Brasil quer aumentar o número de médicos por habitante. Isto basta?

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Brasil quer aumentar o número de médicos por habitante. Isto basta?


por Claudio Carneiro, do Opinião e Notícia


[caption id="attachment_50708" align="alignleft" width="270" caption="Para o governo, médicos precisam subir de 371 mil para 520 mil. Foto: Reprodução/Internet"][/caption]Governo aposta que dispor de um médico ruim é muito melhor do que não oferecer nenhum à população.O país necessita formar o dobro da quantidade de médicos prevista para os próximos oito anos. O objetivo é atingir a taxa de 2,5 médicos para cada mil habitantes – estabelecida pelo governo – a ser alcançada até 2020. Os ministérios da Educação e da Saúde receberam a difícil tarefa da multiplicação dos pães. Em outras palavras, as faculdades de Medicina precisarão despejar por seus portões quantidade muito maior de médicos até o fim desta década, uma vez que o governo considera baixa a relação de 1,95 médicos para cada mil habitantes, verificada em 2011 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).Na matemática do governo, o número de 371 mil médicos em exercício precisa pular para 520 mil – o que vai exigir a diplomação de 228 mil profissionais no curto prazo. Tempo mais exíguo ainda se considerarmos que um curso de Medicina leva seis anos para ser concluído. Além disso, a abertura de novas vagas em universidades já existentes, ou de novas faculdades, exige professores e funcionários capacitados, equipamentos modernos, tecnologia, cadáveres, espaço físico, etc. Não são banais as tarefas que caíram no colo dos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha – este último citado nos grampos da Operação Monte Carlo, por autorizar negócios escusos com o grupo de Carlinhos Cachoeira.O Ministério da Saúde projeta que, em 2012, serão formados 14.660 médicos – 16.240 em 2014 – o que é pouco, para atingir a meta e substituir os colegas que se aposentam, morrem ou, simplesmente, desistem da profissão. “Aumentar o número de vagas nas universidades não é a solução”, diagnostica o clínico e pneumologista Maron El Kik. Com 40 anos de profissão, ele defende uma distribuição de médicos uniforme em todo o território e mais: “Os recém-formados têm que ter noções seguras de clínica médica, pediátrica e de clínica cirúrgica obstétrica-ginecológica”, afirma.O país tem 181 faculdades de Medicina, cem delas instaladas na última década. Segundo o IBGE, entre 2000 e 2009, a quantidade de médicos aumentou 27% enquanto a população brasileira cresceu 12%. Para atingir a marca que supera meio milhão de médicos, Mercadante e Padilha vão ter que dobrar a carga, distribuindo 30 mil diplomas a cada ano. “O aumento do número de vagas não é solução”, aponta o cirurgião Igor Dutra, de 29 anos e três de formado: “Essa medida isolada apenas contribui para dados estatísticos, sem que seja efetivo um maior cuidado com a saúde da população”, reclama.A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes. Mas devido às características de sua demografia – com grupos isolados em diversos Estados, contrastando com a grande densidade nas capitais – o Brasil tem áreas inteiras sem um único médico. O governo aposta que dispor de um médico ruim é muito melhor do que não oferecer nenhum à população.País pode importar “bolivianos”Assim, poderá, por exemplo, incentivar o ingresso de profissionais que cursaram faculdades estrangeiras. Este é o grande risco. Mercadante e Padilha já buscam, digamos, flexibilizar as regras exigindo que médicos formados no exterior, como na Bolívia, por exemplo, passem por um exame de revalidação do diploma. Até então, esta era a barreira a impedir que profissionais de baixa qualidade atuassem no mercado brasileiro. Ao derrubar o Exame Nacional de Revalidação de Diploma Médico – batizado de Revalida – o governo abrirá a porteira, premiando a incompetência: em 2010, dos 628 estrangeiros – ou brasileiros formados fora do país – somente dois foram aprovados para atuar no território nacional. Em 2011, 536 fizeram as provas e 65 foram aprovados.Mas o problema da saúde é complexo e tem outras origens. Mesmo oferecendo salários mais altos que os do prefeito – acredite – alguns municípios do interior não conseguem contratar um único médico. Em alguns casos a oferta chega a R$ 20 mil por mês. Os recém-formados preferem as grandes cidades – o que não impede a sobrecarga de atendimento e a superlotação.Assim como Maron El Kik, o CFM também não acredita em escassez de médicos, e sim na má distribuição destes profissionais. O Conselho contribui com uma sugestão: a criação de uma carreira de Estado que retire o profissional de onde o mercado está e o leve aonde o mercado não foi – como ocorre com juízes, promotores e militares. A região Sudeste concentra 42% da população do país e 55% dos médicos. No Rio de Janeiro, a relação é de um médico para cada 306 pessoas – o que não implica, necessariamente, em atendimento de qualidade; 413 cidadãos paulistas têm um médico à disposição. Já no interior do Amazonas existe um médico para cada grupo de 8.944 habitantes. Em Roraima, a situação é mais dramática: um para 10.306.Mesmo trabalhando a mais de 300 quilômetros de distância, os médicos Maron e Igor têm receitas parecidas para este mal. A relação de um médico para mil pacientes é bastante razoável, segundo Maron: “E se tivessem melhor formação, esta medida poderia subir até para dois mil habitantes por médico”. Igor também acha aceitável o índice apontado pela OMS, “desde que haja uma ação atuante no campo da medicina preventiva”, acrescenta.Números da medicina no Brasil e no mundoAs incoerências continuam. Por motivos óbvios, os Estados que tivessem menos médicos deveriam ter as menores mensalidades de suas universidades e garantir um maior número de profissionais, certo? Errado! O Centro Universitário Nilton Nunes, do Amazonas, tem o curso de Medicina mais caro do país: R$ 6.224,63 mensais.Das 500 melhores universidades de Medicina do mundo – ranqueadas pela Universidade de Xangai –, 151 são norte-americanas, 39 alemãs e 37 britânicas. O curso de Medicina da USP – o melhor do Brasil – ficou na 76ª posição. É a única brasileira no Top 100. A Medicina brasileira tem longo caminho a percorrer.* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.

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Cinco dicas de saúde que perderam a validade

Fique atento a velhas ideias largamente aceitas e que andam sendo contestadas pelos médicos. Abaixo você confere uma lista de cinco dicas de saúde que estão sendo questionadas por novos estudos.1. Uma aspirina por dia faz bem para a saúdeSe você é saudável, não é necessário fazer a terapia da aspirina, apesar de se saber que o consumo diário de aspirinas pode prevenir enfartes do coração em pessoas com doenças coronárias. Porém, um estudo da organização European-based Aspirin for Asymptomatic Atherosclerosis (AAA), publicado na Espanha, diz que pessoas saudáveis que tomam aspirinas diariamente para prevenir problemas do coração podem na realidade tornar-se mais propensas a terem acidentes vasculares cerebrais (AVC) hemorrágicos ou sangramentos internos no corpo, o que não compensaria o risco. Para essas pessoas, o exercício diário ainda é a melhor opção.2. Correr faz mal ao joelhoDurante muito tempo os médicos sugeriram que nadar e andar era melhor do que correr, pois se assumia que esta prática, com o tempo, destruiria o joelho. Novos estudos mostram que correr e ter problemas nos joelhos são duas coisas diferentes. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, Estados Unidos, mostrou que, em 20 anos, apenas 7% de um grupo de corredores pesquisados tiveram problemas nos joelhos. Os maiores problemas foram associados a ferimentos fora da corrida e por correr de forma errada ou com equipamento de má qualidade.3. Bronzeado é sinônimo de saúdeRadiação ultravioleta causa câncer, já se sabe. Em 2009, a superexposição ao Sol se juntou ao tabaco na lista dos maiores causadores de câncer no mundo. Na realidade, é necessário algum tempo ao Sol para que o organismo absorva vitamina D. O que se discute agora é qual o tempo mínimo que se deve ficar ao Sol.4. Comida saudável a qualquer custoNada errado em uma alimentação saudável, certo? Mas qual o limite? Nos últimos anos, os médicos identificaram um transtorno alimentar chamado por alguns de “ortorexia nervosa”. São aqueles indivíduos que simplesmente não aceitam a ideia de comer qualquer coisa que não seja natural. Outros adotam dietas restritivas em longo prazo e ainda há aqueles que optam por comer somente comidas de uma culinária exótica específica (normalmente ligada a uma ideia de purificação corporal). Seja qual for a opção, a obsessão pode resultar em falta de vitaminas. Quanto mais variada a alimentação, mais seu corpo se torna saudável.5. Margarina é melhor que manteigaMargarina pode ter menos colesterol que a manteiga, mas agora se sabe que a gordura trans contida na margarina não só pode aumentar os índices de colesterol “ruim” como diminuir o colesterol “bom”. Em vez de substituir a manteiga, tente diminuir o consumo ou trocar por óleo de oliva (que é uma opção saborosa).* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Redação do O que eu tenho
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O estresse também pode ser bom

Sempre que falamos em estresse pensamos em sensações negativas atreladas às mais variadas situações de adversidade, ou seja, ele é naturalmente relacionado a algo que faz mal à saúde. Porém, ao contrário do que muitos acreditam, o conceito criado pelo médico canadense Hans Selye é mais amplo. O estresse, em si, não é negativo ou positivo, adquirindo esta característica de acordo com a forma da pessoa vivenciar uma determinada situação. Por isso, temos o eustresse (“eu” do grego: bom, bonito) e o distresse (“dis” do grego: mal estado, defeito, dificuldade).Então, o estresse também pode ser usado na perspectiva positiva, é o “estresse bom”, necessário à vida e que se manifesta quando acontecem fatos construtivos e percebidos pelo indivíduo como interessantes, como por exemplo, uma promoção no trabalho que pode trazer mais responsabilidades, mas também mais satisfações. Ou como um atleta que vai participar de uma prova de cem metros rasos, e antes da competição seu organismo se prepara aumentando a atenção, força física e resistência necessária para se alcançar o objetivo no curto prazo. Em outras palavras, temos o eustresse quando a experiência é desejada e nos proporciona uma sensação de bem-estar, causando sentimentos de satisfação e uma sensação de ter domínio do contexto.O foco da pessoa é no resultado, na realização, na solução e não na dificuldadeNo entanto, o que mais conhecemos é o distresse, o “estresse negativo”, aquele que provoca desequilíbrios emotivos e físicos, quando a sensação prevalente é a de que não conseguimos ter domínio do contexto e dos fatos.Isto acontece, por exemplo, nos momentos de uma demissão imprevista ou uma doença. Nos dias de hoje, muito do “estresse negativo” é causado pela sensação de frustração que a vida moderna nos “obriga” a experimentar como reação às dificuldades, pressões e desafios que surgem para os seres humanos, em suas esferas pessoal e profissional.Por isso, a maioria das pessoas vive em constante fase de resistência prolongada ao estresse, mesmo sem fatos de estresse agudo. Nessa contínua condição, o nosso organismo apresenta específicas reações químicas e físicas, como a sensação de “estou em perigo”, e, muitas vezes, a pessoa reage de modo desproporcional e exagerado até mesmo a estímulos de estresse de pouca relevância. Nessa presença de estresse duradouro, encontramos profissionais reclamando que estão pilhados ao fim do expediente e nos finais de semanas, com a famosa agitação mental e falta de energia vital. O foco da pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade.Busque momentos de prazerExistem indivíduos que confundem a perda de energia com cansaço e acreditam que um fim de semana de sono poderá resolver tudo. Porém, vale lembrar que dormir nem sempre repõe a energia vital. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é praticar simples atos que gerem momentos de prazer e participar de atividades lúdicas.Todos têm condições de realizar ações naturais como andar com os pés no chão, tomar um banho de cachoeira, ou seja, coisas que quebram completamente a rotina e são capazes de proporcionar uma sensação de bem-estar. Valorize a simplicidade e as pequenas coisas da vida.Fuja do superficial e busque a sua verdadeira essência. Participar de atividades inocentes, e algumas vezes consideradas infantis, nos permite lidar com a vida de forma mais leve, transformando o distresse em eustresse.Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes no cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho. Uma das soluções é reverter as possíveis dificuldades por meio de atividades que proporcionarão momentos de plenitude. Na realidade, os fatos sempre têm relação com os significados pessoais e únicos, a diferença sempre é como vivenciamos as situações da nossa vida.* Eduardo Shinyashiki é consultor e especialista em Desenvolvimento Humano.** Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Eduardo Shinyashiki*
acidente de trabalho Brasil

Brasil registra aumento nos casos de acidentes de trabalho

Empresas que seguem à risca o protocolo garantem boa saúde ao funcionário.Neste 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, o tão esperado feriado pode não ser tão agradável para alguns brasileiros incluídos nas estatísticas de doenças e acidentes causados no ambiente de trabalho. Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social, em uma sequência crescente, o Brasil teve 340 mil acidentes de trabalho em 2001, 653 mil no ano de 2007, e 723 mil ocorrências em 2009, sendo 2.496 óbitos, quase sete pessoas mortas diariamente decorrentes de acidentes ocasionados no serviço ou no percurso entre a residência e o trabalho.Os tipos de doenças e acidentes de trabalho variam conforme o segmento da empresa, o porte e a responsabilidade da instituição em preservar a vida dos funcionários. Em se tratando de escritório, por exemplo, as lesões e inflamações de membros são as mais comuns. No entanto, ao contrário do que se propagava anteriormente, a LER (Lesão por Esforço Repetitivo) é causada prioritariamente pelo estado emocional do funcionário e não apenas pela repetição dos movimentos. “85% dos casos identificados no passado como LER, incluindo até pessoas que já estão aposentadas e têm buscado a revisão junto ao INSS, observa-se hoje que se tratava de questões ligadas à saúde mental, como alterações psicossomáticas ou quadros de depressão”, alerta o ortopedista e presidente do Comitê de Mão da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, doutor Paulo Randal Pires.De acordo com o ortopedista especialista, para evitar a patologia, o trabalhador precisa estar atento à sua ergonomia, ou seja, observar a posição, os apoios e procurar relaxar a musculatura, mantendo uma posição correta frente ao computador. Fazer intervalos durante o trabalho e movimentar o corpo também são atitudes importantes. Mas é a prática de atividades físicas que vai “dar um bom condicionamento físico, melhorando a parte muscular do corpo, e ainda ajudar na saúde mental, por conta da liberação de endorfina”, reforça o especialista.Fatores de riscoA implantação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o chamado PPRA, criado pela Secretaria de Segurança e Saúde do Ministério do Trabalho, prevê as normas de segurança que devem ser seguidas pelas empresas e elenca os seguintes pontos como fatores de risco: agentes físicos (ruídos, vibrações, pressões anormais, temperaturas externas, radiações ionizantes e não ionizantes), agentes químicos (poeira, fumo, névoas, neblinas, gases e vapores), e agentes biológicos (vírus, bactérias, fungos, parasitas). A exposição excessiva a qualquer uma dessas situações e sem os cuidados devidos podem ocasionar sérios danos à saúde.Programas de treinamento, orientação sobre o uso correto de equipamentos de segurança e realização de exames médicos periódicos são ações fundamentais para uma manutenção saudável do ambiente e da saúde do trabalhador. Ao mesmo tempo, cada funcionário precisa ter em mente a importância de cumprir os requisitos exigidos pela empresa com o intuito primordial de garantir a sua própria vida.HistóricoPrimeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho em empresas, criado em 1972, o Brasil e suas instituições seguem em busca de se adequar às normas de segurança e, sobretudo, de reduzir os números geralmente explícitos em seus murais dos acidentes e doenças de trabalho.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação do Saúde em Pauta
cibervicio Vício

Baixa autoestima e solidão estimulam o vício em internet

Aproximadamente 45 milhões de pessoas são consideradas usuários ativos.A praticidade e a agilidade proporcionadas pela web provocam, em alguns usuários, o isolamento do mundo real, levando-os a buscar, nos meios digitais e eletrônicos, refúgio para problemas do cotidiano. Pesquisa realizada pelo Ibope, em agosto de 2011, apontou que mais de 45 milhões de pessoas são consideradas usuários ativos da internet. Entretanto, nem sempre este relacionamento é saudável. Com o fácil acesso proporcionado pelo uso de celulares e tablets, por exemplo, o uso da tecnologia surge como um perigo para aqueles que não conseguem se desconectar, por um só minuto, das redes de relacionamento e jogos online.Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, 10% dos entrevistados referem-se à internet como um meio de conforto e consolo para situações negativas. “Aspectos psicológicos e sociais, tais como a depressão, a solidão, o isolamento e as fobias sociais, são fatores para que o dependente em internet encontre no mundo virtual formas de desabafar, desestressar e conseguir novos amigos”, diz a doutora Dora Sampaio Goes, psicóloga do grupo de Dependência da Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.Pessoas com características como timidez e baixa proatividade estão mais suscetíveis ao desenvolvimento deste transtorno. “Grande parte dos viciados é de indivíduos que já apresentam o quadro de alguma doença psiquiátrica, como o TOC ou o déficit de atenção”, informa a especialista.Relacionamento interpessoalEm muitos casos, as pessoas colocam em risco seus respectivos empregos e o convívio familiar em razão dos vícios em jogos eletrônicos e internet. Para a psicóloga, negligenciar tarefas do cotidiano para passar mais tempo na web, como deixar de cumprir compromissos, acarreta em prejuízos na vida social da pessoa.Outra questão é a criação de uma segunda identidade. A fim de esconder características pessoais para impressionar o outro, internautas encontram na virtualidade um campo propício para agir de maneira mais livre do que reagiria pessoalmente. Neste cenário, os meios digitais agregam pessoas que, por vergonha e receio de conversar e expor suas ideias, ou mesmo para enaltecer uma personalidade falsa, sentem-se encorajados em relacionar-se.Adolescentes e jovens são o perfil mais suscetível aos encantos da internet. Por isso, segundo a doutora Dora Sampaio Goes, os pais devem ficar atentos ao relacionamento dos filhos com as novas tecnologias. “Os pais devem restringir o tempo de uso, propor outras atividades que não são ligadas à internet e ter um relacionamento aberto e franco com o filho para entender qual é o uso que eles fazem desta ferramenta”, reforça a doutora Dora Sampaio Goes."Quando se fala em internet, podemos associar ao uso descontrolado e dependência absurda do celular. Qualquer assunto é motivo para se conectar e isto acaba resultando em uma fissura", diz a psicóloga, acrescentando que o tratamento oferecido pelo Hospital das Clínicas de São Paulo tem abordagem multidisciplinar. "Primeiro é feita uma pré-triagem para detectar os sintomas, em seguida, é realizada uma consulta com o psiquiatra. Após estes procedimentos, é encaminhado ao paciente um plano terapêutico, que pode ser feito individualmente ou em grupo. O tratamento é feito com acompanhamento psicológico e psiquiátrico", conclui.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação do Saúde em Pauta
O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2012/abril/mortalidade-infantil-tem-queda-de-aproximadamente#ixzz1tiwN8caD Condições de uso do conteúdo Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives  A queda da taxa de mortalidade está ligada ao aumento da escolaridade. Foto: Clayton, Bruna e Otávio Brasil

Mortalidade infantil tem queda de aproximadamente 50%, diz estudo

[caption id="attachment_50739" align="alignleft" width="300" caption=" A queda da taxa de mortalidade está ligada ao aumento da escolaridade. Foto: Clayton, Bruna e Otávio"][/caption]A Amostra do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a mortalidade infantil caiu quase pela metade em uma década (entre 2000 e 2010). O resultado divulgado nesta sexta-feira, 27 de abril, constata que o número de óbitos de crianças menores de um ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.Segundo o levantamento, os principais responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda. Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças, porém, ainda apresenta o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.O IBGE também destacou que a queda da taxa de mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Nesses dez anos, a taxa de fecundidade também registrou uma queda, e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47. O órgão afirma que, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.* Com informações da Agência Brasil.** Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
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Alimentação balanceada auxilia na prevenção de osteoporose

Caracterizada pela descalcificação e enfraquecimento dos ossos, a osteoporose surge de forma lenta e gradual e atinge principalmente mulheres acima de 65 anos de idade, deixando-as mais sensíveis a fraturas. A doença reduz a massa óssea, enfraquece os ossos, não apresenta dores e normalmente só é diagnosticada quando o indivíduo sofre algum tipo de fratura.A nutricionista Sheila Silva Castro, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, alerta que, por ser uma doença “silenciosa”, é preciso conhecê-la para investir na prevenção do problema.Mulheres a partir dos 65 anos são mais atingidas porque durante a menopausa o estrogênio (hormônio feminino), essencial na absorção do cálcio, diminui e faz com que a perda óssea seja intensificada e os ossos percam boa quantidade de sais minerais. As principais consequências dessa deficiência são as fraturas dos ossos que ficam porosos, frágeis e quebradiços.Segundo a nutricionista, os cuidados precisam ter início muito cedo com uma alimentação balanceada na fase de crescimento. “Os pais possuem papel fundamental, pois é durante o crescimento que ocorre a formação óssea. Os cuidados na infância e adolescência são ideais para que na fase adulta a pessoa tenha maior resistência às perdas ósseas naturais do organismo”, diz a especialista.Nutrientes necessáriosO nutriente que previne a osteoporose é o cálcio, que também ajuda no processo de coagulação sanguínea, contração e relaxamento muscular. Pode ser encontrado no leite, iogurtes, queijos, flocos de cereais, feijão branco, miúdos, aveia, vegetais de folhas verde escuras, sardinha, salmão e soja.A necessidade de cálcio para crianças de seis a dez anos, adolescentes, idosos, mulheres grávidas ou amamentando é de aproximadamente 1.300 mg diariamente. Um copo de leite possui aproximadamente 250 mg.Alguns medicamentos, alimentação excessiva em fibras e em proteínas podem prejudicar a absorção do cálcio. Já quantidades extremas de cálcio na dieta podem favorecer a formação de cálculos renais além de prejudicarem a absorção de ferro. O ideal é que exista um balanceamento dos nutrientes.Alimentação, exercícios e SolA perda de cálcio pode ocorrer por diversos motivos como ansiedade, depressão, estresse, falta de exercício, diarreia, disfunção na tireoide, excessos de proteína, gordura, sal, açúcar, ingestão habitual de álcool e cafeína, uso de antiácidos, laxativos, diuréticos, aspirina e cortisona.Algumas dicas podem ajudar no tratamento e prevenção da doença, como consumir uma colher de sopa de gergelim torrado duas vezes ao dia, não ingerir café ou chá junto com refeições que contenham alimentos ricos em cálcio, evitar o consumo excessivo de café, álcool, refrigerante, chás, chimarrão (comum na cultura sulista), dar preferência a alimentos à base de soja, praticar exercícios regularmente, tomar sol diariamente, no mínimo 15 minutos, para que ocorra a síntese de vitamina D, nunca tomar suplemento de cálcio sem orientação médica ou de uma nutricionista.Os exercícios físicos ajudam a conservar a densidade óssea e pessoas de 50 a 70 anos que se exercitam têm 30% mais densidade óssea que as sedentárias.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Redação do O que eu tenho
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Ambientes bucólicos podem potencializar benefícios para saúde mental

Fazer exercícios em áreas arborizadas pode potencializar os benefícios no humor e no bem-estar, diz uma pesquisa publicada no periódico Environmental Science & Technology.Os resultados da pesquisa – que apontam que apenas cinco minutos diários em áreas arborizadas trazem grande sensação de bem-estar – podem melhorar o tempo usado para se fazer exercícios físicos. Até então não se tinha resultados quantitativos do quanto esse tipo de ambiente influenciava nos benefícios para a saúde, dizem os autores Jules Pretty e Jo Barton.O estudo analisou os dados colhidos em estudos anteriores e feitos com mais de 1,2 mil pessoas com diferentes perfis no Reino Unido. Os pesquisadores analisaram atividades físicas como caminhar, fazer jardinagem, andar de bicicleta, pescar, etc. E os dados mais positivos observados foram em jovens e pessoas com algum tipo de transtorno mental. Em apenas cinco minutos de atividades ou exercícios físicos já era possível observar uma mudança bastante positiva na autoestima, dizem os pesquisadores.“Sabendo que melhoras pontuais na saúde mental também têm efeito protetivo sobre a saúde física, então acreditamos que os indivíduos – e a sociedade de uma forma em geral – poderiam se beneficiar amplamente de programas de exercícios em áreas verdes”, diz Barton. Políticas públicas que observassem os benefícios de mais áreas verdes, como parques e praças, poderiam até mesmo refletir em benefícios econômicos, observam os pesquisadores.* Com informações da American Chemical Society.** Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Redação do O que eu tenho
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Ecologização pode aumentar a segurança no emprego, afirma relatório

[caption id="attachment_50733" align="alignleft" width="300" caption=" Medidas básicas e de baixo custo podem ser tomadas para melhorar a situação. Foto: Felipe_Borges"][/caption]Apesar da ecologização da economia não garantir trabalhos mais seguros, ela oferece a oportunidade de aumentar a saúde e a segurança no emprego. A conclusão faz parte de um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) na quarta-feira, 25 de abril. Intitulado “Promover a segurança e a saúde em uma economia verde”, o estudo recomenda a identificação dos riscos profissionais já na fase de concepção dos projetos de empregos verdes.O relatório analisa diferentes “indústrias verdes” a partir de uma perspectiva de segurança e saúde no trabalho (SST) e constata que, embora melhorem o ambiente, revitalizem a economia e criem oportunidades de emprego, os trabalhos verdes também podem apresentar riscos para os profissionais.O setor de gestão de desperdícios, por exemplo, possui trabalhadores que pertencem à economia informal. A frequência da prática trabalhista pode dar prejuízo à saúde dos profissionais e de suas comunidades. “Para que a coleta de lixo se converta em trabalho decente, é necessário que as pessoas que se dedicam a esta atividade tenham a capacidade de se organizar e trabalhar em um ambiente mais favorável. Além disso, as crianças não deveriam estar autorizadas a entrar nos aterros de lixo”, afirma o documento.Segundo o estudo, para melhorar essa situação, medidas básicas e de baixo custo podem ser tomadas, como a instalação de equipamentos de qualidade, aterros mais organizados, obtenção de materiais de proteção, instalações para o asseio e a higiene, e formação e medidas básicas sobre segurança e saúde, particularmente quando se manipulam resíduos perigosos.“A transição em direção a uma economia verde supõe o estabelecimento de normas mais estritas de proteção do meio ambiente e, ao mesmo tempo, a integração da segurança e da saúde dos trabalhadores como uma parte essencial desta estratégia. A ‘ecologização’ da economia constitui uma plataforma ideal para a implementação de métodos dirigidos a proteger os trabalhadores, o meio ambiente e as comunidades”, explicou o diretor do programa de segurança e saúde no trabalho e meio ambiente da OIT (Safework), Seiji Machida.“Somente assim contribuiremos para obter um resultado ecologicamente sustentável e socialmente inclusivo. Somente assim conseguiremos trabalho seguro, saudável e decente em uma economia verde”, completou Machida.A OIT acrescenta que o conceito de empregos verdes se refere a trabalhos que protejam a biodiversidade. Assim como atividades que desempenham um papel central na “ecologização” setorial, que engloba a mineração, a agricultura, a indústria e os serviços.* Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
O tacacá, prato típico da culinária paraense. Cultivar tradições na produção dos alimentos é cada vez mais benquisto por chefs e consumidores de todo o mundo. Foto: Nanda Melonio Alimentação

Por uma alimentação sustentável, variada e sem pressa

[caption id="attachment_50722" align="alignleft" width="233" caption="O tacacá, prato típico da culinária paraense. Cultivar tradições na produção dos alimentos é cada vez mais benquisto por chefs e consumidores de todo o mundo. Foto: Nanda Melonio"][/caption]Mil e uma tarefas, o horário do almoço minguando, hora de recorrer à cadeia de fast food mais próxima para "ganhar tempo”: cena cotidiana, especialmente a partir das últimas décadas do Século 20, já que são poucos aqueles que conseguem dedicar tempo para preparar uma alimentação saudável. Entretanto, na contramão, há cada vez mais pessoas no mundo que se levantaram contra a tendência à alimentação "rápida e pasteurizada”: os adeptos do slow food, um estilo de vida que propõe resgatar os prazeres da boa mesa, unindo o prazer da alimentação à ecogastronomia, preservando os sabores regionais e a biodiversidade agrícola.O movimento slow food prega o direito e a valorização do prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais cuja fabricação respeite o meio ambiente e os produtores. Dentre seus princípios estão a restituição da dignidade cultural ao alimento, favorecimento da sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade.Seus seguidores buscam a proteção de espécies vegetais e animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação. Há inclusive um catálogo, a Arca do Gosto, criado em 1996, que reúne produtos de todo o mundo ameaçados de extinção, mas que ainda resistem e possuem potencial de cultivo e comercialização. Dentre os produtos brasileiros na lista, podemos destacar o pirarucu, o umbu, o palmito juçara, o pequi e a mangaba."Por que maltratar o que a gente vai comer?”O slow food também ganhou adeptos dentro da alta gastronomia. Cresce entre os chefs a defesa dos ingredientes orgânicos, regionais e sazonais e do resgate da simplicidade na cozinha. É cada vez mais notória a necessidade de que o gastrônomo precisa ser o que Carlo Petrini (fundador do Movimento Slow Food) definiu como coprodutor: alguém conhecedor da agricultura e pecuária, das condições dos trabalhadores do campo, da procedência dos produtos, que rejeita meios de transporte poluidores em excesso e empresas que arruínam culturas locais ao se instalarem nas comunidades.No último Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, chefs falaram da importância do slow food e da sustentabilidade na gastronomia. O evento gastronômico foi originalmente organizado pelo falecido chef Paulo Martins – único brasileiro no ranking Top Green Chefs. Ele ocorre há dez anos em Belém do Pará e, agora, é organizado pela esposa de Martins, Tânia, e suas filhas, Joana e Daniela.Em palestra no evento, o chef Alex Atala (D.O.M. e Dalva & Dito, em São Paulo) ressaltou a importância da sustentabilidade na gastronomia desde a cadeia de produção do alimento, com respeito aos períodos de manejo, plantio e colheita dos frutos, da pesca de determinadas espécies, assim como da aquisição de ingredientes produzidos o mais próximo possível, para gastar menos recursos naturais e combustível, e gerar riquezas para as populações locais. Atala também atentou para a forma como o alimento é conhecido e tratado pelos produtores, revendedores e consumidores: "falta às pessoas conhecer mais a respeito dos ingredientes locais e, principalmente, falar melhor a respeito deles, sistematizar as informações sobre o que é nosso. Além disso, o modo como os alimentos são manuseados e armazenados por vezes faz com que a qualidade deixe a desejar. Fica o questionamento: por que maltratar o que a gente vai comer? O comércio sustentável e limpo dos produtos só traz benefícios para a população local”.In loco é mais saborosoO chef Carlos Bertolazzi (Spago e Zena Caffè, em São Paulo) foi enfático ao dizer que é importante conhecer ingredientes de diversas regiões do país e do mundo, mas que o interessante é que se vá à região onde eles são produzidos ao invés de retirá-los do local de origem. Utilizando a cozinha paraense como exemplo, o chef disse que é muito diferente consumir os produtos mais frescos e saborosos na atmosfera amazônica: "venham para o Pará, não levem o Pará daqui”.O chef Fábio Sicília (Famiglia Sicilia, no Pará) comentou sobre o respeito à sazonalidade dos ingredientes: "as pessoas querem comer tomate o ano inteiro, mas o tomate não dá o ano inteiro”, afirma. Fábio é líder e fundador do Convivium Amazônia, um dos muitos convivia slow food espalhados pelo mundo. Os convivia são grupos locais que divulgam a filosofia do slow food e conectam os pequenos produtores de qualidade à grande rede formada pelo movimento, fazendo manifestações para valorizá-los e aproximá-los dos consumidores. Só no Brasil, há atualmente 30 convivium. Ao redor do mundo, mais de 1.500.Além de promover uma relação mais saudável do homem com o alimento, a filosofia slow food chama a atenção para a relação homem-natureza, mostrando que podemos contribuir para a proteção ambiental enquanto nos alimentamos, além de beneficiar a cultura e a economia dos produtores da região onde moramos ou visitamos. O turismo gastronômico é uma das áreas de potencial que o movimento slow food pode impulsionar.* Publicado originalmente no site Adital.


por Nanda Melonio, da Associação O Eco
cuidadores Artigo

Quem cuida do cuidador?

As primeiras e mais ancestrais cuidadoras são nossas mães e avós, que desde o início da humanidade cuidaram de sua prole. Caso contrário, não estaríamos aqui escrevendo sobre o cuidado.Neste contexto, queremos mencionar duas figuras, verdadeiros arquétipos do cuidado: o médico suíço Albert Schweitzer (1875-1965) e a enfermeira inglesa Forence Nightingale (1820-1910).Albert Schweitzer era exímio exegeta bíblico e um dos maiores concertistas de Bach de seu tempo. Aos trinta anos, já com fama em toda a Europa, largou tudo, estudou medicina para, no espírito das bem-aventuranças de Jesus, cuidar dos mais pobres dos pobres (os hansenianos), em Lambarene no Gabão. Numa de suas cartas confessa explicitamente: "o que precisamos não é de missionários que queiram converter os africanos, mas de pessoas dispostas a fazer aos pobres o que deve ser feito, se é que o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuem algum valor. Minha vida não está nem na arte nem na ciência, mas em ser um simples ser humano que no espírito de Jesus faz algo por insignificante que seja”. Foi dos primeiros a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.Por cerca de quarenta anos viveu e trabalhou num hospital por ele construído com o dinheiro de turnês de concertos de Bach. Nas poucas horas vagas, teve tempo para escrever vasta obra centrada na ética do cuidado e do respeito pela vida. Formulou assim seu lema: "a ética é a responsabilidade ilimitada por tudo o que existe e vive”. Numa outra obra assevera: "a ideia-chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao mais alto valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedir que se desenvolva plenamente; este é o princípio necessário, universal e absoluto da ética”.Outro arquétipo do cuidado foi a enfermeira inglesa Florence Nightingale. Humanista e profundamente religiosa, decidiu melhorar os padrões da enfermagem em seu país.Em 1854, com outras 28 companheiras, Florence se deslocou para o campo de guerra na Crimeia da Turquia, onde se empregavam bombas de fragmentação que produziam muitos feridos. Aplicando no hospital militar a prática do rigoroso cuidado, em seis meses reduziu de 42% para 2% o número de mortos. Este sucesso granjeou-lhe notoriedade universal.De volta ao seu país, e depois nos Estados Unidos, criou uma rede hospitalar que aplicava o cuidado como eixo norteador da enfermagem e como sua ética natural. Florence Nightingale continua a ser uma referência inspiradora.O operador da saúde é por essência um curador. Cuida dos outros como missão e como opção de vida. Mas quem cuida do cuidador, título de um belo livro do médico Dr. Eugênio Paes Campos (Vozes, 2005)?Partimos do fato de que o ser humano é, por sua natureza e essência, um ser de cuidado. Sente a predisposição de cuidar e a necessidade de ser ele também cuidado. Cuidar e ser cuidado são existenciais (estruturas permanentes) e indissociáveis.É notório que o cuidar é muito exigente e pode levar o cuidador ao estresse. Especialmente se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato esporádico, mas uma atitude permanente e consciente. Somos limitados, sujeitos ao cansaço e à vivência de pequenos fracasos e decepções. Sentimo-nos sós. Precisamos ser cuidados, caso contrário, nossa vontade de cuidar se enfraquece. Que fazer então?Logicamente, cada pessoa precisa enfrentar com sentido de resiliência (saber dar a volta por cima) esta situação dolorosa. Mas este esforço não substitui o desejo de ser cuidado. É então que a comunidade do cuidado, os demais operadores de saúde, médicos e o corpo de enfermagem devem entrar em ação.O enfermeiro ou a enfermeira, o médico e a médica sentem necessidade de serem também cuidados. Precisam se sentir acolhidos e revitalizados, exatamente, como as mães fazem com seus filhos e filhas. Outras vezes, sentem necessidade do cuidado como suporte, sustentação e proteção, coisa que o pai proporciona a seus filhos e filhas.Cria-se então o que o pediatra R. Winnicott chamava de holding, quer dizer, aquele conjunto de cuidados e fatores de animação que reforçam o estímulo para continuarem no cuidado para com os pacientes.Quando este espírito de cuidado reina, surgem relações horizontais de confiança e de mútua cooperação, se superam os constrangimentos, nascidos da necessidade de ser cuidado.Feliz é o hospital e mais felizes são ainda aqueles pacientes que podem contar com um grupo de cuidadores. Já não haverá "prescrevedores” de receitas e aplicadores de fórmulas, mas "cuidadores” de vidas enfermas que buscam saúde. A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura.* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor, autor de Tempo de Transcendência: o ser humano como projeto infinito, Vozes, 2005.** Publicado originalmente no site Adital.


por Leonardo Boff*

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Ande a pé. Isso evita a queima de combustível e o lançamento de gás carbônico na atmosfera e, consequentemente, diminui o efeito estufa.
Reduza. Reutilize. Recicle. Três ‘Rs’ indispensáveis para preservar o meio ambiente e contribuir com o desenvolvimento sustentável em todo o mundo.
Aproveite o sol como fonte de energia limpa. Instale painéis fotovoltáicos em sua residência ou empresa.
Na hora de comprar, escolha produtos com rótulos ecológicos e com menos embalagem, assim você estará escolhendo poluir menos o planeta.
Utilize lâmpadas de baixo consumo, elas economizam até 80% de energia e duram bem mais.
Procure ler seus e-mails na tela do computador. Não imprima nada sem absoluta necessidade.
Ao consumir bebidas e alimentos no carro ou na rua guarde o lixo até encontrar uma lixeira apropriada. Melhor ainda se ela for seletiva, separando o lixo orgânico do seco.Mais importante que limpar é não sujar. Fonte: Blog da Gisele.
Utilize uma bacia ou a própria cuba da pia para lavar frutas e legumes. Lavando-os sob uma torneira aberta, muitos litros de água serão gastos sem necessidade. Fonte: Viva mais verde.
Os aeradores são dispositivos que podem ser instalados nas torneiras para misturar a água corrente com o ar. Assim, menor volume de água é utilizado com a mesma eficiência. Fonte: Viva Mais Verde.

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