[/media-credit]Destinação inadequada do lixo no Brasil segue preocupante.
De acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg). Ao longo de 2010, o montante chegou a 60,8 milhões de toneladas de lixo. Dessas, 6,5 milhões de toneladas não foram coletadas e acabaram em rios, córregos e terrenos baldios. Do total de resíduos produzidos, 42,4%, ou 22,9 milhões de toneladas/ano, não receberam destinação adequada: foram para lixões ou aterros controlados (que não têm tratamento de gases e chorume).
Os programas de coleta seletiva também deixaram de avançar: dos 5.565 municípios brasileiros, 3.205 possuem alguma iniciativa de coleta seletiva. Em 2009, eram 3.152 – uma alta de apenas 1,6%, aquém do crescimento da geração de resíduos.
Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.
O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.
Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.
Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor.
Os dados mostram que o País está em uma trajetória ascendente na geração de resíduos, o que já havia sido verificado nos anos anteriores. No entanto, a destinação adequada não avança no mesmo ritmo, Carlos Silva Filho.
Centro-Oeste e São Paulo
A região Centro-Oeste foi a que mais descartou resíduos sólidos em lixões em 2010, segundo o levantamento. Das 13,9 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados por dia, em 2010, no Centro-Oeste, 71,2% tiveram como destino final os lixões e aterros que não impedem a contaminação do meio ambiente. No Nordeste, onde foi produzida 38 mil toneladas diárias de resíduos, o porcentual de destinação foi 66%. No Norte, 65% das 10,6 mil toneladas de lixo diário recolhido não tiveram descarte adequado.
Nas regiões Sudeste e Sul o cenário é menos negativo. Das 92 mil toneladas de lixo coletadas diariamente em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, 28,3% foram para lixões. Nos três estados do Sul, que juntos coletaram quase 19 mil toneladas por dia em 2010, o percentual de resíduos que tem destino inadequado é de 30,3%.
Em São Paulo, maior estado do país, a geração de resíduos por habitante subiu 9% em 2010. No mesmo período, a população paulista cresceu 1%. O número preocupa, segundo a Abrelpe, porque, caso continue a subir, não haverá infraestrutura adequada para acondicionar todos esses dejetos. De acordo com a pesquisa, cada paulista gerou 1,265 kg de lixo por dia em 2009, ante 1,382 kg no ano passado – como o estudo considera apenas números oficiais, o lixo clandestino, que fica nas ruas, praças ou terrenos baldios e não é coletado, dixa de ser contabilizado.
A boa notícia é que São Paulo foi o estado que mais avançou na gestão do lixo, ao destinar menos resíduos para lixões – 8,7%, ou 4.776 toneladas/dia. Desde 1997, o governo estadual vem implementa ações para interditar lixões e regularizar aterros, explicou ao Estadão Maria Heloisa de Assumpção, engenheira da Cetesb, a agência ambiental paulista. “Em 1997, 77,8% dos municípios paulistas dispunham o lixo de forma inadequada. Hoje, são apenas 3,7%”, comparou.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
Regulamentada em dezembro de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que atualmente está em fase de estruturação, estabelece a extinção dos lixões até 2014, o que significa que os 61% dos municípios brasileiros que ainda destinam o lixo de forma inadequada têm pouco tempo para se adaptarem.
Para Silvano Silvério Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, o prazo para adequação dos municípios é factível. “O Brasil precisa trabalhar para cumprir a lei [PL 1991/07]. Se depender do governo federal, a PNRS será feita no prazo estipulado.”
* Publicado originalmente no site EcoD.
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Prezados, na AMA-CHÁCARA está diretamente envolvida com a geração e manuseio de resíduos sólidos, tendo criado um Projeto de Reciclagem Sustentável para Chácara Santo Antônio, mas que ainda não conseguiu sair do papel.Somos uma Associação de Moradores, voluntários, sem fins lucrativos, legalmente registrada, que vem estudando há mais de 3 anos, experiências bem sucedidas em reciclagem de resíduos e os procedimentos adotados na cidade de São Paulo para Coleta Seletiva. Um dos grandes entraves à implantação do Projeto e às novas práticas para o manejo dos resíduos e seu destino final, está no prazo de contrato das concessionárias de limpeza urbana,em São Paulo especificamente são 20 anos. Nesse período deveriam ter sido levados em consideração algumas projeções para que os mecanismos e equipamentos fossem se adequando ao crescimento de resíduos, mas não é o que efetivamente acontece. Salvo algumas raras excessões, a grande maioria da coleta seletiva e São Paulo(realizada pelas Concessionárias) é feita com caminhões compactadores. Esses caminhões inutilizam grande parte do material que é encaminhado para as Cooperativas, que demoram a triar o material e que tem que armazenar e devolver à concessionária, os rejeitos(produzidos pelo compactador). Fora esse retrabalho, ainda existe uma cultura, que desejamos esteja com dias contados(pela criação do PNRS), que as Cooperativas são pequenos lixões, que as pessoas que nela trabalham são sempre desqualificadas para todo e qualçuer outro’metier’ e por isso acabaram mexendo com lixo. As Cooperativas no entanto deveriam ser grandes empresas incentivadas à se equiparem com as mais modernas tecnologias para tratamento de resíduos, adequados ambientes sustentáveis,com treinamento e benefícios aos trabalhadores. Como bem citou Alba Regina em sua matéria, “a necessidade das perguntas criativas para que possam ser encontradas respostas emancipadoras”(Boaventura de Sousa Santos) é hora de perguntarmos às empresas responsáveis pela logística reversa de suas embalagens, quando irão iniciar a emancipação das Cooperativas como braços das suas indústrias? Pois se elas produzem os resíduos, que aliás também merece uma explicação, pois o que genericamente chamamos de resíduos, entendido muitas vezes como lixo, é na verdade matéria prima, está também na hora de investirem em outras indústrias,criadas a partir dessa oferta.Se a mola que rege a economia servir também à educação, teremos produção de mais embalagens para reúso(e completando esse ciclo as Cooperativas ganhando para rebeneficiar esse material, gerando renda e postos de trabalho), grande incentivo de pesquisas para criação de embalagens orgânicas e consequentemente a população mais informada e envolvida na reciclagem de resíduos. Não é ainda os melhor dos mundos, mas é um grande começo.
Abraços e parabéns pela matérias!
Adriana Ribas Lyra
Desenhista Industrial com Especialização em Marketing
Diretora Presidente da AMA-CHÁCARA
correções: 1ª linha “a AMA-CHÁCARA” ,9ª linha “exceções”, 14ª linha “qualquer”.
obrigado!
Adriana R. Lyra
credo
Entendo que a produção de lixo doméstico só vai parar de crescer no Brasil, quando houver políticas públicas verdadeiramente implementadas no sentido da aplicação das práticas dos três Rs, inclusive nas embalagens de produtos e serviços oferecidos à sociedade de consumo.
São preocupantes os números relativos ao aumento da geração de RS no Brasil e no mundo,assim como é também preocupante o seu destino. Políticas Pùblicas devem ser implantadas no sentido de barrar este aumento desordenado. Exemplo dessas seria a implantação nas escolas, estudos relativos a eduação ambiental( coleta seletiva, consumo coerente, dentre outras) desde os primeiros dias nas escolas até os niveis superiores, acreditamos que dessa forma amenizariamos esse problema assola o mundo unteiro.
PARABÉNSS…
gente vamos tentar mudar a vida do nosso planeta…
se nós não tentar mudar onde vai para isso?
que que é lixo????????????????
temos que parar d jogar lixo nas ruas e reciclar
tahhh certoo gente é isso aiii…!!!
Na realidade o lixo sai da nossa casa para os lixões, o poder público, não da importância, o povo por iniciativa propria começam a se organizar e com ganhar o seu pão de cada dia, nós precisamos apoiar as iniciativas da comunidades.