Estresse em adultos e angústia nas crianças, estes são alguns problemas que as mudanças climáticas podem causar nas pessoas. O alerta é de um estudo divulgado esta semana, pelo Instituto do Clima.
“Os danos causados pelas mudanças climáticas não são só físicos. O passado recente mostra que os eventos climáticos extremos trazem também sérios riscos para a saúde pública, inclusive a saúde mental e o bem-estar das comunidades”, destacou a pesquisa.
Ao comparar fenômenos climáticos, como secas e inundações observados nos últimos anos em algumas regiões da Austrália, o estudo constata que “a comoção e o sofrimento provocados por um evento extremo pode persistir durante anos”.
A cada cinco pessoas, uma vai sofrer os efeitos do estresse, de danos emocionais e desespero, estimou o Instituto.
Segundo a pesquisa, as crianças parecem particularmente vulneráveis à ansiedade e à insegurança, geradas pela incapacidade dos adultos de lutar contra o desequilíbrio climático.
Embora haja vários estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas para o setor econômico, existe uma lacuna sobre as “consequências das mudanças climáticas para o bem-estar e a saúde humana”, constatou Tony McMichael, professor de saúde pública da Universidade Nacional Australiana.
“Este é um ponto cego sério, limita nossa visão de futuros possíveis e da necessidade de uma ação eficaz e urgente”, acrescentou o professor, ao introduzir este estudo que, segundo ele, “vai nos ajudar a compreender a face humana das mudanças climáticas”.
Com informações da France Presse.
* Publicado originalmente no site EcoD.
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O alerta para as mudanças climáticas não é dado desde agora. Jose Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriaca da Independência, escreveu vários compêndios sobre a questão, no século XVIII. No século XIX, já o Clube de Roma chamava a atenção; em 1962, Rachel Carson escreve Primavera Silenciosa chamando a atenção para o assunto; em 1972 em Tiblisi, Geórgia, os ambientalistas traçaram princípios e metas da Educação ambiental, ou seja, o povo precisava estar esclarecido sobre o problema; em 1987 Gro Brundtlan lançou ao mundo a pesquisa empreendida por diversos países intitulada Nosso Futuro Comum; em 1992 a ECo 92 reunia no Rio de Janeiro, mais de cem países quando traçaram metas para a convivência respeitosa com os bens finitos. Na oportunidade, uma menina de 12 anos roubou a cena e em rede mundial deu um enérgico puxão de orelhas na cúpula global. Pediu mais respeito dos racionais para com os bens de todos. Mas essas coisas são menos divulgadas, quem viu, viu, quem não viu, ignora. O alerta de All gore, já é a constatação do exagero da humanidade. Ainda não havia os refugiados do clima no Nordeste brasileiro, que conviviam com a seca natural. Agora centenas de famílias estão doentes, sim, porque vivem em barracas, na verdadeira promiscuidade, usando banheiros químicos, debaixo de sol escaldante, assim como gaúchos e catarinenses convivem com os prejuizos nas plantações. Ou seja, aumento da miséria. O Planeta passa por transformações, sim, mas os humanos devem por a mão na consciência. Não há como conter o progresso, mas ele deve ser em bases do desenvolvimento social, moral e espiritual, porque o Planeta tem Diretor. Ele está avaliando as ações de cada um contra o Planeta azul. Todos precisamos redimensionar nossas atitudes. Estudar é preciso. Leiam Leonardo Boff, ele não é auto-ajuda.