Antiga e Barbuda aposta nas energias renováveis

Ambiente

Antiga e Barbuda aposta nas energias renováveis


por Desmond Brown, da IPS


[caption id="attachment_123232" align="alignright" width="332"] Linhas da rede elétrica em Antiga e Barbuda. Este país do Caribe toma medidas para conseguir segurança energética mediante tecnologias limpas. Foto: Desmond Brown/IPS[/caption] Bahia Hodges, Antiga e Barbuda, 17/10/2014 – Ruth Spencer é uma pioneira da energia solar em Antiga e Barbuda, onde promove as tecnologias renováveis e colabora para que seu país cumpra o objetivo de reduzir em 20% o uso de combustíveis fósseis até 2020. Ela também acredita que as pequenas organizações não governamentais têm que desempenhar um papel crucial nos grandes projetos que procuram atender os problemas causados pela queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás. Spencer, coordenadora nacional do Programa de Pequenas Doações (PPD), do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), em Antiga e Barbuda, está à frente da iniciativa de reunir representantes da sociedade civil, do setor empresarial e de organizações não governamentais para capacitá-los sobre os perigos da mudança climática. “O PPD/GEF será o mecanismo para chegar às comunidades e prepará-las de antemão para o que virá”, indicou à IPS. O PPD no Caribe oriental está a cargo do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) em Barbados. “Como a mudança climática tem forte impacto nas ilhas gêmeas de Antiga e Barbuda, é importante reunirmos todos os atores”, apontou Spencer, economista especializada em desenvolvimento da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que também coordena a Rede de Áreas Marinhas do Caribe Oriental, fundada pelo governo alemão. “Os desenvolvimentos costeiros correm um grande perigo e gostaríamos de compartilhar as conclusões do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) com eles para que vejam por eles mesmos o que dizem todos os cientistas”, acrescentou. “Estamos em uma ilha pequena e temos de construir sinergias e redes e nos associarmos. Com a informação se manterão informados e realizaremos um acompanhamento para que juntos possamos atender o problema de maneira holística”, afirmou Spencer. O IPCC enviou aos governos um rascunho final do informe de síntese, que descreve um cenário difícil sobre as causas do aquecimento global e as consequências sobre os humanos e o ambiente. O documento também apresenta algumas respostas para o fenômeno. Ruleta Camacho, coordenadora de projeto para o mecanismo de gestão sustentável dos recursos ilhéus, do Ministério do Ambiente de Antiga e Barbuda, disse à IPS que há observações documentadas sobre como o aumento do nível do mar causa a erosão da costa e a destruição de infraestrutura na região. Ela também disse que há provas da acidificação dos oceanos e do branqueamento dos corais, um aumento na prevalência de eventos climáticos extremos, como chuvas excessivas e secas prolongadas, tudo o que prejudica a indústria turística. “As secas e as chuvas têm um impacto no turismo por terem consequências nos serviços complementares. As secas afetam a produtividade de alimentos locais, bem como o fornecimento de água do setor hoteleiro”, detalhou Camacho. “As chuvas causam inundações, por isso se passa dias sem ser possível chegar a certos locais. Além disso, prejudica os hotéis, já que afeta os turistas e também o pessoal. Se uma tempestade nos atinge, temos queda instantânea e significativa da produtividade do setor hoteleiro”, acrescentou. Antiga e Barbuda, conhecida por suas arenosas praias e seus centros turísticos de luxo, recebe quase um milhão de visitantes por ano. O turismo representa entre 60% e 75% do produto interno bruto e emprega quase 90% da população. A especialista Ediniz Norde concorda que o aumento do nível do mar, provavelmente, piore o estresse ambiental ao causar escassez de água doce. “Em Saint John (capital de Antiga e Barbuda), há muito tempo vivemos a invasão de água salgada até a rua Tanner, que a dividiu em duas. Era uma única rua e agora a percorre uma grande canaleta”, contou Norde. “Agora temos ideia de como a água pode chegar longe, isso é o ambiente que podemos perder, o espaço de terra que podemos perder em Saint John. É uma realidade que não poderemos evitar se não agirmos agora”, ressaltou. Na medida em que o clima continuar esquentando, as chuvas em Antiga e Barbuda diminuirão, segundo os prognósticos, e os ventos e as precipitações associadas a tempestades causadas por furacões poderão se intensificar. Os cientistas dizem que essas mudanças provavelmente amplifiquem o impacto do aumento do nível do mar nas ilhas. Porém, Camacho afirma que a mudança climática oferece oportunidades para Antiga e Barbuda e que este país tem um papel a cumprir para implantar medidas de mitigação. Segundo ela, essas medidas e a construção de infraestrutura de energias renováveis podem significar benefícios econômicos de longo prazo. “Se reconvertermos a população o mais rápido possível em termos de capacitação técnica e nos voltarmos ao mercado renovável podemos, de fato, marcar a tendência no Caribe e oferecer serviços a outros países da região. Isso é um passo econômico decisivo”, afirmou Camacho. “Além do mais, o quanto antes nos voltarmos ao mercado renovável menores serão nossos custos de energia, e se pudermos baixá-los, abriremos a produtividade econômica a outros setores, não só no turismo. Se pudermos baixar nosso gasto em eletricidade teremos fundos para melhorar o turismo e oferecer um produto melhor”, ressaltou Camacho. Envolverde/IPS  

Os rinocerontes brancos da África do Sul já não correm perigo de extinção após intensos esforços de conservação. Foto: Kanya D’Almeida/IPS Ambiente

Freio ao tráfico de vida silvestre é fundamental para a biodiversidade

[caption id="attachment_123231" align="aligncenter" width="529"] Os rinocerontes brancos da África do Sul já não correm perigo de extinção após intensos esforços de conservação. Foto: Kanya D’Almeida/IPS[/caption]   Pyeongchang, Coreia do Sul, 17/10/2014 – Maheshwar Basumatary, de 33 anos, por mais de cinco anos ganhou a vida matando animais selvagens nas florestas protegidas do Parque Nacional de Manas, uma reserva de tigres e elefantes na fronteira entre Índia e Butão que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Mas, em 2005, Basumatary entregou sua arma à polícia e desde então se dedica a cuidar de filhotes abandonados de rinocerontes e de leopardos. Agora ele trabalha para o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal e é um símbolo da conservação da vida silvestre. Incorporar a população local à proteção da fauna é uma forma eficaz de frear a caça ilegal, o contrabando e a venda ilegal de animais, afirmou à IPS Maheshwar Dhakal, do Ministério de Ambiente e Conservação dos Solos do Nepal. No contexto da 12ª Conferência das Partes (COP 12) do Convênio sobre a Diversidade Biológica (CDB), que começou dia 6 deste mês e termina hoje nesta cidade sul-coreana, Dhakal afirmou que a pobreza e a perspectiva de maiores rendas levam os habitantes locais ao crime ou a serem cúmplices de crimes contra a vida silvestre. “Os esforços de conservação também devem gerar oportunidades de subsistência dentro das populações locais”, recomendou. “Todos querem ganhar mais e viver bem. Se você encontra uma maneira de incentivar a proteção da vida silvestre, as pessoas acompanharão”, assegurou Dhakal, cujo país se aproxima rapidamente da meta de “caça ilegal zero”. A caça e o comércio ilegais da vida silvestre são uma ameaça universal, que coloca em risco de extinção espécies inteiras e provoca perdas econômicas. Segundo o mais recente informe de situação da CDB, Perspectivas da Diversidade Mundial 4 (GBO 4), o tráfico de vida silvestre movimenta cerca de US$ 200 bilhões por ano. O negócio ilícito também prospera na Ásia, onde representa aproximadamente US$ 19 bilhões anuais, segundo a Rede de Controle da Vida Silvestre da Associação de Nações do Sudeste Asiático. As autoridades confiscam periodicamente contrabando de peles e outras partes de animais como crocodilos, serpentes, tigres, elefantes e rinocerontes. A matança de tigres e rinocerontes é uma preocupação específica na região, já que ambos correm risco iminente de extinção. Um dos maiores campos de extermínio dos caçadores furtivos é o Parque Nacional Kaziranga, no nordeste da Índia, também declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco e onde se encontram dois terços dos grandes rinocerontes unicórnios que restam no mundo. Em 2013, havia 2.553 desses animais no Parque, mas os caçadores mataram 126 nos últimos 13 anos, segundo o ministro de Ambiente e Florestas do Estado, Rakibul Hussain. O Parque conta com a maior densidade de tigres em todo o mundo e em 2006 foi designado oficialmente como uma reserva desses felinos. Também existe um vínculo direto entre o tráfico de animais e os conflitos políticos, segundo um informe conjunto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Interpol, que calcula o volume exato desse comércio ilegal em US$ 213 bilhões ao ano. Grande parte desse dinheiro “ajuda a financiar organizações criminosas, insurgentes e terroristas, ameaçando a segurança e o desenvolvimento sustentável de muitos países”, diz o informe. Vários grupos insurgentes da África central e ocidental são financiados com o comércio ilegal de animais e de madeira, incluindo a venda de marfim, e recebem entre US$ 4 milhões e US$ 12 milhões por ano, segundo o estudo. Outro informe divulgado em fevereiro pela organização independente britânica Chatham House, também conhecida como Instituto Real de Estudos Internacionais, aponta o exemplo do extremista Exército de Resistência do Senhor (LRA), que extrai as presas de elefantes na República Democrática do Congo para trocar por armas de fogo e munições com soldados sudaneses ou caçadores ilegais. Mas o problema não acaba aí. Maadjou Bah integra a delegação na COP 12 da Guiné, país da África ocidental onde em março surgiu um foco de ebola que, após sua passagem pelas vizinhas Libéria e Serra Leoa, matou quatro mil pessoas até agora. Bah explicou à IPS que a caça e o comércio ilegais de espécies silvestres aumenta a possibilidade de o vírus do ebola se propagar para outros países. Embora o governo da Guiné tenha denominado como área “protegida” 30% de suas florestas, as fronteiras são porosas e o tráfico é uma ameaça contínua. O ebola é transmitido pelos primatas e morcegos frutíferos. Como a venda desses morcegos integra a cadeia mundial do tráfico ilegal de vida silvestre, é possível que o vírus chegue além das fronteiras onde se concentra a epidemia atualmente, explicou Anne Helene Prieur Richard, diretora do Diversitas, um instituto de pesquisa da biodiversidade com sede em Paris. “Não o sabemos com certeza científica, já que há uma brecha de conhecimento. Mas, sem dúvida, o risco existe”, esclareceu à IPS. A caça ilegal é em parte consequência da lentidão na aplicação da lei, segundo o brasileiro Braulio Ferreira de Souza Dias, secretário-executivo do Convênio sobre a Diversidade Biológica. “A sua aplicação deve ser uma prioridade dos governos”, afirmou à IPS. “Isso pode ser alcançado, entre outros métodos, proporcionando às forças da ordem a capacitação e o equipamento necessários para reprimir a atividade ilegal. Os guardas florestais, por exemplo, devem estar devidamente equipados, técnica e financeiramente, para prevenir o delito”, acrescentou. “Há uma necessidade de capacitar as unidades da ordem pública”, explicou Dhakal. “Mas isso não significa apenas participar de painéis e capacitações. Significa armas, ferramentas e tecnologias”, acrescentou. “Devem ter armas adequadas, bem como ferramentas para recopilar provas e registros. Precisam de transporte e comunicações móveis para agirem rapidamente e com acerto. Sem isso, apesar das detenções, não haverá condenações devido à falta de evidências”, ressaltou. Isso é especialmente importante nas florestas em fronteiras, onde a falta de cercas adequadas permite que os caçadores ilegais se desloquem livremente entre os países. Envolverde/IPS  


por Stella Paul, da IPS
Área de exploração ilegal na Amazônia paraense. Cerca de 80% de toda a área com exploração madeireira no Pará é ilegal. Foto: © Greenpeace / Lunae Parracho Ambiente

Madeira ilegal no Brasil: Crime oficial

[caption id="attachment_123153" align="aligncenter" width="550"] Área de exploração ilegal na Amazônia paraense. Cerca de 80% de toda a área com exploração madeireira no Pará é ilegal. Foto: © Greenpeace / Lunae Parracho[/caption]   Greenpeace publica artigo de opinião no jornal Estado de Minas sobre madeira ilegal no Brasil; quem assina o texto, publicado dia 10, é a coordenadora do Greenpeace Marina Lacorte. O mercado da madeira nativa da Amazônia, baseado em um produto nobre, raro e bastante cobiçado, movimenta cerca de R$5 bilhões ao ano e cria milhares de empregos. Poderia ser uma alternativa de renda para a região, não fosse por um detalhe: mais da metade da produção é ilegal e está contribuindo para a destruição da floresta. Para ser legal, a madeira precisa ter sido extraída de um plano de manejo florestal sustentável aprovado. Trata-se de um conjunto de técnicas de extração seletiva de árvores que, quando bem feita, aumenta a rentabilidade da atividade e reduz seu impacto, agregando valor à floresta em pé e impulsionando o desenvolvimento local da região. Porém, para que este ciclo virtuoso exista e o plano de manejo seja bem executado, é necessário um sistema de controle oficial eficiente, capaz de premiar os bons empresários e punir quem coloca madeira ilegal no mercado. Infelizmente, não é isso o que acontece hoje na Amazônia. Enquanto a madeira ilegal é extraída sem controle, os que tentam atuar dentro da lei acabam sendo castigados pela competição desleal com aqueles que trabalham de forma criminosa. Esse problema se agravou em 2006, quando foi aprovada a “Lei de Gestão de Florestas Públicas”, que criou um novo sistema de controle – uma espécie de “banco de créditos” de madeira – que registra movimentações entre os diversos agentes da cadeia. A lei repassou, da noite para o dia, a responsabilidade sobre gestão florestal das mãos do governo federal para os governos estaduais, que não estavam preparados para isso. O resultado de tais mudanças, após 8 anos, se mostrou desastroso. Entre 2006 e 2012, cerca de 80% de toda a área com exploração madeireira no Pará, maior produtor e exportador de madeira nativa serrada, não contou com nenhuma autorização, ou seja, produziu madeira ilegal. No Mato Grosso, segundo maior produtor, o índice ficou em 44%. Entre 2007 e 2012, falhas primárias nos sistemas oficiais de controle do setor permitiram que fossem irregularmente comercializados 1,9 milhão de metros cúbicos de produtos florestais, volume equivalente à uma área de 64 mil campos de futebol explorada de forma criminosa. Para ‘fechar a conta’, quase toda essa ilegalidade recebe documentação oficial do governo. Conforme o Greenpeace mostra em sua campanha, Chega de Madeira Ilegal (chegademadeirailegal.org.br), a facilidade de ‘fabricação’ de créditos de madeira sem lastro permite que toda a exploração ilegal encontre documentação oficial, pois os sistemas que deveriam impedir a madeira ilegal servem, na maioria das vezes, para “lavá-la”, dando a aparência de legalidade à uma madeira que pode ter sido extraída de áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação. Temos, desta forma, uma espécie de crime com consentimento oficial, que causa uma série de graves problemas, como a degradação, o desmatamento e inúmeros conflitos sociais. Enquanto isso, o consumidor se torna cúmplice involuntário da destruição da floresta. A imediata revisão dos planos de manejo e de “falhas” no sistema cabe aos governos estaduais, sobretudo do Pará e do Mato Grosso. Mas uma solução duradoura também é necessária e ela pode e deve ser capitaneada pelo governo federal. Neste momento em que candidatos à Presidência discutem temas de grande relevância econômica, social e ambiental, o Greenpeace demanda uma solução para o caos madeireiro na Amazônia, antes que as oportunidades se esgotem e, com elas, a própria floresta. * Publicado originalmente no site Greenpeace.


por Redação do Greenpeace
O Sistema Cantareira registra hoje, 28 de outubro, 12,8% de volume útil. Foto: Divulgação/Sabesp Ambiente

Sabesp captou mais água que o permitido no volume morto do Cantareira

[caption id="attachment_121570" align="alignright" width="277"] Segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira vem sendo retirada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mesmo sem o aval das agências reguladoras.  Foto: Sistema Cantareira Foto: Divulgação/Sabesp[/caption] A água da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira vem sendo retirada mesmo sem o aval das agências reguladoras A água da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira vem sendo retirada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mesmo sem o aval das agências reguladoras e contrariando a liminar do juiz da 3ª Vara Federal de Piracicaba, de acordo a Agência Nacional de Água (ANA). Uma vistoria feita no reservatório Atibainha, um dos cinco que compõem o sistema, às 17h de terça-feira 14, mostrou que o nível armazenado estava 38 centímetros abaixo da cota limite autorizada pela ANA. O Atibainha tinha, naquele dia, 776,62 metros de profundidade, enquanto o mínimo permitido é 777 metros. As informações constam de ofício enviado pelo presidente da ANA, Vicente Abreu, ao superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), Alceu Segamarchi Junior. A ANA encontrou irregularidades na divulgação da medição feita pela Sabesp. No dia 14, a companhia informava que o reservatório Atibainha estava em 777,02 metros, em vez dos 776,62 metros encontrados na vistoria. “Constata-se que os dados do sistema da Sabesp estão divergentes daqueles verificados em campo”, diz o documento. No ofício, a ANA pede ao Daee que tome “providências cabíveis em caráter de urgência, devido à rigorosa estiagem na região”. Também é solicitada uma nova vistoria conjunta entre a ANA e o Daee para verificar a real situação dos demais reservatórios do Cantareira. No último dia 10, a Sabesp enviou pedido às agências reguladoras para começar a captar a água da segunda cota do volume morto. O requerimento diz que a operação integrada do sistema equivalente “compensará as possíveis retiradas do reservatório Atibainha”. O pedido não foi autorizado pela ANA, que exigiu da Sabesp informações sobre quais seriam os novos níveis limite para os reservatórios Cachoeira e Jaguari-Jacareí. Segundo o documento, para o uso da água do reservatório Atibainha, é preciso propor uma nova cota limite, acima dos limites já autorizados, nos reservatórios Jaguari-Jacareí e Cachoeira A Sabesp precisa considerar, também, a liminar da Justiça de Piracicaba e atestar que o uso da segunda cota não prejudicará a vazão necessária para que a água chegue por gravidade à bacia do Rio Piracicaba. Em resposta aos ofícios da ANA, a Sabesp informou que não está descumprindo nenhuma decisão judicial. “A empresa esclarece que há no Sistema Cantareira ainda 40 bilhões de litros contando com a primeira reserva técnica. Há ainda mais 106 bilhões de litros da segunda reserva técnica de um total de 450 bilhões de litros”. * Edição: Marcos Chagas. ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Fernanda Cruz, da Agência Brasil
lixao Ambiente

Prorrogação de prazo dos lixões atende reivindicação de prefeitos, diz CNM

[caption id="attachment_108973" align="alignright" width="380"] O período fixado em lei para que depósitos de lixo a céu aberto fossem transformados em aterros sanitários acabou em 2 de agosto.[/caption] O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, disse nesta quarta-feira que a prorrogação do prazo para o fim dos lixões é uma reivindicação dos prefeitos, que têm dificuldades de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10). A prorrogação até 2018 foi aprovada na noite de terça-feira pela Câmara dos Deputados, por meio de emenda à Medida Provisória 651/14. A MP ainda precisa ser votada pelo Senado. Ziulkoski ressaltou que o custo para transformar todos os atuais lixões em aterros sanitários está estimado em R$ 70 bilhões. “Não adianta dizer que é o prefeito que tem que resolver, onde está a União para resolver isso? Onde está o próprio Congresso, que fez a lei? Onde estão os governadores? Onde está o cidadão, que é o maior poluidor?", questionou. A Política Nacional de Resíduos Sólidos definiu os parâmetros básicos para coleta, reciclagem e destinação do lixo e estabeleceu prazo até 2 de agosto deste ano para a extinção dos lixões e para a criação de aterros sanitários. Caso não cumpram a regra, os municípios poderão responder por crime ambiental, com multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 milhões; e os prefeitos, por improbidade administrativa. Desrespeito O deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ) afirmou, no entanto, que a prorrogação do fim dos lixões é uma má solução para os problemas apontados pela CNM. "Teria sido muito mais inteligente negociar termos de ajustamento de conduta com o Ministério Público”, declarou. Sirkis reconheceu que vários municípios não têm recursos e precisam de apoio dos governos federal e estaduais, mas considerou a prorrogação do prazo um desrespeito aos municípios que acabaram com os lixões. “Acho que criar uma lei e depois não respeitá-la, e criar uma outra para quem não respeitou a lei, é um desrespeito para quem de fato se esforçou e cumpriu aquele prazo", afirmou. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo é contra essa prorrogação e que a presidente Dilma Rousseff poderá vetá-la. Íntegra da proposta: MPV-651/2014 * Edição: Pierre Triboli. ** Publicado originalmente no site Agência Câmara.


por Luiz Gustavo Xavier, da Agência Câmara
As mulheres são a coluna vertebral da produção agrícola e desempenham uma função fundamental na melhora da nutrição mediante a preparação dos alimentos e a educação das crianças. Foto: Marco Dormino/ONU Ambiente

Agricultura familiar, um modo de produção e um estilo de vida

[caption id="attachment_123126" align="aligncenter" width="529"] As mulheres são a coluna vertebral da produção agrícola e desempenham uma função fundamental na melhora da nutrição mediante a preparação dos alimentos e a educação das crianças. Foto: Marco Dormino/ONU[/caption]   Roma, Itália, 16/10/2014 – Embora não esteja nas manchetes, 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar (Aiaf), um modo de produção e um estilo de vida que são o tema principal do Dia Mundial da Alimentação, celebrado hoje e promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). “Se levamos a sério a luta contra a fome, devemos promover a agricultura familiar como uma forma de produção e também como uma forma de vida. É muito mais do que um modo de produção agrícola”, garantiu Marcela Villarreal, diretora do Escritório para as Associações, Promoções e Desenvolvimento de Capacidades da FAO. A agricultura familiar, que é a principal fonte de trabalho do mundo, pode ajudar a combater a fome e a pobreza e contribuir com sistemas alimentares saudáveis, segundo a agência da ONU. Também pode proteger o ambiente e a gestão dos recursos naturais de maneira sustentável. Não existe uma definição oficial para agricultura familiar, que às vezes substitui o termo “pequenos agricultores”, mas suas principais características são a propriedade familiar da terra e o emprego de mão de obra não assalariada, que é proporcionada pelos membros da família. Calcula-se que a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos produzidos no mundo, mantém 40% das famílias e é duas vezes mais eficaz na redução da pobreza do que os demais setores produtivos. Um documento de trabalho da FAO, que utiliza números do Censo Agropecuário Mundial, calcula que “há mais de 570 milhões de áreas produtivas no mundo e que mais de 500 milhões delas pertencem a famílias”. O informe também assinala que 84% dos empreendimentos agrícolas ocupam menos de dois hectares e trabalham com 12% das terras cultiváveis do mundo. Os 16% restantes ocupam mais de dois hectares e representam 88% das terras. A Ásia oriental e austral, junto com a região do Pacífico, contam com 74% dos 570 milhões de áreas produtivas. Desse total, China e Índia têm, respectivamente, 35% e 24%. Apenas 3% das propriedades estão localizadas no Oriente Médio e no Norte da África, enquanto América Latina e Caribe têm 4% cada. Organizações agropecuárias de África, América, Ásia, Europa e Oceania se reuniram em Abu Dhabi em janeiro, no início do Aiaf, e acordaram cinco pontos para que a agricultura familiar seja a “pedra angular do desenvolvimento rural sustentável, concebida como parte integral do desenvolvimento global e harmônico de cada nação e cada povo, já que preserva o ambiente e os recursos naturais. Também pediram estratégias para atrair os jovens e prevenir a migração, criando as condições para que cuidem das propriedades de seus pais ou instalem novas. Quanto à igualdade de gênero, denunciaram como inaceitável a discriminação relativa às leis sobre herança e os salários, dizendo que as mulheres são a coluna vertebral do setor agropecuário e desempenham uma função fundamental na melhoria da nutrição mediante a preparação dos alimentos e a educação das crianças. As organizações de produtores também pediram aos governos que financiem a criação de cooperativas e garantam o acesso a mercados e créditos para os pequenos agricultores. Segundo José Antonio Osaba, coordenador do Programa da Sociedade Civil do Aiaf-2014, do Fórum Rural Mundial, todos os países, em especial os do Sul em desenvolvimento, “têm o direito de proteger sua agricultura para poderem se alimentar e comercializar em condições equitativas. Mas agora acontece o contrário: um punhado de grandes países exportadores com altos níveis de produtividade e subsídios consideráveis dominam o mercado mundial de alimentos. Ranja Sengupta, pesquisadora da Rede do Terceiro Mundo na Índia, compartilha da posição de Osaba. No contexto do Fórum dos Povos da Ásia e Europa, realizado na cidade italiana de Milão, entre os dias 10 e 12 deste mês, disse à IPS que os tratados de livre comércio representam um grave problema para que os países em desenvolvimento possam manter sua população. “Creio que em países como a Índia, extensos, com uma grande população que sofre fome, não há outra alternativa que não seja o fortalecimento das pequenas explorações agrícolas baseadas na família”, ressaltou Sengupta. “Não podemos depender dos alimentos importados. Se temos que prover alimentos ao nosso povo, temos que adquiri-los de nossos produtores e garantirmos que sejam capazes de produzir. Por isso temos que conceder subsídios essenciais, pelo menos por agora”, acrescentou. “É algo que não deveria ser negociável para nenhum governo de um país em desenvolvimento e nenhum tratado internacional deveria poder dizer “não” a isso”, destacou Sengupta. Envolverde/IPS


por Gloria Schiavi, da IPS
A espécie mais conhecida de Santa Lúcia é o papagaio-de-santa-lúcia, em perigo de extinção. Foto: Steve Wilson/cc by 2.0 Ambiente

Solução para a mudança climática está na biodiversidade

[caption id="attachment_123120" align="alignright" width="391"] A espécie mais conhecida de Santa Lúcia é o papagaio-de-santa-lúcia, em perigo de extinção. Foto: Steve Wilson/cc by 2.0[/caption] Pyeongchang, Coreia do Sul, 16/10/23014 – A extraordinária biodiversidade dos países do Caribe, que já sofre impactos humanos como a exploração da terra, contaminação, espécies invasoras e cultivo excessivo de espécies de valor comercial, agora sofre a ameaça adicional da mudança climática. Por ocasião da 12ª Conferência das Partes (COP 12) do Convênio sobre a Diversidade Biológica (CDB), que começou dia 6 e termina hoje, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, o coordenador de biodiversidade de Santa Lúcia, Terrence Gilliard, disse à IPS que a mudança climática tem um considerável impacto nessa ilha caribenha. “Houve denúncias de descoloração dos corais pela elevação da temperatura marinha, e se alargou a safra produtiva de alguns produtos agrícolas”, disse Gilliard, que também é funcionário de desenvolvimento sustentável e ambiental de seu país. “Fenômenos meteorológicos extremos, como o furacão Tomás, em 2010, e a tempestade de Natal de 2013, “provocaram grandes deslizamentos de terra nas áreas de floresta e a perda de vida silvestre. Extensos períodos de seca limitam as existências de água e afetam a produção agrícola”, acrescentou. Embora Santa Lúcia tenha superfície inferior a 616 quilômetros quadrados, sua fauna e flora são excepcionalmente ricas, com mais de 200 espécies únicas, entre elas 7% das aves e assombrosos 53% dos répteis do mundo. A espécie mais conhecida do país é o papagaio-de-santa-lúcia (Amazona versicolor). Outras espécies  de interesse como o cedro lápiz, o coral chifre de cervo e a cobra corredora de Santa Lúcia. Esta última, confinada à ilha María Mayor, de 12 hectares, possivelmente seja a serpente mais ameaçada do mundo. A corredora de Antiga, uma pequena e inofensiva serpente que se alimenta de lagartos nessa ilha, sofreu a implacável depredação de mangustos e ratos, e em 2013 restavam apenas cerca de 1.020 exemplares. Helena Brown, coordenadora da Divisão Ambiental do Ministério de Saúde e Meio Ambiente de Antiga, disse que o país tem dois programas de conservação dedicados à corredora e outra espécie em perigo de extinção, a tartaruga Carey. “Trabalha-se muito, mas são apenas duas espécies entre muitas. A biodiversidade é importante para nossa saúde, nossa posição, nosso atrativo com país e é importante que a conservemos e utilizemos de maneira sustentável, para as gerações futuras”, pontuou à IPS. A Agência Ambiental e de Planejamento da Jamaica afirma que os ecossistemas dessa ilha mais vulneráveis às consequências da mudança climática são os arrecifes de coral, as florestas das terras altas e os mangues costeiros. A Jamaica tem mais de oito mil espécies registradas e ocupa o quinto lugar mundial em espécies endêmicas. A ilha tem 98,2% das 514 espécies autóctones de caracol de terra e 100% das 22 espécies autóctones de anfíbios. Sua rica diversidade de espécies marinhas inclui espécies de peixes, anêmonas, corais negros, moluscos, tartarugas, baleias, golfinhos e peixe-boi. As florestas cobrem quase 30,1% do país e há dez bacias hidrológicas com mais de cem rios e riachos, bem como cursos de água subterrâneos, lagoas e mananciais. Em São Cristóvão e Neves os efeitos da mudança climática ainda não são muito visíveis. “Será preciso mais tempo para confirmar algumas das mudanças sutis que são observadas. Por exemplo, em alguns casos parece haver períodos mais longos de seca que afetam os ciclos naturais de algumas plantas e também dos cultivos agrícolas”, apontou o diretor de Ordenamento Territorial e Ambiental do Ministério de Desenvolvimento Sustentável, Randolph Edmead. “A temporada de chuvas parece mais curta e quando chove os episódios são mais intensos, com inundações repentinas”, acrescentou Edmead. Muitas das atividades e lugares relacionados com o turismo em São Cristóvão e Neves se baseiam na biodiversidade, como os arrecifes de coral. Ele também afirmou que estes arrecifes nutrem a pesca, que é uma importante fonte de alimento. “A renda gerada com essas atividades incentiva o desenvolvimento e também é importante para os meios de vida” da população, destacou Edmead. Além disso, a biodiversidade das florestas é uma parte importante do produto turístico do país. “A biodiversidade também ajuda a proteger a erosão dos solos, que é importante não só para a agricultura, mas também para a proteção de infraestruturas vitais”, ressaltou. O diretor-executivo do CDB, o brasileiro Braulio Ferreira de Souza Dias, afirmou à IPS que a mudança climática é uma ameaça importante para a biodiversidade e pediu que haja avanço na COP 20 da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que acontecerá em dezembro em Lima, no Peru. [caption id="attachment_123121" align="alignleft" width="340"] Diretor-executivo do Convênio das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (CDB), Braulio Ferreira de Souza Dias. Foto: Desmond Brown/IPS[/caption] “As ameaças à biodiversidade continuam. Mas de onde surgem essas ameaças? Das políticas públicas, empresariais e de outros fatores que aparecem no setor socioeconômico: crescimento demográfico, aumento do consumo, mais contaminação, mudança climática. São alguns dos grandes impulsionadores da perda da biodiversidade”, afirmou Dias. “Se não avançarmos nas negociações para reduzir as emissões de gases-estufa, a perda de biodiversidade provavelmente continuará”, pontuou Dias, que também apresenta a biodiversidade como parte da solução para o problema da mudança climática. Uma gestão melhor das florestas, dos mangues e de outros sistemas pode ajudar a reduzir os gases-estufa, destacou. “Também podemos melhorar a adaptação porque esta não tem a ver apenas com a construção de muros para barrar a elevação do nível do mar nas zonas costeiras. Trata-se de ter ecossistemas mais resistentes aos diferentes cenários da mudança climática”, explicou o diretor do CDB. “Precisamos conservar melhor os ecossistemas de nossa paisagem, ter uma paisagem mais diversificada com um pouco de floresta, mangues, zonas de captação protegidas. Atualmente, vamos para as paisagens mais simplificadas, apenas as grandes extensões de monoculturas, as grandes cidades, dessa forma seguimos na direção errada”, enfatizou Dias. Envolverde/IPS


por Desmond Brown, da IPS
Mercy Hlordz, Akos Matsiador e Mary Azametsi (da esquerda para a direita) são vítimas da mudança climática. Foto: Jamila Akweley Oekrtchiri/IPS Ambiente

África terá presença mínima em negociações climáticas

[caption id="attachment_123116" align="aligncenter" width="529"] Mercy Hlordz, Akos Matsiador e Mary Azametsi (da esquerda para a direita) são vítimas da mudança climática. Foto: Jamila Akweley Oekrtchiri/IPS[/caption]   Iaundé, Camarões, 16/10/2014 – Tudo faz pensar que a África terá uma representação mínima nas próximas negociações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudança climática: a COP 20, que acontecerá em dezembro em Lima, no Peru, e a crucial COP 21, um ano depois, em Paris. A Comissão de Florestas da África Central (Comifac) terá uma reunião preparatória este mês com especialistas e delegados de seus dez países membros, informou Martin Tadoum, subsecretário-geral da organização, “mas o grupo só poderá enviar um ou dois representantes às reuniões da COP” (Conferência das Partes) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a mudança climática, acrescentou. No entanto, a Rede Pan-Africana de Parlamentares sobre a Mudança Climática (PAPNCC) tem a esperança de educar os legisladores e cidadãos africanos sobre o problema para que tomem decisões informadas. “Os parlamentares africanos têm um papel importante ao influírem nas decisões do governo sobre a mudança climática e defender as reclamações dos diversos grupos do continente”, apontou à IPS Awudu Mbaya, legislador camaronês e presidente da PAPNCC. Essa rede, com sede em Camarões, opera em 38 países africanos. Além de colaborar com os governos, trabalha com grupos de jovens e da sociedade civil em favor dos objetivos climáticos. Modelos inovadores de colaboração entre o Estado, a sociedade civil, centros de pesquisa e o mundo acadêmico também poderiam fortalecer a posição dos governos e a capacidade dos negociadores. A Comissão Econômica das Nações Unidas para a África observou que as negociações entre as partes acontecem cada vez mais fora dos espaços formais, por isso a África deve estar preparada para participar das diferentes plataformas para não ficar excluída. A sociedade civil elabora várias estratégias de campanha para a COP 20 e a COP 21. A Aliança Pan-Africana de Justiça Climática (PACJA), uma coalizão de mais de 500 organizações e redes, utiliza as plataformas nacionais e coordenadores locais para planejar uma semana de atividades em novembro. “A Semana de Ação da PAJCA é uma iniciativa anual em toda a África destinada a estimular as ações e reforçar os esforços para exercer o poder da ação coletiva antes das COPs. Haverá atividades como piquetes, manifestações, marchas e outras formas de ação em escolas, comunidades, locais de trabalho e espaços públicos”, explicou Robert Muthami Kthuku, representante da organização, na sede da mesma no Quênia. A Iniciativa da Juventude Africana sobre a Mudança Climática e a Aliança da Juventude Africana também planejam estratégias semelhantes para proporcionar uma plataforma de participação aos jovens nas discussões sobre o clima e a agenda de desenvolvimento pós-2015. “Temos a intenção de enviar cartas aos negociadores, divulgar declarações, utilizar as redes sociais, as mídias eletrônicas e impressas e realizar fóruns públicos. Também estamos adotando lemas para melhorar a campanha”, ressaltou Kithuku. A vulnerabilidade da África diante da mudança climática gerou uma onda de colaboração Sul-Sul no continente. O capítulo da PAPNCC em Camarões se associou à PACJA para defender um compromisso maior com o tema mediante o plantio de árvores em quatro localidades do país. Também dialoga com legisladores da região sobre a forma de incorporar a mudança climática à legislação local. Em junho, os prefeitos da África central se reuniram em Camarões para planejar sua participação na COP 21 na capital francesa. Sob a bandeira da Associação Internacional de Prefeitos de Francófonos da África Central sobre as Cidades e a Mudança Climática, as autoridades buscam maneiras de adaptar suas cidades às consequências da mudança climática e fomentar o desenvolvimento mediante a mitigação das emissões de dióxido de carbono. O Grupo Africano de Negociadores reconheceu em um painel realizado em maio que as negociações oferecem oportunidades à África para fortalecer sua capacidade de adaptação e de avançar para o desenvolvimento econômico baixo em carbono. Apesar da escassez de recursos financeiros, o continente tem uma vantagem comparativa em termos de recursos naturais como as florestas, e as energias hidrelétrica e solar. Nessa ocasião, o ministro de Ambiente e Florestas da Etiópia, Belete Tafere, exortou os negociadores a serem ambiciosos para pressionar os maiores emissores de gases-estufa a assumirem compromissos vinculantes para reduzir suas emissões. Também os aconselhou a priorizarem a mitigação como uma estratégia para demonstrar a contribuição do continente para uma solução mundial. Mas os obstáculos persistem. A África tem menos recursos financeiros para enviar delegados às COPs, junto com um nível de conhecimentos relativamente baixo para entender as questões técnicas das negociações. “A África é apenas mais um dos representantes nas negociações e tem pouca capacidade para influir nas decisões que forem tomadas”, pontuou Tomothé Kagombet, um dos principais negociadores de Camarões. “A maioria de nossos problemas é de caráter financeiro. Por exemplo, nas negociações, Camarões está sentado junto ao Canadá, que vem com uma delegação com uma centena de pessoas, enquanto haverá apenas dois representantes camaroneses, e esse é o caso dos demais países africanos”, detalhou Kagombet. Os países industrializados podem rodar seus delegados e especialistas, enquanto os africanos, por seu pequeno número, devem permanecer na mesa de negociações por longos períodos sem um descanso, acrescentou. Como uma estratégia para melhorar a capacidade dos delegados, a Cofimac contratou consultores para capacitar os representantes de seus dez países membros sobre as diversas questões técnicas das negociações. “Para reduzir o problema do número, a estratégia é que um país seja designado para representar o grupo em um dos temas em negociação. Por exemplo, o Chade poderia continuar debatendo sobre a adaptação, Camarões sobre mitigação, República Democrática do Congo em matéria de financiamento”, explicou Tadoum. “A Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática patrocina um ou dois representantes do Sul em desenvolvimento, mas o conjunto da África pode não superar a quantidade de delegados de um só país desenvolvido”, enfatizou Kaombet. Envolverde/IPS


por Monde Kingsley Nfor, da IPS
Serra do Gandarela (MG). Foto: © Alice Okawara / SerradoGandarela.org Ambiente

Governo anuncia novas áreas protegidas, mas lista de espera ainda é grande

[caption id="attachment_123158" align="aligncenter" width="509"] Serra do Gandarela (MG). Foto: © Alice Okawara / SerradoGandarela.org[/caption]   As vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o governo federal anunciou a criação de uma série de áreas protegidas que a sociedade civil reivindicava e que estavam paradas há anos. A maior parte delas na Amazônia. De uma só tacada, em menos de 24 horas, foram publicadas no Diário Oficial a criação de seis novas Unidades de Conservação e a ampliação de outras duas. Juntas, elas acrescentam ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC um total nada desprezível de cerca de 260 mil hectares em biomas como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. (Veja o quadro*) Desse total, o estado do Amazonas ganhou cerca de 30 mil hectares com a ampliação da Reserva Extrativista (Resex) do Médio Juruá. O Pará foi contemplado com 58 mil hectares. São três novas Resex Marinhas no estado: Mocapajuba, Mestre Lucindo e Cuinarana. A já existente reserva de Araí-Peroba cresceu em 50,5 mil hectares. Isso não quer dizer que a pressão não irá continuar sobre essas áreas. É que o decreto da Presidência da República que criou as Resex marinhas no Pará também abriu a possibilidade para atividades de mineração nas áreas que circundam as reservas. Também foram excluídas várias áreas do interior dos perímetros das Reservas Extrativistas, livrando-as da desapropriação. “Na entorno das unidades de conservação (zona de amortecimento), as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre as áreas protegidas. Ao invés de constar do plano de manejo (documento que estabelece as formas de uso e gestão da unidade), essa medida veio, estranhamente, no decreto de criação.”, considera Jean François Timmers, Superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil. A Mata Atlântica foi contemplada com o Parque Nacional Guaricana, no Paraná. Já o Cerrado, que andava esquecido das políticas de criação de áreas protegidas, ganhou hoje o Parque Nacional da Serra do Gandarela e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras, que só tomou impulso após uma greve de fome e sede feita por populações tradicionais da região na Praça dos Três Poderes em maio deste ano em Brasília. Já o parque do Gandarela não contemplou os pleitos comunidades e desconsiderou em seu formato final a importância dos aquíferos, a biodiversidade e outros atributos da serra que leva o nome da UC. Atualmente cerca de 3% do Cerrado estão protegidos em UCs de proteção integral. Com as áreas de uso sustentável, como as que acabam de ser criadas, esse número chega, no máximo a 8%. Segundo Júlio César Sampaio da Silva, coordenador do Programa Cerrado Pantanal, do WWF-Brasil, a criação de UC é crucial para manter a integridade de áreas relevantes à conservação, dada a velocidade com que o bioma é modificado. No entanto, ele ressalta que não basta criar as áreas. É preciso garantir recursos para a sua efetiva implementação. “Muitas das áreas protegidas criadas pelo governo sofrem com a falta de pessoal, equipamento e recursos financeiros”, diz ele. Os sem-decreto Apesar de o anúncio de criação das novas ter sido bem recebido, a lista das áreas que deveriam receber semelhante tratamento do governo ainda está por ser atendida. A expectativa de entidades como o WWF-Brasil e a Coalizão Pró-UCs para os próximos quatro anos é que sejam criados 27 milhões de hectares de novas UCs para tornar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação representativo de todos os biomas brasileiros. “Além disso, precisamos incrementar o orçamento anual para manejo das UCs federais em R$ 188 milhões e regularizar pelo menos dois milhões de hectares de passivo fundiário em UCs prioritárias”, lembra o superintendente do WWF-Brasil. Outras Unidades de Conservação de grande relevância, como Maués (AM), Boqueirão da Onça(BA), Campo dos Padres (SC), Alcatrazes (SP) e ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA) ficaram de fora do pacote do governo. “Algumas dessas áreas, com altos níveis de pressão e importância biológica singular precisam ser vistas com prioridade”, considera Timmers. É o caso do Boqueirão da Onça e Toca da Boa Vista, em estudo desde 2002, que abrigam o um dos maiores e mais conservados remanescente de Caatinga do Brasil, uma das maiores cavernas do planeta, além de outros ambientes e espécies sob ameaça, entre as quais a onça pintada, pinturas rupestres e recursos naturais e turísticos. * Publicado originalmente no site WWF Brasil.


por WWF Brasil
Lixão da Estrutural, em Brasília Edilson Rodrigues/Agência Senado Ambiente

Municípios poderão ter mais quatro anos para acabar com lixões

[caption id="attachment_123098" align="aligncenter" width="560"] Lixão da Estrutural, em Brasília Edilson Rodrigues/Agência Senado[/caption]   Poderá ser prorrogado até 2018 o prazo para que os municípios acabem com os lixões. O período fixado em lei para que depósitos de lixo a céu aberto fossem transformados em aterros sanitários acabou em 2 de agosto, mas poderá ser ampliado por mais quatro anos por força de artigo incluído na MP 651/2014. O texto foi aprovado na noite de terça-feira (14) pelo Plenário da Câmara e precisa passar pelo Senado até 6 de novembro, caso contrário a medida provisória perderá a validade. A MP trata de incentivos tributários, mas os deputados incluíram o novo prazo para fim dos lixões atendendo a 3,5 mil cidades que ainda não cumpriram a determinação legal. O texto aprovado também prorroga o prazo dado a municípios e estados para elaboração de seus planos de gestão de resíduos sólidos. A tarefa, que deveria ter sido concluída em 2012, agora poderá ser feita até agosto de 2016. Desde o início do ano a Confederação Nacional de Municípios (CNM) pede a prorrogação dos prazos estabelecidos na lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), alegando falta de recursos e de técnicos capacitados para a elaboração dos planos de gestão e para a implantação de sistemas adequados de descarte e reciclagem de lixo. Ainda há dúvida, no entanto, quanto ao aval do governo à prorrogação do prazo. Durante a votação da matéria na Câmara dos Deputados, o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-SP), disse haver a possibilidade de veto. Fontana afirmou que o Ministério do Meio Ambiente tem buscado alternativas para ajudar os municípios que ainda não acabaram com os seus lixões. Debates Preocupação com as dificuldades de adoção das normas fixadas pela lei levou à criação, no Senado, da Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos, ligada à Comissão de Meio Ambiente (CMA). Presidida pelo senador Cícero Lucena (PSDB-PB), a subcomissão discutiu formas para a implementação da lei. O colegiado realizou seis audiências públicas com especialistas e gestores municipais e estaduais, que explicitaram o baixo cumprimento das novas regras e o risco iminente de punição aos municípios e estados inadimplentes. A possibilidade de prorrogação dos prazos legais foi discutida pelos especialistas, que manifestaram receio de que a medida incentive a falta de compromisso com a aplicação da lei. Também foi central a discussão quanto ao custo para transformação de lixões em aterros sanitários e para a construção de sistemas adequados para processamento e reciclagem de resíduos sólidos. Os prefeitos cobram ajuda federal, mas a União lembra que o novo modelo requer responsabilidade compartilhada. As alternativas apresentadas nos debates serão reunidas pela relatora da subcomissão, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em relatório a ser analisado pelos integrantes do colegiado. * Com informações da Agência Câmara. ** Publicado originalmente no site Agência Senado.


por Iara Guimarães Altafin*
Caminhão-pipa leva água a bairros de ItuDivulgação/Prefeitura de Itu Ambiente

Falta de água em Itu provoca mais de mil reclamações ao Ministério Público

[caption id="attachment_123066" align="aligncenter" width="580"] Caminhão-pipa leva água a bairros de ItuDivulgação/Prefeitura de Itu[/caption]   A ação civil pública que cobra soluções para o problema da falta de água em Itu, município a 100 quilômetros da capital paulista, recebeu mais de mil reclamações da população, segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O órgão pede nessa ação que a prefeitura proíba a realização de grandes eventos, a inauguração de novos loteamentos, além de estabelecer multa à prefeitura da cidade, quando moradores ou comerciantes ficarem mais de 48 horas sem receber água. A reportagem da Agência Brasil conversou ontem (14) com moradores do bairro Cidade Nova, em Itu, que relataram estar sem água nas torneiras há pelo menos 15 dias. O bairro está entre os mais afetados pelo desabastecimento no município. Segundo a promotora de Justiça de Itu, Maria Paula Pereira da Rocha, o MP-SP ingressou com a ação exigindo que o descumprimento do limite de 48 horas implicasse em multa de R$ 100 mil por ponto, seja ele comercial ou residencial. A Justiça, porém, indeferiu o pedido em primeira instância, e autorizou multa de apenas R$ 200. “A gente queria um valor maior que, de fato, fizesse com que a prefeitura tivesse interesse em levar água [à população]. O Ministério Público entendeu que essa decisão não foi suficiente”, disse a promotora. O MP-SP recorreu da decisão há um mês, mas a ação ainda não foi apreciada. Sobre a realização de grandes eventos, a promotora citou a falta de estrutura para receber o festival de música eletrônica Tomorrowland, marcado para maio do ano que vem. A Justiça, no entanto, indeferiu a proibição do festival, que tem expectativa de público de 60 mil pessoas. Maria Paula destacou ainda que a cidade não tem capacidade de acolher novos moradores. “Enquanto [a prefeitura] não fizer obras de infraestrutura e comprovar no processo, por um laudo pericial, que a água que tem e a estrutura que tem comporta a vinda de novos habitantes, o Ministério Público pediu para que não sejam autorizados novos loteamentos”, declarou. Ontem, as advogadas Ester Leme e Soraia Escoura, que participam do movimento Itu vai parar, entregaram à promotoria um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas, pedindo intervenção do estado em Itu. “O abaixo-assinado foi feito até como um apoio ao Ministério Público para embasar eventual pedido que venha a se fazer junto à Procuradoria do Estado. Pedimos que o Ministério Público oficie o procurador para que ingresse com o pedido de intervenção estadual em Itu. O juiz deu a liminar de que os imóveis não poderiam ficar mais de 48 horas sem água e a concessionaria não está cumprindo”, disse Ester. As advogadas dizem que a administração municipal ignora o estado de calamidade pública que a cidade vivencia. O presidente do Comitê de Gestão de Águas de Itu, Marco Antônio Augusto, no entanto, reitera que Itu ainda não se enquadra nas normas de calamidade pública. “Itu ainda não consegue estar dentro dessa regra, ou seja, a situação atual ainda faz com que haja necessidade do estado de calamidade. Precisaria estar um caos total, com escolas e hospitais sem funcionar, uma epidemia ou um surto de virose”, declarou. Marco Antônio garante que o abastecimento a órgãos públicos, como das áreas da educação e saúde, além dos prédios do Ministério Público, Fórum, Mercado Municipal e Rodoviária. Segundo ele, esses lugares são abastecidos por 10 caminhões-pipa que percorrem a cidade todas as noites. * Edição: Denise Griesinger. ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Fernanda Cruz, da Agência Brasil

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vaso garrafas002 Recicle seu jardim

Foto: Reprodução/ limaoflor.wordpress.com

O destino do lixo doméstico é um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade. A quantidade de detrito produzido é muito superior à capacidade de processamento do mesmo, contribuindo para o aumento da poluição da água, do ar e do solo. Por isso, reciclar é tão importante. A reciclagem é uma maneira de ajudar a preservar o meio ambiente. Ela colabora para a diminuição do volume de resíduos nos aterros sanitários, protegendo os solos e os lençóis freáticos (água pouco profunda); e transforma lixo em matéria-prima, aumentando a vida útil dos materiais e evitando que mais detritos sejam produzidos desnecessariamente. Reciclar é reaproveitar produtos e utensílios que normalmente iriam ser jogados fora e dar a eles uma nova funcionalidade. Qualquer parte de uma casa permite a reutilização de materiais, inclusive o jardim, que, após receber esses itens, acaba ficando mais bonito, charmoso e principalmente sustentável. O reaproveitamento de recipientes para o cultivo de plantas é uma das formas de praticar a reciclagem e, consequentemente, a sustentabilidade, que a cada dia ganha mais adeptos. Baldes, chaleiras, xícaras, jarras, bacias e outros objetos podem ser transformados em belos vasos de plantas. No entanto, para utilizá-los, é preciso tomar alguns cuidados:  
  • Lavar muito bem as vasilhas, eliminando qualquer vestígio de elementos tóxicos (ferrugem, produtos químicos como cloro, ácidos e detergentes), para que as plantas não sejam contaminadas.
  • Impermeabilizar a parte interna de cada recipiente, aplicando uma camada de tinta ou revestimento impermeabilizante. Com esse procedimento, a durabilidade do vaso aumentará e também evitará que qualquer produto químico do utensílio possa contaminar a planta.
  • Optar por materiais resistentes, que suportem bem as mudanças climáticas e que não absorvam muito calor, pois isso pode ressecar a terra e matar a flor. Caso vá utilizar recipientes metálicos, escolha plantas com maior resistência à temperatura e à falta de umidade.
  • Observar o tamanho da planta e de sua raiz. Aquelas que têm raízes maiores e mais fortes devem ser plantadas em recipientes grandes e resistentes. Já as plantas com raízes mais finas podem ser cultivadas em jarras, utensílios de vidro e de outros materiais mais delicados.
  Em todos os casos, é preciso encontrar a melhor maneira de reproduzir as condições naturais de crescimento de cada planta. Toda espécie tem sua necessidade específica de água, portanto, é interessante escolher o recipiente de acordo com as necessidades de cada variedade. Flores como as orquídeas exigem pouquíssimas regas e obtém sua cota de água proveniente do ar, logo são mais fáceis de monitorar. Já as margaridas precisam de regas constantes e solo úmido, sem estar encharcado, e exigem um cuidado maior. *A Giuliana Flores está há mais de 20 anos no mercado e é líder em vendas de flores pela internet.- www.giulianaflores.com.br
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Utilize sabão ou detergente biodegradável, que não poluem os rios porque se decompõem mais facilmente.
Evite a geração de lixo e a produção desnecessária de produtos. Cancele as correspondências que você não lê.
Recolha as roupas do varal com cuidado para não amassar muito e depois dobre. Isso facilita na hora de passar e reduz o tempo de uso do ferro.
Economize. Permanecer 15 minutos com a mangueira aberta pode gastar até 280 litros de água.
Procure ler seus e-mails na tela do computador. Não imprima nada sem absoluta necessidade.
Prefira tecnologias limpas e de baixo consumo energético.

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