] No Brasil, a Hora do Planeta 2015 traz para o foco das discussões a crise no abastecimento de água que tem afetado ao menos 40 milhões de brasileiros. Além dos transtornos causados pela falta do recurso, o problema também impacta a produção de energia (concentrada no sistema de hidrelétricas) e ameaça a economia – que sofre com queda da produção agrícola e industrial. Mas qual a relação entre as mudanças climáticas, mote do movimento global que já acontece no Brasil há sete anos, e a seca nas torneiras brasileiras? É isso que esclarece o coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil Glauco Kimura de Freitas, em entrevista à equipe da Hora do Planeta. “As chamadas ilhas de calor, por exemplo, que são causadas pela grande urbanização, criam colunas de massa de ar quente que alteram o regime de chuva”, conta o especialista. “Por isso você não tem mais aquela garoa fina que caracterizou historicamente São Paulo, e sim pancadas que caem de uma vez só, e que provocam as enchentes, seguidas de estiagem”. Outro fenômeno comum às grandes cidades e que tem relação direta com a questão hídrica é a ocupação desordenada do solo. “Quando você coloca asfalto, constrói casas, condomínios, estradas, você está impermeabilizando o solo. Então, quando chove, essa água não infiltra mais. Ela escoa, evapora e inunda.” Leia os principais trechos da conversa, na qual o técnico fala também sobre a petição que o WWF-Brasil irá propor ao Governo Federal para que se crie um Plano Nacional de Proteção das Nascentes. Como surgiu a ideia da petição? Os governos, tanto o Federal quanto os estaduais e até as prefeituras, têm adotado posições muito claras no sentido de aumentar a reservação de água para sair dessa crise. Aqui em São Paulo, o governo estadual recorreu ao Governo Federal e pleiteou cerca de 3,5 bilhões de reais para a construção de novos reservatórios, obras de infraestrutura hídrica e transposição de rios. O Governo Federal lançou, no ano passado, o Plano Nacional de Segurança Hídrica que só prevê obras. Então veja que esse é o modelo de ação apresentado pelas autoridades. Um modelo que, na opinião do WWF-Brasil, precisa ser revisto. Em alguns casos é inevitável, você vai ter que fazer alguma obra para reservar água, mas não dá para apostar todas as fichas nisso. Você precisa diversificar suas fontes de água para garantir mais segurança contra a crise atual e futuras. A tendência em momentos de crise é justamente descentralizar. Por isso a demanda é criar um Plano Nacional de Proteção das Nascentes? Exato. O Governo não está enxergando que é preciso um plano mais robusto de segurança hídrica, mais diversificado e mais baseado na infraestrutura natural da bacia hidrográfica. A gente inclusive usa termos como “infraestrutura natural”, querendo chamar a atenção para o fato de que a própria bacia hidrográfica, a própria natureza, já tem mecanismos para reservar água: o solo, o maior reservatório que existe. Mas uma vez pavimentado e impermeabilizado, ele perde essa função. Essa informação precisa ser levada aos governantes, para que eles entendam a questão e tenham vontade política para fazer as mudanças necessárias. A briga do Código Florestal foi grande e um dos argumentos que se usou na época foi a água. Ninguém ouviu. Agora, com essa crise, é preciso falar mais alto nos ouvidos dos governantes e fazê-los entender que esses erros já estão custando caro hoje e vão ficar cada vez mais caros no futuro. Você mencionou a impermeabilização do solo. Ou seja, você retira a vegetação e cobre de concreto o que antes eram áreas verdes. Qual a relação desse desmatamento nas grandes cidades com a crise hídrica? Essa crise no abastecimento de água pela qual estamos passando agora, que começou em São Paulo e avança por outras cidades e estados, é resultado de uma série de problemas, que não foram tratados a contento e a tempo. Um dos principais problemas é o desmatamento intenso que ocorreu na Região Metropolitana de São Paulo ao longo das últimas quatro, cinco décadas, por conta da expansão da malha urbana, ocupação do território, crescimento populacional. Segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica, perdemos cerca de 70% da vegetação original nativa nas áreas das bacias hidrográficas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo (entre elas a do Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abastece o sistema Cantareira). Por isso, um dos nossos desafios iniciais é explicar para população qual a relação entre desmatamento e falta d’água. Educar a população para o fato de que se você corta a árvore e coloca asfalto sobre o solo, você está alterando a forma como as coisas funcionavam originalmente. Ou seja, se você tem uma floresta, quando chove a vegetação intercepta essa água e a leva para as raízes, fazendo com que ela infiltre o solo e alimente os lençóis freáticos. Além disso, parte dessa água também volta para atmosfera por meio da transpiração da vegetação, condensando e gerando mais chuva. E essa água que vai para o solo não só alimenta os lençóis freáticos como também ressurge como nascentes, formando novos rios. Esse ciclo hidrológico é algo que precisa sempre ser lembrado. Porque se você tira a vegetação é esse funcionamento que você interrompe. Então quando chove essa água não infiltra mais, ela escoa, vai embora, evapora e inunda. Por isso ouvimos tanto que mesmo chovendo o nível do reservatório não aumenta? Existe um termo técnico que é “solo saturado” e “solo não saturado”. O saturado é aquele que está úmido. Aí, quando chove, transborda mais rapidamente. Quando ele está muito seco, e a gente vê aquelas imagens de solo rachado, as primeiras chuvas servem para saturá-lo. Por isso tivemos chuvas no mês de fevereiro inteiro e não encheu o reservatório, porque apenas saturou o solo. É só depois disso que as chuvas vão efetivamente aumentar o nível do reservatório. A Hora do Planeta, que é um ato por soluções para as mudanças climáticas, irá focar a crise hídrica, em 2015. Qual a relação entre as duas coisas? Existem as mudanças climáticas globais – causadas pela emissão e concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e consequente aumento da temperatura global, mas existem também as mudanças climáticas regionais. E um exemplo delas são as ilhas de calor. Então, veja: você pega uma cidade que desmatou toda a vegetação nativa, colocou asfalto e prédio em tudo, enfim, pavimentou todo o solo. O calor absorvido por esse pavimento é irradiado à noite, transformando a região num forno. Essas ilhas de calor criam colunas de massa de ar quente que alteram o regime de chuva. Por isso você não tem mais aquela garoa fina que caracterizou historicamente São Paulo, e sim pancadas que caem de uma vez só, e que provocam as enchentes, seguidas de estiagem. Então eu vejo uma ligação entre a crise hídrica e o fenômeno da mudança climática local – que, claro se retroalimenta e se relaciona com a global. O que as pessoas devem exigir das autoridades locais, governos estaduais e prefeituras, para a solução desse problema? Nesse aspecto das mudanças climáticas, há dois pleitos: um é mitigar a emissão de gases de efeito estufa e o outro é adaptar a nossa condição atual ao clima que está mudando. A mitigação e a adaptação são os dois pilares sobre os quais a população precisa exigir um plano dos governos. Mitigar significa emitir menos gases de efeito estufa, porque quanto mais você emite pior fica o problema. E um exemplo são os lixões. O gás metano é vinte vezes pior que o gás carbônico, por isso é preciso erradicar os lixões. A questão de transporte urbano ligado às emissões de gases também é um ponto importante. Todos os municípios precisam ter frotas verdes, veículos que emitam menos carbono. E, paralelamente a isso, você precisa de uma política de adaptação. O Brasil está fazendo hoje o seu Plano Nacional de Adaptação via Ministério do Meio Ambiente, mas cada cidade tinha que ter o seu – especificamente planos de macrodrenagem urbana. Ou seja, a água da chuva precisa infiltrar no solo. Caso contrário as enchentes vão continuar a acontecer. * Publicado originalmente no site WWF Brasil.


por Redação do WWF Brasil
Sauim-vermelho adulto na Floresta Nacional do Purus (AM). Foto: Ricardo Sampaio Ambiente

Espécie de sauim é redescoberta na Amazônia

[caption id="attachment_131511" align="aligncenter" width="540"] Sauim-vermelho adulto na Floresta Nacional do Purus (AM). Foto: Ricardo Sampaio[/caption]   Durante uma série de expedições científicas, realizadas entre 2011 e 2014 no estado do Amazonas, o pesquisador Ricardo Sampaio, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), descobriu vários grupos de sauins com cor diferenciada, mais avermelhada do que a das espécies vizinhas. Após exaustiva investigação, juntamente com uma equipe de colegas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Organização Não Governamental (ONG) Conservation International, chegou à conclusão de que se tratava de uma espécie que tinha ficado praticamente esquecida pela ciência por mais de 50 anos: o Leontocebus cruzlimai, ou sauim-vermelho, como é conhecido pelas comunidades locais. O resultado desta pesquisa acaba de ser publicada na edição de fevereiro da Primates, uma das revistas mais conceituadas do mundo na área de primatologia. A redescoberta aumenta o total de espécies de primatas reconhecidas no Brasil, com 145 tipos, tornando o país campeão mundial em diversidade deste grupo animal. Segundo o biólogo Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, “esta redescoberta reforça a enorme diversidade de primatas que temos no Brasil e evidencia o quanto ainda temos que pesquisar para conhecer plenamente esta riqueza, até para poder proteger adequadamente todas essas espécies” explica. Breve histórico No início do século XX, o naturalista suíço-alemão Emilie Goeldi coletou um sauim-vermelho no alto rio Purus, localizado na região amazônica. Entretanto, ele não percebeu que se tratava de uma espécie nova e o classificou como sendo um indivíduo jovem de uma espécie já descrita. Depois, em 1945, o naturalista paraense Eládio da Cruz Lima, então curador do MPEG, publicou o importante livro Mamíferos da Amazônia, contendo uma ilustração daquele sauim-vermelho coletado por Goeldi. Infelizmente, as amostras (peles e ossos) daqueles sauins-vermelhos se perderam, dando início a um mistério científico. Uma contribuição fundamental para a resolução deste quebra-cabeça foi dada pelo célebre mastozoólogo americano Philip Hershkovitz, que foi curador do Museu de História Natural de Chicago por mais de 50 anos, alguns deles vivendo na América do sul para coletar mamíferos. Na década de 1960, ele publicou um amplo trabalho de revisão sobre todos os sauins, indicando sabiamente que aquela ilustração no livro de Cruz Lima era um tipo de sauim ainda não conhecido pela ciência, pois indivíduos jovens destas espécies sempre têm a mesma coloração dos adultos. Em homenagem a Cruz Lima e seguindo a classificação científica vigente à época, Hershkovitz deu o nome científico de Saguinus fuscicollis cruzlimai para estes sauins. Nova espécie O mistério, porém, permanecia, já que essa descrição científica foi feita somente a partir de uma ilustração, e não se sabia detalhes da morfologia deste macaco, nem onde exatamente, no rio Purus, ele vivia. Por mais de 50 anos ninguém conseguiu encontrar esse animal, até que Ricardo Sampaio, coordenando inventários do projeto Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia (PUCA), conseguiu realizar estes registros no sudoeste do estado do Amazonas. O pesquisador Ricardo Sampaio conta que durante estes inventários, “encontramos uma população de sauins que se assemelhavam muito com a descrição de Saguinus fuscicollis crulimai feita por Hershkovitz, e coletando dados da história natural e amostras biológicas dessa população pudemos confirmar que realmente se tratava daquele táxon” destaca. Além de realizar uma descrição mais detalhada sobre a morfologia e a história natural desses sauins, o grupo de pesquisadores também teve uma surpresa. “Comparando a morfologia e, principalmente, as características genéticas dessa população com a de outros sauins, concluímos que se tratava de uma espécie plena, e não de uma subespécie como ela tinha sido previamente descrita”, afirma Sampaio. Agora, com a publicação do artigo científico, o sauim-vermelho passa a ser classificado cientificamente como Leontocebus cruzlimai. O sauim-vermelho A espécie redescoberta ocorre entre os rios Juruá e Purus,  provavelmente ao sul do rio Pauini (AM) e o limite sul de sua distribuição natural ainda é desconhecida. A sua pelagem distingue-se dos demais sauins por possuir uma coloração avermelhado-laranja na região das pernas, ombros, braços e cabeça. A cauda, pés e mãos são pretos e, como todos os sauins deste tipo, possui três faixas de cores nas costas. O sauim-vermelho foi redescoberto em duas Unidades de Conservação Federais gerenciadas pelo ICMBio, a Floresta Nacional do Purus  e a Reserva Extrativista Arapixi, localizadas, respectivamente, nos municípios de Pauini e Boca do Acre, sul do estado do Amazonas. Aparentemente a espécie não sofre grandes pressões, já que este primata não é caçado por moradores locais, e que as taxas de desmatamento naquela região são, até o presente momento, relativamente baixas.


por Redação do ICMBio
solar Ambiente

Governo anuncia dois leilões de energia solar

Dois leilões de energia solar são anunciados para 2015. Tal anúncio auxilia o fortalecimento de um mercado nacional, mas ainda é necessário que medidas sejam tomadas para a micro e minigeração. [caption id="attachment_131165" align="aligncenter" width="540"] Painéis solares no telhado do escritório do Greenpeace Brasil em São Paulo. Foto: ©Rodrigo Baleia/Greenpeace[/caption]   O governo federal vai realizar dois leilões para a contratação de energia elétrica de projetos de energia solar em agosto e em novembro. Além de ser uma boa notícia, o anúncio é um estímulo para o mercado e para os fabricantes de equipamentos se estabelecerem, facilitando a expansão da fonte no Brasil. No entanto, ainda é preciso fazer mais para que a energia solar possa se espalhar de fato por todos os cantos do país, sobretudo quando o tema é mini e microgeração. Estas modalidades ainda são carentes de incentivos como a isenção de impostos e criação de linhas de financiamento específicas. “Existe uma grande perspectiva de introdução dessa fonte de energia [solar] na matriz [brasileira]. Existe uma estimativa de que haja uma redução de quase 50% do custo de investimento até 2020. E que, de 2020 a 2050 haja uma outra queda de 50%], afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ao jornal Valor Econômico. Medidas que barateiem e incentivem a energia solar são urgentes. Em tempos de crise hídrica e reservatórios de hidrelétricas baixos, faz-se necessário buscar outras alternativas para suprir a necessidade de eletricidade. Para um país como Brasil, que tem um dos melhores potenciais de energia solar no mundo, não faz sentido privilegiar fontes como as termelétricas, caras e poluentes, e deixar o Sol de fora da matriz elétrica. “O primeiro leilão exclusivo para energia solar aconteceu no ano passado e já foi um bom indicativo de que o Brasil começa a se mover, ainda que lentamente, em direção às verdadeiras soluções para o setor elétrico”, diz Barbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Mas ainda estamos longe de darmos a devida atenção à energia solar. Temos que buscar os devidos incentivos para a micro e a minigeração, além de cuidar para obter um preço nestes leilões que seja bom para o desenvolvimento do mercado nacional.” * Publicado originalmente no site Greenpeace Brasil.


por Redação do Greenpeace Brasil
Foto: http://www.shutterstock.com/ Ambiente

Brasileiros cobram mais ação do governo sobre mudanças climáticas

[caption id="attachment_131206" align="alignleft" width="375"] Caminhada pelo clima, setembro de 2014. Foto: Olivia Nachle | Avaaz[/caption] De acordo com pesquisa, Brasil é o país onde mais pessoas manifestaram desejo de ver mais ação governamental para reduzir emissões Os brasileiros querem que o governo faça mais do que tem sido feito sobre as mudanças climáticas e a emissão de gases de efeito estufa. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Sindical Internacional (ITUC, na sigla em inglês), divulgada nesta quinta-feira (19), 93% dos brasileiros gostariam de mais atuação do governo para limitar a poluição que causa mudanças climáticas. Dos 14 países onde foi realizada a pesquisa, o Brasil é o país onde mais pessoas manifestaram o desejo de ver mais ações do governo para reduzir as emissões que causam mudanças climáticas, seguido por África do Sul (88%) e Rússia (87%). Índia e China também obtiveram percentual superior a 80%. Em todo o mundo, 73% da população acreditam que os governos podem fazer mais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A notícia é um alerta para o governo brasileiro e demais governos, para que apresentem metas ambiciosas de redução de emissões na Conferência do Clima de Paris, em dezembro. "Sem uma ação urgente e ambiciosa vamos enfrentar um aumento de temperatura de 4ºC ou mais neste século e mudanças irreversíveis no nosso clima”, afirmou Sharan Burrow, secretária-geral da ITUC. Burrow também alertou para o prejuízo financeiro causado pelo aquecimento global. “Os economistas têm falado. O aquecimento global vai custar ao mundo muito mais do que o estimado anteriormente”. Transição justa Da ITUC considera que os trabalhadores e os seus sindicatos têm um papel vital a desempenhar, exigindo transformação industrial, organização de novos empregos de qualidade na economia verde emergente e lutando pelas medidas de transição justa que garantam manutenção de empregos em um cenário de menos emissões. A pesquisa foi realizada em 2014 e divulgada nesta quinta-feira. Saiba mais, no site da ITUC (em inglês). * Publicado originalmente no site Observatório do Clima.


por Redação do Observatório do Clima
Foto: FAO/Joan Manuel Baliellas Ambiente

Emissões de carbono das florestas diminuíram 25% entre 2001 e 2015

[caption id="attachment_131253" align="alignright" width="350"] Foto: FAO/Joan Manuel Baliellas[/caption] Agência da ONU afirmou que principais razões para a queda foram melhor manejo e redução do desmatamento; Brasil é responsável por metade da diminuição registrada no mundo. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que as emissões de carbono caíram 25% no mundo entre 2001 e 2015. A agência da ONU disse que só o Brasil foi responsável por metade dessa queda. Emissões CO2 A FAO informou que o resultado foi alcançado devido ao melhor manejo das florestas e a redução do desmatamento. Segundo a organização, as emissões globais de dióxido de carbono causadas pelo desmatamento das florestas caíram de 3,9 gigatoneladas para 2,9 gigatoneladas por ano desde 2001. Os especialistas explicam que o desmatamento é definido como uma mudança no uso da terra, que passa de floresta para outros tipos, como agricultura ou pasto. O diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, afirmou que "é encorajador ver a redução do desmatamento em países de todas as regiões do mundo, como Brasil, China, Cabo Verde, Filipinas, República da Coreia e Turquia". Ele pediu que essas nações compartilhem suas experiências com outros países através do programa de cooperação Sul-Sul. O chefe da FAO disse também que "as florestas são cruciais para o equilíbrio de carbono no planeta e absorvem 75% a mais de CO2 do que o existente na atmosfera. Desmatamento e Degradação Graziano da Silva afirmou que o desmatamento e a degradação das florestas aumentam a concentração dos gases que causam o efeito estufa e as árvores absorvem o dióxido de carbono, principal gás responsável pelo aquecimento do planeta. Ao mesmo tempo a FAO declarou que as emissões causadas pela degradação das florestas aumentaram entre 1990 e 2015, chegando a 1 gigatonelada de CO2 por ano. A degradação das florestas é causada pela perda em três densidades de biomassa, que podem ter influência humana ou causas naturais, como a ação de madeireiras, incêndios ou a queda de árvores devido à força do vento. Os dados divulgados agora servem para marcar o Dia Internacional das Florestas, celebrado sábado, 21 de março. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Edgard Júnior, da Rádio ONU
Foto: ONU-Água Ambiente

Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos será lançado nesta sexta-feira

No Brasil, haverá uma apresentação do Relatório em Brasília, na sexta-feira (20), das 14h30 às 15h15, em evento na sede da Agência Nacional de Águas – ANA (Setor Policial Sul, Área 5, Quadra 3, Bloco L – Brasília / DF). [caption id="attachment_131218" align="aligncenter" width="540"] Foto: ONU-Água[/caption]   A gestão dos recursos hídricos da Terra deve ser urgentemente melhorada, conclui o novo o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos – Água para um mundo sustentável, que será lançado no próximo dia 20 de março de 2015 (sexta-feira), em Nova Déli (Índia), marcando o Dia Mundial da Água (22 de março) e antes da adoção dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, no segundo semestre. No Brasil, haverá uma apresentação do Relatório em Brasília, na sexta-feira (20), das 14h30 às 15h15, em evento na sede da Agência Nacional de Águas – ANA (Setor Policial Sul, Área 5, Quadra 3, Bloco L – Brasília / DF). O relatório mostra que a demanda por água cresce exponencialmente, puxada em grande parte pelo crescimento populacional, e que as reservas subterrâneas globais já se encontram superexploradas. O documento também mostra que esse recurso vital, tão essencial para a luta contra a pobreza, ainda não é gerido de forma sustentável. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos é resultado da colaboração entre 31 agências do sistema das Nações Unidas e de 37 parceiros internacionais que formam o mecanismo de coordenação entre agências das Nações Unidas para assuntos relacionados a água e saneamento (UN-Water). O texto foi produzido pelo Programa Mundial de Avaliação da Água (World Water Assessment Programme -WWAP), mantido pela UNESCO, em favor do UN-Water. O relatório faz um relato exaustivo da situação dos recursos hídricos mundiais e, até 2012, era publicado a cada três anos. Desde 2014, virou uma publicação anual, dedicada a temas específicos. Sua publicação agora coincide com o Dia Mundial da Água, cujo tema está também alinhado com o do relatório. * Publicado originalmente no site ONU Brasil.


por Redação da ONU Brasil
São Paulo. Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas Ambiente

São Paulo terá Plano Municipal da Mata Atlântica 

[caption id="attachment_125469" align="aligncenter" width="540"] São Paulo. Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas[/caption]   Entre as principais finalidades do Plano está a qualidade de vida da metrópole Já começam a ser anunciadas as primeiras oficinas do Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA) de São Paulo e muitos podem estar se perguntando o que significa esse instrumento e o que muda com a criação do plano. Mais do que documentos técnicos para a preservação dos remanescentes, os Planos Municipais trazem ações debatidas com a população para conservar, fiscalizar e recuperar a vegetação nativa da cidade, dialogando com programas já existentes na capital, como o Plano Municipal de Saneamento Básico, o Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável e o Plano Diretor. A metrópole de 1,5 mil km2 ainda possui uma cobertura vegetal que garante a manutenção do ciclo da água, a qualidade do ar, o equilíbrio climático ou a proteção de áreas de risco, mas por sua complexidade necessita com urgência de estudos que permitam conservar esses fragmentos. E o fato da cidade ser altamente urbanizada acentua a importância do PMMA, já que devemos atentar à recuperação das áreas verdes e permeáveis para a redução das ilhas de calor, das enchentes, das áreas de risco, e para o aumento das áreas de lazer e da própria qualidade de vida das pessoas. As estratégias para implementação do Plano Municipal da Mata Atlântica irão considerar a diferença entre áreas urbanizadas e, por exemplo, áreas rurais que ainda garantem grande quantidade de vegetação, mas de forma geral todas são importantes do ponto de vista da vida na metrópole. Nesse sentido, o PMMA tem papel chave na articulação com as políticas de planejamento e gestão do uso e ocupação do solo, a exemplo do Plano de Áreas Protegidas, e, principalmente, possui um capítulo específico no Plano Diretor Estratégico de São Paulo. Para sua efetivação, firmou-se um Termo de Cooperação Técnica entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente para troca de conhecimentos e experiências, em 2014, quando teve início o processo de elaboração do plano com um Grupo de Trabalho Intersecretarial e uma Comissão Técnica. Assim, será feito um diagnóstico da situação atual da Mata Atlântica em São Paulo, seguido de diretrizes, ações e projetos para sua conservação e recuperação, previsão de orçamento para implantar essas ações, e estratégias de monitoramento. Por isto podemos afirmar que o PMMA é um grande guarda-chuva para as ações ambientais, trazendo, por exemplo, um mapeamento dos remanescentes, os quais não podem ser removidos segundo o Plano Diretor. Traz ainda estudos importantes que podem embasar o lançamento de editais em casos como o de Pagamento por Serviços Ambientais. Outra questão a ser destacada é que o Plano Municipal de Mata Atlântica só acontece por meio de um amplo processo participativo com a comunidade, que levará sua percepção sobre a situação dessas áreas nas regiões leste, centro, oeste, norte e sul da cidade. Com isso será possível compor o diagnóstico dos remanescentes, os vetores de desmatamento e a indicação das áreas prioritárias para conservação e recuperação. Para a etapa do diagnóstico da situação atual, serão realizadas quatro oficinas públicas de elaboração do PMMA, em 21/3 na zona leste, 28/3 no centro, 11/4 na zona norte e oeste, e 25/4 na zona sul. Conselheiros dos CADES regionais, conselheiros participativos e cidadãos interessados irão identificar juntos os remanescentes e áreas para recuperação. A seguir, será construída a visão de futuro e o plano de ação e o plano de monitoramento. Em meados de junho, deverá ser realizada a 1ª Conferência Municipal da Mata Atlântica para validação do PMMA, a ser implantado ainda este ano. A primeira oficina, na zona leste, estará focada nas áreas de abrangência da subprefeitura: Itaim Paulista, São Miguel, Ermelino Matarazzo, Penha, Guaianazes, Cidade Tiradentes, São Mateus, Itaquera, Vila Prudente, Sapopemba, Aricanduva/Vila Formosa, e terá apoio técnico de outras secretarias municipais e organizações não governamentais. Os apontamentos do plano levarão em conta questões como: quais os benefícios gerados pelos remanescentes no município e onde se encontram; qual a importância desses serviços ambientais para a qualidade de vida na metrópole e como são percebidos pela população; e quais as estratégias que precisam ser aplicadas para a conservação e recuperação dessas áreas. Para completar, a percepção da população para as áreas tidas como importantes para as ações é fundamental, pois leva em conta fatores culturais e de identidade comunitária, muitas vezes esquecidos neste tipo de análise. Portanto, esperamos ver a sociedade engajada por uma cidade de São Paulo mais verde e sustentável! * Belloyanis Monteiro é coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica e milita no movimento ambientalista há 25 anos.


por Belloyanis Monteiro*
Foto: Sabesp/Divulgação Ambiente

Entidades denunciam crise hídrica de SP na ONU

[caption id="attachment_125357" align="alignleft" width="340"] Cantareira. Foto: Divulgação/Sabesp[/caption] Conectas, em apoio à Aliança pela Água, cita na 28a sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas medidas do governo paulista que afetam a população Conectas e Aliança pela Água, da qual o Greenpeace faz parte, denunciarão a crise hídrica do Estado de São Paulo durante a 28ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta sexta-feira (20). Em pronunciamento oral, as organizações irão alertar quanto à iminente situação de colapso no abastecimento de água na região, que ameaça o direito humano de acesso à água. “A maior e mais rica região metropolitana do país está enfrentando a pior crise hídrica de sua história. Nossos principais reservatórios de água foram quase exauridos, colocando em risco o abastecimento de água de milhões de pessoas”, diz trecho do pronunciamento. As entidades enfatizam a crise como consequência de décadas de políticas equivocadas na gestão e conservação da água e o uso indiscriminado do racionamento informal, chamado pelo governo de “redução de pressão”, que impacta principalmente as comunidades mais vulneráveis. Com a denúncia, as organizações esperam acionar os mecanismos do Conselho de Direitos Humanos da ONU em defesa do direito humano de acesso à água dos cidadãos paulistas, como o Relator Especial da ONU para a Água. O pronunciamento está previsto para a manhã do dia 20. A Conectas possui status consultivo nas Nações Unidas, o que permite participação nas sessões do Conselho. Reunindo representantes da sociedade civil e governos de 47 países membros, incluindo o Brasil, o CDH é a instância global por excelência para a discussão do tema dos direitos humanos. * Publicado originalmente no site Greenpeace Brasil.


por Redação do Greenpeace Brasil

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