
Da esquerda para a direita: Victor Fernandes, da Natura, Fernando Von Zuben, da Tetra Pak, Neil Hawkins, da Dow Química e Fernando Sandroni, da Firjan, moderador da mesa.
Inovação tecnológica para a sustentabilidade é tema de seminário que reuniu lideranças empresariais no último dia 20.
A inovação tecnológica para a sustentabilidade é, nas palavras de Victor Fernandes, diretor de Inovação da Natura, aquela que tem como objetivo principal “criar um mundo melhor”. Fernandes participou na tarde do dia 20 do Seminário Lideranças Empresariais, um evento que faz parte da programação paralela da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Em um debate sobre Tecnologias para a Sustentabilidade, onde estavam presentes também Neil Hawkins, vice-presidente de sustentabilidade da Dow Química, Aires Galhardo, diretor Florestal da Fibria, Jan-Willem Scheijgrond, diretor de Meio Ambiente da Philips e Fernando Von Zuben, diretor de desenvolvimento ambiental da Tetra Pak, o pensamento comum foi de que não se faz inovação sem cooperação.
Citando o exemplo do avião movido a biocombustível, que fez um vôo demonstrativo na Conferência, Galhardo ilustrou o papel de cada um dos elos da cadeia para que as ideias saiam do papel. “Não bastava desenvolver o combustível se a fabricante do avião não adaptasse a máquina e nada disso funcionaria se o governo não incentivasse e se o consumidor não considerasse importante”.
Destacando o impacto positivo que essas inovações podem ter na sociedade, o diretor da Philips, Jan-Willem, lembrou ainda a história de um fogão de baixo custo, desenvolvido por um engenheiro da empresa. “Não tínhamos expectativa, mas de repente haviam milhares desses fogões em lugares carentes da Índia. Uma pessoa na África também utilizou o desenho, adequando às necessidades da região.”
O diretor da Tetra Pak contou a experiência da fabricante de embalagens com a criação da Rota da Reciclagem, um site onde as pessoas conseguem identificar locais para descartar resíduos recicláveis. “ Nós fizemos pesquisas e percebemos que o conumidor tinha dificuldade em saber onde levar os seu lixo reciclável. Tivemos a ideia de utilizar uma tecnologia que já existia, do Google Maps, e fazer algo que solucionasse esse problema. Colocamos uma equipe de engenheiros pensando nisso e surgiu o site”. Para Von Zuben, é preciso ter visão e adequar as ideias de maneira que se tornem mais sustentáveis “Muitas inovações estão na nossa frente, mas a gente não sabe como usar para a sustentabilidade”.
A necessidade de investimento a longo prazo foi apontada por Von Zuben como um ponto crucial para a inovação tecnológica. “Iniciamos em 1996 o desenvolvimento de uma tecnologia para separar o plástico do alumínio em nossas embalagens que só começou a ser implantada em 2005”.
Todas empresas presentes relataram experiências bem sucedidas no tema, porém, a falta de mão-de-obra capacitada em sustentabilidade foi destacada por Von Zuben e enfatizada pelos demais, como um grande impeditivo para mais avanços na área de inovação. “A sustentabilidae é movida por gente. É preciso gerar pessoas com conhecimento voltado para o tema. Esse é um ponto complicado”, relatou o diretor da Tetra Pak.
(Agência Envolverde)[ ] Voltar
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