A evolução dos dentes

Artigo

A evolução dos dentes


por Drauzio Varela*


[caption id="attachment_57476" align="alignleft" width="235" caption="Contramão. A dieta atual causa cada vez mais cáries e gengivite. Nossos dentes não estavam preparados para tanto açúcar. Foto: IstockPhoto"][/caption] Dentes, gengivas e mandíbulas sofrem com a alimentação moderna. A espécie humana passou de dietas que continham sementes duras, tubérculos, frutas e carne, para outra com alimentos processados, açúcar e refrigerantes, muito menos saudável para a cavidade oral. Esse desencontro entre a adaptação e o ambiente é responsável por cáries, doenças gengivais e distúrbios ortodônticos. Seres humanos não são os únicos a ter dor de dente. Traumas, displasias, cáries, artrites, gengivas inflamadas e cistos são encontrados em todos os primatas e em outros animais, mas costumam ocorrer nas últimas décadas da vida. Da mesma forma, cáries e doença periodôntica eram problemas que afligiam mulheres e homens mais velhos. Fósseis humanos revelam que a prevalência de cáries até 20 mil anos atrás era inferior a 2%. Doenças das gengivas e má oclusão das arcadas dentárias também eram raras na pré-história. Nossos percalços começaram há 13 mil anos, quando surgiu a agricultura. Cerca de 9% dos neolíticos, os primeiros agricultores, já apresentavam cáries, resultado de uma alimentação mais rica em carboidratos. Curiosamente, os esqueletos escavados em Amarna, no Egito, que viveram entre 1350 e 1330 a.C., mostravam dentição de boa qualidade até envelhecerem. Embora ingerissem mais carboidratos na forma de pães rústicos, suas dietas incluíam sementes e fibras que ajudavam o desenvolvimento da mandíbula. A mastigação estimula o crescimento da parte alveolar do osso (camada que circunda as raízes dos dentes), tornando o maxilar inferior mais forte e mais longo, e permitindo que as superfícies dos quatro incisivos superiores se encontrem com as dos inferiores, durante a mastigação. Como os alimentos mais tenros de hoje impedem que a mandíbula atinja o desenvolvimento pleno, os incisivos inferiores ficam mais retraídos em relação aos superiores, causando dificuldades na mordida. Menos de 10% dos europeus apresentavam dentes cariados até Alexandre, o Grande trazer o açúcar no Século 4 a.C. A partir de então, as cáries se disseminaram pela Grécia, por Roma e pela Idade Média, mas o pico de incidência aconteceu entre 1800 e 1850, quando os ingleses começaram a importar açúcar em quantidades maiores. O açúcar alimentou a Revolução Industrial, que marcou a transição da agricultura para a economia centrada nas máquinas. Na metade do Século 20, entre 50% e 70% dos habitantes dos Estados Unidos e da Europa desenvolvida tinham dentes cariados, situação que só melhorou com a fluoretação da água. No fim desse mesmo século, dentes superpostos, encavalados, e má oclusão da mandíbula, alterações anatômicas que exigem correção ortodôntica se tornaram muito mais frequentes. Pela primeira vez nos últimos 40 anos, o número de cáries entre os norte-americanos de dois a cinco anos voltou a aumentar, fenômeno que os dentistas atribuem ao consumo de salgadinhos e refrigerantes. O mecanismo pelo qual o açúcar refinado danifica a dentição é bem conhecido: ele altera o pH ideal da boca (que é de 5,4), tornando a saliva mais ácida. Essa acidez se soma à dos ácidos produzidos na placa bacteriana, dissolvendo os minerais do esmalte dentário e facilitando as cáries. A ingestão de açúcar afeta ainda o equilíbrio ecológico entre as bactérias que vivem na boca, como os  Streptococcus formadores de comunidades complexas que, banhadas pela saliva e infiltradas por células do sistema imunológico, formam as placas dentárias. Quanto mais açúcar na dieta, mais bactérias formadoras de placa, mais agressivo é o ataque de células imunologicamente ativas, mais exuberante o processo inflamatório que se instala nas gengivas. Infecções gengivais têm sido associadas a patologias sistêmicas como diabetes e doença cardiovascular. Embora os especialistas divirjam a respeito das medidas para construir mandíbulas mais fortes e dentição de melhor qualidade, num ponto todos estão de acordo: nossos dentes não estavam preparados para tanto açúcar, doces e refrigerantes. * Drauzio Varela é médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo. ** Publicado originalmente no site Carta Capital.

c7 Dicas

Infectologista aponta cuidados para evitar viroses mais comuns no inverno

Rio de Janeiro – O inverno traz temperaturas mais amenas, mas também o risco de agravamento de viroses, comuns nesta época do ano, diz o infectologista Edimilson Migowski, diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com Migowski, neste período, as pessoas estão sujeitas a vários tipos de vírus, principalmente os respiratórios, como os da gripe e do resfriado. “Esses vírus podem passar de uma pessoa para outra, por contato respiratório. Quanto mais próxima de um paciente, maior a chance de a pessoa adoecer.” Para evitar a contaminação, Migowski recomenda manter os ambientes bem arejados, deixando o ar circular pelas janelas, e não descuidar da lavagem das mãos. “Muitas dessas viroses ocorrem pelo aperto de mão, pelo fato de se colocar a mão em local que foi contaminado por alguma pessoa que espirrou ou assoou o nariz. E a pessoa pode levar a mão até a boca, o nariz ou os olhos e introduzir o vírus”. O médico explicou que a deficiência de vitamina C no organismo "imunodeprime" a pessoa, facilitando as infecções virais. Não há certeza, porém, de que o excesso de vitamina C tenha algum efeito preventivo, diz Migowski. “Uma boa higiene das mãos e a vacinação contra a gripe são as medidas mais eficientes contra as infecções respiratórias." Evitar contato muito próximo com pessoas enfermas e manter os ambientes bem arejados também ajuda, ressalta o infectologista. Ele chama a atenção para o risco que uma virose representa para uma criança pequena ou um bebê. “Aquilo que em um adulto pode ser um resfriado simples, em uma criança, ou bebê abaixo de dois anos, pode se manifestar  com maior gravidade, em quadros até de pneumonia pelo vírus, podendo causar inclusive a morte.” Por isso, recomenda que pessoas resfriadas ou gripadas não saiam por aí beijando crianças. “Elas devem manter uma distância segura, porque o quadro clínico delas pode ser de uma gravidade e, na criança, ser muito diferente.” Embora não existam estatísticas sobre a incidência de casos de virose nessa época, o infectologista informa que o hospital que dirige, e o setor de emergência, em especial, estão superlotados de crianças com quadro respiratório, incluindo problemas como gripe, asma e pneumonia. Os  principais sintomas das viroses são febre, vômito, diarreia e mal-estar. Outros sintomas podem aparecer também, dependendo do quadro da pessoa infectada, alerta o médico. * Edição: Nádia Franco. ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Alana Gandra, da Agência Brasil
O veneno encontrado na Thapsia garganica se mostrou eficiente no combate às células cancerígenas. Foto: Valter Jacinto Câncer

Veneno de planta mediterrânea pode ser usada no tratamento do câncer

[caption id="attachment_57482" align="aligncenter" width="425" caption="O veneno encontrado na Thapsia garganica se mostrou eficiente no combate às células cancerígenas. Foto: Valter Jacinto"][/caption] Para os moradores do Sul da Europa e Norte da África, a Tápsia nunca foi bem-vinda. Conhecida pelo forte veneno, a planta sempre foi popular por causar a morte de gados, ovelhas e até camelos durante as caravanas árabes. Mas uma descoberta recente de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins pode transformar o veneno das sementes em remédio contra o câncer. Os cientistas descobriram que uma substância tóxica encontrada na planta mediterrânea pode bloquear a ação de uma proteína presente nas células. A Serca, como é chamada, é responsável por controlar os níveis de cálcio dentro das células. Quando essa proteína é impedida de atuar pela toxina da planta, o plasma celular é sobrecarregado pela alta concentração do cálcio e a célula morre. Agora, os cientistas querem usar a substância tapsigargina junto com um peptídeo (um pedaço de proteína) para matar as células do câncer. Com a nova droga, batizada de G202, a combinação das duas substâncias é lançada no sangue e circula até encontrar a PSMA - uma proteína presente na superfície das células cancerígenas de próstata e outros tipos de câncer. Quando isso acontece, o peptídeo é reconhecido pela proteína, que libera a entrada da tapsigargina na célula doente. Com isso, o veneno da planta consegue atingir somente o tumor, matando as células doentes e deixando as sadias intactas. Por agir diretamente com a proteína Serca, vital para que todas as células se mantenham vivas, os tumores não têm como se tornar resistentes à substância. Os testes com a nova droga, feitos com 15 ratos com modelo de câncer de próstata humano, mostraram redução do tumor em sete animais. O remédio também se mostrou eficiente no combate de outros tipos de câncer, como mama, renal e de bexiga. O próximo passo dos cientistas é testar o G202 em pacientes com câncer avançado. Esses estudos devem mostrar quais são as quantidades seguras da droga e seus efeitos colaterais. * Com informações da revista Veja. ** Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
Aumento no preço dos alimentos muda alimentação inglesa. Foto: Reprodução/Internet Alimentação

Mudanças na dieta britânica

[caption id="attachment_57486" align="alignleft" width="300" caption="Aumento no preço dos alimentos muda alimentação inglesa. Foto: Reprodução/Internet"][/caption] Tempos difíceis transformaram os hábitos alimentares da Inglaterra. Os ingleses são viciados em programas de culinária. O país também é um produtor prolífico de cozinheiros de televisão, que insistem em uníssono nas virtudes de usar ingredientes frescos e cozinhar em casa. Mas o que realmente acontece nas cozinhas inglesas está longe do ideal televisivo. Há alguns anos, a dieta britânica parecia estar melhorando. Com efeito, as pessoas estavam comprando menos vegetais verdes, dando continuidade a uma tendência de longo prazo fundamentada por um desejo cada vez menor por repolho, couve-flor e couve de Bruxelas. Mas elas estavam mais ou menos compensando isso comendo mais vegetais folhosos e frutas. As pessoas estavam comprando mais peixes saudáveis e menos gordura. O inglês médio comprou 170 gramas de peixe por semana em 2006 – o máximo desde pelo menos 1974. As vendas de comida orgânica (tida como mais saudável, apesar da falta de evidências) estavam disparando. Em seguida veio a crise financeira, um aumento enorme no preço das commodities e medidas de austeridade do governo. O preço de varejo dos alimentos na Inglaterra aumentou em 25% desde janeiro de 2008, um valor consideravelmente acima da inflação média. Tudo isso afetou sobremaneira a dieta nacional. A primeira coisa a ser eliminada foi comer fora de casa, afirma Giles Quick da Kantar Worldpanel, uma empresa de pesquisa de mercado. Depois disso, os consumidores passaram a fazer concessões mais dolorosas. As vendas de frutas e vegetais caíram bruscamente, junto com a venda do que Quick chama de “proteínas primárias”, isto é, carne e peixe, que impõem custos adicionais aos consumidores porque requerem outros ingredientes para formar uma refeição. Os Estados Unidos também passam por uma mudança similar, ainda que menos radical. Essas mudanças são mais pronunciadas entre os 20% mais pobres da população, mas de maneira alguma essas se restringem a esta parcela da população. Para um governo que precisa tirar o atraso relacionado à saúde precária, essas podem ser notícias ruins. * Publicado originalmente no jornal The Economist e retirado do site Opinião e Notícia.


por Redação do The Economist
c12 Bem Estar

Ministério da Saúde alerta sobre cuidados com a saúde durante a seca

Neste período é comum a ocorrência de doenças respiratórias, como rinite alérgica e asma, além de problemas na pele, nos olhos e sangramento nasal. Os Estados do Centro-Oeste já estão vivendo o período de seca, época caracterizada pela baixa umidade do ar, com duração prevista até final de setembro. Neste período é comum a ocorrência de doenças respiratórias, como rinite alérgica e asma, além do aumento na incidência de viroses e problemas na pele, nos olhos e sangramento no nariz. Alguns cuidados, no entanto, podem ser tomados para prevenir o surgimento destes problemas. O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica que as doenças respiratórias são as mais preocupantes, principalmente entre crianças e idosos. “São grupos mais frágeis que, ao serem afetados por algum problema, apresentam chance maior de complicação”, observa ele. Na sua avaliação, é importante que as crianças e os idosos, principalmente os que são dependentes de outros, sejam mantidos hidratados. “Ao menor sinal de mal-estar, devem ser levados ao serviço de saúde”, aconselha o diretor, que também é médico Hidratação Para enfrentar a intensidade da seca, ele recomenda a hidratação. “A pessoa deve se hidratar bem, com água ou com qualquer outra bebida não alcoólica, contendo água. Eventualmente, se os sintomas incomodarem muito, é bom usar soro fisiológico, com água e um pouco de sal, para gotejamento no nariz”, recomenda. Segundo o diretor, os olhos e a pele também necessitam de cuidados especiais. “Quem tem a pele ressecada, por exemplo, percebe que ela piora. Nada que o uso de uma loção, ou de um hidratante, não minimize. Algumas pessoas têm mais sensibilidade na região dos olhos, com a ocorrência de irritações, porém não é necessária nenhuma medida especial”, complementa. O sangramento nasal é outro complicador comum durante a seca. Cláudio Maierovitch, entretanto, tranquiliza os que apresentam esses sintomas. “A primeira medida a ser tomada é sempre conter o sangramento, pressionando a narina do lado que está sangrando por alguns minutos, esperando que pare espontaneamente”, explica. Se o sangramento for mais agudo, o conselho é usar um tampão nasal, que pode ser feito com um algodão, papel higiênico macio ou lenço de papel. “Caso o sangramento não pare, é necessário recorrer ao serviço de saúde para que seja feito um tapamento mais eficaz. É importante, ainda, saber se a pessoa é hipertensa e se não está fazendo uso de medicamento”, assegura o médico. Alerta Em algumas situações muito críticas, a umidade pode ser tão baixa que justifique a suspensão de atividades que exijam maior esforço físico. “São situações que deixam as pessoas expostas a uma sobrecarga, o que acaba aguçando os sintomas e o mal-estar”, observa o diretor. Por isso, os atletas também devem respeitar os horários e evitar atividades físicas externas no período de maior exposição ao Sol e, consequentemente, de umidade mais baixa. “Assim, como no caso da iluminação solar – que é mais intensa no meio do dia, entre 10h e 16h –, o ar costuma ficar mais seco, tornando este período do dia inadequado para a prática de exercícios físicos”, completa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera como situação de alerta quando a umidade relativa do ar cai para menos de 30%. * Publicado originalmente no site Ministério da Saúde.


por Redação do Ministério da Saúde
c8 Pesquisa

Ômega-3 reduz risco de inflamação em obesos saudáveis, diz pesquisa

Pesquisa da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, mostra que o uso de suplementos de ômega-3 reduz risco de inflamação em adultos saudáveis, mas com sobrepeso, sugerindo que esta seria uma forma de prevenir e tratar certas doenças. Para realizar o estudo, os pesquisadores recrutaram 138 adultos (45 homens e 93 mulheres) de meia idade (média de 51 anos) que estavam com boa saúde, porém acima do peso, e que tinham um estilo de vida sedentário – uma vez que a inflamação crônica está relacionada ao excesso de gordura corporal. Baseado no índice de massa corporal (IMC), 91% dos voluntários estavam com sobrepeso e 47% eram obesos. De forma aleatória – e sem alterar seus hábitos alimentares ou estilo de vida – os participantes receberam um comprimido de placebo ou um suplemento de ômega-3 de 2,5 gramas ou de 1,25 gramas durante quatro meses. O ômega-3 é uma gordura considerada boa e que pode ser encontrada em nozes e principalmente no salmão. Ao final do período, os pesquisadores constataram que aqueles que tomaram os suplementos de ômega-3 apresentaram níveis mais baixos de duas proteínas no sangue que são marcadores conhecidos de inflamação, também chamados de citocinas pró-inflamatórias. O grupo que tomou a menor dose diminui em 10% os níveis desta citocina, enquanto o de maior dose diminuiu em 12%. A diferença pode não ser tão significativa, mas aqueles que tomaram o placebo tiveram um aumento de 36% da proteína associaçada à inflamação. Ômega-3 previne inflamação “Esses dados apoiam a ideia de que uma dose maior de ômega-3 não é melhor do que uma dose mais baixa em termos de prevenção da inflamação”, diz Martha Belury, coautora do estudo. Outro resultado mostrou também que o uso do suplemento – independente da dose – diminuiu a diferença entre os níveis de ômega-6 e ômega-3 no sangue. O ômega-6 é a gordura insaturada, encontrada principalmente nos óleos vegetais e quando consumida em excesso, pode gerar uma série de doenças. A proporção de ômega-6 para ômega-3 na dieta ocidental é de geralmente 17 para 1, uma relação que os pesquisadores sugerem que deve ser reduzido em 4 para 1 ou mesmo 2 para 1. Segundo, isto significa que, em termos de regulação da inflamação, o uso de suplementos de ômega-3 por pessoas com sobrepeso ou obesas é uma forma de mantê-las saudáveis. “Este é o primeiro estudo a mostrar que suplementos de ômega-3 levam a alterações em marcadores inflamatórios no sangue de pessoas com sobrepeso, mas saudáveis”, diz Jan Kiecolt-Glaser, principal autor do estudo. “Em termos de regulação da inflamação, isto sugere que esta seja uma maneira de mantê-los assim”, conclui. Inflamação crônica A inflamação crônica está relacionada a várias condições, incluindo a doença cardíaca coronária, diabetes tipo 2, artrite e doença de Alzheimer, bem como a fragilidade e o declínio funcional comuns ao envelhecimento. A depressão está também associada com inflamação crônica, apesar de os mecanismos por trás desta relação não estarem claros. Neste estudo, os pesquisadores também procuraram determinar se os ácidos graxos ômega-3 poderiam reduzir os sintomas de depressão, mas os participantes apresentaram poucos sintomas no início do estudo, assim nenhuma redução significativa foi observada. O estudo foi publicado no periódico Brain, Behavior, and Immunity. * Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Marina Teles, do O que eu tenho
Nove em cada dez pacientes com disfunções sexuais eram sedentários, aponta pesquisa. Foto: FBellon Saúde

Homens sedentários são mais propensos à impotência sexual, diz pesquisa

[caption id="attachment_56620" align="aligncenter" width="425" caption="Nove em cada dez pacientes com disfunções sexuais eram sedentários, aponta pesquisa. Foto: FBellon"][/caption] Uma pesquisa divulgada na sexta-feira, 22 de junho, pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, revelou que os homens sedentários estão mais propensos a sofrer de impotência sexual. O estudo realizado com pacientes do Centro de Referência da Saúde do Homem indicou que, em 90% dos casos de incidência da doença, os homens apresentavam uma vida sedentária. Segundo a publicação, além de estímulos como o toque, a visão e até mesmo as memórias e os pensamentos, o homem precisa de equilíbrio no próprio organismo para ter uma ereção. Cabe ao cérebro comandar as reações nos nervos, músculos e na circulação para que os corpos cavernosos do pênis encham de sangue e o órgão fique enrijecido. O sedentarismo, entretanto, contribui para o aparecimento de hipertensão arterial sistêmica, colesterol e triglicerídeos altos, fatores de riscos para as doenças cardiovasculares que, junto com a diabetes mellitus, formam as principais causas orgânicas da disfunção erétil, pois tornam os vasos sanguíneos mais rígidos e dificultam a vasodilatação. Quem não pratica atividades físicas e possui maus hábitos alimentares ainda pode ganhar peso e gordura na região abdominal diminuindo, desta forma, a produção de testosterona – hormônio masculino importante para o bom desempenho sexual. Cigarro Além do sedentarismo, o cigarro também foi apontado pela pesquisa como causador de disfunções sexuais. Segundo o urologista Joaquim Claro, médico chefe do Centro de Referência da Saúde do Homem, 40% dos pacientes com a disfunção eram fumantes. “Os pacientes tabagistas com mais de 55 anos dificilmente vão deixar de apresentar algum grau de impotência sexual. A atuação do tabaco nas artérias é similar ao dos fatores orgânicos como a diabetes”, explica o médico. Cerca de 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos já sofreu com o problema pelo menos uma vez na vida. Entre a faixa dos 40 anos, mais de 40% não conseguem ter relações por falta de ereção. "É importante que o homem saiba reconhecer quando as falhas são eventuais e quando é o momento de procurar ajuda médica", ressalta o urologista responsável pelo serviço de urologia Cláudio Murta. A disfunção sexual pode ser tratada com terapia de apoio, medicamentos ou com a implantação de prótese peniana, mas somente um especialista é capaz de fazer o diagnóstico da doença e indicar o melhor método de tratamento. * Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
c10 Saúde Mental

Meditação fortalece conexões nervosas do cérebro

Meditar durante um mês pode melhorar as conexões nervosas do cérebro, mostra estudo realizado pela Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, e a Universidade de Dailan, na China. Os pesquisadores analisaram os resultados de quatro semanas, ou 11 horas, do treino IMTB, sigla para integrative body-mind training (em português algo como “treinamento de integração corpo e mente”) e constataram que, após o período, o cérebro dos voluntários sofreu uma alteração física considerável. Segundo a pesquisa, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, as fibras nervosas dos estudantes se tornaram mais densas, aumentando as conexões cerebrais. Além disso, os autores também detectaram uma expansão da bainha de mielina, camada protetora que envolve as fibras. Os voluntários que se dedicaram ao IBTM relataram que tiveram seus níveis de raiva, depressão, ansiedade e cansaço diminuídos e assim como uma redução nos níveis de cortisol, hormônio que provoca o estresse. Como os efeitos foram notados no córtex cingulado anterior, região do cérebro que determina o comportamento humano, a esperança é que a descoberta possa abrir portas para a cura de problemas mentais, já que uma atividade nervosa pobre na área é responsável por doenças como demência, depressão, esquizofrenia e déficit de atenção. “O nível de mudanças que encontramos pode ser similar àquelas detectadas durante o desenvolvimento do cérebro no início da infância, e permitem trilhar um novo caminho para desvendar como estas mudanças podem influenciar o desenvolvimento cognitivo e emocional”, explica Michael Posner, líder do estudo. * Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Marina Teles, do O que eu tenho
Foto: Corbis Images Comportamento

Cadeirinhas para crianças reduzem o número de mortes no trânsito

[caption id="attachment_56605" align="alignleft" width="290" caption="Foto: Corbis Images"][/caption] Obrigatória desde 2010, a cadeirinha para criança nos carros de passeio têm ajudado a salvar milhares de vidas em acidentes de trânsito. A cadeirinha é obrigatória até sete anos e meio de idade. Dados do Departamento Nacional de Trânsito mostram que duas mil crianças e adolescentes morrem anualmente em acidentes de carro. A agente de viagens e mãe do pequeno Nicolas, de três anos, Ivaneide Albuquerque, sempre coloca o filho na cadeirinha. “Eu uso a cadeirinha porque acho muito importante para a segurança dele, no caso de acontecer um acidente, tanto dentro da cidade como em viagem. Eu comprei a cadeirinha quando ele já estava com um ano e meio e ele pode usar até os quatro anos ou até chegar aos 25 quilos. E essa cadeirinha é certificada pelo Inmetro.” A coordenadora da Área de Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde, Marta Silva, assegura que o uso da cadeirinha é fundamental para salvar a vida das crianças num acidente. A coordenadora alerta que em uma batida, se a criança não estiver presa, ela pode sofrer lesões internas. Marta Silva explica a diferença dos assentos para cada idade. “Até um ano de idade, o bebê deve ser transportado no bebê conforto e a posição deve ser voltada para o vidro traseiro, de costas para a direção do carro. No caso de crianças de um a quatro anos, na cadeirinha de segurança, na posição vertical voltada para frente do veículo. E crianças de quatro a sete anos e meio, no assento de elevação e tem que ter o cinto de segurança com três pontos para fixar esse assento de elevação.” A coordenadora lembra ainda que as cadeiras de segurança utilizadas nos carros devem ser certificadas pelo Inmetro. Só a partir dos sete anos e meio é que as crianças podem passar a usar apenas o cinto de segurança do próprio carro. * Publicado originalmente no Blog da Saúde.


por Alexandre Penido, da Web Rádio Saúde
c6 Pesquisa

Medo do escuro em adultos pode ser a causa de alguns tipos de insônia

Um estudo piloto feito por pesquisadores canadenses indicou que alguns adultos podem ter episódios recorrentes de insônia por um motivo um tanto quanto vergonhoso (para eles): o medo do escuro. O medo do escuro em adultos é uma hipótese levantada a partir dos dados coletados em um grupo de participantes, que eram observados em suas reações a barulhos bruscos em condições com e sem luz. Pessoas com bons padrões de sono se acostumavam com esses barulhos, mas aqueles com dificuldades para dormir ficavam mais atentos quando as luzes se apagavam. “Os adultos com maior nível de insônia acordavam mais rapidamente do que outros com sono regular”, explica Taryn Moss, pesquisadora da Universidade de Ryerson, e principal autora do estudo. “Nossa hipótese é que isso possa estar associado a algum tipo de fobia. Provavelmente fobia da escuridão, ou seja, medo do escuro.” As conclusões da pesquisa, apresentadas no maior congresso mundial sobre o tema, o Sleep, apontam que muitos casos de insônia crônica e que acumulam insucessos no tratamento podem fazer parte desse tipo de fobia. “Se isto se confirmar, poderemos adicionar novas formas de tratar a insônia ao rol de tratamentos disponíveis hoje. Entre as possibilidades está algum tipo de estratégia que envolva variações de luz”, diz Collen Carney, pesquisadora sênior envolvida no estudo. “Ainda faltam mais dados e pesquisas, mas há este novo dado que pode ajudar muitas pessoas com insônia em um futuro próximo”, finaliza. * Publicado originalmente no site O que eu tenho.


por Enio Rodrigo, do O que eu tenho
Alguns meses de fumo são o suficeiente para provocar mutações em espermatozóides e óvulos. Foto: Reprodução/Internet Tabagismo

Tabagismo pode causar infertilidade

[caption id="attachment_56587" align="alignleft" width="300" caption="Alguns meses de fumo são o suficiente para provocar mutações em espermatozoides e óvulos. Foto: Reprodução/Internet"][/caption] Efeitos nocivos do cigarro no aparelho reprodutor são pouco conhecidos da população, alertam especialistas. Quando se pensa nos danos causados pelo cigarro, logo vêm à mente os problemas pulmonares, no máximo, cardíacos. Os anúncios do Ministério da Saúde nos lembram de outros tantos, como impotência, câncer, risco de aborto, etc. Mas pouca gente sabe a respeito dos efeitos do fumo sobre a fertilidade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o tabagismo pode ser responsável por diversas complicações que resultam em pacientes inférteis. O cigarro pode provocar desde mudanças no ciclo reprodutivo a alterações hormonais e diminuição nas taxas de sucesso em tratamento de reprodução assistida. Mulheres que fumam mais de 20 cigarros por dia têm quase quatro vezes mais chances de terem uma gravidez ectópica, que ocorre fora da cavidade uterina. Nos homens, o fumo pode provocar redução na densidade, mobilidade e morfologia dos espermatozoides, além de alterar os sistemas de defesa dos gametas contra a oxidação. “Poucos meses de fumo podem provocar mutações em óvulos e espermatozoides. No caso da mulher, basta um mês de fumo para que haja possíveis efeitos sobre o ciclo. Nos homens, esse tempo sobe para três meses, já que a produção de espermatozoides é mais lenta”, explica a médica Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora do Instituto Valenciano de Infertilidade em São Paulo. Segundo Silvana, estudos mostram que um casal de fumantes que queira engravidar tem de cinco a dez vezes mais chances de ter problemas de infertilidade. Já a combinação entre tabaco, cafeína e obesidade é ainda mais prejudicial e pode diminuir em 30% a probabilidade de se ter um filho. De acordo com a vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Mônica Andreis, apesar de existir uma maior divulgação sobre os males do tabagismo, muitas pessoas ainda não associam o fumo a todos os tipos de doenças que ele pode provocar. “São mais de 50 doenças relacionadas ao uso do tabaco ou à exposição à fumaça. Além do impacto emocional e social para o fumante e sua família, o custo com tratamentos dessas doenças chega a R$ 21 bilhões por ano no Brasil.” Para ela, iniciativas no sentido de ampliar a conscientização sobre as doenças causadas ou agravadas pelo fumo podem ser feitas não só por meio das imagens de advertência, mas também de programas educativos e adoção de políticas públicas de controle do tabagismo. “As imagens de advertência colocadas nos maços de cigarros são renovadas periodicamente e algumas delas abordaram efeitos relacionados ao sistema reprodutor, como a disfunção erétil ou impotência nos homens e risco de aborto espontâneo ou parto prematuro em mulheres gestantes. Mas alguns outros riscos, como a infertilidade e a menopausa precoce, são ainda pouco conhecidos pela população.” * Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.


por Fernanda Dias, do Opinião e Notícia

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