Profissionais nos Estados Unidos vêm procurando retardar o envelhecimento com o hormônio testosterona, responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas, como a função sexual. Sua produção costuma diminuir aos poucos com o envelhecimento.
O coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde Eduardo Chakora diz que existem pontos positivos e negativos em relação à busca excessiva da juventude. ”Tem um lado positivo que é essa questão das pessoas de querer se preservar jovem e uma aparência saudável. Porque ela tem um cuidado maior com uma busca de uma alimentação balanceada, de praticar exercícios físicos enfim terem hábitos saudáveis no dia a dia. O lado negativo é exatamente é coisa que o envelhecimento fica sendo visto como um mau, como uma coisa que você tem que evitar que você não pode chegar, porque é como a sua aparência definir-se demais a sua vida”.
Já o chefe do Serviço de Endocrinologia do Grupo Hospitalar Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde, Fernando Azambuja Filho, explica que a reposição hormonal masculina ainda é um assunto polêmico entre os médicos. Para ele, é importante discutir com o paciente a necessidade da reposição. ”Discutir com o homem porque não é uma coisa certa que vai melhorar tanto no ponto de vista sexual, quanto o envelhecimento no geral. Às vezes pode melhorar a forma muscular, a anemia. Mas é muito discutível. Então tem que dizer para o paciente que talvez não tenha resultado”.
Fernando Azambuja Filho explicou também que o homem mais velho tem tendência a ter câncer de próstata. Por isso, a reposição deve ser feita com cuidado, já que a testosterona pode estimular o crescimento do câncer.
* Publicado originalmente no Blog da Saúde.
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