Hábitos saudáveis ajudam a prevenir o aparecimento da osteoporose, diz Ministério

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Hábitos saudáveis ajudam a prevenir o aparecimento da osteoporose, diz Ministério


por Redação do EcoD


[caption id="attachment_45639" align="alignright" width="300" caption="Tomar um solzinho, de 15 a 20 minutos, antes das 10h00 ou depois das 16h00, é uma boa dica pois o Sol é responsável pela formação da vitamina D no organismo, contribuindo para a fixação do cálcio. Foto: cempey"][/caption]Com a chegada do envelhecimento, a saúde se torna mais vulnerável ao aparecimento de doenças, tais como a osteoporose, que é quando a massa óssea diminui substancialmente, desenvolvendo ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, podendo ocasionar fraturas.Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 13% a 18% das mulheres e de 3% a 6% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose em todo o mundo.O Ministério da Saúde alerta que para previnir a doença deve-se estimular uma dieta mais saudável, apostando em: - verduras; - legumes; - frutas; - leite e derivados, alimentos com maior índice de cálcio; - evitar o consumo de refrigerantes; - outras fontes de cálcio são os vegetais de cor verde escuro; - peixes; - castanhas e nozes.Atividades físicasOutra recomendação do Ministério da Saúde é a prática de atividade física regular para o fortalecimento dos ossos e músculos. O Sistema Único de Saúde coordena a implementação de espaços adequados para a prática de atividades físicas, com acompanhamento profissional e vinculação às Unidades Básicas de Saúde (UBS). Trata-se do Programa Academias da Saúde, cuja meta é construir quatro mil polos do programa até 2014. Até o momento, já estão habilitados 1.948 polos.MenopausaO Ministério orienta que mulheres, ao entrarem na menopausa, procurem uma Unidade Básica de Saúde, para receber acompanhamento e realizar exame de desintometria óssea, que pode detectar a fase inicial da osteoporose. Para tratamento, as unidades do SUS e o programa Farmácia Popular disponibilizam medicamentos.* Publicado originalmente no site EcoD.

agrotoxico_b_250 Agrotóxicos

Dossiê mostrará impacto dos agrotóxicos na saúde das pessoas e dos ecossistemas

Buscando conhecer o impacto dos agrotóxicos na saúde dos(as) brasileiros(as), o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com outros GTs, comissões e associados, decidiu pesquisar o tema e publicar suas descobertas em um dossiê. O documento será lançado no Congresso Mundial de Nutrição, em abril deste ano, e apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá em junho no Rio de Janeiro.A realização do dossiê tem como objetivo principal sensibilizar autoridades públicas nacionais e internacionais para criar e executar políticas que possam proteger e promover a saúde das pessoas e dos ecossistemas afetados de forma negativa pelos agrotóxicos.De acordo com o professor Fernando Ferreira Carneiro, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), dois aspectos foram levados em consideração quando se pensou em elaborar o dossiê.“O primeiro aspecto diz respeito ao fato de que há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no consumo de agrotóxicos, em virtude do modelo de agronegócio e da produção de transgênicos, e não está acontecendo uma avaliação dos impactos desses agrotóxicos na saúde da população. O segundo aspecto é que se espera do Estado e da Academia mais atenção para regular o uso. Existe um lobby para se permitir e flexibilizar a utilização de agrotóxicos. Precisamos tornar o problema visível.”Para compor o dossiê, o GT de Saúde e Ambiente está recebendo a colaboração de pesquisadores de todo o Brasil. Mestres e doutores estão colaborando com o envio de seus trabalhos. O sistema de saúde de algumas cidades também está ajudando e enviando dados. Todo o material recebido será sistematizado por uma comissão.O chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UnB defende que a elaboração do dossiê representa uma oportunidade para repensar o modelo de desenvolvimento do Brasil.“Será que este modelo está gerando bem-estar para a população? Ou está retirando agricultores de suas terras e dando espaço para grandes plantações de transgênicos? A verdade é que outro modelo de desenvolvimeto é possível e necessário. A agroecologia é o caminho do futuro e pode gerar um novo modo de vida. O desafio do Brasil é deixar de ser o maior consumidor de agrotóxicos e se tornar o maior produtor de alimentos saudáveis. Há alternativas para alimentar o mundo sem agrotóxicos”, defende Fernando.Agrotóxicos em dadosHoje, o Brasil é o principal consumidor de agrotóxicos do mundo, tendo ultrapassado os Estados Unidos em 2008. Apesar dos avanços tecnológicos alcançados nos últimos dez anos, o país não conseguiu reduzir o uso deste produto em suas lavouras. Pelo contrário, o Brasil utiliza a cada dia mais venenos em virtude da crescente produção de alimentos transgênicos.Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para cada caso de intoxicação por agrotóxico registrado, 50 outros acontecem, mas não são catalogados. A OMS também revela que cerca de 200 mil pessoas morrem anualmente pela ingestão de agrotóxicos e outras três milhões sofrem intoxicações agudas.* Publicado originalmente no site Adital.


por Natasha Pitts, da Adital
Mulheres possuem células-tronco ovarianas que podem produzir novos óvulos. Foto: Reprodução/Internet Ciência

A vida começa aos 45

[caption id="attachment_44697" align="alignleft" width="270" caption="Mulheres possuem células-tronco ovarianas que podem produzir novos óvulos. Foto: Reprodução/Internet"][/caption]Células-tronco ovarianas capazes de produzir novos óvulos representam uma esperança para mulheres mais velhas que sonham com a maternidade.Quando se trata de reprodução, para os homens é tudo fácil. Praticamente até o fim da vida, a maioria tem uma ampla reserva de esperma. Mulheres não são tão sortudas. Elas nascem com um estoque de óvulos que tipicamente acaba quando elas alcançam a meia idade. Isto pode estar prestes a mudar, no entanto. Pesquisadores confirmaram que mulheres possuem células-tronco ovarianas, e que elas podem produzir novos óvulos.Células-tronco têm a habilidade de se dividir continuamente e de se transformar em diferentes tipos de células. Células-tronco de adultos podem produzir uma variedade de tipos de células, além das que formam o tecido no qual se encontram.Em 2004, Jonathan Tilly da Escola de Medicina de Harvard e seus colegas descobriram células-tronco em ovários de ratos. Desde então, tem sido demonstrado que essas células-tronco ovarianas podem desenvolver óvulos, ser fertilizadas e produzir filhotes de rato perfeitamente saudáveis. Mas pesquisadores têm relutado em acreditar que algo similar poderia ser possível em humanos.Provar que este era o caso, na verdade foi difícil. Tecido ovariano humano – especialmente de doadoras jovens e saudáveis – não é fácil de achar. A grande descoberta de Tilly veio quando ele descobriu que um ex-colega, Yasushi Takai, da Universidade de Medicina de Saitama, no Japão, tinha em seu freezer tecido ovariano saudável de 30 pacientes que haviam mudado de sexo.Usando uma sofisticada técnica de separação de células, os pesquisadores desenvolveram uma forma de identificar células-tronco ovarianas que funcionam tanto para ratas quanto para humanas. Eles então pegaram as células-tronco ovarianas, rotularam-nas com uma proteína verde fluorescente e as colocaram de volta em uma fatia de ovário humano (enxertada em uma rata viva, para que funcionasse de forma similar a um ovário normal). As células verdes brilhantes em seguida produziram uma safra de óvulos humanos novinha em folha, de acordo com as descobertas publicadas esta semana na revista Nature Medicine.Fertilização no exteriorFertilizar esses óvulos para pesquisa é proibido nos Estados Unidos. A Autoridade Britânica de Fertilização Humana e Embriologia, no entanto, permite em certos casos. Então, no próximo mês, Tilly vai levar parte da sua equipe para Edimburgo para colaborar com Evelyn Telfer, que desenvolveu uma técnica para cultivar óvulos humanos desde uma fase precoce. Ela possui uma licença para fertilizá-los experimentalmente.A descoberta pode revolucionar o tratamento da infertilidade para mulheres de várias formas. Para início de conversa, a pesquisa mostrou que, em ratas, até mesmo ovários mais velhos continham células-tronco. E quando estas células são colocadas em um ovário mais jovem, elas geram óvulos saudáveis. Isto levanta a hipótese de que, um dia, mulheres de idade mais avançada poderiam ter filhos biológicos. Atualmente, muitas mulheres acima de 45 têm que se contentar em fazer fertilização in vitro usando o óvulo de uma mulher mais jovem.AlternativasOutros tratamentos estarão à disposição mais cedo. A Ova Science, uma empresa especializada em fertilidade em Boston, que tem os direitos exclusivos de explorar a pesquisa de Tilly em células-tronco ovarianas de mamíferos, começará a oferecer um novo tratamento em julho. Este usa as células-tronco de uma mulher para lhe fornecer óvulos com mais energia ao criar novas mitocôndrias – organelo existente dentro das células fornecendo a elas energia. Elas também podem ficar mais escassas e menos produtivas com a idade. Estudos anteriores mostraram que aumentar mitocôndrias pode aumentar drasticamente o sucesso de fertilizações in vitro. Quando se trata de reprodução, tudo ainda vai ser mais fácil para os homens por algum tempo. Mas, mulheres estão alcançando-os.* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.


por Redação do The Economist
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Não vamos acabar com a dengue?

Após um período agitado no qual nossas autoridades se mobilizaram de forma tão intensa para esclarecerem e convencerem a população sobre a gripe-A (suína), continuo perplexo ao constatar que essa doença maldita chamada dengue continua nos ameaçando em todos os cantos deste nosso país. Enquanto se investiram enormes somas para a aquisição da vacina contra a gripe, mesmo sabendo-se que a tal propalada grande epidemia não chegou perto de nós, nada se fez ou se faz efetivamente para combater esse ridículo mosquito transmissor dessa subdesenvolvida doença, que pode matar, principalmente agora, com o reconhecimento do tipo IV mais uma vez entre nós.Não existe distinção entre pessoas que moram em áreas periféricas ou em luxuosos edifícios ou casas no que diz respeito à vulnerabilidade para serem afetadas pela doença. Bastam condições propícias ao desenvolvimento do mosquito a partir das suas larvas e pronto! Quem estiver estrategicamente localizado adquire a moléstia e, se tiver sorte, sofrerá bastante por cerca de uma semana até ficar curado. Entretanto, outros poderão não ter o mesmo destino e serem vítimas da forma hemorrágica em edição mais grave, vindo a falecer.E aí? Se soubermos disto e nada mais fazemos exceto alertar que os recipientes d’água devem ser esvaziados para não atraírem o tal mosquito, não é lícito pensarmos que a maneira mais lógica (e banal) de fazer frente ao inimigo deveria ser um arregaçar de mangas das autoridades sanitárias para, via mutirão, educar a população de forma intensiva e, ao mesmo tempo, acabar com os focos utilizando-se todas as técnicas possíveis para fazê-lo? Infelizmente, todos concordam com isso, mas, na prática, pouca coisa se faz realmente e, se continuarmos nessa toada, mais e mais vítimas passarão a engrossar a estatística da dengue no nosso país, que, diga-se de passagem, orgulha-se de ser olhado por todo o mundo como a Meca das oportunidades nesses últimos tempos. Mas, como nos mostrar sérios como nação se deixamos a população a descoberto frente a uma doença de terceiro mundo, quando autoridades maiores bradam que estamos prestes a ser modelos de primeiro? Uma piada, não?Com tudo isso, levanto uma dúvida que me tem perturbado: seria mais fácil combatermos a dengue se tivéssemos que gastar milhões em vacinas, isto se elas existissem? Haveria pessoas ou grupos interessados em comercializar essas vacinas, promovendo interesses? Não existem dúvidas quanto à existência daqueles que se beneficiam com aquisições milionárias de medicações após um teatral movimento gigantesco que gera pânico na população. Não é mais fácil se instituir práticas higiênicas como forma de aprendizado a todos os que não tenham esse conceito bem desenvolvido? No fundo, além de eficaz, esse método é também mais barato. O pior é que o calor vem chegando e esse mosquito tem tudo para se aproveitar ainda mais dessa condição.Ah, como seria bom se fossemos mais sérios!!!* Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrologia, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.** Publicado originalmente no site Mercado Ético.


por Sérgio Vaisman*
Pesquisa feita na USP mostra que dois terços dos infectados em um assentamento agrícola da Amazônia não tinham sintomas, mas podiam transmitir a doença. Foto: Fiocruz Malária

Controle de casos assintomáticos de malária é fundamental, aponta estudo

[caption id="attachment_44775" align="alignleft" width="200" caption="Pesquisa feita na USP mostra que dois terços dos infectados em um assentamento agrícola da Amazônia não tinham sintomas, mas podiam transmitir a doença. Foto: Fiocruz"][/caption]Agência Fapesp – Se o Brasil não investir em diagnóstico e tratamento das infecções assintomáticas pelo parasita da malária, especialmente nos assentamentos agrícolas da região amazônica, o sucesso do país na luta contra a doença permanecerá apenas parcial.A análise é de Marcelo Urbano Ferreira, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), que há mais de dez anos coordena projetos de pesquisa sobre malária financiados pela Fapesp.Segundo Ferreira, a estratégia brasileira para o controle da malária é baseada em diagnóstico precoce e tratamento das infecções confirmadas laboratorialmente. Isto porque, ao picar um doente, o mosquito do gênero Anopheles se contamina com o protozoário causador da enfermidade – o plasmódio – e o transmite para sua próxima vítima.“Quando o doente inicia o tratamento, deixa de produzir novos gametócitos, que são as formas do parasita capazes de infectar o mosquito. Os gametócitos já produzidos continuam a circular no organismo por algum tempo. Mas, quanto mais rápido o tratamento, menos tempo o indivíduo permanece infectante”, explicou.Para cumprir esse objetivo, o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, conduzido pelo Ministério da Saúde, conta com ampla rede de postos de diagnóstico e tratamento gratuitos, além de agentes que vão de porta em porta procurando pessoas com sintomas da doença. A ação permitiu reduzir à metade o número de casos entre 1995 e 2011.Ainda assim, em 2011 foram registradas cerca de 300 mil notificações no país – 99,9% na Bacia Amazônica. Um dos fatores por trás desse alto número, segundo Ferreira, é o fato de que as infecções assintomáticas pelo plasmódio passam despercebidas pelo sistema de controle.A equipe coordenada pelo cientista realizou, entre março de 2010 e abril de 2011, quatro inquéritos transversais com 396 voluntários do assentamento rural do Remansinho, na fronteira do Amazonas com Acre e Rondônia. O objetivo era descobrir a prevalência de infecções assintomáticas e a porcentagem de infectados que carregava gametócitos.Para analisar as amostras de sangue, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como PCR (reação em cadeia da polimerase), capaz de detectar até mesmo concentrações muito baixas do parasita, imperceptíveis no exame microscópico padrão.O trabalho de campo foi conduzido, em grande parte, pela bióloga Amanda Begosso Gozze, bolsista da Fapesp, e resultou em sua dissertação de mestrado.No primeiro inquérito, 19 casos foram descobertos pela microscopia, enquanto o PCR apontou 46 infectados. Desses, 48,8% eram assintomáticos. No segundo, 16 amostras mostraram-se positivas à microscopia e 43 à PCR. O índice de assintomáticos foi de 70%.O terceiro inquérito revelou 11 infectados pela microscopia e 17 pela PCR, com índice de assintomáticos de 72%. No último, a miscroscopia revelou apenas três infecções, contra 14 da técnica molecular. Quase 80% dos casos eram assintomáticos.Para avaliar a prevalência de indivíduos infectantes, os pesquisadores selecionaram 44 voluntários com diagnóstico positivo para a presença do plasmódio e verificaram, por uma técnica de transcrição reversa seguida de PCR em tempo real, se eles apresentavam transcritos do gene pvs25, presente apenas em gametócitos maduros.Entre os 44 infectados, 42 apresentavam gametócitos circulantes. Somente 21 tiveram os parasitas identificados pelo exame microscópico de rotina. Estes resultados deram origem à dissertação de mestrado da bióloga Nathália Ferreira Lima, bolsista da Capes.“A conclusão preliminar é que mesmo indivíduos assintomáticos ou com concentração baixa de parasitas constituem um reservatório potencial de infecção”, disse Ferreira.O pesquisador ressaltou ainda que, segundo as regras do Ministério da Saúde, apenas os casos confirmados pelo exame microscópico podem receber o tratamento. “Os demais podemos apenas acompanhar para saber se vão desenvolver a doença e por quanto tempo vão carregar os gametócitos. Queremos saber por quanto tempo essas pessoas ficam invisíveis para o sistema”, disse.Imunidade adquiridaUm dos principais fatores que explicam por que algumas pessoas são infectadas pelo plasmódio e não manifestam sintomas é a exposição prévia à malária. “Depois de cinco a oito anos morando em regiões endêmicas, o número de episódios clínicos diminui, pois o indivíduo adquire certa imunidade ao parasita. Mas não necessariamente o número de infecções é menor”, disse Ferreira.Por esse motivo, as populações ribeirinhas e de assentamentos agrícolas – alvos do projeto de pesquisa – são as que mais apresentam casos assintomáticos.“Estudamos a população ribeirinha do Parque Nacional do Jaú. Para cada infecção sintomática, havia cinco assintomáticas. Mas, quando se pensa no problema da transmissão de malária como um todo, a contribuição dos ribeirinhos é pequena”, avaliou.Os assentamentos agrícolas, segundo Ferreira, são hoje as grandes áreas de transmissão da doença no Brasil, e deveriam ser alvo de uma busca ativa por casos assintomáticos.Outra lacuna importante da estratégia brasileira, segundo o pesquisador, é o controle do mosquito transmissor. “A borrifação cíclica das casas com inseticida foi abandonada na última década e poucas pesquisas têm buscado alternativas para melhorar o controle do vetor”, analisou.Durante os próximos quatro anos, o grupo da USP pretende voltar semestralmente a Remansinho para coletar mais dados. “Ainda queremos descobrir até que ponto a baixa concentração de parasitas no organismo tem relação com a imunidade adquirida e se é possível estabelecer uma concentração mínima, a partir da qual o indivíduo manifestaria os sintomas”, contou Ferreira.A pesquisa também pretende avaliar se o exame de microscopia é suficientemente sensível para detectar essas infecções assintomáticas. “Em caso negativo, será preciso buscar uma alternativa razoavelmente prática para a saúde pública. O PCR é um exame caro e logisticamente complicado”, disse.* Publicado originalmente no site Agência Fapesp.


por Karina Toledo, da Agência Fapesp
Estudo internacional indica que 30% dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais. Prevalência é a mais alta registrada em 24 países pesquisados. Foto: Wikimedia Saúde Mental

Grande São Paulo tem alta prevalência de transtornos mentais

[caption id="attachment_44749" align="alignleft" width="200" caption="Estudo internacional indica que 30% dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais. Prevalência é a mais alta registrada em 24 países pesquisados. Foto: Wikimedia"][/caption]Agência Fapesp – Quase 30% dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais, de acordo com um estudo que reuniu dados epidemiológicos de 24 países. A prevalência de transtornos mentais na metrópole paulista foi a mais alta registrada em todas as áreas pesquisadas.O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiológicas sobre abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais. O estudo é coordenado globalmente por Ronald Kessler, da Universidade Harvard (Estados Unidos).Em artigo publicado na revista PLoS One no dia 14 de fevereiro, os autores apresentam os resultados da pesquisa São Paulo Megacity Mental Health Survey, que gerou para o relatório internacional os dados relativos ao Brasil – no país, o estudo se restringiu à Grande São Paulo.O estudo foi realizado no âmbito do Projeto Temático “Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na região metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica”, financiado pela Fapesp e encerrado em 2009.Entre os autores do artigo estão Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo (USP), e Maria Carmen Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).Andrade conduziu o Temático em parceria com Viana, que teve Bolsa de Pós-Doutorado da Fapesp, entre 2008 e 2009, no Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do IP-FM-USP, coordenado por Andrade.Estudo epidemiológico de base populacional, o São Paulo Megacity Mental Health Survey avaliou uma amostra representativa de residentes da região metropolitana de São Paulo, com 5.037 pessoas avaliadas em seus domicílios, a partir de entrevistas feitas com base no mesmo instrumento diagnóstico. Os questionários incluíram dados sociais.Segundo o estudo, 29,6% dos indivíduos na Região Metropolitana de São Paulo apresentaram transtornos mentais nos 12 meses anteriores à entrevista. Os transtornos de ansiedade foram os mais comuns, afetando 19,9% dos entrevistados. Em seguida, aparecem transtornos de comportamento (11%), transtornos de controle de impulso (4,3%) e abuso de substâncias (3,6%).“Dois grupos se mostraram especialmente vulneráveis: as mulheres que vivem em regiões consideradas de alta privação apresentaram grande vulnerabilidade para transtornos de humor, enquanto os homens migrantes que moram nessas regiões precárias mostraram alta vulnerabilidade ao transtorno de ansiedade”, disse Andrade à Agência Fapesp.A prevalência dos transtornos mentais, de quase 30%, é a mais alta entre os países pesquisados. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com pouco menos de 25%. A razão da alta prevalência, de acordo com a pesquisadora, pode ser explicada pelo cruzamento de duas variáveis incluídas no estudo: a alta urbanização e a privação social.Em relação às outras regiões estudadas, a Região Metropolitana de São Paulo também teve a mais alta proporção de casos de transtornos mentais considerados graves (10%), bem acima do estimado em outros 14 países avaliados. Depois da metrópole paulista, os países com maior porcentagem de casos graves foram os Estados Unidos (5,7%) e Nova Zelândia (4,7%).“Existiam dados na literatura mostrando que esses transtornos mentais têm alta prevalência em áreas urbanas. Por isto observamos o efeito de exposição à urbanidade, isto é, as pessoas que viveram a maior parte da vida em região urbana. Levamos em conta também a variável da privação social, estrutura etária da população, setor censitário, escolaridade do chefe de família, migração e exposição a eventos traumáticos violentos”, disse.A exposição ao crime foi associada aos quatro tipos de transtornos mentais avaliados, segundo Andrade. A alta urbanidade está associada especialmente ao transtorno de controle e impulso. A privação social também tem impacto sobre o transtorno de abuso de substâncias e interfere na gravidade das doenças.“As pessoas que moram em áreas precárias apresentam quadros mais graves e tendência ao abuso de substâncias. As que tiveram mais exposição à vida urbana têm mais transtornos de controle e impulso – em especial o transtorno explosivo intermitente, que é típico de situações de estresse no trânsito, por exemplo”, apontou.Promoção da saúde mentalAo cruzar as variáveis, os pesquisadores chegaram aos grupos de maior vulnerabilidade: mulheres que vivem em regiões de alta privação apresentam mais transtornos de humor e homens migrantes que vivem em região de média e alta privação têm mais transtornos de ansiedade. Pessoas com baixa escolaridade têm mais transtornos de ansiedade e de abuso de substâncias.“Um dos diferenciais desse estudo é que incluímos nas entrevistas medidas de incapacitação, a fim de avaliar a gravidade das doenças. Concluímos que, entre as pessoas diagnosticadas com transtornos mentais, um terço corresponde a casos graves, um terço a casos moderados e um terço a casos leves. As pessoas com transtornos moderados e graves sofrem com algum tipo de incapacitação”, disse Andrade.O estudo sugere que é preciso fortalecer, no sistema brasileiro de saúde básica – que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Saúde da Família –, uma integração entre atendimento e promoção da saúde mental.“Não é possível ter um serviço especializado em todas as unidades, por isso é preciso equipar a rede com pacotes de diagnóstico e de conduta a serem utilizados pelos profissionais de cuidados primários. É preciso capacitar não só os médicos, mas também os agentes comunitários, que devem ser orientados para identificar casos não tão comuns como os quadros psicóticos, levando em conta os fatores de risco associados aos transtornos mentais”, afirmou Andrade.O artigo Mental Disorders in Megacities: Findings from the São Paulo Megacity Mental Health Survey, Brazil, de Laura Andrade e outros, pode ser lido em www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0031879.* Publicado originalmente no site Agência Fapesp.


por Fábio de Castro, da Agência Fapesp
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Principal desafio para combater a tuberculose é reduzir o número de pacientes que abandonam o tratamento

Rio de Janeiro – Diminuir a taxa de abandono do tratamento contra a tuberculose é o principal desafio do país no combate à doença, segundo afirmou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, Draurio Barreira. De acordo com dados do Ministério, nove em cada cem pacientes que iniciam o tratamento não o levam até o fim. O máximo tolerável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é quase a metade disso: cinco em cada cem.Embora a taxa de incidência da tuberculose venha caindo no país nas últimas décadas – atualmente é 37,7 casos para cem mil habitantes –, ainda morrem a cada ano cerca de 4.800 brasileiros em função da doença, na maior parte das vezes porque o paciente não concluiu o tratamento.“O número de mortes por tuberculose no país representa apenas um décimo da mortalidade mundial, mas é um número absoluto que nos preocupa, porque se trata de uma doença que tem diagnóstico simples, tratamento altamente eficaz e medicamento gratuito oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A gente não deveria ter esse número e de fato muito se deve ao abandono do tratamento."Barreira explicou que a adesão ao tratamento, inversamente proporcional ao abandono, é fundamental para quebrar a cadeia de transmissão da doença e evitar o aumento de resistência da bactéria causadora da enfermidade, o bacilo de Koch.“Muitas pessoas abandonam o tratamento, que leva em média seis meses, nas primeiras semanas, que é quando têm a sensação de estarem curadas, porque se sentem melhor, ganham apetite e peso. Isto ocorre porque a carga do bacilo diminui, mas com o abandono esta carga volta rapidamente e, pior ainda, muitas vezes já com característica de resistência”, ressaltou.Ele destacou que o fortalecimento da atenção básica, como as ações do Programa Saúde da Família, do governo federal, executado pelos municípios, pode contribuir para reverter esse quadro. Barreira explicou que para monitorar a gestão dos municípios e o desempenho da atenção básica no tratamento da tuberculose, técnicos do Ministério obedecem a um cronograma estabelecido de visitas, a cada dois anos, a todas as 181 cidades consideradas prioritárias nessa área.A superintendente de Unidades de Saúde da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro, Betina Durovni, citou a comunidade da Rocinha, na zona sul da cidade, como um caso de sucesso em termos de redução das taxas de abandono do tratamento. Embora o local lidere o número de casos de tuberculose no município, com cerca de 300 ocorrências por cem mil habitantes, o fortalecimento da atenção básica, especialmente com a implantação de uma clínica da família que garante cobertura de 100% da população residente na comunidade, contribuiu para que a taxa de cura superasse o patamar recomendado pela OMS, que é 85%.Segundo ela, esse movimento está diretamente relacionado com a redução no índice de abandono do tratamento. “É como se fossem dois pratos de uma mesma balança. Quanto menor o abandono, maior a cura, porque o tratamento, embora simples, é longo, leva em média seis meses, por isso o acompanhamento das equipes de saúde é tão importante, para garantir que o paciente não desista antes da cura total."A superintendente da Secretaria Municipal de Saúde acrescentou que durante esse período, o paciente precisa tomar regularmente a medicação, fornecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde e distribuída pelas unidades municipais.Para a dona de casa Sueli, moradora de uma comunidade da zona sul do Rio, a orientação dos profissionais na unidade de saúde onde buscou atendimento foi fundamental. Ela, que pediu para não ter o sobrenome identificado por medo de ser alvo de preconceito, está em tratamento há um mês contra a tuberculose.“Foi fundamental, porque eu fiquei muito assustada no início. Mas quando tive o diagnóstico, os profissionais me orientaram, dizendo que a tuberculose não é um bicho de sete cabeças, mas que eu tinha que seguir todo o tratamento e tomar os medicamentos todos os dias, certinho”, contou ela, que embora já sinta redução nos sintomas, garante que não vai abandonar o procedimento até ter certeza da cura.O governo do Rio de Janeiro também prepara um plano de combate à tuberculose e à aids, que piora a condição do paciente, já que reduz sua imunidade e o deixa mais suscetível a contrair a doença. A iniciativa seria lançada este mês, mas por "problemas logísticos" foi adiada para maio.De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, o plano prevê uma pactuação política com municípios fluminenses para garantir maior capilaridade das ações de controle da doença no Estado. Ele disse que mais detalhes sobre o plano serão divulgados no momento do lançamento. “A tuberculose é um importante problema de saúde pública no Rio e merece um enfrentamento mais contundente para reduzir os casos."De acordo com dados do Ministério da Saúde, com aproximadamente 11 mil novos casos da doença a cada ano, o Estado lidera o ranking de incidência nacional da tuberculose. Enquanto a média nacional é 37,7 casos por cem mil habitantes, no Rio de Janeiro ela chega a quase o dobro: mais de 70 ocorrências por cem mil habitantes.* Edição: Andréa Quintiere.** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Thais Leitão, da Agência Brasil
Justificativa está na falta de programas de capacitação e monitoramento dos profissionais Comportamento

Hábito de lavar as mãos é baixo em hospitais

[caption id="attachment_44803" align="alignleft" width="270" caption="Justificativa está na falta de programas de capacitação e monitoramento dos profissionais."][/caption]Brasília – Uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que somente 30,7% dos hospitais têm taxa de adesão à higiene das mãos superior a 70%. A higienização, ou seja, lavar com água ou usar álcool em gel, é a maneira mais eficaz e barata de reduzir casos de infecção hospitalar.Dos 901 hospitais com dez ou mais leitos em unidades de terapia intensiva participantes da pesquisa, em 85 deles a adesão é maior que 70%, percentual considerado ideal por especialistas. Em 130 instituições, a taxa varia de 40% a 70%.De acordo com o levantamento, grande parte das unidades de saúde dispõe de estrutura para a limpeza das mãos, como pias com sabonete e toalhas descartáveis nos leitos. Também foi constatado que 99% têm fornecimento contínuo de água limpa e 53% possuem álcool em gel disponíveis em enfermarias.Os programas de capacitação e monitoramento dos profissionais sobre a higiene das mãos aparecem em menor quantidade, o que pode explicar a baixa adesão. O diagnóstico revela que 68% das unidades não têm orçamento exclusivo para treinamento em higienização das mãos, menos de 40% têm programa regular de treinamento dos médicos e enfermeiros, e em 66% deles não há observadores para aferir a adesão à higienização.Para o coordenador de Infectologia Hospitalar da Sociedade Brasileira de Infectologia, Eduardo Medeiros, capacitar é o caminho para disciplinar a prática de lavar as mãos. “Ele (profissional de saúde) não é igual a um funcionário de uma fábrica, fica exposto a muita pressão e questões emocionais. A instituição precisa investir em capacitação constante. Os médicos e enfermeiros são pessoas bem formadas, mas a higienização deixa a desejar mesmo entre esses profissionais”, disse.Medeiros sugere que os hospitais devem usar estratégias para estimular a adesão, como premiar profissionais ou áreas onde a higiene das mãos é um hábito frequente.Na maioria dos hospitais (77%), o profissional não tem retorno sobre os efeitos da prática, por exemplo, no controle das infecções. “É fazer a enfermeira e o médico receberem os dados do ato de higienização. Ele vai saber se precisa melhorar ou se está cumprindo sua tarefa”, disse Diana de Oliveira, gerente-geral de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, em entrevista à TV Brasil.De maio a dezembro de 2011, a Anvisa colocou à disposição o questionário para avaliar a situação da prática de higienizar as mãos nos hospitais. A participação na pesquisa era voluntária. Há representantes de todos os Estados e do Distrito Federal no levantamento. Do total de unidades de saúde que responderam o formulário, 320 eram de São Paulo.* Edição: Lana Cristina.** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Carolina Pimentel, da Agência Brasil
img Alimentação

Estudo indica que comportamento dos pais influencia na dieta dos filhos

Em artigo publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina apresentaram os resultados de um estudo realizado com 2.826 escolares de Florianópolis, com sete a 14 anos, que visava a verificar a associação entre estado nutricional dos pais e o sobrepeso/obesidade em crianças. A pesquisa apontou que filhos e filhas de pais acima do peso têm, respectivamente, 80% e 150% de chances de apresentarem o mesmo problema.Segundo os estudiosos, as variáveis associadas ao sobrepeso/obesidade variaram entre os sexos. No que se refere aos meninos, houve uma tendência a engordar associada com a maior escolaridade do pai e a idade da mãe, e a não engordar ligada a maior escolaridade da mãe e o número de refeições diárias. No que se tratou das meninas, se ambos os pais estão acima do peso, as chances delas também seguirem os passos foram maiores. No entanto, essa associação foi inversamente proporcional com relação à maior idade escolar e ao consumo de alimentos de risco.“O status nutricional dos pais se associou mais com o dos filhos, enquanto o das mães teve mais relação com o das filhas”, apontam os pesquisadores. “Estes achados podem se relacionar com o fato de os pais servirem como um exemplo para seus filhos, influenciando na formação de seus hábitos de vida, inclusive os alimentares, o que sinaliza a importância desses pais participarem de atividades que promovam a saúde e a prevenção do sobrepeso/obesidade em suas crianças.”De acordo com os pesquisadores, o estudo indica uma necessidade de intervenções no ambiente familiar. Os pais devem, assim, ficar atentos: pular refeições, incluindo o café da manhã, favorecer alimentos não saudáveis e fazer escolhas inapropriadas em refeições tardias e em horários irregulares seriam prejudiciais e aumentariam a probabilidade de sobrepeso/obesidade. Ao contrário, mais refeições em horários regulares contribuiriam para uma dieta e peso mais saudáveis.* Publicado originalmente no site Plurale.


por Renata Moehlecke, da Agência Fiocruz de Notícias
coracao Dicas

Chocolate, vinho tinto e um amor: como prevenir as doenças do coração

Ter um relacionamento saudável é bom para o coração, aponta cardiologista do Instituto de Estudos do Coração e Vasos Sanguíneos da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Mas não é só isso: vinho tinto e chocolate meio amargo, consumidos com moderação, também previnem doenças cardíacas.“Existem algumas teorias por trás do porquê isso acontece”, explica Julie Damp. Segundo a cardiologista, alguns estudos mostram que um relacionamento – seja casamento, namoro ou união estável – proporciona melhora na estrutura da vida do casal. São atitudes como parar de fumar, passar a praticar exercícios físicos juntos ou mesmo dividir um plano de saúde. Mas, além disso, alguns estudos mostram que um relacionamento tranquilo proporciona algumas mudanças neuro-hormonais que, por sua vez, têm efeitos positivos no funcionamento do corpo, inclusive do sistema cardiovascular.“Estes hormônios variam dependendo do nível de estresse e ansiedade de cada indivíduo. Isto ainda não está comprovado, faltam evidências suficientes para afirmarmos com certeza, mas a ideia é que estar em um relacionamento proporciona sensações positivas que podem proteger a saúde do seu coração. Em contrapartida, também já foi apontado em estudos que um relacionamento conturbado aumenta os riscos para doença da artéria coronária”, diz.E, para acompanhar o clima de romance, que tal chocolate amargo e vinho tinto? No artigo, publicado no site do Instituto, a cardiologista destaca o poder antioxidante de ambos.“O chocolate amargo contém flavonóides, que são antioxidantes. Os antioxidantes são benéficos para vários sistemas do corpo, inclusive o cardiovascular. No caso do chocolate, a alta concentração de cacau na versão amargo parece ser a responsável por isto. Os flavonóides também estão presentes no vinho tinto e estudos mostram que o consumo moderado – que seria uma dose por dia para a mulher e uma ou duas para o homem – está associada com baixos índices de eventos cardiovasculares, como o ataque cardíaco”, explica Damp.No entanto, ela pede cautela. “Apesar destes achados, mais estudos são necessários para mostrar exatamente o tipo de chocolate mais benéfico e a quantidade ideal. Também são necessárias mais evidências antes de encorajar pessoas não acostumadas a beber a começar a beber todos os dias. Existe sim um potencial efeito negativo à saúde relacionado ao consumo prolongado de bebida alcoólica e os flavonóides encontrados no vinho tinto podem ser encontrados em outros alimentos e bebidas, como o suco de uva”, diz a cardiologista. “A mensagem aqui é que com moderação, e em conjunto com um plano de exercícios, todas estas coisas diminuem o risco cardiovascular”, finaliza.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Marina Teles, do O que eu tenho
Cranberry Dicas

Cranberry: a fruta milagrosa que ajuda na prevenção da infecção urinária

Estudos apontam ainda que a cranberry tem efeito antioxidante e retarda o envelhecimento; há indícios de que a fruta também pode diminuir a incidência de doenças cardiovasculares e prevenir o câncer.Cerca de 30% a 50% das mulheres já tiveram algum problema de infecção urinária depois do início da vida sexual. Nos homens, doenças relacionadas à próstata e alterações hormonais são responsáveis pelo aumento de incidência de infecções. Há algum tempo, cientistas de universidades renomadas, como a norte-americana Harvard, têm estudado uma pequena fruta vermelha chamada cranberry na prevenção dessa doença.A fruta, nativa dos Estados Unidos e cultivada também no Canadá e Chile, começou a chamar a atenção dos médicos depois que eles descobriram que índios norte-americanos utilizavam a cranberry para tratar sintomas de uma doença que parecia ser infecção urinária. A fruta já era conhecida dos norte-americanos desde pelo menos o início o Século 17, quando passou a integrar o cardápio do Dia de Ação de Graças. Mas foi apenas na década de 1980 que as primeiras pesquisas começaram a descobrir o potencial da cranberry na prevenção de infecção urinária. Desde então, inúmeras pesquisas foram feitas com o objetivo de descobrir qual o total de benefícios que a cranberry pode proporcionar ao ser humano.De acordo com o urologista Carlos Alberto Bezerra, presidente do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia e professor da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, a infecção urinária é uma das principais causas de consultas em consultórios médicos, ambulatórios e pronto-socorros no Brasil e no mundo. Segundo Bezerra, as infecções são mais comuns em mulheres, na proporção de três para um, considerando-se a população geral. “As mulheres têm três períodos da vida nos quais as infecções são mais frequentes: ao sair da fralda, ao iniciar a vida sexual e ao entrar no período pós-menopausa. Além disso, a infecção urinária ocorre por penetração de bactéria pela uretra, e os homens, por terem uretra mais longa, são naturalmente mais protegidos”, explica o médico.Segundo o especialista, há estudos que revelam que tomar o suco de cranberry como prevenção da infecção urinária é igual a tomar um antibiótico no esquema de profilaxia usual (com antibióticos em dose baixa). As informações estão disponíveis em congressos médicos e a literatura técnica recente também contém dados confiáveis e livres de conflitos de interesse, que estão acessíveis à comunidade médica em todo o mundo e inclusive no Brasil“Existem diversas pesquisas que sugerem benefício da cranberry na prevenção da infecção urinária”, afirma Bezerra. “Basicamente, o que se tem demonstrado é que mulheres com infecção urinária de repetição e que tomam o suco da fruta regularmente têm menos repetição da doença do que as que não tomam nada”, complementa. Bezerra é um dos que indica aos seus pacientes o suco de cranberry na prevenção e como adjuvante no tratamento das infecções urinárias. O presidente do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia observou que aqueles pacientes que tomam o suco diminuem o número de consultas por ano no seu consultório.O fato de a fruta ser rica em propriedades antioxidantes a faz ser consumida também com outras finalidades. “A substância ativa do cranberry é a proantocianidina (PAC). Esta substância, além de impedir que as bactérias fiquem aderidas no epitélio (revestimento mucoso) do trato urinário, tem efeito antioxidante, semelhante ao dos flavonóides”, diz. Segundo o médico, ainda há hipóteses de que a fruta pode ter efeito antienvelhecimento, diminuir a probabilidade de doenças cardiovasculares e até prevenir o câncer.No Brasil, o suco de cranberry é comercializado desde 2007 pela empresa Juxx. O suco Juxx de cranberry foi o primeiro a receber a chancela da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que afere sua qualidade e propriedades fitoterápicas. O suco Juxx de cranberry é feito a partir do concentrado da fruta que vem congelado do Chile.


por Katia Amorim, da V2 Comunicação

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Ao consumir bebidas e alimentos no carro ou na rua guarde o lixo até encontrar uma lixeira apropriada. Melhor ainda se ela for seletiva, separando o lixo orgânico do seco.Mais importante que limpar é não sujar. Fonte: Blog da Gisele.
Utilize uma bacia ou a própria cuba da pia para lavar frutas e legumes. Lavando-os sob uma torneira aberta, muitos litros de água serão gastos sem necessidade. Fonte: Viva mais verde.
Os aeradores são dispositivos que podem ser instalados nas torneiras para misturar a água corrente com o ar. Assim, menor volume de água é utilizado com a mesma eficiência. Fonte: Viva Mais Verde.

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