Instituto de Meio Ambiente do Acre na guerra contra a dengue

Doenças

Instituto de Meio Ambiente do Acre na guerra contra a dengue


por Sandra Assunção, da Assessoria do Imac


Servidores do órgão serão incentivados a atuar em casa e nos bairros onde moram. A campanha de combate à dengue terá o apoio dos 215 servidores do Imac da capital e interior do Estado.O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) atende ao chamado do governo, que busca apoio de todas as secretarias e órgãos públicos para continuar reduzindo os casos de dengue no Acre. Em 2010, foram registrados 35.268 casos e, em 2011, foram 26.924. Redução de mais de oito mil casos de dengue.Além de participarem do lançamento da campanha na frente do Palácio Rio Branco, os colaboradores do Imac, vão levar para casa e para os bairros onde moram, informações sobre as formas de combater a dengue.O objetivo do presidente do Imac, Fernando Lima, é solicitar que técnicos da saúde façam reuniões com os servidores, para capacitá-los para a identificação de focos de mosquito transmissor da dengue, na sede do Instituto e nas suas próprias residências. “A dengue é um problema de todos nós, já que nossas famílias podem ser afetadas diretamente. Então temos que agir como órgão ambiental e como servidores públicos”, relata Fernando.Além dos 174 funcionários do Imac lotados na capital, a ideia é mobilizar também os 40 servidores divididos nos núcleos de Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Brasileia e Sena Madureira. De acordo com o diretor técnico do Imac, Paulinho Viana, a ideia é expandir a campanha para o interior como forma de evitar que a doença alcance níveis como o da capital.No lançamento da campanha, nesta quinta-feira, 5, os funcionários do Imac estarão identificados por camisas e coletes da instituição. O objetivo do governo do Estado é contar com o apoio de todos os servidores públicos, para que se tornem multiplicadores de informações que podem salvar vidas.Fernando Lima diz que a infestação predial de Rio Branco, que é de mais de 10%, preocupa bastante. Por isso, já determinou que uma “varredura” seja feita na sede do Instituto na capital e nos núcleos do interior. “É no trabalho que as pessoas passam a maior parte do tempo, então deve ser um ambiente livre de doenças”, explica Fernando.“É louvável a decisão do governador Tião Viana de lançar a campanha entre as secretarias do governo. Ele, inclusive como médico infectologista, sabe o perigo que a dengue representa e como é importante o envolvimento da sociedade na luta contra essa doença.”* Publicado originalmente no site Notícias do Acre. 

dengue2 Dengue

Bons resultados marcam Programa de Controle da Dengue em Aracaju

 Graças ao trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), às parcerias firmadas e ao apoio da comunidade, o Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCD) encerrou 2011 com bons resultados. O programa desenvolveu durante todo o ano uma série de atividades que, atendendo às determinações do Ministério da Saúde, ajudaram a reduzir as infestações do Aedes aegypti na cidade de Aracaju.Segundo Taíse Cavalcante, coordenadora do PMCD, desde o início do ano passado, as ações da SMS voltadas ao combate à dengue envolveram mais do que somente os agentes de endemias, que, de segunda a sábado, das 8h às 17h, trabalham vistoriando as residências e identificando e eliminando os focos do mosquito. “Este trabalho contou ainda com a parceria dos desbravadores e da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que reforçaram a equipe municipal, além dos agentes do Programa Estadual de Controle da Dengue (PECD), por meio da Brigada Itinerante e do Carro Fumacê, que fez a aplicação de inseticida nos bairros da capital”, ressalta Taíse.De quarta a sábado, a SMS, em parceria com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), também promoveu uma força-tarefa responsável pela limpeza dos terrenos baldios e vias públicas – destruindo assim os possíveis criadouros do Aedes aegypti espalhados pela capital sergipana. De janeiro a dezembro foram coletados, armazenados e repassados para reciclagem 53.779 pneus, total 20,71% maior que o índice do ano passado. Foi graças a parcerias como essas, que, de acordo com a coordenação do PMCD, a gestão municipal pôde realizar um trabalho intersetorial e assim aperfeiçoar o controle da doença.ReconhecimentoO ano de 2011 também foi marcado pela transmissão da videoconferência "O controle social no combate à dengue" para todos os conselheiros municipais da saúde, a fim de abrir mais frentes de combate à doença. Os seis Índices de Levantamento Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), por sua vez, evidenciaram uma redução de 20% nos casos de infestação registrados na cidade nos últimos três anos, demonstrando que Aracaju hoje está livre de epidemias.A Secretaria disponibilizou ainda o telefone gratuito 0800-079-1997 para atender notificações imediatas, que, além dos casos de dengue com complicações, registra os casos graves de meningite, de doença de Chagas, cólera, febre amarela, peste, paralisia infantil, raiva humana, sarampo, rubéola e desastres naturais como alagamentos e enchentes. Graças a ações como esta, o programa do município obteve destaque nacional na 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), onde Aracaju ficou entre as três melhores experiências no controle da dengue no Brasil.O secretário Municipal da Saúde, Silvio Santos, relata que o trabalho da SMS no controle da dengue é desenvolvido com qualidade tanto na prevenção do Aedes aegypti, quanto no atendimento às suspeitas, e ressalta a responsabilidade de cada cidadão aracajuano em também fazer a sua parte no combate ao mosquito.Aracaju vai muito além do que preconiza o Ministério da Saúde em muitos aspectos. A quantidade de LIRAa, a área de abrangência para bloqueio de casos, a realização de hemogramas em todos os pacientes suspeitos de dengue e o trabalho de campo aos sábados são exemplos de alguns dos nossos diferenciais”, elenca o secretário de Saúde. “A luta, no entanto, é de todos, pois somente os agentes não podem dar conta do combate. A maioria dos focos surge dentro das residências, por isso é preciso que a população colabore, fazendo a sua parte também em 2012, conclui. Publicado originalmente no site Plenário.        


por Redação do Plenário
dengue1 Dengue

Ministério aprova planos contra dengue de 1.159 cidades

Planos garantem um adicional de 20% nos valores repassados aos municípios, totalizando R$ 92,8 milhões. Mais de cem milhões de pessoas serão beneficiadas.O Ministério da Saúde aprovou os projetos de 1.159 cidades para ações contra a dengue. A medida permitirá que os municípios recebam 20% a mais do que os repasses regulares do Teto de Vigilância e Promoção à Saúde. Ao todo, serão R$ 92,8 milhões adicionais. Os planos incluem a qualificação das ações de prevenção e controle da doença. Mais de cem milhões serão beneficiadas.Confira tabela de municípios contemplados e valoresO número de municípios selecionados é 17% maior do que os 989 previstos em outubro, quando foi lançado o conjunto de ações estratégicas para enfrentamento da dengue neste verão. “Os municípios selecionados assinam um termo de adesão. É um comprometimento, junto com o Ministério da Saúde, de ampliar as ações de combate ao mosquito transmissor, a vigilância dos casos e notificações, e a organização da assistência aos pacientes”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também registraram diminuição nos casos de dengue. A maior redução – de 77% –foi registrada na região Centro-Oeste: foram 211.695 casos, em 2010, contra 48.524, em 2011.A dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4). As atividades de vigilância virológica, em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país. Foi constatada, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Este cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012.Os valores obedecem ao que foi estabelecido pela Portaria nº 2.557/2011, que aprova as diretrizes para execução e financiamento destas ações. A portaria se junta a outras nove publicadas em dezembro: 2.929, 2.987 publicadas nos dia 12 e 15 respectivamente; 3.019 e 3.022, publicadas no dia 22, e as 3.207, 3.210, 3.211 e 3.212 publicadas no dia 30.Estes recursos correspondem a um acréscimo de 20% do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde que já é repassado rotineiramente para os municípios. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos do Distrito Federal e Municipais de Saúde.Veja o mapa da dengue no Brasil.* Publicado originalmente no site Portal da Saúde.


por Redação do Portal da Saúde
e8 Alimentação

Jogadores de futebol têm deficiências na alimentação

Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP avaliou jovens jogadores de futebol e concluiu que nenhum dos atletas ingere a quantidade de vitaminas E e A recomendada. De acordo com o estudo, parte deles (35%) também não ingere o necessário de vitamina C. Além disso, foi detectada uma dieta muito elevada em proteínas e gorduras, e pobre em carboidratos, isto é, em açúcares. Segundo a autora do estudo, a nutricionista Francine Milani, os carboidratos são os principais combustíveis alimentares, principalmente por se tratar de atletas. Associado a isto, a pesquisa detectou danos aos componentes lipídicos e protéicos celulares do corpo, o que pode comprometer o desempenho e a saúde dos jogadores.Esses resultados, diz Francine, preocupam, pois a demanda física elevada a que os jogadores são submetidos, associada a uma alimentação inadequada, pode levar os atletas ao estresse oxidativo, ou seja, ocorre um desequilíbrio em favor da formação acentuada de radicais livres pelo corpo e ao combate das defesas antioxidantes, o que faz os atletas sofrerem mais lesões, fadiga precoce, prejuízo na fase de recuperação pós-exercício ou jogo, diminuição na função imunológica e aumento de inflamações. Com esse quadro, diz, eles têm mais chances de adoecer e, consequentemente, também influencia na performance do atleta. “Por se tratar de adolescentes, esses efeitos podem ocasionar problemas no crescimento e no desenvolvimento”, afirma Francine.Para a pesquisadora, ficou evidente a importância de uma adequada nutrição e a necessidade de uma educação nutricional no meio esportivo. “É necessário o acompanhamento e orientação individualizados, possibilitando um consumo alimentar balanceado, evitando deficiências ou excessos alimentares, prevenindo assim danos excessivos causados pelo exercício físico crônico”. O objetivo do estudo foi avaliar o estado nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol. A amostra foi composta de 20 atletas de futebol adolescentes, em período competitivo, com média de 16 anos, Índice de Massa Corpórea (IMC) de 21,9 Kg/m2 e 2,6 anos de experiência futebolística.Os jovens foram submetidos a um jogo treino de 60 minutos contínuos de duração, e avaliados em três momentos: antes do jogo, 30 minutos após o término e 24 horas após. Segundo a pesquisadora, foi avaliado o estado nutricional a partir de antropometria — composição corporal e IMC — e exames bioquímicos para perfil lipídico — colesterol total e frações. Também foram realizados exames para dano muscular — enzima creatina quinase e creatinina— e estresse oxidativo, com técnicas para verificação de danos aos componentes lipídicos e protéicos celulares, e defesa antioxidante não enzimática, representada pelas vitaminas antioxidantes E, C e A e glutationa reduzida. A ingestão alimentar foi determinada por meio de registro alimentar de três dias antecedentes e não consecutivos à partida avaliada.Os resultados mostraram que o percentual de gordura corporal foi semelhante em todos os métodos utilizados para avaliação da composição corporal, ficando em torno de 11%, o que é esperado para atletas, e em conformidade com outros trabalhos. Já a ingestão energética média foi de 37,6 kcal/kg. “Esse percentual está dentro dos valores de recomendação, porém com uma distribuição de macronutrientes inadequada, apresentando uma dieta rica em proteínas e em gorduras e pobre em açúcares.”Perfil lipídicoFrancine afirma que o perfil lipídico apresentou-se dentro dos valores recomendados e não sofreu alterações com o estresse físico durante as três avaliações da partida. Porém, a enzima creatina quinase (CK) e a creatinina aumentaram significativamente 30 minutos após o jogo, demonstrando dano muscular, porém voltaram aos valores basais — de antes do jogo — após 24 horas da partida. Para a pesquisadora isso evidencia uma sobrecarga dos músculos na partida em que esses jogadores foram avaliados, demonstrando que foi um jogo de grande intensidade, causando lesões musculares, porém ainda com o organismo conseguindo se recuperar no dia seguinte.“Com os treinos e competições e o fato de diversos campeonatos ocorrerem simultaneamente, essa sobrecarga é preocupante, pois provavelmente não há tempo suficiente para recuperação, tornando tal problema um ciclo vicioso, ou seja, o atleta não tem tempo de se recuperar e já é submetido a um novo estresse físico, aumentando ainda mais os problemas relatados”, diz a nutricionista.“Um dado preocupante da pesquisa é que nenhum jogador atingiu as necessidades de ingestão de vitaminas E e A, recomendadas pela Ingestão Dietética de Referência (DRI), e 65% atingiram para a vitamina C, mas não houve homogeneidade no grupo para esta vitamina”, explica. Já os valores sanguíneos para tais vitaminas também aumentaram significativamente com 30 minutos após o término da partida, sendo que as vitaminas E e A ainda mantiveram-se elevadas no dia seguinte.A pesquisadora relata que o recrutamento da defesa antioxidante não enzimática, principalmente às custas dessas vitaminas dietéticas, impediu a ocorrência de peroxidação lipídica, ou seja, não chegaram a ocorrer danos aos componentes lipídicos, representado pelo teste bioquímico Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS), o qual não apresentou alterações significativas em nenhum momento avaliado. “Como a ingestão estava deficiente, se chega à conclusão de que, provavelmente, isso aconteceu devido à mobilização dessas vitaminas nos estoques corporais. Porém, se a ingestão alimentar continuar inadequada, isso com certeza prejudicaria essa positiva reação antioxidante dessas vitaminas e ocorreriam danos celulares”, explica Francine.Por outro lado, diz, a nossa defesa endógena, formada por compostos antioxidantes já presentes no nosso organismo como, por exemplo, a glutationa reduzida, não foi suficiente para combater a oxidação protéica, visto que apresentou um aumento das proteínas carboniladas 24 horas após o jogo. Isso significa que os jogadores apresentaram um aumento preocupante de radicais livres provenientes de proteínas, demonstrando um dano aos componentes protéicos celulares do corpo.A pesquisadora lembra que, nos últimos anos, vários estudiosos já identificaram o interesse em determinar as atribuições físicas, fisiológicas e psicológicas de jogadores de futebol a fim de identificar precocemente novos talentos. Ela ressalta, no entanto, que existem poucas informações sobre o estado nutricional e hábitos alimentares de jogadores de futebol adolescentes.A pesquisa Perfil Nutricional e Estresse Oxidativo de Jogadores de Futebol Jovens foi orientada pelo professor Alceu Afonso Jordão Junior e defendida no mês de outubro de 2011.* Publicado originalmente no site da Agência USP.


por Redação da Agência USP
Pesquisa com base em mutação genética traz uma possibilidade real de cura para a hemofilia B. Foto: Galería fotográfica oficial de la Administración Nacional de la Seguridad Social. Ciência

Pesquisadores testam mutação genética para curar a hemofilia B

[caption id="attachment_37491" align="aligncenter" width="525" caption="Pesquisa com base em mutação genética traz uma possibilidade real de cura para a hemofilia B. Foto: Galería fotográfica oficial da Administración Nacional de la Seguridad Social."][/caption]Criar uma mutação genética em um ser humano para corrigir um defeito estrutural e curar uma doença grave pode parecer um cenário futurista, mas esta realidade está cada vez mais próxima. É o que indica um estudo de pesquisadores britânicos e norte-americanos em fase pré-clínica apresentado na semana passada, no  53º encontro anual da Associação Norte-Americana de Hematologia em San Diego, nos Estados Unidos.A pesquisa, uma entre os mais de quatro mil trabalhos de cientistas de todo o mundo, incluindo brasileiros, traz uma possibilidade real de cura para a hemofilia B, uma doença genética sanguínea causada pela falta ou produção defeituosa do fator IX, proteína responsável pela coagulação. Sem a substância, há elevada probabilidade de sangramentos graves, que podem causar danos permanentes a músculos e ao cérebro, por exemplo.Iniciado há mais de dez anos pelos médicos Andrew Davidoff e Amit Nathwani, o estudo injetou nos pacientes uma única dose de um vetor viral com o gene correto do fator IX para estimular a produção da proteína pelo fígado. Como resultado, os seis participantes conseguiram gerar níveis terapêuticos suficientes da substância.Quatro deles abandonaram o tratamento convencional, injeções ou infusões frequentes do fator IX, e continuam sem sangramentos espontâneos. Os outros estudados aumentaram espaçamento entre as doses da proteína.“Esperamos que o estudo possa levar à cura, mas ainda precisamos confirmar se os resultados expressivos se manterão em alguns pacientes”, diz Nathwani à CartaCapital.O cientista diz que o trabalho é o começo de uma cura e aponta a necessidade de aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas tecnologias para garantir o sucesso do experimento como um dos principais obstáculos da pesquisa. “Temos diversas interações deste teste que estão em andamento, e esperamos poder apresentar nos próximos anos os resultados completos e mais rápidos.”No estudo, os voluntários possuíam menos de 1% dos níveis normais de fator IX no sangue, mas após o tratamento os valores passaram para índices entre 2% e 11% da carga normal.Resultados animadores, mas ainda preliminares, destaca José Mauro Kutner, gerente médico do Departamento de Hemoterapia do Hospital Albert Einstein, presente no congresso. “Ainda são poucos casos estudados e a quantidade de proteína produzida é pequena, mesmo tendo possibilitado uma melhor qualidade de vida aos pacientes.”Ao todo, os voluntários foram divididos em três duplas com dosagens diferentes. Após um acompanhamento de seis a 16 meses depois do tratamento, os indivíduos que tomaram a maior dose tiveram os melhores resultados, mas também desenvolveram problemas assintomáticos, como uma leve alta das enzimas do fígado, controlados com esteróides e sem a perda dos resultados alcançados.Carmino de Souza, diretor do Hemocentro da Unicamp, diz que é preciso ficar atento aos efeitos colaterais dos estudos gênicos. “Já houve incidentes de pesquisas com essa tecnologia que culminaram na morte de diversos hemofílicos nos Estados Unidos.”Além disso, o especialista destaca que a pesquisa ainda está em “fase embrionária”. “Estas técnicas demoram décadas para serem utilizadas em larga escala, pois este é um jogo de tentativa e erro”, explica à CartaCapital.Kutner aponta, porém, que apesar de a utilização de um vírus modificado ser potencialmente perigosa, o trabalho dos pesquisadores é relevante. “Sempre que há um estudo novo, os participantes sabem que é uma tecnologia recente e os riscos são altos.”Segundo Nathwani, os testes não foram feitos com pacientes de hemofilia A devido à maior complexidade desta variedade da doença, mas futuramente poderia estender a pesquisa.* Publicado originalmente na Carta Capital.


por Gabriel Bonis, da Carta da Capital
e9 Pesquisa

Técnica do Hardiness tem função de proteção contra o estresse

Estudo com enfermeiros de um pronto-socorro de Vitória (ES) comprovou que o Hardiness tem a função de proteção contra o estresse e a insatisfação no trabalho. Hardiness, ou Personalidade Resistente, é a constatação de que algumas características na personalidade da pessoa promovem maior resistência ao estresse. A pesquisadora Karla de Melo Batista, da Escola de Enfermagem (EE) da USP, compilou dados que apontam que quanto maior o Hardiness, menor o estresse da pessoa, confirmando sua efetividade na melhora da qualidade de vida do trabalhador.Foram analisados 72 enfermeiros do Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O estudo utilizou diversos instrumentos para a coleta de dados. Os principais foram as escalas autoaplicáveis: Escala de Hardiness, validada no Brasil pela professora Patrícia Serrano, da PUC-SP, e a Escala Bianchi de Stress, desenvolvida pela professora Estela Regina Ferraz Bianchi, coordenadora do grupo de pesquisa “Stress, Cooping e Trabalho” da EE da USP e também orientadora deste trabalho de doutorado.As escalas apresentavam uma série de questões, cujas alternativas representam uma determinada pontuação. Por exemplo, a Escala Bianchi de Stress permite que o voluntário responda entre “baixo”, “médio”, “alerta” e “alto”. Já a Escala de Hardiness permite que a questão seja respondida com “não verdadeiro”, “pouco verdadeiro”, “mais ou menos verdadeiro” e “totalmente verdadeiro”. Cada alternativa tem um valor fixo pré-determinado. Ao final, o número de pontos feito pela pessoa indicará a qual grupo ela pertence, podendo variar entre não estressado e muito estressado.A Escala de Hardiness é reconhecida internacionalmente. A pesquisa de Karla, Stress e Hardiness Entre Enfermeiros Hospitalares, foi a primeira a se utilizar dela no Brasil. “O objetivo inicial era validar essa escala no país e depois refletir sobre as novas questões que ela levantaria”, diz Karla.Fatores preditores do estresseOs profissionais foram abordados em um mesmo período e analisados em conjunto. Isso evitou a identificação dos enfermeiros, pois eles permaneceram em um bloco conciso. Foram aplicadas as duas escalas, de Hardiness e de Stress.A ampla maioria era do sexo feminino, evidenciando uma característica da profissão. O fato de não ter recolhido dados de muitos homens fez com que Karla decidisse não refletir sobre a questão do gênero no contexto do estresse desse tipo de profissional.O ponto da idade foi o que se mostrou mais diverso. Foram encontrados recém-formados e muitos veteranos. Karla diz que o fator da experiência influencia muito na capacidade de o enfermeiro desenvolver o Hardiness. “A questão da graduação foi algo que sobressaltou. O enfermeiro que não tem pós-graduação tem maior nível de estresse. Ele tem mais dificuldade para coordenar suas atividades e isto o torna mais estressado”, completa.Karla diz ainda que se surpreendeu com o nível de estresse dos enfermeiros. “Eles apresentam um nível médio de estresse. Isso foi uma surpresa porque eu achei que eles seriam mais estressados”.Importância do HardinessO Hardiness é reconhecido em diversos países, proporcionando, segundo a literatura, melhor adaptação ou ajustamento a diversas doenças, como doenças pulmonares, síndrome da imunodeficiência adquirida (aids), hipertensão, esquizofrenia, transplante infantil e doença renal.Pelo fato de “compromisso”, “controle” e “desafio” serem características da personalidade, o Hardiness pode ser apreendido ou aumentado por meio de atividades de aprendizagem. Apesar disso, o conceito ainda é pouco difundido no Brasil.Ao aprimorar seu compromisso, controle, objetivos e capacidade de enfrentar desafios, o enfermeiro (e o profissional em geral) atua melhor e aumenta seu rendimento. “Essa pesquisa mostra o quanto o Hardiness é sim efetivo e pode auxiliar as instituições de saúde, melhorando o desempenho dos enfermeiros”, diz a pesquisadora.* Publicado originalmente no site da Agência USP.


por Paloma Rodrigues, da Agência USP
e7 Saúde

Brasil terá bioinseticida contra dengue em 2012

Rio de Janeiro – O país contará com um importante aliado para combater a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fabricado por uma indústria farmacêutica promete ser um divisor de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos. Criado a partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus, ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução em caixas d'água, ou em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.“No caso da dengue domiciliar, é recomendável a utilização do comprimido hidrossolúvel. O produto tem duas ações concomitantes: paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada nela”, explicou Elizabeth, engenheira bioquímica e bióloga.A pesquisadora garantiu que o bioinseticida não apresenta qualquer risco para o meio ambiente. “Nós fizemos todos os testes referentes a impacto ambiental e toxicologia da formulação em animais de sangue quente, inclusive. Temos a segurança dos produtos que desenvolvemos, justamente por serem aplicados em ambientes domiciliares.A Farmanguinhos concluiu o treinamento dos funcionários da empresa BR3, vencedora da licitação e que poderá iniciar a produção dentro de alguns meses, segundo Elizabeth. “A empresa acabou de ser treinada e está bem adiantada na implantação do projeto. Eu penso que no meio do ano que vem nós já tenhamos produtos dessa parceria tecnológica.”Além do produto contra a dengue, a Farmanguinhos licenciou mais dois bioinseticidas: contra a malária e contra a elefantíase. A pesquisadora disse que produtos com ações semelhantes já são utilizados em outros países, como a China, mas não podem ser simplesmente importados para aplicação no Brasil: “o produto tem que ser desenvolvido com especificidade para o local de aplicação. Justamente para podermos ajustar a formulação para aquele ambiente”.* Edição: Graça Adjuto.** Publicado originalmente na Agência Brasil.


por Vladimir Platonow, da Agência Brasil
e4 Mulheres

Intolerância ao glúten pode levar ao aborto durante gestação

Também conhecida como doença celíaca, a patologia pode causar diarreia e anemia.Além de calórico, o consumo exagerado de pães, massas, cerveja e produtos industrializados é apontado como responsável pelo surgimento de uma reação negativa do organismo originada pelo consumo de glúten, proteína encontrada em alimentos como a cevada, o trigo e o centeio, provocando uma sensibilidade e sinônimo de doença para cerca de 1% da população brasileira. A intolerância ao glúten tem como principal sintoma a diarreia, mas alguns outros indícios também são perceptíveis como a anemia, prisão de ventre, osteoporose, perda de peso e dificuldade de crescimento.Segundo a gastroenterologista e médica do Hospital Universitário da USP, Dra. Maíra Camara dos Santos, a doença ocorre quando o glúten é ingerido e não há a boa assimilação da proteína, ocasionando lesões na mucosa do intestino. Quanto maior a ingestão da substância, menor é a assimilação dos alimentos, fazendo com que o intestino o rejeite. “Os desconfortos abdominais, sobretudo a diarreia, são as principais queixas dos pacientes. Estudos têm observado também a relação da enfermidade com abortos de repetição (caracterizado pela perda natural do bebê duas ou mais vezes antes de completar a 20ª semana de gestação)”, revela a especialista.A intolerância ao glúten, conhecida também como doença celíaca, pode ser de caráter hereditário e surgir em qualquer idade, e é cada vez mais frequente o aumento de diagnósticos, já que muitos indivíduos podem ter a doença e nem ao menos desenvolver qualquer um dos sintomas.Ao tomar conhecimento da gravidade da doença, o governo federal sancionou a Lei 10.674, em 16/05/2003, obrigando as empresas alimentícias a explicitarem nos rótulos de seus produtos a presença ou não de glúten, com as inscrições “contém Glúten” ou “não contém Glúten”, como medida preventiva e de controle da doença celíaca.Convivendo com a intolerânciaExcluir do cardápio produtos industrializados com a presença de glúten como a cerveja, pães, massas e biscoitos é um desafio para aqueles que adoram este tipo de comida. “Alguns pacientes demonstram dificuldade em abrir mão mesmo com o diagnóstico da doença em mãos”, adverte a Dra. Maíra Camara.Como os sintomas são semelhantes aos de outras patologias, o diagnóstico é considerado difícil. No entanto, o fácil acesso à informação mais completa do produto tem permitido aos especialistas distinguir certas características presentes apenas nos casos de intolerância ao glúten, como o tipo de alimento ingerido e suas consequências. Mediante a suspeita da doença, o indivíduo é submetido a um teste de endoscopia com biopsia, para o qual é retirada uma amostra do duodeno (primeira parte do intestino delgado) para análise.Frente à confirmação do quadro, o tratamento consiste, basicamente, na exclusão da proteína da alimentação. Nesses casos, o paciente precisa compreender que o ideal não é reduzir o consumo e sim abolir definitivamente o glúten das suas refeições, já que uma porção mínima da substância pode restabelecer a doença. Na hora da compra, conferir a procedência do alimento e conferir os ingredientes presentes nos alimentos são medidas certeiras no controle da enfermidade.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação Saúde em Pauta
Segundo o estudo os fumantes são dez vezes mais propensos a ter aneurismas/Foto:Ludmila Tavares Doenças

Segundo pesquisa, dois em cada três pacientes com aneurisma são fumantes

[caption id="attachment_37476" align="aligncenter" width="425" caption="Segundo o estudo, os fumantes são dez vezes mais propensos a ter aneurismas. Foto: Ludmila Tavares"][/caption]O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo fez um levantamento de 250 casos de aneurismas nos últimos dois anos e descobriu que dois em cada três pacientes estavam ligados ao tabagismo. A pesquisa aponta que 62% dos pacientes que sofreram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.O levantamento destacou que os fumantes são até dez vezes mais propensos a apresentar hemorragias cerebrais causadas pelos aneurismas. O fumo, de acordo com a pesquisa, está diretamente ligado ao surgimento de casos em pacientes que já trataram do aneurisma ou que ainda enfrentam o problema.Segundo Rafael Vicente Alves, neurocirurgião do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, toxinas do cigarro enfraquecem uma proteína fibrosa e flexível, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. A fragilidade da proteína facilita a ocorrência de um aneurisma, espécie de abaulamento do vaso, que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria ou veia do cérebro. O sangramento causado pelo rompimento desse vaso pode levar o paciente à morte.“A doença é traiçoeira. Normalmente o paciente descobre que tem aneurisma quando ele sangra, e é um sangramento muito grave. Cerca de 12% a 15% dos pacientes evoluem para o óbito antes mesmo de chegar ao hospital”, explicou o especialista à Agência Brasil. Rafael ainda aponta que, dos pacientes que sobrevivem, cerca de 50% vão conviver com algum tipo de sequela grave.TratamentoA cirurgia é o principal procedimento para o tratamento do aneurisma. A técnica utilizada é chamada de embolização endovascular, na qual o paciente é operado com um pequeno corte feito, geralmente, próximo à virilha, por onde o material cirúrgico percorre os vasos do paciente até o local exato do aneurisma. No entanto, existem casos que precisam ser tratados pelo modo convencional, em que é feita a abertura do crânio.A pesquisa também apontou que 80% dos pacientes submetidos à microcirurgia são do sexo feminino que têm entre 40 e 60 anos. Segundo os médicos os fatores hormonais são a principal causa dos aneurismas nessas mulheres.Outras causasAlém do cigarro, existem outras causas que colaboram para o surgimento de aneurismas, como a hipertensão arterial, diabetes, alterações de colesterol, consumo de álcool e doenças infecciosas inflamatórias.“As pessoas têm de trabalhar em fatores que elas conseguem controlar. Controle de pressão, diabetes, alteração de gorduras no sangue, evitar álcool, e não só não fumar, mas também não conviver com pessoas que fumam, para evitar fumar passivamente”, ressalta o médico.* Com informações da Agência Brasil.** Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação EcoD
e6 Doenças

Criptococose, “a doença do pombo”, pode causar pneumonia e meningite

Se não tratada, doença leva à morte.É comum observar nas ruas, principalmente em parques, a assídua presença de pombos em busca de alimentos. Contudo, o grande erro cometido pelas pessoas é alimentá-los, pois esses animais podem transmitir aos humanos, por meio de um fungo chamado Cryptococcus neoformans, a criptococose, doença infecciosa provocada especialmente pela inalação de poeira contendo fezes de pombos, segundo o infectologista do Hospital Albert Einstein, Dr. Jacyr Pasternak.A criptococose não é contagiosa e compromete, sobretudo, o pulmão, ocasionando o mau funcionamento do sistema nervoso central. “Mesmo que o infectado esteja aparentemente saudável, pode desenvolver um quadro de pneumonia, visto que ela pode não apresentar nenhum indício. O surgimento de algumas doenças de pele, como a micose, também é comum, porém, a consequência mais grave é a meningite que, se não tratada, leva à morte”, alerta o especialista.Os sinais constantemente observados na enfermidade são dor de cabeça, febre, tosse e sonolência. Como a meningite é a consequência mais grave, é necessária atenção máxima quanto às dores na cabeça, visto que inicialmente a dor é passageira. No entanto, com o avanço da doença, a piora é imediata elevando as chances de um quadro de coma.Os portadores da aids representam um elevado risco para o desenvolvimento da criptococose e, embora não haja uma estimativa recente quanto à incidência da enfermidade no país, acredita-se que, em 2006, de 10% a 15% dos portadores do vírus HIV contraíram a doença em alguma fase da vida, principalmente entre os homens, por apresentarem mais casos de aids do que as mulheres. Entretanto, com o avanço no tratamento dos pacientes com a doença, o número de casos também diminuiu.Eficácia da prevençãoÉ indispensável a precoce análise clínica do quadro de criptococose, de modo que medidas preventivas, como o não contato com esses animais, evitem a evolução. No entanto, mediante a confirmação do diagnóstico, “são realizados testes clínicos e um exame sorológico que medem a presença do fungo no pulmão, no sangue ou em outros órgãos”, revela o Dr. Jacyr Pasternak. O tratamento dura, em média, de quatro a seis semanas, e em pacientes com aids o acompanhamento é mais longo, fazendo uso de medicação supressiva até a melhora do organismo.O alerta também é direcionado àqueles que já desenvolveram a patologia e, apesar de não apresentarem um novo episódio, há chances de uma recaída. Embora pareça assustadora, a criptococose é facilmente curável mediante o cumprimento das recomendações médicas, ainda que manter os pombos distantes seja o melhor caminho.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação Saúde em Pauta
Igreja é contra a distribuição gratuita da pílula em instituições católicas (Reprodução/The Economist) Mulheres

Rezando pela pílula

[caption id="attachment_37494" align="alignleft" width="270" caption="Igreja é contra a distribuição gratuita da pílula em instituições católicas. Foto: Reprodução/The Economist"][/caption]Utilização da pílula por freiras para fins terapêuticos levanta polêmica na Igreja Católica.A Igreja Católica condena todas as formas de contracepção, uma política que Paulo VI colocou em detalhes na Humanae Vitae de 1968. As décadas subsequentes tiveram várias discussões com autoridades seculares sobre o uso de pílulas anticoncepcionais. Mais recentemente, bispos norte-americanos brigaram para impedir a lei de saúde de Barack Obama de fornecer contracepção gratuita. A Igreja já conseguiu uma exceção para mulheres que trabalham para uma igreja, mas quer também conseguir impedir que a medida seja oferecida a mulheres que trabalhem em qualquer instituição católica, mesmo que as mulheres em questão não sejam católicas e que a instituição tenha um propósito secular, como escola ou hospital. Considerando tudo isso, pareceria improvável que a igreja iria querer dar a pílula para suas freiras.No entanto, é precisamente isso que um artigo na Lancet sugere. Seus autores, Kara Britt e Roger Short, da Monash University e da University of Melbourne, pedem que a Igreja fornceça pílulas anticoncepcionais às freiras. Freiras precisam da pílula não só para prevenir gravidez, mas para prevenir câncer.Em 1713, os autores escrevem, um médico italiano observou que freiras tinham um índice muito alto de “peste maldita”, câncer. Estudos modernos confirmaram que católicas têm um risco maior do que outras mulheres de morrer de cânceres de mama, ovários ou útero. Mulheres com filhos têm menos ciclos menstruais graças à gravidez e à amamentação (que suspendem a menstruação). Outros estudos estabeleceram uma relação entre ciclos menstruais e prevalência de câncer, com menos ciclos significando risco menor. Freiras — que são submetidas ao celibato — têm mais ciclos do que a maioria das mulheres e, portanto, têm um risco maior de desenvolver câncer.A pílula pode ajudar a neutralizar isso. A mortalidade geral de mulheres que usam, ou usaram, contracepção oral, é 12% menor do que a das que nunca usaram. O efeito sobre os cânceres de ovário e endométrio é maior: o risco nesses casos despenca cerca de 50%. Britt e Short apresentam um caso médico convincente. Mas, é improvável que faça a Igreja Católica mudar de ideia.* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.


por Redação Opinião e Notícia

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