Faltam mil dias para o cumprimento das Metas do Milênio

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Faltam mil dias para o cumprimento das Metas do Milênio


por Leda Letra, da Rádio ONU


[caption id="attachment_82637" align="alignleft" width="350" caption="Cartaz da campanha"][/caption] ONU começa contagem regressiva nesta sexta-feira, com a campanha "1,000 Dias de Ação"; grupo de oito objetivos para o desenvolvimento deve ser alcançado pelos países até o fim de 2015. As Nações Unidas estão celebrando, nesta sexta-feira, os 1 mil dias restantes para o fim de 2015, data limite para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio. Entre 5 e 12 de abril, ONU, governos e sociedade civil estarão trabalhando em conjunto na campanha "1,000 Dias de Ação". Segundo o Secretrário-Geral Ban Ki-moon, as Metas do Milênio "ajudaram na criação de prioridades nacionais e globais, mobilizaram ação e já alcançaram resultados notórios". Fim da Pobreza Ban participou na quinta-feira, em Madri, na Espanha, de um evento especial com jovens e agências da ONU para iniciar a contagem regressiva. Os oito objetivos envolvem erradicação da pobreza e da fome, promoção da educação, da igualdade de gênero, da saúde materna, fim da mortalidade infantil, do combate a aids, malária e outras doenças, além garantia da sustentabilidade ambiental e de parcerias globais para o desenvolvimento. As metas foram adotadas por todos os países-membros das Nações Unidas no ano 2000 e desde então, foram feitos vários progressos para melhorar a vida dos cidadãos. Resultados Segundo o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, a pobreza extrema mundial caiu pela metade desde 1990. Pela primeira vez, um número igual de meninos e meninas frequentam a escola. Houve queda nos índices de mortes materna e infantil. O Pnud lembra que o mundo continua combatendo várias doenças, como tuberculose, malária e aids. Mas nos últimos 20 anos, 2 bilhões de pessoas ganharam acesso à água potável. Mídias Sociais Para os próximos 1 mil dias, Ban Ki-moon está pedindo à comunidade internacional que invista mais em saúde, educação, energia, saneamento básico e na autonomia de mulheres e meninas. As mídias sociais terão papel de destaque na campanha. O Pnud e várias agências da ONU vão usar o Twitter e o Facebook para promover a reta final para o cumprimento das metas. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.

n2 Notícias

Mudanças climáticas ameaçam segurança alimentar das cidades

Relatório afirma que a imensa maioria das políticas para o suprimento de alimentos são destinadas a aumentar a produção nas zonas rurais e que os pobres em áreas urbanas estão tendo cada vez mais dificuldade para comprar comida. Segundo o Banco Mundial, os preços dos alimentos estão muito perto de seu pico máximo histórico, o que para as pessoas mais pobres, que gastam boa parte de seu orçamento em comida, significa que está bastante pesado manter sua família bem nutrida. Muitas políticas internacionais e nacionais já existem para tentar minimizar esse problema, mas para o Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED) elas falham porque estão muito concentradas em apenas aumentar a produção e não em como trazer esses alimentos de forma mais barata para os habitantes das cidades. “A segurança alimentar está de volta à agenda graças ao aumento dos preços e a ameaça que as mudanças climáticas representam para a produção agrícola. Mas políticas focadas apenas na produção rural não resolverão o problema de insegurança alimentar nas áreas urbanas. Precisamos de políticas que melhorem as condições de acesso à comida das pessoas mais pobres, especialmente nas cidades”, afirmou Cecilia Tacoli, autora do novo relatório do IIED sobre o tema. O documento destaca a relação entre a baixa renda das comunidades com a segurança alimentar. Como a compra de comida já ocupa boa parte do orçamento, qualquer aumento de preço é imediatamente sentido. Assim, qualquer interrupção na produção, transporte ou armazenamento de alimentos, seja causada pelo clima ou não, tem um grande impacto na qualidade de vida das bilhões de pessoas que vivem nos bolsões de pobreza das cidades. “A jornada que a comida faz desde o produtor rural até o consumidor urbano envolve muitos passos. Ela precisa percorrer sistemas formais e informais para ser distribuída, armazenada e vendida. Cada um desses passos é um ponto de vulnerabilidade diante das mudanças climáticas. Para os consumidores, isso significa aumentos súbitos de preços”, explicou Tacoli. Segundo o relatório, comunidades urbanas carentes também sofrem com a falta de espaço e condições apropriadas para armazenar comida, o que faz com que o pouco que conseguem comprar acabe se estragando rapidamente. Assim, é praticamente impossível pensar atualmente em políticas de alertas sobre secas e enchentes com o objetivo de fazer essas pessoas estocarem alimentos. Para piorar, as áreas pobres das grandes cidades são justamente localizadas nas regiões mais vulneráveis climaticamente, como encostas de morros. Dessa forma, é comum que as pessoas percam tudo a cada novo evento extremo e fiquem cada vez mais sem acesso à alimentação. O relatório recomenda que os governos encarem esses desafios e criem políticas que protejam os mais pobres das áreas urbanas da insegurança alimentar. Investir em infraestrutura e dar acesso a todos aos mercados formais de venda de alimentos seriam as principais medidas a serem feitas. “As mudanças climáticas podem exacerbar os desafios enfrentados pelos mais pobres nas nossas cidades. Legisladores precisam tem um melhor entendimento do que significa ser pobre em uma centro urbano”, concluiu Tacoli. Leia o relatório: Urban poverty, food security and climate change * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
Ban Ki-moon aproveitou a fala para chamar a atenção de todas as nações que anunciaram compromissos e projetos, mas que não tornaram o discurso realidade. Foto: Africa Renewal/Flickr Notícias

Ban Ki-moon cobra compromisso global urgente por causas ambientais

[caption id="attachment_82617" align="alignleft" width="300" caption="Ban Ki-moon aproveitou a fala para chamar a atenção de todas as nações que anunciaram compromissos e projetos, mas que não tornaram o discurso realidade. Foto: Africa Renewal/Flickr"][/caption] A falta de compromissos globais em prol do combate às mudanças climáticas tem incomodado o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Em discurso realizado em Mônaco, na última quarta-feira (3), ele cobrou urgência na definição de novas metas para todo o mundo. Ban Ki-moon aproveitou a fala para chamar a atenção de todas as nações que anunciaram compromissos e projetos, mas que não tornaram o discurso realidade. “As palavras não foram seguidas por ações. Logo será tarde demais. Nossos padrões de consumo são incompatíveis com a saúde do planeta”, declarou o secretário, lembrando que a previsão é de que em 2050 a população mundial seja de nove bilhões de pessoas e será necessário oferecer condições ideais de sobrevivência às próximas gerações. Alguns problemas ambientais foram destacados, entre eles a diminuição da biodiversidade, o aumento nas emissões de gases de efeito estufa, a pesca predatória e a maior acidez dos oceanos. O representante da ONU pediu que as medidas aplicadas sejam eficazes e dinâmicas, como exemplo ele citou o estabelecimento de preços aplicados sobre as emissões de carbono. Este deve ser um esforço para todos os países, não somente um compromisso direcionado às nações desenvolvidas ou a parte dos emergentes. De acordo com Ban Ki-moon, é necessário haver “um instrumento universal e jurídico vinculante relativo ao clima”. O anúncio foi feito no principado de Mônaco e contou com o reforço do príncipe Albert de Mônaco, que reforçou o pedido do secretário. “No momento em que a terra e os oceanos sofrem pressões sem precedentes, em particular devido ao crescimento da população global e às mudanças climáticas, é nossa responsabilidade agir de forma decisiva para preparar o futuro”, declarou o príncipe. * Com informações do G1. ** Publicado originalmente no site CicloVivo.  


por Redação CicloVivo
nnn Notícias

Falta consenso para encontro sobre fitogenéticos

Técnicos dos ministérios da Agricultura; do Meio Ambiente; e de Relações Exteriores não chegaram a um consenso nesta quarta-feira (3), em audiência pública na Câmara, a respeito da posição a ser defendida pelo Brasil na próxima reunião da FAO sobre recursos genéticos no dia 15 de abril, em Roma. O encontro na capital italiana vai servir para analisar o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura (Tirfaa), do qual o País faz parte desde 2008. Apesar de defenderem propostas convergentes em certos pontos, os debatedores não chegaram a uma unidade. A concordância se deu em torno da necessidade de ampliar a abrangência do Tirfaa, que atualmente envolve apenas 64 cultivares – sementes de plantas melhoradas geneticamente – e deixa de fora espécies importantes para o agronegócio nacional como soja, café e cana de açúcar. De acordo com o Tirfaa, cada signatário pode acessar e fazer uso de um banco de cultivares compartilhado para fins de pesquisa e melhoramento genético. Se um país produzir melhoramentos em uma variedade que integra o Tirfaa e, em seguida, decidir restringir o uso da nova variedade por meio de patente, ele fica obrigado a pagar uma compensação ao sistema multilateral composto pelos demais signatários. Por outro lado, se a nova variedade for disponibilizada a todos os signatários, o país desenvolvedor fica dispensado da repartição de benefícios. O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que propôs a reunião na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Regional, destacou a importância de definir a posição brasileira sobre o Tirfaa antes que o País ratifique os termos do Protocolo de Nagoia, que dispõe sobre o mesmo assunto e aguarda aprovação do Congresso. Colato sugeriu um novo encontro, a ser coordenado pelo Itamaraty, para tentar conciliar as visões dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. “Somos favoráveis ao avanço imediato das negociações, inclusive com a expansão do tratado para que ele atinja todas as espécies”, disse o assistente jurídico do Ministério da Agricultura, Márcio Antônio Mazaro. Segundo ele, a pasta defende ainda a inclusão no tratado de espécies animais e de microorganismos que também têm relevância na produção agropecuária brasileira. Agronegócio Para Mazaro, as tratativas por meio da FAO podem funcionar como uma salvaguarda para o agronegócio em relação a possíveis consequências da ratificação, pelo Brasil, do Protocolo de Nagoia. “A simples ratificação desse protocolo poderá provocar uma limitação no intercâmbio de germoplasmas [sementes] entre países, trazendo riscos à segurança alimentar e impondo barreiras às exportações ligadas ao agronegócio”, sustentou. Ao contrário do Tirfaa, que atua somente na área da agricultura e de alimentos, o Protocolo de Nagoia foi firmado em 2010 durante a COP-10 e reconhece a soberania de cada nação sobre todos os recursos naturais existentes em seu território. Pelo protocolo, caso o Brasil utilize uma variedade de soja da China como base para criar uma nova variedade, ele ficará obrigado a pagar uma porcentagem como royalties, conforme a legislação do país de origem. A medida vale para todas as variedades criadas a partir da ratificação do protocolo, mas permite exceções no caso de acordos específicos para determinados cultivares, como o Tirfaa. “Imagine você precisar de autorização prévia para desenvolver de dez variedades de soja até produzir uma variedade resistente à ferrugem. É absolutamente inviável”, declarou Mazaro. Prioridades O secretário de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Cavalcanti, também é favorável a inclusão de outras espécies de cultivares no Tirfaa. Ele, no entanto, não considera viável ampliar o tratado para incluir todas as espécies utilizadas pelo País. “Precisamos definir se o mais importante é incluir a soja, o café, a cana de açúcar ou é ampliar o tratado para incluir também animais, pescados e fitoterápicos usados na indústria farmacêutica”, comentou. Segundo Cavalcanti, o ministério entende que é possível utilizar o Tirfaa como salvaguarda para algumas cultivares, mas defende a implementação do Protocolo de Nagoia, que tem um espectro mais amplo de proteção ao acesso a recursos de biodiversidade. “Não podemos tolerar que empresas farmacêuticas continuem explorando nossos recursos genéticos sem que o País seja beneficiado com uma compensação financeira”, argumentou. Cavalcanti também destacou que o ministério já estuda uma maneira de atualizar a legislação brasileira sobre o acesso a recursos genéticos. Atualmente, conforme a Medida Provisória 2.186/01-16, para acessar e promover pesquisas com recursos naturais da biodiversidade brasileira, o interessado precisa de autorização prévia. Segundo ele, há muitas críticas quanto à dificuldade de iniciar processos de pesquisa e exploração de recursos da biodiversidade. “Qualquer pesquisador pode falar sobre o tempo que um projeto leva para andar conforme essa norma. É algo em torno de quatro anos. Por isso, muitas empresas têm optado por fazer pesquisas de maneira irregular”, afirmou Reginaldo Minaré, consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Temendo efeitos da aplicação do Protocolo de Nagoia, Minaré também propôs a inclusão de salvaguarda no Tirfaa, a fim de garantir o acesso a variedades exóticas (não nativas) importantes para o agronegócio nacional. * Publicado originalmente no site Agência Câmara de Notícias.


por Murilo Souza , da Agência Câmara
n3 Notícias

Lançado jogo para estimular gerenciamento sustentável

Nova ferramenta cria um cenário em que cidades reais abandonadas devem ser recuperadas de forma sustentável; jogo visa também ajudar a aprimorar estratégias de sustentabilidade corporativa. Atualmente, estima-se que existam no mundo cerca de seis mil cidades abandonadas, seja por motivos econômicos, sociais ou naturais. Muitas vezes, essas cidades, apesar de não terem mais condições de oferecer serviços para habitantes, continuam a ser um fardo para os cofres públicos, exigindo certos investimentos que não dão retorno. E se pudéssemos de alguma forma recuperar essas cidades e torná-las novamente habitáveis, e ainda por cima de modo sustentável? Pois é essa a proposta da simulação ‘Cidades Sustentáveis – O Jogo da Socioecoeficiência’, criada pela Fundação Espaço ECO (FEE), organização sem fins lucrativos instituída pela BASF. O jogo é uma ferramenta com propósito educativo que tem como objetivo fazer com que os participantes entendam, de forma prática, conceitos como sustentabilidade e socioecoeficiência, refletindo sobre a relação entre estes e suas atitudes do dia a dia. A simulação, que tem cerca de duas horas de duração, funciona da seguinte maneira: os até seis jogadores formam uma equipe ao redor do tabuleiro que trabalhará para recuperar uma das cidades escolhidas – Hashima (Japão), Balestrino (Itália) e São João Marcos (Brasil) – através de diversas etapas. A primeira etapa é, através das informações fornecidas, avaliar quais foram as principais causas do abandono da cidade. Se os participantes souberem analisar bem a situação, passam para a segunda fase, na qual são apresentadas diversas opções para recuperar a cidade e torná-la novamente habitável. Se souberem eleger bem as melhores alternativas para recuperar a cidade, os jogadores passam para o próximo nível, que é decidir como cada opção dessa será melhor aplicada na cidade. Nessa etapa, vale examinar como cada alternativa pode ser colocada em prática de forma mais socioecoeficiente: em Hashima, no Japão, por exemplo, cujo abandono foi causado principalmente pelo declínio na exploração de carvão, principal atividade econômica desenvolvida na ilha, uma boa opção é apostar na pluralidade de atividades econômicas, como turismo e pesca, evitando que a habitação da cidade se torne inviável caso uma das atividades econômicas sofra algum tipo de crise. Se essa fase for concluída com sucesso, os participantes passam para a próxima, que depende um pouco da sorte; é hora de verificar como se desenvolveram as alternativas elencadas por eles. Caso haja necessidade ou desejo de mudanças, os jogadores podem fazer alterações no tipo de atividades econômicas, geração de energia e opções de abastecimento de água e saneamento básico que escolheram, correndo o risco de melhorar ou piorar a situação. Ao final, são calculados quantos pontos, de 0 a 100, os participantes fizeram no desenvolvimento socioecoeficiente da cidade. Quanto maior o índice de socioecoeficiência, maior será a longevidade da cidade. O jogo foi criado a partir da necessidade de se traduzir o conceito de socioecoeficiência para diversos públicos, principalmente o corporativo. Além disso, a FEE acredita que é uma ferramenta que permitirá às empresas aprimorarem a visão de seus modelos de gestão, identificando os impactos da sustentabilidade em seu negócio. Para Fernando Feitoza, gerente de Educação para a Sustentabilidade da FEE, um aspecto importante do jogo é que ele propõe um pensamento crítico sobre os três pilares da sustentabilidade: a conservação de recursos naturais, os aspectos sociais e o papel econômico. Segundo ele, quando se fala em sustentabilidade, ainda costuma-se associar apenas a conservação dos recursos naturais ao termo. “Com o jogo, queremos que os participantes reflitam sobre seu cotidiano e como suas decisões podem ser mais conscientes, gerando um aprendizado concreto dessa experiência. Isso pode ser aplicado tanto no ambiente de negócio para aprimorar o processo decisório, como também no dia a dia, por meio da busca por produtos mais sustentáveis, por exemplo”, comentou Feitoza. Nesta semana, o jogo estará em demonstração para o público empresarial e para a imprensa nas capitais da região Sul (Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre). De acordo com os desenvolvedores, primeiramente a ferramenta está sendo disponibilizada apenas conforme a demanda das empresas, pois a fundação ainda não tem condições de aplicá-la em grande escala. Interessados podem entrar em contato com a FEE pelo site da entidade. * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
n7 Notícias

Câmara aprova projeto que cria a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

Brasília - A Câmara dos Deputados concluiu ontem (3) a votação, inciada na noite do dia 2 de abril, aprovando o projeto de lei que cria a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. A proposta é um substitutivo do Senado que amplia o projeto que tinha sido aprovado pela Câmara em 2008. Com a aprovação, o texto segue agora para a sanção presidencial. O texto aprovado mantém os benefícios da Lei de Política Agrícola aos que adotem sistemas integrados de recuperação de áreas degradadas e define objetivos e princípios da política de integração lavoura-pecuária-floresta. Pelo projeto, os sistemas integrados compreendem o uso do solo para atividades agrícolas, florestais e de pecuária de forma a melhorar a produtividade e o aproveitamento do solo de maneira sustentável ambientalmente. A Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta tem entre seus objetivos a preservação e a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo e a atenção aos princípios e às leis de proteção ambiental . O texto também prevê o estímulo a medidas alternativas às queimadas, bem como o uso diversificado da terra de forma a melhorar a renda do produtor rural. Pela proposta, a nova política objetiva diminuir os desmatamentos da vegetação nativa para a transformação em pastagens, além de contribuir para a manutenção das áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal. O texto também prevê o estimulo para a recuperação de áreas de pastagens degradadas por meio de sistemas produtivos sustentáveis. * Edição: Aécio Amado. ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Iolando Lourenço, da Agência Brasil
n4 Notícias

Rota da Reciclagem comemora 5 anos

O site recebeu mais de 650 mil visitas e já cadastrou aproximadamente três mil pontos de coleta seletiva em todo o território nacional. O buscador Rota da Reciclagem, idealizado pela Tetra Pak, em plataforma do Google Maps, acaba de completar cinco anos de existência e ultrapassa a marca de 650 mil visitas. Com aproximadamente três mil pontos de coleta seletiva cadastrados, distribuídos por todas as regiões do Brasil, a ferramenta auxilia os consumidores a encontrar os locais para destinarem as embalagens longa vida pós-consumo e outros materiais para a reciclagem. A navegação é bem simples. Para destinar os materiais recicláveis, o consumidor só precisa digitar o endereço de localização e o site aponta cooperativas, pontos de entrega voluntária e comércios ligados à cadeia de reciclagem que estão mais próximas dele. Segundo Fernando von Zuben, Diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, o Rota da Reciclagem surgiu com o intuito de prestar um serviço à população, disponibilizando os locais da coleta seletiva e com isso aumentar o volume de material enviado para a reciclagem. “É interessante observar a evolução dos números comprovando que as pessoas estão cada vez mais engajadas nas causas ambientais, em especial, na coleta seletiva e reciclagem”, afirma. Desde o início de 2012, o sistema também está disponível como aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente pela Apple Store para os usuários de iPhone e iPad. “O sucesso da ferramenta brasileira nos estimulou também a lançar uma versão em espanhol, que traz os principais pontos mapeados na Argentina, Chile, Panamá e Uruguai. Hoje, o www.rutadelreciclado.com tem cerca de 540 pontos cadastrados e ainda deve ser ampliado para toda a América Central e do Sul”, completa Fernando. Reciclagem As embalagens da Tetra Pak são 100% recicláveis e o Brasil é um dos grandes recicladores mundiais, além de pioneiro em algumas das tecnologias de reciclagem deste tipo de envase. As embalagens podem ser transformadas em caixas de papelão, canetas, vassouras, telhas e placas para construção civil, entre outros materiais. Atualmente, 34 empresas brasileiras reciclam as embalagens da Tetra Pak, gerando empregos e renda em uma cadeia de reciclagem que cresce a cada ano no país. Em 2012, mais de 65 mil toneladas de embalagens da Tetra Pak foram recicladas. Essa quantidade representa um incremento de quase 10%, se comparado a 2011. Nesse período, 29% do total de embalagens comercializado em território nacional seguiram para reciclagem após o consumo..Os trabalhos para aumento da conscientização ambiental e fortalecimento da cadeia de reciclagem serão fundamentais para alcançar a meta de 35% do total em 2015. Sobre a Tetra Pak A Tetra Pak é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos. Atuando próximo aos clientes e fornecedores, oferece produtos seguros, inovadores e ambientalmente corretos, que a cada dia satisfazem as necessidades de centenas de milhões de pessoas em mais de 170 países ao redor do mundo. Com quase 22.000 funcionários em mais de 85 países, a Tetra Pak acredita na liderança da indústria responsável e em uma abordagem sustentável dos negócios. O nosso slogan “PROTEGE O QUE É BOM” reflete nossa visão de tornar o alimento seguro e disponível, em qualquer lugar. Mais informações sobre a Tetra Pak estão disponíveis no www.tetrapak.com.br.  


por Assessoria da Tetra Pak
O sensor poderá ser utilizado por qualquer pessoa. Foto: Rafael Antony Notícias

Pesquisadores brasileiros planejam criação de sensor popular para detectar água potável

[caption id="attachment_82514" align="aligncenter" width="450" caption="O sensor poderá ser utilizado por qualquer pessoa. Foto: Rafael Antony"][/caption]   Já imaginou poder analisar sozinho se a água que você vai utilizar é potável ou não? Em breve isso pode ser uma realidade. Pesquisadores brasileiros aceitaram o desafio de criar um nanossensor de baixo custo e fácil de usar, capaz de saber se uma amostra de água está limpa ou suja. Intitulado de "sensor popular", já que poderá ser usado pela população, ele será capaz de identificar a presença de três poluentes na água. São eles: Escherichia coli (bactéria responsável por graves problemas intestinais), metais pesados e glifosato (herbicida). Os responsáveis pelo projeto são especialistas nas áreas de física, química e biologia. "Um dos fatos que provocou esse programa foi imaginar que a Amazônia é um 'mar de água' e que não é potável. A população ribeirinha também não sabe se pode beber a água", disse o professor Ennio Candotti, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ao site Inovação Tecnológica. O professor Celso Pinto de Melo, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), lembrou também a importância dessa tecnologia para a população brasileira que é castigada pela seca. Estas pessoas costumam andar quilômetros para conseguir um pouco de água sem ao menos saber a qualidade do que vai encontrar e consumir. O pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Carlos César Bufon, afirmou que os sensores nanoestruturados também poderão ser utilizados para avaliar a qualidade de resíduos industriais em águas de rios e lagos e do nível de contaminação da água por contaminantes biológicos, metais pesados e defensivos agrícolas. * Com informações do site Inovação Tecnológica. ** Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
Segundo os pesquisadores, a tendência é de que as temperaturas subam 0.058ºC por ano até 2011. Isso aumentaria em 95% as chances de ocorrência de maratonas mais lentas. Foto: Chuddlesworth/Flickr Notícias

Maratonas devem ficar mais lentas devido ao aquecimento global

[caption id="attachment_82505" align="alignleft" width="300" caption="Segundo os pesquisadores, a tendência é de que as temperaturas subam 0.058ºC por ano até 2011. Isso aumentaria em 95% as chances de ocorrência de maratonas mais lentas. Foto: Chuddlesworth/Flickr"][/caption] O aquecimento global pode inverter a tendência de melhores tempos em provas de atletismo, principalmente em maratonas. Esta é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Boston, que fizeram projeções para os próximos 90 anos. Os atletas que praticam atividades físicas ao ar livre estão sempre sujeitos às variações no clima. Para os corredores, o sol é um grande inimigo o vento e as chuvas também podem afetar diretamente o desempenho nas ruas e pistas. Diante destes fatos, os pesquisadores norte-americanos decidiram avaliar quais seriam os impactos do aquecimento global na performance dos maratonistas. Para chegar à conclusão foram considerados os tempos registrados nas maratonas de Boston desde 1933 até 2004. Homens e mulheres foram avaliados, bem como as condições do clima nos dias em que as provas ocorreram. “Nós descobrimos que as temperaturas mais quentes e ventos contrários no dia da prova tornavam a corrida mais lenta, aumentando o tempo do vencedor”, explicou o professor Richard Primack. Apesar de as mudanças tecnológicas e nos treinamentos terem colaborado para muitas quebras de recordes nos últimos anos, os cientistas alertam para uma possível mudança neste cenário. Segundo os pesquisadores, a tendência é de que as temperaturas subam 0.058ºC por ano até 2011. Isso aumentaria em 95% as chances de ocorrência de maratonas mais lentas. * Com informações da Exame. ** Publicado originalmente no site CicloVivo.  


por Redação CicloVivo
Foto: www.portalsaofrancisco.com.br/ Notícias

Golpe de 64: a história que ainda precisa ser contada

[caption id="attachment_82358" align="alignleft" width="300" caption="Foto: www.portalsaofrancisco.com.br/"][/caption] Neste 1º de abril, os maiores agentes concentradores de renda do Brasil tiveram muitas razões para comemorar o golpe que civis e militares deram em 1964 no governo democrático de Goulart. Ao elencar a série de medidas que apontavam para alguma distribuição da riqueza no Brasil, Jango, no célebre Comício da Central, resumiu as mudanças estruturais que levariam à horizontalização no poder no País. Caiu, apesar de bem intencionado, porque não montou ao seu redor os dispositivos de segurança e de base econômica que lhe proporcionariam seguir adiante. Toda essa história ainda está por ser contada. Precisamos conhecer nomes e sobrenomes daqueles que, fardados ou não, contribuíram para aprofundar um modelo econômico que sempre manteve o Brasil em um infeliz lugar entre as piores distribuições de renda do planeta. E que tem como resultados diários, até hoje, da carestia à violência. É este o enquadramento que reclama atenção de autoridades e, principalmente, da sociedade civil brasileira. Abrir arquivos não trará à tona apenas os nomes dos responsáveis pelas bárbaras torturas que abateram muitos e muitas patriotas. Escancarar documentos oficiais mostrará quem, no governo, de fato cometeu crimes de lesa-pátria e se articulou com interesses empresariais para garantir uma economia baseada, até hoje, na extrema extração de mais-valia. Entre os fatos da política e da economia política ainda estão por serem revelados, clama à consciência nacional saber: 1 - Quais os nomes dos militares que fecharam o acordo com o governo dos EUA para permitir que os marines estacionassem na costa brasileira e estivessem prontos a intervir caso o golpe fracassasse em terra? 2 - Quais foram os verdadeiros termos das sucessivas renegociações da dívida externa, comandadas por Delfim Neto, ex-Ministro de várias pastas na ditadura e hoje mentor de Lula para a área econômica? Por que a auditoria da dívida nunca foi feita, apesar de constar da Constitutição de 1988? 3 - Onde estão os contratos assinados entre as ditaduras do Brasil e do Paraguai para construir Itaipu, que até hoje sangram o Tesouro brasileiro e extorquem a sociedade do país vizinho? 4 - Qual foi o papel que tiveram os maiores grupos econômicos, e da Fiesp como sua entidade organizadora, na repressão política e o que eles ganharam dos governos da ditadura em troca do financiamento aos sistemas paralelos como a Operação Oban e os Doi-Codi? A lista de eventos históricos que precisam ser finalmente contados é extensa e precisa ser tornada pública. A ética e a justiça históricas exigem que compreendamos a horrível inflexão econômica que houve no Brasil àquela altura e seus reflexos até os dias atuais. Para que punamos os responsáveis e evitemos reproduzi-la. * Carlos Tautz é jornalista, coordenador do Instituto Mais Democracia – transparência e controle cidadão de governos e empresas.


por Carlos Tautz
n8 Notícias

Prêmio von Martius de Sustentabilidade tem inscrições até 13 de maio

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2013 está recebendo inscrições pelo site http://www.premiovonmartius.com.br/ até o dia 13 de maio. Criado em 2000 pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo como premio de Meio Ambiente, em 2007 o Premio von Martius passou a reconhecer relatos de melhores práticas (cases) de Sustentabilidade como um todo - foi o primeiro do Brasil a fazer isso. O Premio von Martius tem vários outros pioneirismos: foi o primeiro a premiar cases de Tecnologia; o primeiro a ter o apoio do PNUMA-ONU; o primeiro a compartilhar os projetos inscritos em um livro distribuido gratuitamente; o primeiro a adotar auditoria externa independente de procedimentos; o primeiro a ter uma certificação da pegada ecológica e o primeiro a compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) do Brasil. Realizado desde o ano de 2000 para “reconhecer o mérito de iniciativas de empresas, do poder público, de indivíduos e da sociendade civil que promovem desenvolvimento econômico, social e cultural no contexto do desenvolvimento sustentável”, o Premio von Martius é um dos mais disputados, seletivos e importantes do país: em 11 edições recebeu a inscrição de 1.464 projetos e premiou 99 cases – um premiado a cada 14 projetos inscritos. Nos anos 2011 e 2012 foi suspenso, retornando agora em 2013 de maneira especial: o evento de entrega dos resultados será realizado durante a 5a. EcoGerma, a feira de tecnologia e congresso técnico realizados pela Câmara Alemã em parceria com o Governo da Alemanha em São Paulo, em junho de 2013. Segundo Ricardo Rose, diretor do Departamento de Meio Ambiente, Energias Renováveis e Eficiência Energética da Câmara Alemã e coordenador do Premio, “a edição 2013 do Premio von Martius de Sustentabilidade será muito especial porque estamos unindo dois sucessos – o Premio e a EcoGerma – em um ano no qual se comemora o Ano da Alemanha no Brasil.” O Prêmio von Martius sempre teve um processo de avaliação feito por uma Comissão Julgadora independente, composta por jornalistas, especialistas e empresários, que se reúnem e lêem os projetos inscritos. O jornalista e consultor Rogerio Ruschel, que coordena o processo seletivo do von Martius desde o ano 2.000 informa que a coordenação decidiu manter o perfil de uma Comissão Julgadora seletiva que tem acesso aos cases inscritos, aos documentos originais, e não apenas lê resumos pela internet: “Entendemos que isso enriquece o julgamento e agrega credibilidade aos resultados.” O Premio von Martius tem uma taxa de inscrição de R$ 100,00. A inscrição é feita nas Categorias Natureza, Humanidade ou Tecnologia por internet mas só se completa com o envio de duas cópias impressas do case pelo correio. A edição 2013 tem o patrocínio da Volkswagen; o apoio do CEBDS, PNUMA, WWF e Sustentax; auditoria de procedimentos da BRTUV e compensação de GEEs da CarbonFix. Mais informações: Danielly Andrade - Departamento de Meio Ambiente, Energias Renováveis e Eficiência Energética - Tel.: (+55 11) 5187 5149


por Assessoria de Imprensa

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Austrália quer proibir fertilização do oceano com sulfato de ferro. Método reduziria acidificação e combateria efeitos da mudança do clima.

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Já pensou em vender ou comprar sobras de comida através da internet? Esta é a ideia da plataforma virtual Shareyourmeal, uma forma interativa de combater o desperdício de alimentos. Saiba mais aqui.

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CET de São Paulo abres inscrições para o curso “Pedalar com Segurança”. Saiba mais.

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Cerca de 62% dos acidentes da exploração de petróleo offshore aconteceram em plataformas com mais de trinta anos. Novo site do Greenpeace vai monitorar ocorrências no pré-sal.

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Unesco critica Austrália por riscos ambientais na Grande Barreira de Coral

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Estudo calcula benefícios de árvores urbanas dos Estados Unidos. Parques absorvem carbono emitido e poupam US$ 1,5 bilhão por ano.

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Países amazônicos criam órgão de defesa e pesquisa para proteger a floresta, que será responsável pela gestão sustentável dos recursos da floresta

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Desmatamento e degradação de florestas na Amazônia atinge área de 175 km² entre março e abril. O levantamento é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

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O lixo é considerado normalmente um problema. Em Oslo, capital da Noruega, o problema tem sido a falta de lixo. A cidade transforma os resíduos em energia.