Nutricionista alerta sobre o perigo do consumo excessivo de carne vermelha

Alimentação

Nutricionista alerta sobre o perigo do consumo excessivo de carne vermelha


por Hortência Guedes, da Web Rádio Saúde


De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, os cânceres de intestino e cólon estão diretamente ligados à má alimentação. O estudo mostra que a carne vermelha, por exemplo, pode representar um grande perigo à saúde, se for preparada em altas temperaturas. A nutricionista da unidade técnica de alimentação e nutrição ligada ao Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, Sueli Couto, explica que a carne vermelha é uma excelente fonte de proteína, mas o excesso de calor durante o cozimento favorece a liberação de substâncias tóxicas que podem acabar entrando em contato com a parede do intestino. “É uma substância cancerígena que fica impregnada na carne. Então, é preciso ter cuidado. Eu sugiro que as pessoas façam o uso da carne mais no forno do que na brasa ou grelhada . Essa é uma dica que a gente faz, recomendação do Ministério da Saúde, porque realmente estas substancias produzidas por essa forma de preparo expõem a população a um maior risco de desenvolvimento da doença. E considerando que o câncer de cólon e reto está sendo o terceiro câncer na população de incidência, é preciso precaução”, alerta a especialista. Segundo Sueli Couto, comer frutas, verduras e legumes com frequência ajuda a evitar que as substâncias tóxicas liberadas pela carne vermelha fiquem no organismo por muito tempo. “A fibra tem a função de carrear essas gorduras para fora do corpo, faz o intestino funcionar melhor e essas substâncias não ficam no intestino por muito tempo. A questão da carne acompanhada de alimentos protetores certamente vai melhorar a qualidade de vida dessa pessoa”, recomenda. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde recomenda o consumo de 300g a 500g de carne vermelha por semana. Para saber mais sobre as ações de atenção nutricional do Sistema Único de Saúde (SUS) acesse www.saude.gov.br. * Publicado originalmente no site Blog da Saúde.

Exemplo. Em plena atividade aos 93 anos, a escritora Tatiana Belinky lançou dois livros em 2012. Foto: Valéria Gonçalvez Artigo

O descanso não traz felicidade

A Dra. Elizabeth Mokyr Horner, da Universidade da Califórnia, publicou um interessante estudo no Journal of Happiness Studies. Segundo a pesquisa, os homens, após se aposentarem, passam por alguns estágios psicológicos comuns a todos eles. E, aos 70 anos de idade, o índice de satisfação com a vida se estabiliza em um patamar inferior, independentemente da idade em que se aposentam. [caption id="attachment_73248" align="alignleft" width="300" caption="Exemplo. Em plena atividade aos 93 anos, a escritora Tatiana Belinky lançou dois livros em 2012. Foto: Valéria Gonçalvez"][/caption] Com a evolução da medicina, os humanos sobrevivem mais. Foram mais de 30 anos ganhos em pouco mais de um século. Hoje, não é raro encontrarmos indivíduos idosos trabalhando ou praticando exercícios, com condições plenas de saúde ou até centenários em plena atividade. Esse ganho na sobrevida aumentou muito a demanda de benefícios previdenciários e a utilização dos serviços públicos em geral, tornando deficitária a grande maioria dos programas de saúde e previdência no mundo. A questão de quando devemos parar de trabalhar arde nos pensamentos das pessoas que estão chegando na idade para tal. A definição de “velho” também mudou, e a que mais se adequa hoje em dia é a de alguém duas ou três décadas a mais que a gente. A pesquisadora analisou dados de mais de 18 mil homens entre 50 e 70 anos, aposentados ou próximos de se aposentar. Eles vivem em países da União Europeia e os entrevistou durante anos buscando saber o quão felizes estavam nos diferentes períodos de aposentadoria até atingirem os 70 anos. O estudo revela que, logo após nos aposentarmos, o índice de satisfação com a vida e a sensação de bem-estar cresce rapidamente. Mas, após alguns meses, esse índice cai rapidamente e se estabiliza, até chegarmos aos 70 anos, independentemente da idade de aposentadoria. A conclusão da pesquisadora é que se aposentar mais tarde apenas atrasa um ganho de qualidade de vida que na re­alidade é fugaz. Aposentar-se tardiamente não reduz o índice de satisfação com a vida e, portanto, pode ser uma opção para as pessoas que ainda se sentem produtivas e estão felizes no ambiente de trabalho. Para a autora, aposentar-se tem apenas um efeito “marginal” na felicidade das pessoas e aposentadoria tardia seria uma boa saída para os países endividados. Dieta cara Todos nós, médicos, elegemos a dieta do Mediterrâneo como a mais saudável e insistimos para que as pessoas no mundo todo a adotem, sem contudo, perceber que o custo dela pode torná-la inviável. É o que está acontecendo até lá mesmo, no Mediterrâneo. Um estudo da Universidade Católica de Compobasso na Itália e publicado no British Medical Journal, avaliou informações na dieta de 13 mil pessoas da região e se houve mudança nos seus hábitos alimentares desde 2005. Os autores descobriram que as pessoas com menor renda trocaram a dieta do Mediterrâneo por uma dieta mais rica em carboidratos, o que provocou uma pandemia de obesidade nos países europeus. Segundo a pesquisadora Marialaura Bonaccio, 72% dos europeus mais ricos ainda permanecem se alimentando de maneira saudável e tem apenas 20% de obesos entre eles, enquanto 36% dos mais pobres padecem de obesidade. Para os autores, a queda do poder aquisitivo dos europeus deve ser a principal causa de obesidade entre eles. Imagine o que pode acontecer no Brasil, onde a renda per capita da população não chega a um terço da dos europeus. * Publicado originalmente no site Carta Capital.


por Rogério Tuma*
sa1 Saúde

Ômega-3: substância abundante nos peixes é ótima para a saúde, confirma pesquisa

Já são milhares de testes clínicos e pesquisas que buscam confirmar ou não os benefícios do ômega-3 para o organismo. Muitos chegavam a conclusões totalmente opostas. Mas uma metanálise – revisão de diversos artigos anteriores – pode por fim à questão. A pesquisa sobre os benefícios do ômega-3 – um ácido graxo abundante nos peixes – chegou à conclusão de que a substância é sim benéfica para o organismo. Especialmente para a saúde do coração. Mas não é só os peixes que podem fazer bem para a saúde quando o assunto é o ômega-3. A semente de linhaça e de chia também são ricas nesse tipo de substância, mas são menos efetivas do que o ômega-3 encontrado em peixes de águas geladas (como o salmão). Levedura e mesmo algas, como aquelas normalmente usadas na culinária japonesa, também. “Após décadas de pesquisa sobre o ômega-3, agora fica mais claro que esse é o tipo de substância que faz bem para a saúde, em algum nível”, diz Donald Jump, principal autor da pesquisa publicada no periódico Journal of Lipid Research e pesquisador do Instituto Linus Pauling, nos EUA. “A dúvida persistente é se esse tipo de alimento também beneficia a saúde do coração de quem já tem um problema instalado. Mas as pessoas saudáveis podem proteger a saúde cardíaca com o ômega-3, com certeza”, completa. Além disso a metanálise constatou os benefícios do popular “óleo de peixe” para as funções cognitivas e no controle da demência senil, melhora em condições inflamatórias e – outra dúvida que ainda não está completamente clara – na diminuição do risco de alguns tipos de câncer, como aqueles que atacam o cólon. Graças a tudo isso, diz o autor, é possível afirmar que o ômega-3 contribui para aumentar a expectativa de vida do indivíduo também. Lembrando que sua forma integral nos alimentos ainda é melhor que os suplementos, complementam os pesquisadores. * Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
s6 Saúde

Hipertensão: técnica cirúrgica é opção para o controle da condição

A hipertensão ou pressão alta traz grandes problemas para o organismo. Fissuras e lesões em diversos órgãos, além do maior risco de AVC e problemas do coração estão entre as complicações associadas à doença. E pior: muitos pacientes sofrem com a chamada hipertensão refratária, que nem os remédios conseguem controlar. “Aproximadamente 15% dos pacientes com hipertensão sofrem da variação chamada de ‘refratária’, que é quando não há o controle do problema mesmo usando diversos remédios conjuntamente. Alguns chegam a usar três ou mais tipos de medicamento para tentar controlar a condição”, explica Eduardo Saad, cardiologista do Serviço de Arritmias do Centro de Fibrilação Atrial do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. Para tratar esse problema uma equipe multidisciplinar brasileira está testando um novo procedimento já comum na Europa e amplamente utilizado nos hospitais da Alemanha. Ao invés de concentrar o tratamento com medicamentos, o novo processo interrompe os sinais que passam através da artéria renal e do nervo próximo a ela, que faz a comunicação entre os rins e o cérebro. “As pesquisas mais recentes da área demonstraram que uma disfunção nesse nervo é um dos causadores da hipertensão. Essa nova técnica, chamada de ‘denervação renal’, conseguem reverter a versão refratária da hipertensão”, diz Saad. Os pacientes, nesse caso, não deixam de tomar remédios para controlar a pressão, mas ficam mais sensíveis ao tratamento, deixando de lado a necessidade de uso combinado de vários fármacos, que na maioria das vezes não dão conta de deixar o paciente em segurança contra a hipertensão. Diminuindo o consumo dos remédios também diminui os riscos de outros problemas como interações medicamentosas, por exemplo. Cirurgia simples “A cirurgia é do tipo minimamente invasiva e usa-se um cateter – ou seja, é uma espécie de cateterismo – que é inserido através de uma artéria que passa pelos rins. Ao fazer a ablação da artéria renal o nervo também é afetado e aos poucos a hipertensão refratária passa a ser melhor controlada”, detalha Saad. “Após 24 horas de observação o paciente já está em condições de ir para casa”, completa o especialista que apresentou seus resultados de pesquisa no Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, que ocorreu semana passada em Curitiba (PR). Os resultados são tão animadores – assim como demonstraram pesquisas em outros países – que a Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca (Sobrac) tem incentivado novas pesquisas e difusão da técnica em treinamentos na área de cardiologia. Vale lembrar que 35% da população brasileira com mais de 40 anos sofre com a hipertensão, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Com base nesses números é possível que aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros sofram com a versão refratária da doença. “Estamos detalhando os protocolos de pesquisa, o que quer dizer que em pouco tempo os médicos e pacientes com a hipertensão refratária poderão contar com uma opção bastante efetiva e que pode diminuir o impacto na saúde causado pela pressão alta”, finaliza Saad. * Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
s1 Alimentação

Alimentação balanceada reduz em 35% o risco de um segundo ataque cardíaco

Boa alimentação protege contra ataque cardíado, especialmente em quem já teve um. Pacientes com problemas de coração e que sobreviveram a um ataque cardíaco normalmente assumem a postura que apenas tomar os medicamentos indicados pelo seus médicos é o suficiente para protegê-los. O mesmo vale para aqueles que já tiveram um AVC e que, no primero momento, prometem mudar seus hábitos alimentares, mas sempre se esquecem com o tempo. Mas um estudo recente, publicado no periódico Circulation, confirma que o principal efeito protetor para a saúde desses indivíduos, especialmente para aqueles que já tiveram problemas anteriormente. O estudo partiu justamente do acompanhamento desses pacientes que já haviam tido um ataque cardíaco ou AVC. Pessoas com as dietas mais saudáveis – consumiam muitas frutas, vegetais, alimentos integrais, nozes e amêndoas e preferiam o peixe ao consumo de carne vermelha – tinham 35% menos chances de terem um segundo episódio do coração e 19% menos riscos de acidente vascular cerebral (o popular derrame). O estudo analisou dados de mais de 32 mil pessoas em 40 países. “Algumas vezes os pacientes acham que apenas continuar o tratamento farmacológico para a hipertensão e o colesterol é o suficiente e que não é preciso modificar hábitos alimentares, o que é uma ideia errada”, diz a autora Mahshid Dehghan, pesquisadora da Universidade de McMaster, no Canadá. Os pesquisadores, entretanto, também chamam a atenção para o fato de quem se preocupa com a dieta também têm outros hábitos saudáveis associados, como fazer algum tipo de atividade física. E o estudo, claro, não contradiz as indicações dos médicos: uma boa dieta deve estar associada ao tratamento indicado e remédios que controlem outros problemas de saúde. * Publicado originalmente no site O que eu tenho.  


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
s5 Entrevista

Mineração: Amazônia precisa definir ‘macro-objetivos’

Diretor do Instituto Peabiru, João Meirelles Filho, fala da criação de um Fundo Soberano para destinar recursos da mineração para educação, saúde, segurança fundiária e ciência & tecnologia. Na semana em que Belém recebe o II Encontro Pan-Amazônico do Fórum Amazônia Sustentável, de 5 a 7 de dezembro, no Hangar Centro de Convenções, o diretor do Instituto Peabiru, João Meirelles Filho, discute as oportunidades e riscos da mineração na Amazônia. Levanta ainda outras questões que envolvem um ‘novo mega-ciclo desenvolvimentista’ que se inicia na região com a previsão de investimentos em grandes projetos. Meirelles defende a criação de um Fundo Soberano para a Amazônia, com o objetivo de destinar recursos da mineração para educação, saúde, segurança fundiária e ciência & tecnologia. “É preciso tratar da construção e não da compensação”, diz. Ele aponta ainda para necessidade de iniciar o diálogo com as populações locais, criando-se um pacto local e regional, assim que começam os estudos e planejamento de um empreendimento de mineração em uma região. “Este grande pacto deveria efetivamente envolver todos os atores locais legítimos, impactados pelos empreendimentos”, afirma. Para o diretor do Instituto Peabiru, as discussões devem começar pela conservação da biodiversidade, a segurança fundiária e a qualidade de vida e segurança dos povos que vivem nas áreas afetadas. “Se sabemos que ali será plantada uma mineração, uma hidrelétrica, daqui a vinte ou trinta anos e esta é a estratégia nacional, não se pode esperar que o caos se implante para resolver questões básicas”, completa. A questão perpassa a reflexão sobre qual modelo de desenvolvimento a Amazônia quer empreender: continuar exportando commodities ou verticalizar a produção. “Deve-se transportar o minério até os portos? Ou processá-lo na boca da mina, ao lado da hidrelétrica?”, questiona. A entrevista é a primeira de uma série de debates que serão publicadas mensalmente no site do Instituto Peabiru, envolvendo as áreas temáticas de atuação da ONG, como desenvolvimento local e áreas protegidas, cadeias de valor inclusivas e responsabilidade social corporativa. – Como a mineração na Amazônia poderia ser diferente de outros lugares do planeta? Temos a oportunidade histórica de fazer diferente se constituirmos, como parte da “licença social para operar” um Fundo Soberano para a Amazônia – que abranja os resultados (royalties) de todas as atividades que impactam o socioambiente – a mineração (inclusive o petróleo), a geração de energia das hidrelétricas, a agropecuária, a pesca industrial etc. O Brasil vive hoje a discussão acerca do pré-sal. Deveria, entretanto, levar este mesmo debate para a Amazônia. Um fundo soberano é para tratar das “macro-questões”. No caso da Amazônia, antes de novo mega-ciclo desenvolvimentista que se inicia, e avança desordenadamente, é preciso que se definam os “macro-objetivos”. Quem efetivamente se preocupa com a questão já possui uma agenda clara. Apenas para citar alguns exemplos, esta inclui priorizar: os direitos cidadãos (especialmente de povos e comunidades tradicionais), a segurança fundiária, a ciência & tecnologia, a conservação da biodiversidade e a conservação da água. Precisamos atrelar a “licença social para operar” a estas “macro-questões”. - Qual a sua avaliação sobre a mineração como economia para o desenvolvimento da Amazônia? De um lado, os investimentos anunciados são espetaculares, os empreendimentos são dezenas de vezes o PIB das regiões onde se instalam. Isto só demonstra que a Amazônia mineral é assunto nacional, estratégico e, muitas vezes superior à Amazônia vegetal ou animal, pelo menos enquanto a biodiversidade e os serviços ambientais pouco valerem pela baixa aplicação de ciência & tecnologia e falta de regulação. Ao mesmo tempo, a mineração é o reino do planejamento, estuda-se pelo menos dez anos antes, ou mais. Porém, o que se pratica, é um pouco distinto, especialmente no que concerne à "macro-licença para operar". Explico-me. Não se articula, a tempo, e que deveria preceder os próprios empreendimentos, um grande pacto local e regional. Esta "macro-licença para operar" se refere às decisões estratégicas, aos grandes pactos que ultrapassam o mero mandato político de quatro anos, ou mesmo, o espaço geracional. E por isto, não é legítimo negociá-la com o prefeito, o vereador, o governador, o secretário, pois seu mandato é de curto prazo. A sociedade precisa criar mecanismos mais claros – como o Fundo Soberano. - O alto consumo de energia de algumas das indústrias relacionadas à mineração, como do alumínio, seria um fator que as tornam incompatíveis com atividades econômicas sustentáveis? Cabe à nação brasileira responder. Que modelo de desenvolvimento queremos? A vida útil de uma usina hidrelétrica supera ou equivale à da própria mineração e afeta pelo menos três gerações. Queremos um Brasil que continue exportando commodities de baixo valor? E dependentes de flutuações cambiais, jogos comerciais de compradores oligopolistas? Ou consideramos verticalizar a produção? Articulamos efetivamente a sociedade para discutir a agregação de valor – e discutir os seus impactos socioambientais? Ainda estamos na idade da pedra lascada. E agregar conhecimento e valor, é possível? O nível tecnológico alcançado afirma, que sim. O alumínio é um dos metais mais versáteis e relacionados ao futuro. É inegável sua posição estratégica. Agora, a nação brasileira não discute o que fazer, e se deve associá-lo a hidrelétricas. Deve-se transportar o minério até os portos? Ou processá-lo na boca da mina, ao lado da hidrelétrica? Quais são as oportunidades e consequências? Esta decisão não é de uma empresa e sim de uma Nação! Se sabemos que ali será plantada uma mineração, uma hidrelétrica, daqui a vinte ou trinta anos e esta é a estratégia nacional, não se pode esperar que o caos se implante. Mesmo porque o custo socioambiental destas soluções é sempre doloroso e mais caro. - Em matéria no site IPS, você aparece como uma voz de defesa do alumínio na Amazônia. Por quê? A defesa é pela abertura do diálogo. Como queremos ter computadores pessoais, utilizar aviões e toda a tecnologia onde o alumínio se coloca? A partir de que momento vale a pena investir na exploração da bauxita da Amazônia? O que esta exploração agrega de valor ao Amazônida? Não se trata apenas de um preço e sim de um “macro-acordo” com a comunidade envolvida e impactada. Hoje sabemos que este debate é insuficiente. Há alguns dias, no Congresso Brasileiro de Mineração, em Belém, promovido pelo Instituto Brasileiro da Mineração – IBRAM, na temática de "mineração e terras indígenas" não havia um único indígena na platéia ou na mesa de trabalhos – como é possível realizar construir uma posição respeitosa se tratamos esta questão desta forma? Além disto, a mineração na Amazônia tem implicações globais – na divisão do trabalho, no emprego da energia, na conservação da biodiversidade, no clima planetário etc. – quem no mundo irá transformar o minério adicionando energia elétrica e entregar um produto para a industria manufaturar? E o Brasil, definiu seu papel? E na cadeia do minério de ferro, qual o impacto da participação de Moçambique, da Colômbia, da China ou mesmo do restante do Brasil? A Amazônia precisa compreender estas implicações e discutir estas questões abertamente. - Apoiar a mineração é apoiar um processo positivo de transformação social na Amazônia? De que maneira isso poderia acontecer? Sem mineração não há civilização contemporânea. Não se trata de apoiar e sim encontrar maneiras de conciliar e ter clareza sobre as consequências “macro” de cada modelo socioeconômico. O problema é que o acesso a informações é extremamente desigual entre as partes interessadas, assim como a distribuição de poder de decisão sobre o tema. - O que o Instituto Peabiru propõe como caminho para que os povos da Amazônia se beneficiem dessa 'vocação mineral? A questão das "macro-licenças" é para tratar das "macro-consequências". Preferimos fotografar as ambulâncias, caminhões de lixo e motocicletas para a polícia que materializam as ditas "compensatórias". Em seu lugar deveríamos plantar escolas, valorizar e fortalecer as capacidades humanas locais, fortalecer o tecido social para que não se esgarce nas desfaçatezas ocasionadas pela migração de dezenas de homens solteiros em busca, legítima, de trabalho, vencer na vida. Nosso papel como organização da sociedade civil, é fortalecer as capacidades humanas das comunidades locais para que alcancem negociar o seu presente e futuro. Trata-se de alcançar a plena cidadania, em que os cidadãos não delegam a outrém a decisão sobre suas vidas. O maior desafio para nós, que convivemos com o tema do investimento social de grandes empresas, é criar um ambiente colaborativo, para que seus tomadores de decisão percebam que transformações sociais são processos de longo prazo. Neste sentido, é essencial compreender que é preciso tratar de “construção” e não de “compensação”; de criação de um ambiente de colaboração e encorajamento, que substitua o “projeto de curto prazo” e ações assistencialistas. Os projetos de investimento social deveriam se dedicar a fortalecer as capacidades humanas locais, Parafraseando o poeta russo Iosif Brodsky, Nobel de literatura, De que maneira se pode construir uma sociedade nova? Não se começa pelas fundações e nem pelo teto: começa-se fabricando tijolos novos”. (Envolverde)


por Redação do Instituto Peabiru e Envolverde
Estudos indicam a influência positiva das dietas e dos exercícios regulares. Ilustração: Mini Morgan Artigo

Ginástica terapêutica

Estudos e mais estudos têm confirmado a impressão dos médicos e dos cientistas da saúde pública. Pessoas com hábitos de vida, digamos, não muito saudáveis apresentam um risco excessivo de desenvolver doenças graves, como o câncer. Os cânceres de próstata e de mama são muito mais frequentes em pessoas obesas e sedentárias do que em atletas. [caption id="attachment_72588" align="alignleft" width="356" caption="Estudos indicam a influência positiva das dietas e dos exercícios regulares. Ilustração: Mini Morgan"][/caption] Até aí tudo parece intuitivo. Os cidadãos sabem, conhecem e reconhecem os benefícios do exercício físico regular e das dietas balanceadas na manutenção de uma boa qualidade de vida e saúde. Mas todos, eu incluído, temos a tendência de esquecer esses princípios e escorregar periodicamente na areia do sedentarismo e do sobrepeso. Até o dia que um médico qualquer detecta um câncer. Voltando para casa, os pacientes assim diagnosticados refletem e alguns se arrependem do modo de vida passado. Como não é, ainda, possível voltar no tempo e corrigir condutas prévias, surge a questão persistente: mudar o estilo de vida agora, após um tratamento de câncer, tem algum valor? Mesmo porque já ocorreu o câncer. Seria tarde demais para evitar esse mal? A resposta não é tão simples. Tanta coisa muda após o diagnóstico e o tratamento de câncer, que fica mais difícil identificar com nitidez o impacto de uma mudança pontual de estilo de vida sobre o prognóstico e a evolução de um paciente com tumor maligno. Cientistas liderados pelo doutor S. Mishra, da Universidade do Novo México (EUA), examinaram recentemente as evidências médicas já publicadas em revistas especializadas sobre o benefício da atividade esportiva sobre 4.826 doentes portadores de câncer durante o período do tratamento. O exercício regular influenciou claramente a qualidade de vida desses doentes. Ao mesmo tempo, os pesquisadores detectaram efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes, mas somente quando a intensidade do exercício era moderada ou elevada. Não ficou claro o impacto de exercícios mínimos ou leves. Outro estudo publicado em revista médica há poucos dias sorteou pacientes obesas, operadas e tratadas com quimioterapia e radioterapia pelo diagnóstico de câncer de mama precoce, para seguimento normal ou intervenção ativa com exercícios físicos orientados e programa de dieta hipocalórica. Os pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, separaram 90 mulheres tratadas de câncer no seio em dois grupos. No primeiro, chamado de controle, as pacientes não recebiam nenhuma orientação especial, seguidas de forma rotineira. No segundo grupo, as doentes eram submetidas a um programa que consistia em três sessões de exercícios aeróbicos por semana e aconselhamento nutricional individualizado para reduzir o peso. Elas tinham de anotar continuamente seu consumo diário de alimentos e líquidos para um controle rigoroso de sua ingestão de proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas. Os resultados do estudo foram encorajadores. Mesmo uma pequena redução do peso, em média ao redor de 1 quilo nesse grupo de pacientes, teve impacto detectável em todos os parâmetros medidos, incluindo colesterol, triglicérides e circunferência abdominal. Os índices de qualidade de vida, referidos pelas doentes, também foram significativamente superiores no grupo que fez dieta e exercícios. Apesar de essa pesquisa ser considerada preliminar e incluir poucos pacientes, os resultados foram animadores em estabelecer que pequenas mudanças de hábitos diários podem modificar a evolução de pacientes com câncer de mama tratadas. Fica óbvia, no entanto, a necessidade de realizar um estudo mais completo para ter certeza desses resultados, pois o desenho da pesquisa atual respondeu a poucas perguntas e criou dúvidas ainda maiores. * Riad Younes é médico, diretor clínio do Hospital Sírio-Libanês e professor da Faculdade de Medicina da USP. ** Publicado originalmente no site Carta Capital.


por Riad Younes*
Chiados no peito, falta de ar e aumento de cansaço são alguns dos sintomas das doenças respiratórias em crianças. | Foto: KidStock/Blend Images/Corbis Saúde

Pais devem ficar atentos a doenças respiratórias em crianças

[caption id="attachment_72579" align="alignleft" width="300" caption="Chiados no peito, falta de ar e aumento de cansaço são alguns dos sintomas das doenças respiratórias em crianças. | Foto: KidStock/Blend Images/Corbis"][/caption] A bronquiolite é uma doença que se caracteriza por uma inflamação nos bronquíolos e que, geralmente, é causada por uma infecção viral. Geralmente, ela afeta crianças de até dois anos de idade, sendo que a maioria dos casos ocorre entre três e seis meses de idade. Segundo a pneumopediatra Maria Isabel Athaide, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde, a bronquiolite é uma doença sazonal e mais frequente nos meses de outono e inverno (entre maio a setembro). “No inverno é uma das principais causas de hospitalização em crianças. Com o surgimento dos sintomas, nós avaliamos o caso e se for necessário, a criança passa por uma terapia de suporte com oxigênio, hidratação e eventualmente é utilizado antibiótico por conta da gravidade”, destaca. Ao contrário da bronquiolite, a pneumonia apresenta vírus diferentes e pode ser ocasionada por causas virais e bacterianas. A pneumonia viral normalmente começa como um resfriado e vai piorando aos poucos. A criança pode ter febre acima de 38,5 graus, tosse que não melhora, além de respiração rápida e curta. O início da pneumonia bacteriana tem um começo mais repentino. Os sintomas aparecem de uma hora para outra: febre alta, acima de 39 graus, respiração curta e ofegante e tosse. A perda de apetite e a falta de energia também são sintomas recorrentes. O tratamento vai depender do tipo de pneumonia, do estado geral da criança e da idade dela. Ele pode ser feito com a utilização de antibióticos. Caso a criança esteja fraca, pode ficar internada em observação recebendo líquidos na veia e poderá respirar com a ajuda de uma mascara de oxigênio. Independente do tratamento é importante destacar que o tabagismo durante a gravidez e período pós-parto é um fator de risco que aumenta a chance do desenvolvimento de doenças, como asma, pneumonia e otites. “A prevenção mais efetiva de doenças respiratórias em gravidez é evitar tabagismo. As mães que fumam durante a gravidez podem ter os filhos com maior predisposição de adquirir doenças respiratórias”, reforça a pneumopediatra. Ela conclui que o aleitamento materno efetivamente é o único fator de proteção contra a bronquiolite. “O leite materno carrega fatores de imunidade que a mãe passa para o filho. Comprovadamente, os bebês que são amamentados têm menos chance de desenvolver a doença”, finaliza Maria Isabel Athaide. Palivizumabe - Nesta segunda-feira (03), uma portaria publicada pelo Diário Oficial da União incorporou o palivizumabe na lista de medicamentos que devem ser fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), usado na prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças de até 2 anos com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita. “O Palivizumabe é uma alternativa de prevenção contra doenças pulmonares especificamente pelo vírus sincicial respiratório de bronquiolite em crianças que apresentam um alto risco ao desenvolver esta doença, prematuras e determinas cardiopatias. A importância do medicamento é que ele pode reduzir a taxa de internação em geral e em alguns grupos diminuir também a mortalidade na infância”, explica a neuropediatra do GHC. Rede Cegonha – A estratégia Rede Cegonha acompanha o crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 24 meses de idade. Há a orientação sobre todos os cuidados necessários para a mulher e seu bebê, promoção e incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento do calendário de vacinação. Além disso, as mamães podem ter acesso a informações e disponibilização de métodos de planejamento familiar e a consultas e atividades educativas. Para ter acesso à Rede Cegonha, basta a gestante procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). * Publicado originalmente no site Blog da Saúde.


por Gabriella Vieira, do Blog da Saúde
As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março. Foto: Fartese Clima

Ano de 2012 é considerado o nono mais quente desde 1850, aponta ONU

[caption id="attachment_71968" align="aligncenter" width="450" caption="As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março. Foto: Fartese"][/caption]   O ano de 2012 entrou para os recordes como o nono em temperaturas mais altas desde 1850, apesar do efeito do La Niña, um fenômeno meteorológico que deveria ter uma influência de resfriamento sobre a atmosfera da Terra, segundo um novo relatório da ONU, divulgado na quarta-feira, 28 de novembro, durante a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-18), em Doha, no Catar. As altas temperaturas foram acompanhadas pela fusão sem precedentes de gelo do mar Ártico e extremos climáticos que afetaram muitas partes do mundo. Os resultados estão entre os destaques do Comunicado Provisório sobre o Estado Global do Clima em 2012, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que fornece um resumo anual do tempo e eventos climáticos ao redor do mundo. As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março de 2013. "As mudanças climáticas estão ocorrendo diante de nossos olhos, e continuarão ocorrendo como resultado das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que têm aumentado constantemente e alcançaram novamente novos recordes", afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. Eventos extremos notáveis foram observados em todo o mundo durante o período de janeiro a outubro, segundo o relatório. O documento inclui ondas de calor na América do Norte e Europa, a seca nos Estados Unidos, China, Brasil e partes da Rússia e da Europa Oriental, inundações na região do Sahel, Paquistão e China, e neve e frio extremo na Rússia e na Europa Oriental. Além disso, a bacia do Atlântico também sofreu uma temporada de furacões acima da média pelo terceiro ano consecutivo, com um total de 19 tempestades e 10 furacões, o principal deles sendo o Sandy, que causou estragos em todo o Caribe e na costa leste dos EUA. O Leste da Ásia também foi severamente impactado por tufões poderosos, o maior sendo o Sanba, que atingiu as Filipinas, o Japão e a Península Coreana. * Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
dengue Dengue

Diminuem casos graves e mortes por dengue no país

Queda é reflexo da organização da rede, diagnóstico e tratamento oportuno e capacitação dos profissionais de saúde O número de casos graves de dengue caiu este ano 64% em comparação a 2011. A queda foi muito maior se forem considerados os números de 2010 – percentual de redução de 78%. Enquanto de janeiro ao início de novembro em 2010, os casos graves da doença chegaram a 17.037, no mesmo período de 2012, o número caiu para 3.774. A tendência de queda já havia sido percebida em 2011 quando foram registrados 10.507 casos graves. Os dados constam no balanço epidemiológico divulgado nesta terça-feira (27) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atribui a tendência de queda a diversos fatores, como a organização da rede pública e uma maior conscientização da população na adoção hábitos de prevenção. "Os dados mostram que nós estamos no caminho certo. Conseguimos um cenário de redução de casos e óbitos com uma estratégia de enfrentamento da dengue: não apenas ir atrás do mosquito, mas ainda uma melhoria da assistência básica, capacitação dos profissionais, aprimoramento das ações e informatização dos dados de vigilância epidemiológica", destacou. Dos 26 estados, 23 mais o Distrito Federal apresentaram reduções importantes de casos graves em 2012, com exceção de Alagoas, Mato Grosso e Goiás, onde houve aumento (conforme tabela abaixo).  O estado que apresenta maior redução é o Amazonas com queda de 96% em relação ao mesmo período do ano passado, seguido pelo Acre (94%), Roraima (94%) Paraná, (93%), São Paulo (83%), Espírito Santo (78%) e Rio de Janeiro (76%). Em números absolutos, o estado do Rio de Janeiro foi o que apresentou a maior redução de casos graves, registrando 891 casos graves de janeiro ao início de novembro de 2012, contra 3.783 no mesmo período do ano passado. A quantidade de óbitos por dengue, no Brasil, também apresentou queda de 63% em comparação com 2010. De janeiro até a primeira semana de novembro, foram confirmados 247 óbitos, sendo que no mesmo período de 2010 foram 672 óbitos. Se a comparação for feita com o ano passado, quando ocorreram 481 mortes, o percentual de queda é de 49%. Seguindo a mesma tendência de redução de casos, 15 estados e o Distrito Federal apresentaram redução no número de óbitos. Destaque também para os estados do Amapá, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal que não apresentaram nenhuma morte. Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, adiminuição nos casos e óbitos em todo o país só foi possível graças a uma ação conjunta do Ministério da Saúde com os estados e municípios. “Com intervenções relativamente simples que nos renderam resultados extremamente positivos. Porém, essas ações devem ser continuadas e permanentes", alerta o secretário. Internações caíram 38%, com economia de R$ 11,7 milhões ao SUS - Para garantir a assistência e atendimento aos pacientes com suspeita de dengue, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação dos serviços, capacitação de profissionais, habilitações de leitos de enfermaria e de UTI para garantir o tratamento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as unidades de saúde estão aptas a realizar o diagnóstico, classificação de risco e acompanhamento, desde a atenção básica às unidades de média e alta complexidade. No período de janeiro a setembro, desse ano, foram registradas 44.569 internações pela doença, 38% a menos se comparado ao mesmo período de 2011, quando houve 72.091 internações, representando uma economia de R$ 11,7 milhões aos cofres públicos. Durante todo o ano de 2011, houve 80.435 internações, o que representa uma queda de 15,2% em relação ao ano de 2010, que registrou 94.887 internações em todo o país, gerando economia de R$ 5,3 milhões. Essa diminuição nos índices de internações pode estar relacionada à detecção precoce da doença e a correta classificação de risco. Para isso, o Ministério da Saúde tem priorizado a ampliação da assistência pela rede de atenção, intensificando a capacitação dos profissionais. Neste sentido, a Universidade Aberta do SUS tem investido na capacitação dos profissionais de saúde e promove o Curso de Atualização no Manejo Clínico da Dengue. O curso, realizado por meio de ensino à distância, já formou 1.562 profissionais de saúde desde maio deste ano, e outros 645 estão matriculados. Tendência de queda de casos notificados ocorre em todas as regiões - A mesma tendência de queda é verificada em todas as regiões também no número de casos notificados na comparação entre, 2010, 2011 e 2012. De janeiro ao início de novembro deste ano, foram notificados 565.510, contra 972.837 em 2010 – diminuição de 42%. Em 2011, foram  registrados 727.803 casos e se comparado ao ano de 2012 houve redução de 22%. A queda foi observada em 16 estados e no Distrito Federal, com exceção dos estados de Roraima, Tocantins, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia e Mato Grosso. A maior redução em termos percentuais foi percebida no estado do Amazonas, onde houve queda de 93% no número de casos notificados, onde foram registrados 4.125 casos em 2012, contra 61.130 do ano passado. Dos casos notificados, 76% estão concentrados em oito estados: Rio de Janeiro (179.518); Ceará (54.591); Bahia (48.653); Pernambuco (33.487); Mato Grosso (29.910); São Paulo (28.767); Rio Grande do Norte (27.230) e Alagoas (27.743). O Ministério da Saúde também analisou e classificou os dez municípios, com população acima de 100.000 habitantes, onde houve o maior registro de incidência da doença, sendo três deles no estado do Rio de Janeiro e cinco na Região Nordeste. Confira na tabela abaixo: Circulação viral – A dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância epidemiológica em 2012, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 4 no país, presente em 63% das amostras positivas para a doença. Foi constatada, porém, uma circulação importante do tipo DENV 1 em 32,9%. Esse cenário, associado às condições ambientais, permite a manutenção do mosquito Aedes aegypti em nossas cidades e alerta para a possibilidade de persistência da transmissão no verão de 2012. * Publicado originalmente no Portal da Saúde.


por Valéria Amaral, da Agência Saúde

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