Manaus terá primeira ONG indígena de apoio a portadores de hepatites virais

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Manaus terá primeira ONG indígena de apoio a portadores de hepatites virais


por Akemi Nitahara, da Agência Brasil


Rio de Janeiro – A organização não governamental (ONG) Yura-ná - que significa algo pertencente aos povos indígenas, na língua marubo - será criada hoje (6) em Manaus. O objetivo principal é discutir as políticas públicas de saúde, com foco nas hepatites virais. O representante dos povos indígenas do Vale do Javari Eliésio Marubo, que vai liderar a ONG, explica que a criação da Yura-ná não vai substituir a atuação de outras organizações indígenas, mas contribuir para a melhoria da qualidade no atendimento de saúde no país. “A Yura-Ná tem esse papel, essa bandeira central que é o controle social das políticas públicas. Estamos dando ênfase à política de saúde e, dentro desse debate, à hepatite viral, um problema pouco discutido nas organizações. A questão tem sido, eu acho, o calcanhar de Aquiles [ponto mais vulnerável de uma pessoa ou organização] do governo federal". De acordo com Marubo, mais de 80% da população da Terra Indígena Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, estão em contato com a hepatite viral. Ele diz que as lideranças buscaram, sem sucesso, todas as instâncias de governo para tratar do problema. “A hepatite viral é o grande mal de que o Brasil vai ser acometido daqui a poucos anos. Eu vejo que a hepatite viral é tão ou mais nociva do que a aids, e a sociedade não tem dado importância à discussão”. Segundo o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena e o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais desenvolvem ações relacionadas a essas doenças na população indígena desde 2009. O órgão informou que, no ano passado, foram feitas reuniões com representantes da população indígena, profissionais de saúde, coordenações e secretarias de Saúde estaduais e municipais, que resultaram nos planos de ação para os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Entre as ações, foram distribuídos cerca de 2 milhões de preservativos e capacitados 270 profissionais para trabalhar na prevenção e realização de testes rápidos. O ministério informou que também foram enviados quase 100 mil testes rápidos para hepatites B e C aos Dsei.. O balanço da pasta mostra que, em 2010, foram registrados 98 casos de hepatite A, 64 de hepatite B e oito casos de hepatite C em indígenas em todo o país. O índios estão entre os grupos de maior vulnerabilidade às hepatites virais e podem ser vacinados gratuitamente contra a hepatite B. O protocolo de criação da ONG será assinado nesta segunda-feira e a Yura-ná já conta com 16 voluntários. Quem puder fazer doações ou quiser participar do trabalho voluntário pode entrar em contato pelo e-mail valedojavari-am@hotmail.com. Todas as informações sobre as doenças, como sintomas, formas de contágio e prevenção, estão disponíveis no site www.hepatitesvirais.com.br, do Ministério da Saúde. * Edição: Graça Adjuto. ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.

Garrafas PET: reciclagem é de 56%. Foto: Paulo de Araújo/MM Notícias

Pense antes de jogar fora

[caption id="attachment_85893" align="alignleft" width="300" caption="Garrafas PET: reciclagem é de 56%. Foto: Paulo de Araújo/MM"][/caption] Folheto disponível no portal do MMA dá dicas de como tratar o lixo. No Brasil, cada habitante gera em média 1,1 kg de resíduos por dia. O que fazer com ele? Pensando em conscientizar a população, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) elaborou folheto chamando a atenção para o princípio dos 3R (reduzir, reutilizar e reciclar). Trata-se de um conjunto de atitudes relacionadas aos hábitos de consumo que ajudam a poupar os recursos naturais, gerar menos resíduos e minimizar seu impacto sobre o meio ambiente, além de promover a geração de trabalho e renda. “Foi um trabalho de equipe.Tentamos resumir ao máximo o número de informações que iríamos disponibilizar naquela pequena publicação. Fomos desde a rota do lixo até a coleta seletiva”, afirma o gerente do Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Saburo Takahashi. Segundo o folheto, os 3Rs também são objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que prevê a extinção dos lixões até 2014. A Lei 12.305/2010, regulamenta a questão, abre caminho para que a população brasileira possa se desenvolver ainda mais e conseguir superar grandes desafios como os problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Recomendações Para atingir esses objetivos, bastam atitudes simples que podem ser adotadas no dia a dia da população. Adquirir sempre produtos mais duráveis, por exemplo, procurar aqueles que utilizem menos embalagens, evitar sacos plásticos, comprar o suficiente para o consumo, aproveitar tudo o que puder dos alimentos, colocar no prato só o que for comer, além de reformar e conservar objetos. De acordo com a PNRS, a reutilização é o aproveitamento de resíduos sólidos antes da sua transformação biológica, física ou físico-química. Isso significa utilizar frente e verso do papel, usar cartuchos de impressora recarregáveis, reaproveitar vidros de geleia, maionese e outros alimentos, doar materiais como roupas e objetos para instituições. E, por fim, a reciclagem que trata do processo de transformação dos resíduos sólidos em insumos e novos produtos. Para se ter uma ideia, no Brasil, 13% dos resíduos sólidos urbanos passam pelos processos de reciclagem, inclusive por compostagem. Atualmente são reciclados papel de escritório (28%); papel ondulado (70%); plásticos (19%); latas de alumínio (98%); latas de aço (49%); vidro (47%); pneus (92%); embalagens longa vida (25%); resíduo sólido orgânico urbano (4% por compostagem) e garrafas PET (56%). A PNRS estimula os municípios a adotar a coleta seletiva e destaca que os municípios devem priorizar a participação dos catadores de materiais recicláveis e as ações de educação ambiental. Com isso, é possível aumentar o índice de coleta seletiva e de reciclagem, e reduzir a quantidade de resíduos despejados nos aterros sanitários. * Publicado originalmente no site MMA.


por Aída Carla de Araújo, do MMA
O grande empecilho para que os carros elétricos sejam mais comuns nas ruas brasileiras é o alto preço. Foto: Chevrolet Notícias

Altos impostos e falta de incentivo do governo limitam veículos elétricos no Brasil

[caption id="attachment_85879" align="alignleft" width="300" caption="O grande empecilho para que os carros elétricos sejam mais comuns nas ruas brasileiras é o alto preço. Foto: Chevrolet"][/caption] Existem apenas 200 automóveis elétricos circulando pelas ruas brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a frota permanece baixa em consequência da falta de apoio e incentivo governamental. Os carros desse tipo são comercializados com altos impostos, o que inviabiliza a sua popularização. Apesar de serem bastante comuns no exterior, os veículos elétricos ainda não deslancharam no Brasil. A indústria nacional não fabrica aqui esses modelos e, quando eles chegam ao mercado, o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) chega a 25%. Para se ter noção de quão abusivos são essas taxas, o presidente da ABVE, Pietro Erber, explica que um modelo automotivo de luxo e de grande potência é comercializado no Brasil com IPI de 15%. Para Erber, o grande empecilho para que os carros elétricos sejam mais comuns nas ruas brasileiras é o alto preço. Os modelos que seguem este padrão são vendidos, em média, a R$ 120 mil ou até R$ 130 mil. “A primeira coisa a ser feita é reduzir os impostos. Eu não vejo que no Brasil o governo dê grandes incentivos”, falou o presidente da ABVE, em declaração à Deutsche Welle. Existem apenas sete estados brasileiros que isentam os veículos elétricos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA): Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. Outro fator decisivo para que a frota elétrica brasileira aumente é a estruturação das cidades para receber este tipo de veículos. No Brasil existe apenas um eletroposto de recarga rápida, que está localizado dentro da Universidade de São Paulo (USP). Os veículos elétricos, que incluem outros modelos além dos carros, podem ser considerados importantes aliados na luta pela redução das emissões de gases de efeito estufa. Pesquisadores da Universidade do Rio de Janeiro garantem que os combustíveis fósseis são responsáveis pela emissão de 80% dos poluentes emitidos na atmosfera. * Com informações da Deutsche Welle. ** Publicado originalmente no site CicloVivo.


por Redação CicloVivo
images Notícias

ONU abre inscrições para Prêmio dos Direitos Humanos 2013

[caption id="attachment_85852" align="alignleft" width="300" caption="Sérgio Vieira de Mello"][/caption] Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está buscando indicações de pessoas ou organizações que tenham conquistado algo nesta área; homenagem foi concedida pela primeira vez há 45 anos. A ONU anunciou, esta semana, que abriu as inscrições para o Prêmio das Nações Unidas na área dos Direitos Humanos 2013. O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos informou que está buscando indicações para homenagear pessoas ou organizações que tenham alcançado importantes conquistas nessa área. Prêmio A homenagem é feita a cada cinco anos. O prêmio foi entregue pela primeira vez há mais de quatro décadas para comemorar o aniversário de 20 anos da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A alta comissária da ONU, Navi Pillay, afirmou que o prêmio é uma demonstração da gratidão da comunidade internacional pelos esforços dos vencedores para promover a Declaração Universal. Homenageados Entre os nomes dos que já receberam o prêmio estão, os ex-presidentes da África do Sul, Nelson Mandela e dos Estados Unidos, Jimmy Carter. Alguns receberam homenagem póstuma, como foi o caso do líder civil americano Martin Luther King e do brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos quando morreu num atentado em Bagdá, no Iraque, em 2003. Entre as organizações condecoradas, estão a Anistia Internacional e a Cruz Vermelha. Prazo O prêmio foi estabelecido pela Assembleia Geral da ONU em 1966 e entregue, pela primeira vez, em dezembro de 1968. O prazo final para as indicações é cinco de julho. A cerimônia de entrega vai acontecer em Nova York, em 10 de dezembro, data que marca o aniversário de 65 anos da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Edgard Júnior, da Rádio ONU
n3 Notícias

Negociações climáticas avançam, mas a passos lentos

Reunião em Bonn aponta que o novo acordo climático será mais dinâmico, possibilitando alterações futuras, porém demonstra que o ritmo das negociações ainda não é rápido o suficiente para lidar com as mudanças climáticas. Terminou na sexta-feira (3) a segunda rodada de negociações climáticas de alto nível do ano, um evento preparatório para a Conferência do Clima da Polônia (COP19) em novembro. O resultado da reunião dos representantes de mais de 160 países, realizada em Bonn, na Alemanha, foi considerado positivo pelas Nações Unidas, mas o avanço das negociações ainda está muito aquém do que seria necessário para mitigar as piores consequências das mudanças climáticas. “Embora os países estejam no caminho para alcançar suas próprias metas, eles não estão conseguindo acompanhar as demandas da ciência”, afirmou Christiana Figueres, presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC). A opinião é a mesma dos presidentes da Plataforma de Durban para Ação Aprimorada (ADP) – a base do novo tratado climático – Jayant Moreshver Mauskar e Harald Dovland. “Estamos fazendo progresso, mas temos um tempo limitado. Assim, é preciso que aceleremos nossos esforços”, declararam. O novo acordo climático precisa estar pronto até 2015, para que os países tenham tempo suficiente para aprová-lo internamente até 2020, quando substituirá o Protocolo de Quioto. Um dos consensos alcançados em Bonn foi a ‘flexibilização’ do novo acordo. A ideia é que o texto possa ser alterado caso haja necessidade, seja por novas condições políticas, econômicas ou científicas. É uma grande diferença com relação ao Protocolo de Quioto, no qual até hoje países como China e Brasil não têm metas de redução de emissões mesmo estando entre as nações que mais liberam gases do efeito estufa. “O senso comum prevaleceu. O acordo de 2015 não pode ser talhado em pedra, não pode ser congelado no tempo”, afirmou Figueres. A Climate Action Network (CAN) também aprovou a decisão. “É bem-vindo o novo dinamismo, principalmente em termos de igualdade e justiça. Mas os líderes mundiais não podem esquecer que é preciso garantir que o acordo de 2015 seja robusto o suficiente para salvar o planeta.” Os representantes em Bonn também concordaram que é necessário que diversos grupos trabalhem em conjunto para lidar com as mudanças climáticas, incluindo organizações internacionais e o setor privado. Além disso, ficou acordado que existem muitas oportunidades de expandir ações já em andamento de mitigação climática, principalmente para incentivar as energias renováveis e para a distribuição de ajuda financeira para os mais vulneráveis. Algumas nações mais ricas sugeriram que o novo acordo possua mecanismos, talvez relacionados com o produto interno bruto per capita, que possibilitem que as nações emergentes assumam metas mais rigorosas conforme forem crescendo economicamente. Os negociadores chineses, no entanto, lembraram que a renda per capita anual no seu país ainda é de apenas US$ 5 mil, enquanto nas nações mais ricas é acima de US$ 40 mil. Assim, atrelar políticas climáticas ao PIB não parece ser justo. As diferenças entre a China e os Estados Unidos continuam enormes, apesar de em abril os dois países terem firmado uma parceria de cooperação climática. A China defende que as nações ricas tenham metas de redução de emissões entre 25% a 40% até 2020, com relação ao nível de 1990. Por enquanto, a promessa dos EUA é de apenas 4% de corte. Diálogos Climáticos A próxima rodada para discutir o futuro acordo climático será em junho, mas já nesta semana mais um evento será realizado para debater o aquecimento global. Os Diálogos Climáticos de Petersberg começaram no domingo em Berlim, na Alemanha, reunindo ministros do Meio Ambiente de 35 países. “Não agir para mitigar as mudanças climáticas será muito custoso para todos nós. Esperar não é uma opção”, declarou Angela Merkel, na abertura do evento. A chanceler alemã pediu por uma reformulação completa das medidas econômicas destinadas a incentivar as companhias a adotarem práticas mais amigáveis ao clima. Na semana passada, Merkel já havia declarado que é preciso alterar o funcionamento do Esquema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS) para que a ferramenta continue a estimular a busca por tecnologias de baixo carbono. O encontro em Berlim segue até o dia sete de maio. * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
A tecnologia vai além dos carregadores portáteis, pela opção de ter entrada para uma tomada, o que permite a sua utilização em qualquer aparelho elétrico ou eletrônico de baixa voltagem. Foto: Divulgação Notícias

Sul-coreanos desenvolvem tomada que capta energia do sol

[caption id="attachment_85832" align="alignleft" width="300" caption="A tecnologia vai além dos carregadores portáteis, pela opção de ter entrada para uma tomada, o que permite a sua utilização em qualquer aparelho elétrico ou eletrônico de baixa voltagem. Foto: Divulgação"][/caption] Os designers sul-coreanos Kyuho Song e Boa Oh desenvolveram uma tomada portátil capaz de oferecer eletricidade independente das redes de transmissão. A invenção funciona a partir do aproveitamento da energia fotovoltaica e oferece muitas facilidades. A tecnologia vai além dos carregadores portáteis, pela opção de ter entrada para uma tomada, o que permite a sua utilização em qualquer aparelho elétrico ou eletrônico de baixa voltagem. O equipamento foi apelidado de Window Socket, que em português seria o mesmo que “tomada de janela”. A justificativa para o nome é simples, já que a tecnologia deve ser fixada ao vidro de uma janela para absorver a energia do sol e assim transformar esse potencial em eletricidade. Além de oferecer a transmissão automática da energia, o aparelho também é equipado com um bateria interna que suporta até 1.000 mAh. Quando completamente carregada, ela é capaz de fornecer energia suficiente para abastecer um celular. O Window Socket é extremamente prático e útil principalmente para pessoas que passam a maior parte de seu dia longe das redes de transmissão e, mesmo assim, precisam manter seus gadgets sempre recarregados. Não foram divulgadas informações sobre a comercialização da nova tecnologia. * Com informações do Yanko Design. ** Publicado originalmente no site CicloVivo.  


por Redação CicloVivo
A situação observada na expedição foi um pouco melhor que a primeira avaliação, mas ainda existe a ressalva de que as condições da poluição dependem da maré. Foto: Raffa Soares/Flickr Notícias

Autoridade olímpica visita Baía de Guanabara e critica qualidade da água

[caption id="attachment_85827" align="alignleft" width="300" caption="A situação observada na expedição foi um pouco melhor que a primeira avaliação, mas ainda existe a ressalva de que as condições da poluição dependem da maré. Foto: Raffa Soares/Flickr"][/caption] Rio de Janeiro – Um passeio pela Baía de Guanabara, na escuna Nogueira da Gama, da Marinha do Brasil, serviu para o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, observar as condições da água do local que receberá as competições de vela dos Jogos Olímpicos de 2016. Durante uma hora e 20 minutos, Fortes apontou para os integrantes dos grupos de Sustentabilidade e de Saneamento da APO lugares onde se podia ver a poluição, com lixo ou com óleo. A avaliação dessa sexta-feira (3) foi a segunda feita pelo presidente da APO. Na primeira, acompnahdo do biólgo Mário Moscatelli, Fortes sobrevoou, de helicóptero, a Baía de Guanabara e não gostou do que viu. Hoje, segundo ele, a situação foi um pouco melhor, mas fez a ressalva de que as condições da poluição dependem da maré. "A visão do alto é bem diferente de sair pelo mar onde se perde a perspectiva. Do alto você vê as manchas de óleo, a quantidade de lixo depositada em diversas áreas, sobretudo nas margens quando a maré está baixa. A qualidade da água se pode sentir do alto, e é possível ver como a poluição avança. Eu hoje não vi muito lixo, mas isso também depende da maré alta ou baixa. Hoje até que estava razoavelmente limpo. A qualidade a gente só pode sentir do alto, de helicóptero, mas se a gente for olhar as margens próximas à Marina da Glória ou no Caju, é inacreditável", disse ressaltando que ficou assustado com a quantidade de lixo. Segundo Fortes, as duas avaliações vão gerar um relatório que será encaminhado ao governo federal para discussão das soluções emergenciais a fim de diminuir a poluição da baía. "O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara vem de muito tempo, vem da década de 1990, e os resultados não foram os esperados. Então, temos que pensar agora em soluções que tragam para as competições uma qualidade de água desejável e ausência de lixo”, declarou. O passeio normalmente é feito no rebocador Laurindo Pitta, mas como ele passa por manutenção, está sendo usada a escuna Nogueira da Gama. A viagem é uma das atrações turísticas do Rio de Janeiro. O ponto de partida é o Centro Cultural da Marinha, na Praça XV, no centro do Rio. Para Márcio Fortes, o fato de levar tantos turistas para conhecer a Baía de Guanabara, o passeio também acaba deixando evidente as condições ambientais do local. "O turista constata que o poder público tem que fazer alguma coisa para combater a questão e sobretudo a presença de lixo na Baía de Guanabara", disse. * Edição: Aécio Amado ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil
n6 Notícias

Brasil reduz 32% o consumo de sacolas plásticas em 5 anos

Foram desperdiçadas menos 5,8 bilhões de sacolinhas no varejo brasileiro desde a criação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, iniciado em 2007: uma redução de 32% em cinco anos. O resultado é melhor que a meta estipulada, de 30%, revela levantamento realizado pela Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos em conjunto com a Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis) e com o INP (Instituto Nacional do Plástico). "Nossa estratégia foi criar um selo de qualidade baseado na Norma ABNT 14.937/2010 e popularizar a ideia para que os fabricantes passassem a produzir somente sacolas que suportem até seis quilos", conta Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e do INP. Além da produção de sacolas mais fortes, o programa focou também em treinar os empacotadores nos locais de vendas para orientar o consumidor a usar menos, já que elas agora são mais resistentes. "No Rio Grande do Sul, o consumo era de 2 sacolas por cliente, durante os meses de julho e dezembro de 2011. No mesmo período de 2012, passou a ser de 1,5", conta. Atualmente, o programa está presente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Recife, Blumenau, Florianópolis e Brasília, entre outras, e deverá ser ampliado para mais capitais. "Acreditamos que o problema está no desperdício e no descarte incorreto do plástico. Por isso queremos avançar com as ações e focar, principalmente, em educação ambiental", afirma Bahiense. * Publicado originalmente no site Prêmio Empreendedor Social/ Folha de S. Paulo.


por Tatiane Ribeiro*
n5 Notícias

OMS afirma que 270 mil pedestres morrem em acidentes nas ruas por ano

Agência da ONU disse que isso representa 22% do total de mortes causadas por acidentes de trânsito anualmente, no mundo; organização quer que governos adotem ações concretas para melhorar a segurança dos pedestres. A Organização Mundial da Saúde alertou que 270 mil pedestres morrem todos os anos em acidentes nas ruas e estradas do mundo inteiro. Segundo a OMS, isso representa 22% do 1,24 milhão de mortes no trânsito registradas anualmente. A agência da ONU pediu aos governos que adotem ações concretas para melhorar a segurança dos pedestres. Campanha A OMS lança de seis a 12 de maio, a campanha "Segunda Semana Global da ONU para Segurança nas Estradas", com eventos em quase 70 países. O objetivo é chamar a atenção das autoridades para as necessidades dos pedestres, gerar medidas de proteção e contribuir com a meta da "Década Global para a Segurança nas Estradas". O programa visa salvar 5 milhões de vidas entre 2011 e 2020. Mortes O diretor da OMS responsável pelo setor, Etienne Krug, afirmou que 5 mil pedestres morrem nas ruas, por semana, em todo o mundo. Ele explicou que isso acontece porque suas necessidades estão sendo ignoradas há décadas. Krug disse que as autoridades devem repensar uma forma de organizar o sistema de transportes para garantir a segurança das pessoas que caminham. Fatalidades Segundo a OMS, o índice de pedestres mortos nas ruas é maior na África, 38%, e menor no sudeste da Ásia, com 12%. Mas em alguns países, como El Salvador e Libéria, essa proporção chega a quase dois-terços das fatalidades ocorridas em acidentes de trânsito. O Brasil é considerado um dos países com as melhores leis de trânsito do mundo. Mesmo assim o país registra um número alto de mortes em acidentes nas ruas e estradas. Segundo o Relatório da OMS, "Estado Global sobre a Segurança nas Estradas", o Brasil teve 36,5 mil acidentes de trânsito, com mais de 43 mil mortes. Isso corresponte a uma taxa de 22,5 mortes para cada 100 mil habitantes. O resultado coloca o Brasil no mesmo nível de Angola, Botsuana, Gabão e Líbano, e atrás dos vizinhos, Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Desempenhos Os melhores desempenhos em termos de segurança foram registrados em países europeus, cuja taxa chegou a 3 mortes por 100 mil habitantes, na Suécia, até os Estados Unidos, com 11,4. Os piores resultados foram em nações como República Dominicana, Venezuela, África do Sul, Nigéria, Irã, Iraque e Tailândia. Lusófonos Entre os países lusófonos, Guiné-Bissau teve o pior resultado com um índice de 31,2 mortes por 100 mil habitantes, seguida de Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Moçambique e Portugal. A OMS diz que existem várias formas para melhorar a segurança dos pedestres. A organização sugere a adoção e a aplicação de leis para reduzir a velocidade, combater o motorista que dirige embriagado, evitar o uso de telefones celulares e outras formas de distração. Segundo a OMS é necessário criar calçadas, passarelas ou outros tipos de infraestrutura que separem os pedestres dos carros, como também criar áreas somente para pessoas em grandes centros urbanos, restringindo o acesso de automóveis. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Edgard Júnior, da Rádio ONU
n4 Notícias

Maioria das empresas não reporta emissões corretamente

[caption id="attachment_85702" align="alignright" width="408" caption="As dez primeiras e as dez últimas empresas classificadas no ranking de divulgação de emissões das 800 maiores companhias globais / EIO"][/caption] Apenas 37% das companhias estariam apresentando seus dados de forma completa e somente 21% são verificadas externamente, afirma uma avaliação da Environmental Investment Organization. Atualmente, é cada vez mais comum que firmas dos mais variados setores façam relatórios sobre sua pegada ambiental e suas emissões de carbono; seja por vontade própria ou pressão dos clientes, as empresas mostram ter cada vez mais consciência das consequências que suas ações têm para o clima. Mas será que essa transparência em relação às práticas empresariais é verdadeira? Será que as companhias estão realmente reportando todas as suas emissões de CO2 nos documentos elaborados? Infelizmente, uma pesquisa da Environmental Investment Organisation (EIO) sugere que não, e que a maioria das firmas que faz o detalhamento de suas emissões ainda o faz de maneira incorreta e/ou incompleta. O novo relatório, intitulado Environmental Tracking – Carbon Rankings (Acompanhamento Ambiental – Classificação de Carbono), indica que o nível de divulgação das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) entre as 800 maiores empresas do mundo é surpreendentemente baixo. Segundo o documento, apenas 37% delas estão reportando dados completa e corretamente, adotando princípios básicos do reporte de GEEs, e apenas 21% das firmas têm seus dados verificados externamente. De todas elas, apenas uma – a companhia alemã de produtos químicos BASF – reporta as emissões de toda a sua cadeia de suprimentos, incluindo viagens de negócios, transporte, distribuição e investimentos, o que a colocou no primeiro lugar do ranking da EIO. Entre as dez primeiras empresas melhor colocadas estão a canadense BCE, a singapuriana Telecom, a espanhola Telefónica, a britânica BT Group e a alemã Deutsche Telekom. Já entre as piores estão as norte-americanas Phillips 66, Edison International e First Energy e a russa Lukoil, a maioria firmas de petróleo e gás natural. Em se tratando de países, a Itália e a Espanha dividem o primeiro lugar de nações com mais companhias que reportam completamente suas emissões, com 62%, sendo que 54% são, além disso, verificadas. Em último lugar ficou Hong Kong, com reporte de 11% das empresas, sendo 9% verificados. O Brasil não aparece em uma posição privilegiada, estando em 16º de 22 posições, com 21% de suas companhias fazendo o reporte completo e 12% fazendo o reporte completo com verificação. Classificando por continente, o ranking é o seguinte: 35% das firmas europeias reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 16,67% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 34,33%, de forma pública e incompleta e 14% não o fazem. Entre as norte-americanas, 13% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 24,57% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 22,33%, de forma pública e incompleta e 40% não o fazem. Na região da Ásia-Pacífico, 12,33% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 14,33% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 41,67%, de forma pública e incompleta e 31,67% não o fazem. Por fim, no BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), 11,04% reportam suas emissões de forma pública, completa e verificada, 7,69% o fazem de forma pública, completa e não verificada, 20,4%, de forma pública e incompleta e 60,87% não o fazem. “À medida que o mundo se desloca em direção a um modelo de baixo carbono, é extremamente importante que tenhamos acesso a uma base de dados confiável, consistente e comparável de emissões de gases do efeito estufa das maiores companhias do mundo”, colocou Sam Gill, CEO da EIO. “Isso deve ser um alerta para as companhias. [...] Grandes quantidades de emissões não estão sendo contabilizadas. Não só isso poderia ser uma fonte imensurável de risco para as companhias, mas também significa que não estamos vendo todo o quadro em termos de emissões corporativas”, acrescentou Gill. O documento enfatiza que, apesar de cada vez mais empresas estarem medindo e reportando seu desempenho ambiental em seus relatórios anuais, a falta de um padrão internacionalmente aceito faz com que o conteúdo desses reportes varie amplamente, o que muitas vezes mostra-se insuficiente para rastrear as reais emissões das firmas. “Se muitas pessoas começassem a investir em índices de acompanhamento ambiental, a força coletiva do dinheiro indexado [...] poderia alterar a demanda das ações das empresas. Já que os coeficientes de ponderação dentro de um índice são ligados à posição da companhia na classificação de carbono, o preço das ações começaria a se deslocar de acordo com as emissões”, explicou o CEO da EIO. “Pela primeira vez, seguir um curso ambientalmente prejudicial de ação seria contra os interesses da companhia e de seus acionistas”, concluiu ele. * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
n1 Notícias

ONU lança no Brasil site sobre segurança de jornalistas

Novidade marca o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, neste 3 de maio; segundo organização, um jornalista é morto por semana em todo o mundo. As Nações Unidas estão comemorando neste 3 de maio os 20 anos do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Em mensagem conjunta, o Secretário-Geral Ban Ki-moon e a diretora da Unesco, Irina Bokova, afirmam que mais de 600 jornalistas foram mortos nos últimos 10 anos, a maioria durante a cobertura de notícias locais. A média de um jornalista assassinado por semana levou a ONU a escolher a segurança como o tema deste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Ban Ki-moon e Irina Bokova lamentam que entre 10 assassinatos, a punição aconteça em apenas um caso. Democracia No Brasil, a organização lança um site sobre a situação dos profissionais da comunicação. Do Rio de Janeiro, o diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil, Unic Rio, Giancarlo Summa, falou com a Rádio ONU sobre a novidade. "Segurança de Jornalistas é um site especial sobre essa questão cada vez mais crucial. Não há a possibilidade de haver uma verdadeira democracia, uma verdadeira liberdade de expressão quando jornalistas são mortos por fazer seu trabalho, por informar a população. Isso é inaceitável, isso tem que parar, no Brasil e no mundo. Em cada país, tem que ser feito o máximo para permitir que a democracia seja plena." Herzog O novo site é produzido pelo Unic Rio e pela Unesco, com informações de várias ONGs, como a Repórteres sem Fronteiras e o Instituto Vladimir Herzog. Segundo Giancarlo Summa, somente neste ano, quatro jornalistas foram assassinados no Brasil: dois em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e o outro no Ceará. As Nações Unidas e a Unesco defendem que as ações para proteger os jornalistas devam incluir meios de comunicação tradicional, como jornal e rádio, e também as mídias digitais. Segundo Ban e Bokova, blogueiros e produtores de conteúdo para redes sociais enfrentam cada vez mais ameaças físicas e psicológicas, além de ciberataques. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Leda Letra, da Rádio ONU

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Novo guia sobre aves da Mata Atlântica é lançado no Brasil. O material apresenta 100 espécies de pássaros. Foto: Haroldo Palo Jr

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Filhote de panda brinca com a mãe em centro de reprodução na China. Instituição de pesquisa de Chengdu tenta salvar espécie da extinção.

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Falta de lixo em Oslo, Noruega, pode comprometer geração de eletricidade. Pouca produção de resíduos de outros países pode afetar usinas.

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Derretimento de geleiras não-polares causa 30% da elevação do mar. Dado foi apresentado em estudo na revista ‘Science’.

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Austrália quer proibir fertilização do oceano com sulfato de ferro. Método reduziria acidificação e combateria efeitos da mudança do clima.

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Já pensou em vender ou comprar sobras de comida através da internet? Esta é a ideia da plataforma virtual Shareyourmeal, uma forma interativa de combater o desperdício de alimentos. Saiba mais aqui.

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CET de São Paulo abres inscrições para o curso “Pedalar com Segurança”. Saiba mais.

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Cerca de 62% dos acidentes da exploração de petróleo offshore aconteceram em plataformas com mais de trinta anos. Novo site do Greenpeace vai monitorar ocorrências no pré-sal.

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Unesco critica Austrália por riscos ambientais na Grande Barreira de Coral

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Estudo calcula benefícios de árvores urbanas dos Estados Unidos. Parques absorvem carbono emitido e poupam US$ 1,5 bilhão por ano.