Proteína da soja ajuda a eliminar gordura no fígado

Saúde

Proteína da soja ajuda a eliminar gordura no fígado


por Marina Teles, do O que eu tenho


Em um estudo realizado com modelos animais, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, mostram que a proteína da soja – encontrada no leite, iogurte ou no tofu – ajuda a diminuir o acúmulo gordura e triglicerides no fígado de pessoas obesas.Proteína da soja ajuda a eliminar gordura no fígado“Quase um terço dos adultos americanos têm doença do fígado gorduroso (esteatose hepática), muitos sem apresentar sintomas”, explicou Hong Chen, principal autora do estudo. “A obesidade é um fator de risco para esta condição, que pode levar à insuficiência hepática.”Ela explica que a gordura é metabolizada no fígado e com a obesidade o transporte de gordura para o tecido adiposo diminui até o ponto em que o fígado a acumula. “Quando isto acontece em um órgão que deveria armazenar gordura, a função vital deste órgão fica perigosamente comprometida”, observa.Para seu estudo, Chen e sua equipe fizeram um comparativo entre os fígados de ratos magros e obesos, alimentados com uma dieta contendo leite ou proteína de soja.Eles não encontraram diferença entre os animais magros, mas os obesos alimentados com soja mostraram uma redução de 20% nos níveis globais de acúmulo de gordura no fígado. Os triglicérios, ou triglicerides, um tipo de gordura prejudicial ao coração, foram reduzidos pelo mesmo nível. Em outras palavras, a soja pode proteger contra a esteatose hepática associada à obesidade.Além disso, os pesquisadores descobriram que a proteína de soja ajuda a corrigir o caminho da gordura no fígado. “Em muitas pessoas obesas, há uma espécie de problema de tráfego, e quando a gordura consegue seguir o seu caminho para fora do fígado, há menos pressão sobre este órgão. Comer proteína de soja, a partir de fontes tais como tofu e iogurte, parece aliviar um pouco a tensão sobre o fígado gorduroso”, finaliza.Os resultados foram apresentados durante encontro anual da Sociedade Americana de Bioquímica e Biologia Molecular, realizada em conjunto com o encontro de Biologia Experimental 2012, em San Diego.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.

t7 Saúde Pública

Saúde básica é menos desigual do que educação

Agência Fapesp – A qualidade do sistema de atendimento básico à saúde nos municípios brasileiros é muito menos desigual do que a do sistema de educação pública no país. A constatação é de uma pesquisa feita no Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp e também um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT).Nos últimos três anos, pesquisadores do CEM analisaram o desempenho das políticas públicas de educação e de saúde no Brasil na década de 2000 por meio de uma nova metodologia que desenvolveram, denominada Índice do Desempenho da Saúde e da Educação.Matriz composta por dez indicadores de desempenho de políticas sociais de saúde e educação, avaliados em uma escala de 0 a 1, de acordo com os pesquisadores a metodologia é mais confiável e permite avaliar melhor as políticas de educação e saúde no Brasil do que indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da Organização das Nações Unidas (ONU).Utilizado em larga escala para medir o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população de um país em comparação com outros, segundo os pesquisadores do CEM, o IDH não permite uma boa avaliação de sistemas descentralizados de prestação de serviços públicos – como os do Brasil, onde os estados e municípios são responsáveis por prover educação, saúde e outros serviços básicos à população.“O IDH mede fatores fora do alcance das políticas dos municípios e estados brasileiros, como níveis de analfabetismo e renda. Em função disso, desenvolvemos uma metodologia que consideramos mais confiável e que permite avaliar o desempenho de políticas sociais de saúde e de educação ao alcance de prefeitos ou governadores para que eles possam efetivamente mudar os resultados”, disse Marta Arretche, diretora do CEM e professora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP).Ao aplicar a nova metodologia para avaliar o desempenho das políticas de saúde no país nos períodos de 2004 a 2006 e de 2007 a 2009, os pesquisadores constataram não haver grandes desigualdades no sistema de saúde básica no Brasil, inexistindo, por exemplo, de um lado municípios com padrão de excelência e, de outro, municípios cujo sistema público de saúde é muito ruim.Entretanto, de acordo com os pesquisadores, isto não significa que não houve retrocessos na área da saúde do Brasil na década de 2000. Comparando o período de 2007 a 2009 com o de 2004 a 2006, observou-se que um significativo número de municípios registrou ligeira piora em seu sistema de atendimento de saúde básica. O que, segundo os pesquisadores, está relacionado, em grande parte, ao aumento da taxa de incidência da dengue.“Cerca de 25% dos municípios chegaram a uma situação péssima em relação ao controle da dengue no período de 2007 a 2009, sendo que no período de 2004 a 2006 aproximadamente 5% dos municípios estavam nesse patamar”, disse Arretche.Já em relação à educação, há evidências de expressiva melhora em diversos indicadores, acompanhada de um aumento da desigualdade no sistema municipal brasileiro, caracterizado por “ilhas de excelência” – com poucos municípios em situação muito boa, situados nas regiões mais ricas do país, em meio a um “mar” de mau desempenho.Comparando as notas obtidas pelos municípios nos períodos de 2003 a 2005 e de 2007 a 2009 na Prova Brasil – criada pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar a educação básica no país –, os pesquisadores do CEM observaram que na média o desempenho dos municípios neste quesito melhorou. Contudo, a distância do grupo que apresenta melhor desempenho para os que estão melhorando mais lentamente também está aumentando.“No sistema de educação municipal e estadual brasileiro há um conjunto de municípios cujo desempenho é melhor do que o restante. E está aumentando a desigualdade entre as escolas municipais brasileiras”, disse Arretche.Alguns dos fatores responsáveis pela mudança de desempenho do sistema educacional municipal brasileiro no período de 2007 a 2009 em comparação com o de 2003 a 2005 foram a melhora da cobertura potencial de creche, a diminuição das taxas de reprovação e de abandono da primeira à oitava série do ensino fundamental, além de uma elevação das notas médias do municípios na Prova Brasil, que são resultados que não se devem apenas à melhoria do sistema escolar.“Essa mudança de desempenho também está relacionada à melhor situação econômica e social do Brasil, que faz com que os alunos não tenham que abandonar a escola”, avaliou Arretche.Diferenças de desempenhoSegundo os pesquisadores do CEM, uma hipótese para explicar por que a desigualdade no sistema municipal de saúde brasileiro é menor do que na educação estaria na melhor coordenação do primeiro.“No caso do sistema público de saúde, o governo federal tem maior capacidade de coordenar os municípios para que eles apresentem um determinado padrão de atendimento e de ações de assistência à população. Já em relação à educação, como as redes são municipais e estaduais, a capacidade de coordenação é muito menor”, disse Arretche.Outro fator que afeta o desempenho das políticas de educação e saúde nos municípios brasileiros é o percentual de pobres. Enquanto na área da saúde os municípios brasileiros com 80% de pobres têm desempenho semelhante ao de municípios com 20% de pobres, na educação municípios com maior percentual de pobres têm desempenho pior.“A pesquisa confirma os resultados de outros estudos que apontam uma relação negativa entre o percentual de pobres no município e o desempenho de seu sistema de educação. Essa relação foi ressaltada de modo consistente pela nova metodologia”, explicou Arretche.De acordo com os pesquisadores do CEM, os resultados indicados pela pesquisa poderão ser testados com os dados gerais da mostra do Censo 2010, divulgados pelo IBGE no fim de abril, que apresentam uma série de mudanças ocorridas no país de 2000 a 2010, detalhadas por município.* Publicado originalmente no site da Agência Fapesp.


por Elton Alisson, da Agência Fapesp
t6 Saúde

Insenbilidade Congênita impede a sensação de dor

Apesar de rara, doença requer cuidados especiaisQuando o poeta espanhol Pedro Calderón de La Barca fez a seguinte citação “Amor, dinheiro e dores não se escondem”, seguramente não passou pela sua cabeça que a dor, pelo menos a física, não atinge a todos. Cortar o dedo sem sentir absolutamente nenhum incômodo ou jogar uma partida de futebol, torcer o tornozelo, e ainda assim sair ileso da situação podem representar características raras, mas reais, de uma doença pouco conhecida, a Insensibilidade Congênita à Dor.Os casos diagnosticados no Brasil são poucos, apenas cinco, mas o Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo estima que existam por volta de 30 pessoas no País que não sentem dor. A escassez de informações sobre a patologia dificulta a confirmação de outros quadros dessa incapacidade. O que se sabe é que a causa pode ser genética, de nascença, e ocasionada por perturbações neurocerebrais, embora existam relatos de sua origem decorrentes de traumatismos cerebrais, mas são ainda mais incomuns do que a enfermidade em si, segundo a Dra. Andrea Portnoi, psicoterapeuta e coordenadora da Liga de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.A principal teoria formada em relação ao seu surgimento, segundo a psicoterapeuta, é a hipótese da doença estar relacionada ao retardo mental. “Na verdade, este tema é muito discutido, pois os indivíduos com algum atraso no intelecto são incapazes de demonstrar a dor, o desconforto. No entanto, é apenas uma suposição, não podemos afirmar esse parâmetro conclusivamente”.A dor é o principal alerta que o corpo faz ao indicar que algo está errado com a parte física. Anos atrás, com a falta de conhecimento dos médicos e principalmente dos pacientes, a expectativa de vida era baixa, não ultrapassava os 20 anos de idade. Hoje, a realidade é outra. A criança normalmente já nasce com a insensibilidade e os pais precisam estar atentos e preparados para perceber e lidar com o filho que não demonstra nenhum sinal de dor ou não chora após um machucado, um corte ou uma torção. A doença mobiliza toda a família e requer cuidados durante todo o processo de compreensão e apoio ao jovem.Ao menor sinal de desconfiança da doença, um neurologista deve ser procurado imediatamente para que o exame clínico e os testes neurológicos sejam feitos, a fim de descartar outras hipóteses, pois uma pessoa pode não sentir dor por alguma alteração das vias de transmissão. A partir das primeiras recomendações, fica claro que a criança precisa aprender alguns truques e relatar aos pais e ao especialista toda e qualquer atividade do seu dia. Assim, o tempo passa e o jovem se transforma em um adolescente que requer mais cuidados que os amigos, porém, nada o impede de levar uma vida normal.Excesso de proteção e vida socialEsta condição rara dá lugar a preocupação excessiva que os pais têm com a saúde e bem-estar. O zelo em abundância não ajuda, muito pelo contrário, atrapalha o paciente, que cresce acreditando que não pode ser como os outros alunos da escola, vizinhos e primos da mesma idade. As crianças, segundo a Dra. Andrea Portnoi, podem frequentar normalmente a escola, mas é fato que algumas recomendações devem ser tomadas pela família. “O colégio e os professores devem ser avisados do problema e a instituição deve liberar o fácil acesso dos pais ao ambiente escolar. O jovem é uma criança como outra qualquer que fala, anda, come, só não sente dor”, ressalta a psicoterapeuta.Durante a infância, os pais são a peça fundamental para resolver este quebra-cabeça, juntamente com o acompanhamento psicológico e uma relação franca, ao explicar ao jovem, ainda criança, os detalhes e limitações de sua doença. A insensibilidade congênita à dor não tem cura, mas seu controle permite aos portadores trabalhar, estudar, se casar e ter filhos.  “Uma das minhas pacientes acaba de concluir um doutorado em Biologia. Ela é casada, mãe de um menino e uma menina e aprendeu a conviver com a patologia. Os obstáculos superados provam que uma pessoa que não sente dor pode ser muito feliz”, comenta a Dra. Andrea.Alguns grandes hospitais do País já oferecem suporte para este tipo de tratamento e para auxiliar na busca de informações tanto para médicos quanto para as vítimas, a psicoterapeuta indica o site dos Psicólogos da Dor – www.psicologosdador.com.br, voltado para a população em geral.


por Redação do Saúde em Pauta
A ideia do experimento é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Foto:Sanofi Pasteur Dengue

Testes com mosquitos da dengue transgênicos mostraram resultados promissores

[caption id="attachment_51961" align="aligncenter" width="425" caption="A ideia do experimento é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Foto:Sanofi Pasteur"][/caption]Em 2011 a cidade de Juazeiro, na Bahia, serviu como local de teste para uma nova técnica de combate ao mosquito da dengue – a utilização de mosquitos transgênicos. O resultado saiu este ano, 2012, e mostrou que os descendentes dessas criaturas artificialmente produzidas morreram antes de picar seres humanos e transmitir o vírus da dengue.Após soltar mais de 10 milhões de mosquitos no bairro de Itaberaba, os cientistas coletaram amostras de larvas depois de um ano, e constataram que entre 85% e 90% delas tinham DNA modificado.Considerando a população residente de A. egypti na região, houve uma redução de 75%, em relação às de áreas não tratadas.O estudo demonstrou a viabilidade de controlar a população de mosquitos por esse método, sem causar impactos adicionais ao ambiente. No entanto, apesar do experimento ter mostrado resultados promissores, os cientistas ressaltam que tudo é apenas um resultado inicial. "Era para testar a tecnologia, não fazer uma ação de controle", afirmou ao portal Folha, Margareth Capurro, pesquisadora que coordena o estudo na USP.Eles também afirmam que iniciativas como essa não são um remédio definitivo. Caso interrompa a liberação dos mosquitos transgênicos, a tendência é que a população natural restabeleça seu número em pouco tempo. Por isso esse tipo de tratamento tem de ser contínuo, explicou Capurro. “Se pararmos há invasão dos mosquitos de fora nas áreas tratadas”.O experimentoO experimento foi realizado por pesquisadores da USP e da Moscamed, empresa que produz os mosquitos geneticamente modificados. Mosquitos estes que foram originalmente projetados por cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido.A ideia básica é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Eles se reproduzem de forma tão efetiva quanto os selvagens, mas têm uma modificação genética que, transmitida à prole, impede-a de sobreviver.Juazeiro foi escolhida por ser uma região ideal para a realização de um projeto piloto desse tipo, e a cidade acolheu a iniciativa. Carrupo destacou que não sabe até quando irá manter a liberação em Itaberaba, mas afirmou que já está formulando planos para testar a mesma ação em outras localidades.* Com informações do portal Folha.** Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação EcoD
t4 Doenças

Anemia atinge 30% da população mundial

Fadiga e falta de disposição para o trabalho são alguns dos sintomasFalta de apetite e dificuldades de aprendizado são alguns dos principais sintomas da anemia, doença que atinge 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. Dentre as diversas causas, a por deficiência de ferro é a mais prevalente em todo o mundo, e as estimativas apontam que 90% dos casos de anemia são por carência deste nutriente.Em algumas fases da vida, a demanda por alimentos ricos em ferro é primordial para a produção da hemoglobina, sendo sua principal função “o transporte de oxigênio dos pulmões para o conjunto de células", segundo Natália Pellegrino Paulino, nutricionista do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.A doença não atinge somente as pessoas que estão acima do peso, uma vez que indivíduos magros também podem desenvolvê-la. Entretanto, os que se encontram fora do peso ideal são mais suscetíveis a anemia por possuírem, em muitos casos, uma alimentação pobre em vitaminas e minerais.Os sintomas clínicos surgem a longo prazo e incluem fadiga e falta de disposição para o trabalho. Em crianças, a dificuldade de aprendizagem, a anorexia, ou seja, a falta de apetite, assim como a palidez da pele e as unhas finas e achatadas são alguns dos indícios da patologia.O diagnóstico é feito baseado em avaliações clínicas e exames laboratoriais. De acordo com a especialista, o tratamento é realizado por meio da administração de sais de ferro, preferencialmente por via oral e acompanhada de uma fonte de vitamina C. "Em médio prazo, o uso de alimentos enriquecidos com ferro e o consumo de uma dieta equilibrada serão suficientes para prevenir uma deficiência", ressalta a nutricionista.Doença na infância e complicações na gestaçãoEm crianças, a anemia pode causar retardo do crescimento e perda significativa na capacidade cognitiva, comprometendo o desenvolvimento da inteligência e as funções imunológicas. Segundo Natália Pellegrino Paulino, a doença pode ocasionar complicações, principalmente em mulheres grávidas. “Na gestação, a anemia ferropriva, isto é, por deficiência de ferro, está relacionada com maior risco de mortalidade materna, parto prematuro e baixo peso da criança ao nascer”. E completa: “recomenda-se um suplemento medicamentoso de ferro durante o segundo e o terceiro trimestre da gestação”.EstatísticasSegundo dados do Ministério da Saúde, as regiões Nordeste e Sudeste concentram os maiores índices de pessoas que sofrem de anemia no Brasil. Na região Sudeste, a porcentagem de mulheres entre 15 e 49 anos anêmicas chega a 28,5% e a de meninos e meninas com até cinco anos a 22,6%. Estas taxas estão acima da média nacional: 20,9% entre as crianças e 29,4% nas mulheres pesquisadas.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação do Saúde em Pauta
t3 Pesquisa

USP vai desenvolver banco de células tronco para pesquisar doenças crônicas e novas drogas

São Paulo – Uma equipe de 17 pesquisadores vai desenvolver na Universidade de São Paulo (USP) um banco de células-tronco de pluripotência induzida. São células adultas que são induzidas artificialmente para reproduzir a capacidade de formar qualquer tecido do corpo. Segundo a coordenadora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) da USP, Lygia Vieira Pereira, as primeiras pesquisas com o banco poderão começar a ser desenvolvidas em dois ou três anos. O sistema só deverá funcionar plenamente em aproximadamente cinco anos.O banco será formado a partir de amostras de sangue coletadas pelo Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa). A iniciativa do Ministério da Saúde vai monitorar, com entrevistas e exames clínicos, a saúde de 15 mil pessoas ao longo de 30 anos para avaliar os fatores de risco de doenças crônicas.Com isso, além das células de uma amostra significativa da população, estarão disponíveis dados clínicos relativos ao material. “Isso vai acabar servindo, em um futuro bem próximo, como uma população brasileira in vitro”, diz Lygia. “Então, no caso de uma nova droga, antes dela ser lançada, tem que ser testada na população brasileira para ver se ela é tóxica. A gente poderia antes de ir para as pessoas, testar nas células, na população brasileira in vitro”, exemplifica a pesquisadora.Outra utilização, prevista por Lygia, diz respeito ao próprio estudo de como se desenvolvem as doenças crônicas. “A gente pega os dados clínicos dessas pessoas e vemos quantas têm depressão. Será que a gente consegue enxergar isso nas células delas? A gente conseguiria prever que essas pessoas teriam depressão?”diz.Entre as dificuldades para a realização do projeto está a necessidade de se aperfeiçoar o processo para induzir a pluripotência nas células. “Isto é uma técnica que se você está pensando em fazer para poucas células é uma coisa tranquila, mas agora a gente tem que pensar em uma forma de fazer isso em um número grande de células. Então ai você tem que adaptar protocolos para trabalhar com um número grande de células”.* Edição: Fábio Massalli** Publicado originalmente no site da Agência Brasil.


por Daniel Mello, da Agência Brasil
Comer muito rápido pode aumentar em até 2,5 vezes o risco de gerar a doença, segundo a pesquisa. Foto: windypizza Alimentação

Comer muito rápido dobra as chances de desenvolver diabetes

[caption id="attachment_51949" align="aligncenter" width="425" caption="Comer muito rápido pode aumentar em até 2,5 vezes o risco de gerar a doença, segundo a pesquisa. Foto: windypizza"][/caption]Sabe aquele conselho de avó de que comer muito rápido faz mal à saúde? Elas podem estar mais certas do que imaginávamos. Uma pesquisa divulgada na última segunda-feira, 8 de maio, revelou que comer com pressa pode aumentar o risco de desenvolver a diabetes tipo 2, aquela na qual a insulina continua a ser produzida, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio.Segundo a pesquisa, feita pela Universidade Lituânia de Ciências da Saúde e divulgada no Congresso Internacional de Endocrinologia, realizado na Itália, comer muito rápido pode aumentar em até 2,5 vezes o risco de gerar a doença, que é causada por uma mistura de fatores genéticos e estilo de vida.Os pesquisadores também descobriram que o hábito de comer rápido demais está associado a um maior índice de massa corporal (IMC) e a um menor nível de escolaridade.De acordo com Lina Radzeviciene, uma das autoras da pesquisa, a incidência da diabetes tipo 2 está aumentando em todo o mundo e se tornando uma pandemia global. “É importante identificar os fatores de riscos modificáveis, que podem ajudar as pessoas a reduzir suas chances de desenvolver a doença”, afirmou em um comunicado.EstudoPara chegar aos resultados acima, os pesquisadores compararam os dados de 468 pessoas saudáveis com os de 234 indivíduos que tinham acabado de ser diagnosticados com a diabetes tipo 2. Os pesquisadores coletaram informações como peso, medidas corpóreas, hábitos alimentares, histórico familiar, pratica de atividades físicas, tabagismo e velocidade com que comiam.Ao comparar os dados, os estudiosos perceberam que aqueles que haviam respondido que comiam em uma velocidade considerada “rápida”, tinham mais do dobro de chances de desenvolverem a doença do que aqueles que comiam sem pressa.Essa não é a primeira vez que o habito de comer com pressa é associado a problemas de saúde. Outras pesquisas já haviam ligado a forma de comer com o índice de obesidade, que aumenta junto com a velocidade da ingestão de alimentos.Para avaliar melhor o problema, a equipe da pesquisadora pretende fazer mais estudos para compreender como os hábitos alimentares influenciam na saúde das pessoas. Por enquanto, fica a dica: dê um tempo nos fast foods e procure saborear calmamente cada refeição.* Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação EcoD
t1 Comportamento

Você é viciado em Facebook?

O uso do Facebook tem aumentado rapidamente em todo o mundo. E um estudo norueguês é um dos primeiros a propor uma escala para um possível vício em redes sociais.A pesquisa capitaneada por Cecilie Andreassen, da Universidade de Bergen, e publicada no periódico Psychological Reports, aponta que jovens usuários, pessoas ansiosas e com algum nível de insegurança ou com problemas de interação social são os indivíduos mais propensos a se viciar, principalmente pelo fato de terem dificuldade de se comunicar em situações comuns.Os traços de personalidade menos associados a este tipo de possível vício são um nível maior de organização pessoal e foco na vida profissional. Estes indivíduos, dizem os pesquisadores, usam as redes sociais como parte integrante de seu trabalho e principalmente para networking.“Nossa pesquisa indica também que as mulheres têm maior risco de vício em Facebook”, sugere Andreassen que afirma ainda que pessoas extrovertidas não estão livres de se tornarem viciadas no site de relacionamentos. Além disso. problemas no ritmo do sono noturno estão associados com as maiores pontuações propostas pela equipe da pesquisadora.Seis sinais propostosO estudo de Andreassen procurou demonstrar que os sintomas de o vício no Facebook se assemelham aos encontrados no vício em drogas e alcoolismo. O chamado – até o momento – Escala Bergen para Vício em Facebook se baseia em seis critérios básicos, sendo que cada item é pontuado de 1 a 5 em escala crescente (1 ponto: muito raramente; 2 pontos: raramente; 3 pontos: algumas vezes; 4 pontos: quase sempre; 5 pontos: constantemente).• Você passa muito tempo pensando sobre o Facebook ou com vontade de se conectar;• Você sente uma necessidade cada vez maior em acessar o Facebook.• Você acessa o Facebook para esquecer problemas pessoais.• Você já tentou parar de acessar o Facebook, sem sucesso.• Você se sente incomodado ou ansioso quando é proibido de acessar o Facebook.• Seu tempo ou constância de acessos ao Facebook já impactou negativamente seus estudos ou trabalho.De acordo com a equipe responsável pelo desenvolvimento da escala, responder “algumas vezes” ou “quase sempre” para pelo menos quatro dos seis itens acima pode ser indício de um possível vício em Facebook. A escala, lembram os autores, pode facilitar a identificação e estratégias para o problema observado, assim como estimar o impacto do vício em Facebook na população onde a escala for testada.Proposta não é consensoA escala proposta pela equipe de Andreassen, entretanto, não é um consenso entre os pesquisadores. Mark Griffiths, da Universidade de Nottingham Trent no Reino Unido, publicou uma crítica à pesquisa no mesmo periódico.Para o pesquisador, antes de mais nada é preciso avaliar potenciais vícios em redes sociais, independente do Facebook, o que levaria a um estudo de grupo mais amplo de problemas. Griffiths diz que as pessoas tem passado mais tempo online – dentro ou fora do Facebook – com jogos, assistindo filmes e vídeos, procurando por fotos, conversando com amigos, consultando seu profile nas redes sociais, entre outras tantas coisas possíveis. “A escala não faz essa divisão, por exemplo. O quanto a pessoa está realmente usando o Facebook ou está mais preocupada com um jogo dentro da plataforma? São problemas diferentes?”, questiona o pesquisador.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
dislexia-infantil Artigo

Dislexia: Diálogo entre diagnóstico e acompanhamento psicopedagógico

É muito frequente ouvirmos de pais, ou até mesmo de profissionais, comentários de que são contra diagnóstico, avaliação ou mesmo testes, pois tudo isso só serve para rotular seus filhos, pacientes ou alunos.Lançar outro olhar sobre a questão é necessário, porque sabemos que rotulados eles já estão. Se não soubermos o que ocorre com a criança (ou jovem), como poderemos ajudá-la a aprender da melhor forma? Ou – o que é ainda mais importante – ajudá-la a aprender da forma que lhe é possível? Com tantos avanços das neurociências, não é mais época de ficarmos tentando acertar por ensaio e erro.É nesse sentido que a avaliação neuropsicológica e a avaliação multidisciplinar (neuropsicológica, psicopedagógica e fonoaudiológica) realizadas pela ABD – para o diagnóstico da dislexia – são essenciais e fazem a diferença para a aprendizagem e desenvolvimento dessa criança.Considerarei aqui o papel do diagnóstico do disléxico, principalmente em relação a ele mesmo. Na realidade, sabemos que há muitas implicações para a escola, meio social, enfim para a vida (fica para uma próxima reflexão).A nossa experiência nos permite afirmar que, após a criança receber a informação de que é disléxica e entender o real significado disso, sente um grande alívio. Afinal, ela compreende que não é “culpada” dessa dificuldade, nem é burra ou outra hipótese terrível fantasiada por ela. Começa, assim, a tirar o peso que esmagava sua autoestima. Recordo-me inclusive de uma frase de uma criança de nove anos: “Tia, você tirou o mundo das minhas costas".O próximo passo será o acompanhamento. No caso do atendimento psicopedagógico, surgem dúvidas: será que isso adianta mesmo? Alguns pais se reconhecem na dificuldade dos filhos e argumentam que “se viraram” sozinhos. Vale perguntar: a que custo emocional?E quais são os objetivos do atendimento? Em linhas gerais o portador de dislexia aprenderá a organizar-se em relação às atividades escolares, perceber-se como agente de seu processo de aprendizagem; aprender o como fazer, como estudar, resumir, resolução de problemas e estratégias de estudo. A estruturação do trabalho baseia-se naquilo que foi apontado na avaliação, habilidades e dificuldades. Essas serão abordadas de forma sistemática e contínua com o uso dos mais diferentes recursos. As funções cognitivas de atenção e memória também devem ser enfatizadas. Além disso, é feito um trabalho para percepção de competências visando a melhorar a autoestima e segurança em relação às atividades escolares, propiciando, assim, melhor vínculo com a escola e o aprender.Usarei para explicar o significado do atendimento psicopedagógico ao disléxico uma paráfrase da simbologia do milho da pipoca, citada por Rubem Alves em seu livro O amor que acende a lua: “A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido que, para alguém que não conheça, parecerá que não pode competir com os grãos normais, graúdos. No entanto, aqueles grãos duros, quebra-dentes, após passarem pelo poder do fogo, transformam-se em pipoca macia”.O milho da pipoca não é o que deve ser: apenas aquele grão fechado em sua casca dura. Na verdade, ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro, de uma beleza de flor, estourando alegria e pipocando para a vida.Vamos, pois, eliminar o rótulo de preguiçoso, burro e vagabundo de nossas crianças e favorecer, no calor do atendimento psicopedagógico, a transformação daquele milho duro e feio, na pipoca macia, em flor.* Áurea Maria Stavale Gonçalves é neuropsicóloga, psicopedagoga e membro do Centro e Avaliação e Encaminhamento da Associação Brasileira de Dislexia.** Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Áurea Maria Stavale Gonçalves*
agrotoxico_1 Agrotóxicos

Estudos sugerem que aumento do câncer segue ritmo do lucro com agrotóxicos

Apesar de todos os efeitos negativos apontados por estudos, a indústria dos agrotóxicos não para de crescer.Dois estudos que associam o uso de agrotóxicos ao surgimento do câncer na população brasileira foram lançados na semana passada.O dossiê feito pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde aponta que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado.O estudo foi feito a partir da análise de amostras coletadas em todos os 26 Estados do Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011.Estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sobre o câncer relacionado ao trabalho, que registra em torno de 500 mil novos casos da doença por ano, aponta que muitas dessas pessoas foram contaminadas por agrotóxicos (seja na sua aplicação e exposição pelos trabalhadores nas lavouras, seja no acúmulo de veneno nos alimentos).O estudo afirma que os venenos agrícolas devem estar no centro da preocupação da saúde pública, devido ao grande número de estudos anteriores que apontam o potencial cancerígeno dos agrotóxicos, além da ocorrência de outros agravos relacionados a esses produtos.Uma série de agrotóxicos comprovadamente causa câncer, como o DDT/DDE, o 2,4-D, o lindane, o clordane, o agente laranja, o aldrin, o dieldrin, o alaclor, a atrazina, o glifosato, o carbaril, o diclorvos, o dicamba, o malation, o MCPA e o MCPP ou mecoprop.O estudo relaciona câncer de mama, estômago e esôfago, cavidade oral, faringe e laringe e leucemias ao uso dos agrotóxicos.Essas substâncias produzidas por grandes empresas transnacionais do agronegócio contaminam os alimentos consumidos e causam doenças nos trabalhadores que fazem a aplicação nas lavouras.De acordo com o estudo, a população rural é uma das mais afetadas, pois é o setor mais exposto aos agrotóxicos. Por fim, os venenos também são responsáveis por contaminar as águas e tornar terras inférteis.Indústria do agrotóxicoApesar de todos os efeitos negativos apontados por estudos, a indústria dos agrotóxicos não para de crescer.Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que, entre 1990 e 2010, o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Nesse período, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 576%, dando um lucro de US$ 7,3 bilhões às empresas produtoras de venenos.Sob o discurso de acabar com a fome do mundo por meio do aumento da produtividade, o agronegócio se utiliza dos agrotóxicos para controlar pragas causadas pelo próprio modelo baseado na monocultura.Ao plantar apenas uma cultura em larga escala, acaba com a diversidade local, o que dá origem a várias pragas, que demandam a utilização dos venenos. Além disso, a legislação brasileira permite diversos compostos químicos que já são proibidos em outros países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, que têm leis mais rígidas. Segundo a Anvisa, 14 agrotóxicos comercializados no país são comprovadamente prejudiciais à saúde e já foram proibidos em outros países.A maior utilização dos agrotóxicos se dá nas lavouras das commodities. Em 2010, a soja utilizou 44,1% de todos os venenos do país; algodão, cana-de açúcar e milho foram responsáveis por 10,6%, 9,6% e 9,3%, respectivamente.As plantações de outras culturas representam 19% do consumo total. Como as commodities são tratadas como qualquer mercadoria, o intuito do agronegócio e do uso abusivo de agrotóxicos não é acabar com a fome, mas o lucro.Crescimento desenfreadoPor que os agrotóxicos dominaram a produção rural brasileira? Segundo cartilha lançada pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, a chamada Revolução Verde imposta pela ditadura militar abriu a porta para a entrada dos venenos no Brasil.Com essa “revolução”, a agricultura do Brasil foi aberta para a exploração de empresas transnacionais, que venderam aos latifundiários máquinas responsáveis por expulsar boa parte dos camponeses, aumentar a concentração de terra e a pobreza, além dos agrotóxicos para o controle das pragas na lavoura.A Revolução Verde buscou apagar da memória as formas antigas de proteção das lavouras, substituindo-as pelos agrotóxicos. Estes venenos se tornaram, de lá para cá, um dos pilares para o modelo de desenvolvimento agrário adotado pelo Brasil, o agronegócio.A criação e uso das sementes transgênicas também incentiva o consumo de agrotóxicos, pois estas sementes são resistentes a um tipo de veneno específico produzido pela mesma empresa que vende as sementes.Transição agroecológicaO que se fazer para reverter este quadro? A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, assim como o dossiê da Abrasco, apontam o modelo agroecológico, não só como alternativa ao agronegócio, mas também ao uso dos venenos.A campanha propõe o resgate das técnicas naturais de proteção das lavouras, que foram deixadas para trás com a imposição do modelo do agronegócio.É possível, segundo a cartilha, que agricultores que utilizam agrotóxicos realizem uma “transição agroecológica”, na qual gradualmente parem de utilizar os venenos, pois quanto mais agrotóxico se aplica, mais caro é o gasto na produção e maior a dependência das grandes empresas. Além disso, o modelo agroecológico propõe que se plante diversas culturas na mesma terra, de modo a se preservar a diversidade, o que diminui a incidência de pragas.Abaixo, algumas das técnicas naturais sugeridas pela Campanha para proteção da lavoura.Extrato de folha de nimSecar e moer folhas de nim. Colocar 60g de folhas de nim em 1 litro de água. Deixar em repouso por 8 horas. Coar e aplicar na forma de pulverizações para controle de pragas.Calda de fumoPicar 100g de fumo e colocar em meio litro de álcool. Acrescentar meio litro de água e deixar curtir por 15 dias. Depois dissolver 100g de sabão neutro em 10 litros de água e acrescentar a mistura. Aplicar na forma de pulverizações para controle de vaquinhas, cochonilhas, lagartas e pulgões.Calda de fumo com pimentaColocar 50g de fumo picado e 50g de pimenta picante dentro de 1 litro de álcool. Deixar curtir por uma semana. Misturar em 10 litros de água com 250g de sabão neutro ou detergente. Aplicar na forma de pulverizações para o controle de vaquinhas, lagartas e cochonilhas e insetos em geral.Calda de cebolaColocal 1kg de cebola picada em 10 litros de água. Curtir por 10 dias. Coar e colocar 1 litro deste preparado em 3 litros de água para aplicar na forma de pulverizações. Age como repelente aos insetos como pulgões, lagartas e vaquinhas.Cravo de defuntoColocar 1kg de folhas e talos de cravo de defunto em 10 litros de água. Ferver por meia hora deixando de molho por duas horas. Coe e pulverize, visando ao controle de pulgões, ácaros e algumas lagartas.Calda de camomilaColocar 50g de flores de camomila em um litro de água. Deixar de molho por 3 dias, agitando 4 vezes por dia. Coar e aplicar 3 vezes na semana, evitando doenças fúngicas.Armadilha com leiteUtilizar estopa ou saco de aniagem, água e leite. Distribuir no chão ao redor das plantas a estopa ou saco de aniagem molhado com água e um pouco de leite. Pela manhã, virar a estopa ou o saco utilizado e coletar as lesmas e caracóis que se reuniram embaixo para serem queimadas e enterradas em um buraco.Leite cru e águaPulverizar sobre as plantas uma solução de água com 5% a 20% de leite de vaca sem pasteurizar para o controle do oídio, doença que ataca diversas hortaliças. O oídio é também conhecido como “cinza” porque causa grandes manchas brancas acinzentadas principalmente nas folhas e nos ramos.* Publicado originalmente no site Revista Fórum.


por José Coutinho Júnior, da Página do MST
Disputa evoca a tensão entre escolhas individuais e saúde e segurança públicas. Foto: Reprodução/Internet Mundo

Uma problemática tendência antivacinação

[caption id="attachment_51352" align="alignleft" width="270" caption="Disputa evoca a tensão entre escolhas individuais e saúde e segurança públicas. Foto: Reprodução/Internet"][/caption]Cada vez mais pais norte-americanos invocam uma "dispensa filosófica" para não seguir as recomendações do Estado em relação a quais vacinas devem ser dadas a seus filhos.Os grupos de pais que se opõem à vacinação podem ser dividido em dois: os conservadores, como no caso daqueles da região de Sierra Nevada, na Califórnia, que repudiam toda e qualquer recomendação do governo simplesmente pelo fato de que essas recomendações são governamentais; e os liberais-da-comida-orgânica-e-da-yoga costeiros que abjuram as injeções por considerar perigosas as vacinas e amenas as doenças das quais elas protegem.Esses bolsões de crianças não vacinadas são um risco crescente para a saúde pública. Entre as vacinas mais comuns, as taxas de vacinação nos Estados Unidos, e mesmo na Califórnia, ainda superam os 90%, o que se considera o ideal para garantir a “imunidade do rebanho”. Contudo, em algumas regiões, com destaque para Oregon, Vermont e Califórnia, as taxas de vacinação têm caído bem abaixo do nível de “imunização do rebanho”. Estas tendências têm contribuído para o reaparecimento de doenças consideradas extintas, como sarampo e coqueluche.Os defensores das injeções têm a ciência a seu lado: a vacinação protege tanto o indivíduo como a comunidade, incluindo os recém-nascidos e os muito velhos, que não podem ser vacinados por questões médicas. Os questionadores da prática, entretanto, acreditam que as vacinas tornarão seus filhos autistas. Este mito, muito popular na internet, foi criado po Andrew Wakefield, um médico britânico, que publicou um estudo em 1998 sugerindo um elo entre a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) e autismo. Desde então, o estudo foi completamente desbancado e o seu autor censurado.Nos Estados Unidos, essa disputa evoca a onipresente tensão entre escolhas individuais e a saúde e segurança públicas. Quase todos os Estados autorizam isenções religiosas, e agora vinte Estados autorizam uma mais vaga isenção filosófica. O que fazer? O principal é educar os pais com ciência sólida em vez de correntes de internet. A raiz do problema é que essa geração de pais é a primeira a não ter recordações de mutilações e mortes causadas por poliomielite, tétano, difteria e sarampo. Em algum momento uma epidemia lhes recordará.* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.


por Redação do The Economist

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Ao consumir bebidas e alimentos no carro ou na rua guarde o lixo até encontrar uma lixeira apropriada. Melhor ainda se ela for seletiva, separando o lixo orgânico do seco.Mais importante que limpar é não sujar. Fonte: Blog da Gisele.
Utilize uma bacia ou a própria cuba da pia para lavar frutas e legumes. Lavando-os sob uma torneira aberta, muitos litros de água serão gastos sem necessidade. Fonte: Viva mais verde.
Os aeradores são dispositivos que podem ser instalados nas torneiras para misturar a água corrente com o ar. Assim, menor volume de água é utilizado com a mesma eficiência. Fonte: Viva Mais Verde.

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