Consumismo aumenta depressão e ansiedade, diz pesquisa

Pesquisa

Consumismo aumenta depressão e ansiedade, diz pesquisa


por Redação do EcoD


[caption id="attachment_49452" align="alignleft" width="300" caption="Segundo a pesquisa, pessoas expostas a ambientes consumistas são mais depressivas, ansiosas e menos interessadas em atividades coletivas. Foto: Oscar Cortés"][/caption]Uma pesquisa realizada pela Northwestern University, nos Estados Unidos, publicada na segunda-feira, 9 de abril, apontou que as pessoas que dão alto valor para riqueza, status e bens materiais são mais depressivas, ansiosas e menos sociáveis do que as pessoas que não se importam tanto com essas questões.Segundo o estudo, publicado no jornal científico Psychological Science, o materialismo não é apenas um problema individual, mas também ambiental. "Nós descobrimos que, independentemente da personalidade, em situações que ativam uma mentalidade consumista, as pessoas apresentam os mesmos tipos de padrões problemáticos no bem-estar, incluindo afeto negativo e desengajamento social", destacou a psicóloga Galen V. Bodenhausen, coautora do estudo.Nos experimentos, estudantes universitários foram expostos a imagens e palavras que remetiam a bens de luxo e valores consumistas, enquanto outros viam cenas neutras e sem essa conotação.Ao preencher um questionário após a experiência, aqueles que olharam para fotos de carros, produtos eletrônicos e joias se avaliaram mais depressivos e ansiosos, menos interessados em atividades coletivas e mais em atividades solitárias. Estas pessoas ainda demonstraram mais competitividade e menos desejo de investir seu tempo em atividades sociais, como trabalhar para uma boa causa.Para a psicóloga, os resultados da pesquisa têm implicações sociais e pessoais muito grandes. Segundo Galen, tornou-se comum usar o termo “consumidor” como uma designação genérica para as pessoas, seja nos noticiários, nos governos ou nos mercados. Para ela, utilizar a palavra “cidadão”, no lugar, já pode ativar “diferentes preocupações psicológicas”.Galen também recomenda iniciativas pessoais para reduzir os efeitos do consumismo, como isolar a mentalidade materialista, evitar os maus estímulos, como a publicidade, e “ver menos TV”.* Publicado originalmente no site EcoD.

TELAS_11-300x225 Qualidade de Vida

Bicicleta: saúde sobre duas rodas

A discussão sobre o uso da bicicleta como meio de transporte tem ganhado corpo nos últimos tempos. A opção é benéfica para o meio ambiente – pois não produz os gases resultantes da queima do combustível – e para a malha urbana, que sofre com o aumento no número de carros nas ruas e avenidas. Mas além de uma opção ao transporte motorizado, o uso da bicicleta promove benefícios para a saúde e pode ajudar a promover mudanças no estilo de vida sedentário.“Andar de bicicleta beneficia o sistema cardiovascular e respiratório, disto ninguém tem dúvida. Entretanto, é bom lembrar os outros ganhos com este tipo de exercício: o uso da bicicleta para movimentar o corpo trabalha toda a musculatura inferior do corpo”, explica Giulliano Esperança, personal trainer e wellness manager.“Mas, ao contrário da corrida onde há o impacto no solo”, completa o especialista, “o ciclista acaba mais protegido quanto aos possíveis problemas que possam comprometer sua estrutura músculo-esquelética. O trabalho de força utilizado e os movimentos mecânicos usados para movimentar a bicicleta também favorecem a produção do líquido sinovial e, consequentemente, favorece as estruturas ósseas e uma articulação mais saudável”.Além de todos estes benefícios há também, claro, a questão do aumento do gasto energético, o que favorece o emagrecimento. “As variações feitas indoor, como o spinning – que é uma variação dos exercícios feitos com bicicleta – é popularmente conhecido por ser muito efetivo para essa perda ou controle do peso. E a mesma força pode ser feita em uma bicicleta normal, com variações de marchas e em um ambiente ao ar livre”, explica Giulliano.Bicicleta também na terceira idadePara as pessoas mais velhas o uso da “bike” ajuda também no treino e melhoria do equilíbrio que, com a idade, tende a ficar comprometido. Caso o ciclista já tenha uma idade mais avançada e tenha preocupações quanto às quedas, o uso das bicicletas ergométricas dentro das academias também é uma opção.“Normalmente este público opta por exercícios feitos dentro d’água, pois há uma grande segurança e menor risco de queda. Mas os exercícios como a hidroginástica, é bom lembrar, são menos intensos também. A bicicleta – mesmo as ergométricas – trazem maiores benefícios para o músculo”, diz Esperança.No caso dos ossos, os exercícios feitos nas bicicletas – tradicionas ou ergométricas – aumentam o processo de depósito de cálcio das estruturas ósseas. Para os idosos isto é imprescindível, dado a degradação natural dessas estruturas.Boas memórias e bem-estarA bicicleta também tem um motivador a mais em comparação a outros tipos de atividades físicas: as boas memórias que a maioria das pessoas que tiveram uma bicicleta na infância não apagam jamais. E esta pode ser uma ótima maneira de começar um novo ciclo, trazendo a família para passeios nos finais de semana e na criação de novas memórias afetivas – ligadas a uma atividade saudável – nos filhos.“Algumas pessoas não fazem exercícios físicos porque não têm uma memória positiva na infância associadas à eles. Muitas vezes até mesmo o inverso, há memórias negativas. Criar momentos de prazer associado a uma atividade como essa é importante para que as crianças levem um hábito saudável por toda a vida. O presente mais importante que se pode dar a uma criança é um momento para se lembrar por toda a vida. Associado a uma melhora na saúde, então, é um presente perfeito como poucos”, aponta Giulliano.Os passeios de bicicleta em grupos também são uma forma bastante saudável de se socializar com pessoas próximas ou mesmo desconhecidos. Exemplo disso são os grupos formados em diversas cidades para andar de bicicleta durante a noite (os chamados night bikers).“A bicicleta é um brinquedo – é assim que as crianças aprendem a chamá-la – que promove a atividade física (feita sem compromisso) e que, com o passar do tempo, pode se tornar um exercício físico vigoroso, mas nunca deixando de ser divertido”, afirma o personal trainner.Giulliano lembra ainda que é preciso também estar atento aos ajustes da bicicleta, para evitar dores e um mal posicionamento sobre ela. Para isto, ele montou uma sequência de fotos explicando como adequá-la ao seu corpo. Veja galeria de imagens aqui.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
toc Diagnóstico

Memória e autoconfiança: uma nova estratégia para tratamento do TOC?

Você se lembrou de trancar a porta ao sair de casa hoje? Desligou a televisão e o fogão? E as luzes, você confirmou se elas estavam desligadas? Todos temos estas dúvidas de vez em quando, mas quando elas não cessam e fazem com que seu dia fique completamente comprometido você não se concentra, sua ansiedade aumenta e você tem uma vontade intensa de voltar para casa para se certificar disso – isto pode ser sinal de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).O TOC faz com que as pessoas entrem em um ciclo de dúvidas, e consequente medo de não terem realizado determinadas rotinas de forma correta. Mas uma pesquisa feita pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá – em conjunto com a Universidade de Reading, no Reino Unido –, afirma que há novas estratégias que podem ajudar indivíduos que sofrem com o transtorno.O estudo feito por Adam Radomsky aponta que até o momento apenas processos de psicoterapia relativamente longos conseguiam a remissão do TOC. “Mas a adesão (quando os pacientes levam o tratamento até o final) a esse tipo de terapia muitas vezes é baixa e nossa pesquisa procurou novas metodologias que, potencialmente, podem auxiliar no tratamento”, diz o pesquisador.A pesquisa partiu da hipótese de que indivíduos com TOC muitas vezes têm uma percepção de responsabilidade muito desenvolvida. “Certificar-se de que o fogão está desligado, porque isso pode levar a um incêndio é algo muito forte, e desenvolver um ciclo obsessivo com a segurança – checando várias vezes uma informação – é reflexo desta 'hiperresponsabilidade'”, afirma. Mas a resposta a esses estímulos de forma obsessiva leva também a uma perda da autoconfiança, de acordo com o autor.“Modificar estes sentimentos de responsabilidade exagerada e reduzir a antecipação de eventos ruins podem reverter esses ciclos. Focar na forma como estas pessoas pensam, mais do que nas suas atitudes, pode modificar as falsas crenças sobre sua responsabilidade por esses possíveis eventos e os perigos que eles representam”, afirma Radomsky, que vem desenhando novas estratégias para tratar o TOC baseando-se em uma terapia que normalize o senso de responsabilidade, melhore a confiança na própria memória – ou seja, diminua a necessidade de checar várias vezes uma informação –, melhorando a autoconfiança e diminuindo a sensação de culpa, e, finalmente, aumentando a percepção do indivíduo sobre si mesmo e sobre o que o cerca.Até o momento a terapia proposta por Radomsky só foi testada em laboratório com um número reduzido de pacientes, mas parece estar dando resultados. “Para mim e para minha equipe, este trabalho – que partiu de uma coletânea de diversas pesquisas anteriores com resultados bastante satisfatórios – pode aumentar as taxas de melhora nos pacientes com TOC. Agora iremos ampliá-lo para confirmar nossos primeiros resultados positivos”, finaliza.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
Crack Crack

Crack: internação compulsória fracassa também no Rio

Reportagem revela centros de internação precários, métodos rudimentares, abusos e índice muito baixo de fim da dependência.O volume de trabalho de Celso Ferreira, 45 anos, funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro, aumentou muito no último ano. Contratado para um cargo de título pomposo, “educador social”, ele é uma das 50 pessoas cuja função é ir às chamadas cracolândias da cidade para recolher os usuários de crack e levá-los para abrigos municipais. Depois de criar um “Protocolo de Abordagem Social”, no início de 2011, a prefeitura passou a internar compulsoriamente crianças e adolescentes viciados.“A quantidade de meninos recolhidos aumentou bastante. Gosto do que faço, é preciso recuperá-los”, diz Celso, evangélico fervoroso. Mais precisamente, foram 544 nos últimos 12 meses. Apesar da boa intenção de funcionários como ele, a iniciativa da Prefeitura do Rio é alvo de polêmica e sérias contestações. A eficácia do tratamento iniciado com uma internação obrigatória é questionada por muitos especialistas, defensores de uma abordagem baseada no convencimento e no apoio familiar.“Lugar de criança não é na rua. Se não quero isso para o meu filho não quero para nenhum menino ou menina”, diz o secretário de Ação Social, Rodrigo Bethlem, encarregado da tarefa. Apesar da convicção de Bethlem, o percentual de sucesso não pode ser considerado alto (28,16%) e a veracidade dos dados tem sido contestada. Em cidades como Porto Alegre, Salvador e Recife, consultórios montados na rua se colocam como alternativa a esse tipo de abordagem. O Brasil ainda busca a metodologia ideal para combater o flagelo do crack.A rotina dos funcionários que recolhem os menores para internação compulsória se parece com um jogo de gato e rato. Nas operações frequentes, feitas geralmente em locais perigosos pela proximidade com o tráfico, eles assistem a muitos viciados fugirem em debandada assim que suas vans estacionam.Quando conseguem se aproximar de algum jovem usuário de crack, gastam um bom tempo conversando. “Tentamos fazer ele ir por vontade própria, para evitar levar pelo braço”, conta Celso. A maioria escapa, há quem arremesse pedras contra os veículos, mas algumas crianças e adolescentes alcançados pelos funcionários acabam levados para as vans. “Com o tempo, notamos a diminuição de meninos nessas cracolândias, uma prova de que estamos avançando”, diz Betlem.São muitos os especialistas que acham o contrário. “A internação compulsória pode ser indicada para alguns casos, são exceções e não a regra”, acredita Pedro Abramovay . Ele reconhece, no entanto, que a ação da Prefeitura do Rio tem o benefício de seguir os parâmetros da saúde e da ação social e não da captura policial, como ocorre em São Paulo. “As instalações para onde são levadas essas crianças, porém, têm métodos e aparência de prisão, são inadequadas para o tratamento.”Uma das críticas mais assíduas a esses abrigos é a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Margarida Pressburger. Ela esteve em janeiro no abrigo Casa Viva, de Laranjeiras, e não gostou nada das condições do lugar, um pequeno prédio de dois andares. “A médica e a psiquiatra fazem plantão apenas uma vez por semana, durante três horas”, relata a advogada.Além disso, segundo Pressburger, as crianças estavam completamente ociosas, sem um livro, uma televisão ou uma bola para ocupá-las. O uso de remédios de tarja preta foi constatado. “Uma das meninas se mostrava completamente apática, sem reação, e a psiquiatra do nosso grupo disse que ela estava dopada”, conta a integrante da OAB.“Aquilo não devia ter o nome de Casa Viva, parece mais casa da morte”. A artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, coordenadora de uma ONG para atendimento a crianças de rua, também esteve naquele abrigo. “Está longe de ser o tratamento ideal para crianças envolvidas com esse problema. Elas deveriam estar hospitalizadas”, opina.“Havia crianças fumando livremente e os funcionários alegaram ser uma alternativa para amenizar a dependência do crack”. Depois dessas duas visitas, a prefeitura informou ter implantado plantões diários de psicólogos e não é mais permitido fumar nos abrigos.A reportagem de Carta Capital esteve no abrigo Ser Criança, no bairro de Guaratiba, na manhã de terça-feira, 10 de abril. Diferente das instalações de Laranjeiras, ali o espaço é bastante amplo, com piscina, quadra de futebol e duas salas de tevê. Os quartos são pequenos, com beliches onde há vagas para quatro meninos.O abrigo é dividido em área de crianças e de adolescentes. Naquela manhã, uma psicóloga atendia alguns abrigados e 17 crianças participavam de uma atividade lúdica. Aos 14 anos, o garoto M.A. está prestes a completar 11 meses no abrigo. Antes dali, não passava um dia sem crack e chegou a pegar em arma na quadrilha de traficantes de drogas da favela Mandela, na zona norte carioca. “Depois de uma operação policial, eu resolvi pedir para ser internado”, conta ele.Tratado com medicamentos, o próprio garoto diz estar com aparência bem melhor do que quando chegou e espera voltar para casa em breve. Esse retorno, que representaria o final do tratamento, pode, na verdade, se tornar um risco: enquanto o irmão foi preso algumas vezes e é usuário do crack, a mãe, também viciada, fez apenas uma visita ao filho e não se mostra preocupada com o destino do garoto. “Com uma família desestruturada, é grande o desafio de manter o tratamento depois que o menino sai daqui”, diz Watusy Ramos, coordenadora do abrigo.O setor destinado aos adolescentes é diferente da área das crianças. Ali está a quadra de esportes, mas o espaço é bem menor. Além disso, as instalações estão em pior estado, com infiltrações e mesas de plástico mal conservadas. Os banheiros são limpos, mas parecem não ter recebido acabamento, o que dá ao lugar um ar prisional – impressão acentuada pelo físico musculoso do educador que lidava com os jovens. Um deles, G. S., de 15 anos, foi levado ao abrigo pela família.Também usa medicamentos para controlar as crises de abstinência e diz se sentir melhor. Tem, no entanto, uma reclamação grave: a agressividade por parte de alguns educadores. Seu colega, M.A. também diz que foi agredido por um “tio”. Tanto G.S. quanto M.A. reclamaram das agressões à coordenadora Watusy, que repreendeu os funcionários e, segundo os meninos, o problema não se repetiu.“É preciso entender que o uso da droga é um ponto de partida, e não um ponto de chegada. O uso começa num ambiente tão ruim que a droga aparece como solução. A saída é dar resposta social para fazer com que a droga não seja mais necessária”, afirma Paulo Silveira, da ONG Respeito é Bom e Eu Gosto. “O programa do Rio é uma farsa na medida em que não tem nada a oferecer como instrumento de inclusão social."A denúncia mais contundente, no entanto, é feita por Monique Barbosa, mãe de J.A., de 12 anos. O garoto está de volta à casa desde janeiro, depois de passar quatro meses no abrigo de Guaratiba. Inicialmente, ela elogia o trabalho e diz que o filho está recuperado do vício do crack graças àquele tratamento. “Desconfiava que não ia dar certo, mas foi melhor do que eu esperava. Mesmo depois da volta dele para casa, continuo recebendo apoio da prefeitura”, diz.Do lado negativo, Monique também relata agressões. “Meu filho falou que alguns funcionários batiam nas crianças, outros acordavam os meninos jogando água em seus rostos. Houve até um dos meninos, chamado Yan, que foi jogado na piscina com os braços amarrados e quase se afogou, foi retirado de lá desacordado”, relata. Depois que o filho contou essas cenas, presenciadas no final do ano passado, Monique levou o caso à coordenadora, que afastou o funcionário. Watusy reconhece que volta e meia é obrigada a lidar com o problema. “Fazemos cursos de qualificação e de reciclagem, mas há quem não saiba lidar com a agressividade dos jovens afetados pelo vício. Quando identifico esse tipo de comportamento, repreendo ou afasto a pessoa imediatamente.”Consultado pelo secretário Bethlem antes do início do recolhimento compulsório, o psiquiatra Jorge Jaber vistoriou os quatro abrigos da prefeitura e aprovou tanto o espaço físico quanto a preparação dos educadores. “Vi gente abnegada, que se dedica ao seu trabalho”, afirma. No ano passado, voltou à Casa Viva e também gostou do que viu. Acha que é preciso avançar e reuniu-se com outros especialistas para levar à prefeitura sugestões que possam melhorar o atendimento, entre elas a criação de um instituto voltado para o tratamento de usuários de drogas.Sobre a eficácia do tratamento feito depois de internação compulsória, ele não tem dúvida: “Fiz um estudo e concluí que nesses casos o sucesso pode chegar a 77% dos casos, superior ao constatado nas internações voluntárias”. Por esse padrão, o desempenho da Prefeitura do Rio está baixo, pois não chega a metade desse índice. Integrante da ONG Respeito é Bom e Eu Gosto, que denuncia os problemas do programa de internação compulsória, Paulo Silveira discorda profundamente de Jaber.“O uso do crack começa num ambiente tão ruim que a droga aparece como solução. A saída é dar resposta social para fazer com que a droga deixe de ser necessária”, acredita Silveira. Ele classifica o programa do Rio como “farsa” na medida que não oferece instrumento de inclusão social. “Cidadãos brasileiros estão sendo suprimidos de seus direitos. É um regime de exceção justificado pela guerra às drogas.”Outras capitais brasileiras seguiram um caminho bem diferente para lidar com o problema. Em Porto Alegre, a Prefeitura criou consultórios na rua, onde é feito um atendimento permanente.“Mesmo nos casos de crianças e adolescentes buscamos estabelecer um relacionamento de confiança e tentamos convencê-los a se tratar”, explica o secretário municipal de Saúde da capital gaúcha, Marcelo Bósio. Foram criadas comunidades de acolhimento, nas quais os garotos e garotas não perdem o vínculo familiar.Para ele, a motivação do indivíduo é um forte elemento para a recuperação. “A internação compulsória não é eficaz, a vontade do usuário de se tratar é importante para a cura. Por isso, nunca optamos pela imposição”, afirma. Recife e Salvador têm experiências parecidas. Não se sabe, porém, se poderiam ser repetidas em megalópoles como Rio e São Paulo, onde o número de crianças e adolescentes viciados é muito maior. O método ideal para o Brasil, como se vê, está sendo testado na prática.* Publicado originalmente no site Carta Capital e retirado do Outras Palavras.


por Francisco Alves Filho, da Carta Capital
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Comer uvas passas ajuda a controlar a pré-hipertensão

Se você tiver a pressão arterial um pouco mais alta do que o normal – conhecida como pré-hipertensão – experimente comer um punhado de uvas passas. Um novo estudo mostra que, entre indivíduos com aumentos ligeiros da pressão arterial, comer passas até três vezes ao dia pode reduzir significativamente a pressão arterial.“Afirma-se frequentemente como um fato conhecido que as passas diminuem a pressão arterial. Mas não conseguimos encontrar evidências objetivas na literatura médica para apoiar essa afirmação”, explica Harold Bays, diretor médico e presidente do Centro de Pesquisa de Metabolismo e Aterosclerose de Louisville e principal autor do estudo. “Entretanto, nosso estudo sugere que se você pode escolher entre passas ou outros petiscos como bolachas e biscoitos de chocolate, você deve optar pelas passas, pelo menos com relação à pressão arterial".Nesta pesquisa, divulgada no encontro Anual Científico da Agremiação Americana de Cardiologia, em Chicago, nos Estados Unidos, Bays e sua equipe conduziram um ensaio clínico para comparar os efeitos entre comer passas ou outros lanches em 46 homens e mulheres com pré-hipertensão.Os participantes foram selecionados aleatoriamente e divididos em três grupos. Durante 12 meses alguns participantes comeram passas, outros frutas e verduras, e outros lanches industrializados três vezes ao dia. O número de calorias era o mesmo e os pesquisadores controlaram diferenças individuais, como a dieta de cada participante e se eram mais ou menos ativos.A análise dos dados revelou que, em comparação aos demais, aqueles que comeram passas apresentaram uma redução significativa da pressão arterial nas semanas 4, 8 e 12. Os pesquisadores não conseguiram, entretanto, determinar como as passas atuam no organismo, mas acreditam que isso se deva aos elevados níveis de potássio, nutriente conhecido por reduzir a pressão arterial. “Elas também são uma boa fonte de fibra dietética antioxidante que podem alterar favoravelmente a bioquímica dos vasos sanguíneos, fazendo com que sejam menos rígidos o que, por sua vez, pode reduzir a pressão sanguínea."Apesar dos benefícios claros que o estudo apontou, Bays lembra que estudos mais amplos são necessários para confirmar o efeito regulador da uva passa na pressão arterial.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Marina Teles, do O que eu tenho
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Portadores da Síndrome de Asperger têm dificuldades para se relacionar

Distúrbio se desenvolve durante a fase escolar.O raciocínio rápido frente a uma complicada equação matemática ou o boletim repleto com a máxima pontuação em determinada disciplina, são episódios que costumam ser considerados normais em um aluno cujo intelecto é avaliado como acima da média. No entanto, estes sinais também podem representar um grupo portador de um tipo de autismo leve caracterizado por alterações de sociabilidade e linguagem, conhecida como Síndrome de Asperger.Um portador do distúrbio demonstra grande inteligência, especialmente em um determinado assunto e pode manter-se interessado no tema durante anos. Porém, a dificuldade em manter qualquer tipo de relacionamento demonstra a principal característica do problema. Foi o psiquatra Hans Asperger quem, em 1944, após seu interesse pelo comportamento de crianças com os sintomas, escreveu um estudo e batizou a Síndrome com seu nome. Segundo o doutor Francisco B. Assumpção Jr., psiquiatra e professor livre docente pela Faculdade de Medicina da USP, os primeiros indícios são observados, justamente, na fase escolar. “A linguagem pedante, a dificuldade no estabelecimento e manutenção de relações sociais e o interesse em um assunto específico são características notáveis entre os portadores”, diz.Ainda que não haja uma estimativa oficial da incidência da Síndrome no Brasil, o especialista calcula que um a cada 150 indivíduos pertencentes ao espectro autístico, isto é, que apresentam características do autismo, seja portador da Asperger, número que representa uma pequena parcela dos casos. Comumente observada na infância, estima-se que o transtorno atinge os garotos em sua maioria, sendo quatro casos para cada um diagnosticado em meninas.O caráter genético pode ser de grande influência para o desenvolvimento do distúrbio, mas não é inteiramente um fator dominante. “Provavelmente, todos esses quadros têm uma base genética, embora não se tenha um padrão de herança definido. Possivelmente, deve haver vários genes envolvidos no quadro”, revela o especialista.Convívio socialA vida social de um portador da Síndrome de Asperger é minimamente ativa, uma vez que um dos aspectos do transtorno é a falta de condições para estabelecer um contato com outra pessoa e perceber a necessidade alheia em uma simples conversa, por exemplo, além da dificuldade em compartilhar seus próprios interesses, impedindo o relacionamento saudável com colegas de escola e trabalho.Segundo o doutor Francisco Assumpção, o transtorno não tem cura, mas há controle. “Como é um transtorno de desenvolvimento não existe cura, mas as abordagens terapêuticas atuam com o objetivo de melhor adequação do indivíduo e minimização dos sintomas”, salienta o psiquiatra. O diagnóstico da Síndrome é realizado por meio de uma avaliação feita por um psiquiatra infantil, e o tratamento visa ao desenvolvimento de habilidades sociais e treino da sociabilidade decorrente do processo da terapia.Visto que uma criança com Síndrome de Asperger sofra prejuízos no convívio social, é importante observar os primeiros sinais do distúrbio. “Todas as vezes que temos uma criança com prejuízos adaptativos ela deve ser avaliada. A percepção do quadro, suas limitações e dificuldades, devem ser a base para que se minimizem as dificuldades de convívio e de relacionamento que prejudicam a criança em sua qualidade de vida”, finaliza o especialista.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação do Saúde em Pauta
Mundo

Casos de demência vão triplicar em quatro décadas, diz OMS

[caption id="attachment_49434" align="alignleft" width="270" caption="Diagnóstico e cuidados com a demência são problemas internacionais. Foto: Mauricio Lima/AFP/Getty Images"][/caption]Em 2050, a agência de saúde prevê que 115 milhões de pessoas vão sofrer de demência, principalmente em países de baixa ou média renda.Casos de pessoas que vivem com demência vão dobrar nos próximos 20 anos e triplicar nas próximas quatro décadas, de acordo com novos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).A Associated Press relata que os cientistas dizem que a maior expectativa de vida e a melhor assistência médica nos países em desenvolvimento vão resultar em um aumento nas taxas de doenças cerebrais, que afetou cerca de 35,6 milhões de pessoas em 2010. Em 2050, a agência de saúde prevê que 115 milhões de pessoas vão sofrer de demência, principalmente em países de baixa ou média renda.A inclinação íngreme da taxa de demência vai também se revelar um fardo financeiro para as famílias que cuidam de seus familiares afetados. Cerca de US$ 604 bilhões são gastos atualmente em cuidados de saúde e social da demência, que muitas vezes é causada pela doença de Alzheimer.A agencia de notícias Reuters aponta que o diagnóstico e cuidados com a demência ainda são um problema internacional, mesmo em países de renda mais alta. Até agora, oito países, incluindo Grã-Bretanha e Japão, têm programas nacionais de demência. O programa dos Estados Unidos atualmente funciona por meio de iniciativas estaduais.“Precisamos aumentar nossa capacidade para detectar a demência precoce e fornecer os cuidados de saúde e sociais necessários. Muito pode ser feito para diminuir a carga da demência”, disse Oleg Cherstnov, diretor-geral assistente da OMS. “Os profissionais da saúde muitas vezes não são adequadamente treinados para reconhecer a doença.”* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.


por Ankita Rao, do The Slatest
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Praticar ioga na adolescência pode proteger contra transtornos mentais

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostram em um novo estudo que praticar ioga durante a adolescência pode ajudar a prevenir transtornos mentais.Os autores compararam o desempenho de alunos do ensino médio de uma escola que participaram das aulas regulares de educação física com um grupo que, durante dez semanas, frequentou aulas de ioga. Antes e após o programa, os alunos completaram uma bateria de testes psicossociais. Além avaliar para mudanças no humor e controle da ansiedade, ambos os grupos foram testados para o desenvolvimento de habilidades de autorregulação, tais como a resiliência, controle de raiva e atenção – características que indicariam a tendência ou não da ioga em proteger contra o desenvolvimento de transtornos mentais.Segundo os resultados, divulgados no periódico Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, os jovens que frequentaram as aulas de ioga ponturaram melhor em vários dos testes psicológicos. Especificamente, enquanto os alunos que frequentaram as aulas de educação física tenderam a ter pontuações melhores para os problemas de humor e de ansiedade, os alunos das aulas de ioga apresentaram resultados semelhantes ou até melhores. A regulação das emoções negativas foi pior entre os alunos da educação física em comparação aos que praticaram ioga.Apesar dos resultados, ressaltam os autores, ainda é cedo para afirmar com certeza que a ioga praticada na adolescência previne os transtornos mentais. Segundo Jessica Noggle, líder do estudo, como os transtornos mentais comumente se desenvolvem na adolescência, “a ioga pode ter um papel preventivo na saúde mental de adolescentes”.“Os resultados são coerentes com os poucos estudos anteriores sobre a ioga praticada em ambientes escolares.” Jessica e sua equipe esperam agora realizar estudos mais amplos de rastreamento por vários anos, até a idade adulta, por exemplo. “Estes estudos são necessários para esclarecer os benefícios da ioga para a saúde mental”, finaliza.* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Marina Teles, do O que eu tenho
1 Diagnóstico

AVC pode desencadear a Doença de Parkinson

Tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos são os principais sintomas.Em abril de 2005, o mundo observou o Papa João Paulo II, aos 84 anos, já debilitado e com dificuldades na fala, abençoar os fiéis no Domingo de Páscoa pela última vez. Já o ator brasileiro Paulo José, 75 anos, vem perdendo gradativamente a dicção e alguns movimentos do corpo, além de travar uma batalha diária contra uma doença com a qual foi diagnosticado em 1992. Instituído em 11 de abril, o Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson, objetiva reduzir o número de casos e auxiliar no controle e minimização dos efeitos.As pessoas com mais de 70 anos são as mais atingidas pelo Parkinson, porém, a incidência da doença pode ter início a partir dos 50 anos, visto que a enfermidade é degenerativa e surge com a longevidade, segundo o doutor Rubens Gagliardi, professor de Neurologia da Faculdade da Santa Casa de São Paulo. “As causas do Parkinson ainda são desconhecidas; o que se sabe é que ela ocorre por meio da degeneração das células situadas em uma região do cérebro responsável pela produção de dopamina”, revela.A dopamina atua como uma molécula que modula os movimentos do indivíduo. Uma vez advinda a diminuição ou carência dessa substância, a vítima demonstra sintomas como tremores, rigidez muscular e movimentos muito lentos. Em alguns casos, o paciente pode apresentar esses três indícios juntos ou apenas um deles, dependendo também do grau da patologia.“Alguns fatores ambientais, como infecções e pessoas que já tiveram um Acidente Vascular Cerebral (AVC), podem desencadear o Parkinson”, alerta o especialista. Quando há o aumento gradual dos sintomas, é comum surgir quadros de depressão, dificuldade para deglutir alimentos, contudo, não afeta o intelecto.ControleA doença não tem cura, mas pode ser controlada rigorosamente por meio de medicamentos à base de dopamina, que auxilia na redução dos efeitos. O ideal é que o paciente utilize substâncias que provoquem o menor efeito colateral possível, após o diagnóstico clínico no qual o especialista relata e avalia o histórico do indivíduo, a evolução da patologia e a resposta aos remédios.“É essencial que a pessoa com Parkinson não deixe de realizar atividades rotineiras. Com o tratamento adequado, os sintomas da doença são minimizados e o sujeito leva uma vida praticamente normal”, diz o Dr. Rubens Gagliari. A prática de exercícios físicos, a fisioterapia e o sono adequado também são medidas preventivas não apenas para a doença de Parkinson, mas para muitas outras.* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Redação do Saúde em Pauta
Mais de 30% dos brasileiros não dispensam carne gordurosa. Foto: Marcello Casal Jr./ABr Brasil

Dieta dos brasileiros tem excesso de gordura saturada

[caption id="attachment_49449" align="alignleft" width="300" caption="Mais de 30% dos brasileiros não dispensam carne gordurosa. Foto: Marcello Casal Jr./ABr"][/caption]Brasília – Estudo divulgado nesta terça-feira, 10 de abril, pelo Ministério da Saúde, indica que a população brasileira se alimenta de forma inadequada e consome gordura saturada em excesso. Dados mostram que 34,6% não dispensam carne gordurosa, enquanto 56,9% das pessoas bebem leite integral regularmente. Outro fator preocupante é o consumo de refrigerante: 29,8% dos brasileiros tomam a bebida pelo menos cinco vezes por semana.A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) aponta também que o consumo de frutas e hortaliças no país é baixo. Apenas 20,2% das pessoas ingerem cinco ou mais porções por dia, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).De acordo com o Ministério, os homens, sobretudo os mais jovens, alimentam-se pior que as mulheres, já que não costumam tirar a pele do frango ou a gordura da carne vermelha antes de comer. A população masculina chega a consumir quase duas vezes mais carne com excesso de gordura do que as mulheres – 45,9% contra 24,9%.O consumo de frutas e hortaliças também é menor entre o sexo masculino. Apenas 25,6% deles ingerem esses alimentos cinco ou mais vezes por semana. O percentual cai para 16,6% quando considerada a recomendação da OMS. Entre as mulheres, os índices são de 35,4% e 23,3%, respectivamente.A ingestão de refrigerante também é maior entre a população masculina: 34,3% dos homens tomam a bebida no mínimo cinco vezes por semana, enquanto o percentual entre as mulheres é 25,9%.Dados da pasta revelam, entretanto, que, com o passar dos anos, o brasileiro tende a diminuir a ingestão de gordura saturada e de refrigerante. Entre homens de 18 a 24 anos, 51% consomem regularmente carne com gordura. O número cai para 27,6% entre aqueles com idade superior a 65 anos.O grau de instrução também influencia os hábitos alimentares da população – quanto mais anos de escolaridade, mais saudável é a alimentação. Frutas e hortaliças, por exemplo, estão presentes no cardápio de 44,5% dos brasileiros com 12 anos de estudo ou mais. O percentual cai para 27,5% entre pessoas que estudaram no máximo oito anos.*Publicado originalmente em Agência Brasil e retirado da Carta Capital.


por Paula Laboissière, da Agência Brasil
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De bem com sua memória – parte 6

35T3 P3QU3N0 T3XT0 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R C0M0 FUN610N4 4 M3M0R14 PRIMING QU3 V1M05 N4 53M4N4 P4554D4. EL4 3 4DQU1R1D4 3 EV0C4D4 P0R M310 D3 D1C4S. R3P4R3 QU3 N0 C0M3Ç0 35T4V4 M310 C0MPL1C4D0, M45 460R4 SU4 M3NT3 J4 3ST4 D3C1FR4ND0 0 C0D1G0. P4R4BÉN5!A memória priming é apenas uma entre as várias modalidades de memória que o nosso cérebro dispõe.A memória de longo prazo, talvez a menos conhecida de todas, tem características fascinantes, as informações nela armazenadas podem ser recordadas de acordo com dois modelos: o “modelo prateleira” e o “modelo quebra-cabeça” (dizem que o hífen será o grande vilão da reforma ortográfica!).Determinadas informações são recuperadas da memória de longo prazo de forma reprodutiva, com fidelidade de detalhes, como um produto é checado e apanhado na prateleira do supermercado. Essas informações, no entanto, apresentam prazo de validade e com o tempo começam a deteriorar. Outras informações, por sua vez, são reconstruídas a partir de fragmentos de memória, como na montagem de um quebra-cabeça, uma peça aqui, outra ali e acolá, logo é possível perceber forma e significado incipientes, apesar da aparente inacurácia.Após alguns minutos ou dias do aprendizado, as informações são colocadas nas prateleiras; com o tempo – nosso rei ou algoz – se transformam em peças de um grande quebra-cabeça.Essa evolução gradual do específico para o geral, do concreto para o abstrato, do reproduzível para o reconstruído, reflete, para muitos neurocientistas, o incansável esforço do nosso cérebro de priorizar e organizar as informações advindas de um universo incoerente, aleatório e desorganizado.Dessa forma, se eu preciso de fidelidade, como consigo voltar a informação para a prateleira? A resposta é dica: incorpore novas informações gradualmente e repita-as em intervalos regulares. Repita para recordar!Até Goebbels, marqueteiro do Führer (o trema permanece em palavras estrangeiras), sabia disso: "Uma mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade”. Infelizmente torna-se verdade e fica para sempre guardada em nossa memória.* Marco Antônio Arruda é médico neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia.** Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


por Marco Antônio Arruda*

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