Category: Mario Osava - Page: 10

Terramérica – Um inferno siderúrgico na Amazônia

Piquiá de Baixo, Brasil, 10 de fevereiro de 2014 (Terramérica).- “Meu sobrinho tinha oito anos quando pisou na ‘munha’ (carvão pulverizado) e queimou as pernas até os joelhos”, conta Angelita Alves de Oliveira neste pedaço da Amazônia brasileira transformado em armadilha mortal para seus habitantes. O tratamento em hospitais distantes não conseguiu salvar a criança, porque “seu sangue ficou...

Indígenas brasileiros convivem mal com as águas represadas

  Foz do Iguaçu e Paulo Afonso, Brasil, 22/1/2014 – A hidrelétrica de Itaparica ocupou território dos indígenas pankararu, mas enquanto outros foram compensados, a eles coube apenas perder suas terras e o acesso ao rio São Francisco, queixam-se líderes desse povo do Nordeste do Brasil. “Já não comemos pescado como antes, mas o maior dano foi a perda...

Desenvolvimento após devastação causada por represa no Brasil

  Petrolândia, Brasil, 13/1/2014 – Valdenor de Melo espera há 27 anos a terra e a indenização monetária que lhe cabem porque sua antiga propriedade ficou debaixo da água da represa da hidrelétrica de Itaparica, no rio São Francisco, no nordeste do país. “Vou receber, tenho fé”, assegurou à IPS, embora ache que antes se aposentará como agricultor. Aos...

Cuidar da água é um dever energético do Brasil

  Foz do Iguaçu, Brasil, 20/12/2013 – A construção de grandes centrais hidrelétricas no Brasil coloca governo e empresas em numerosas escaramuças com ambientalistas, indígenas e movimentos sociais. Mas a geradora binacional de Itaipu é uma exceção, onde se pratica a colaboração. Com um conjunto de 65 ações ambientais, sociais e produtivas, o programa Cultivando Água Boa (CAB) é...

TERRAMÉRICA – Itaipu incentiva o biogás

O Brasil viveu mais de quatro décadas de concentração elétrica, mas o modelo se esgotou e agora se volta para a geração distribuída e descentralizada.  Foz do Iguaçu, Brasil, 2 de setembro de 2013 (Terramérica).- A gigantesca central hidrelétrica de Itaipu, compartilhada por Brasil e Paraguai, também está se tornando uma referência em uma fonte de energia em microescala,...

Tapajós, a batalha decisiva pela Amazônia pode-se negociar

São Paulo, Brasil, 2/9/2013 – Tudo aponta a bacia do Tapajós como o centro da batalha decisiva entre o aproveitamento hidrelétrico e a preservação da Amazônia. Ali estão em jogo um potencial equivalente a mais de duas Itaipus, e uma parte vital do bioma amazônico. Das 42 usinas possíveis, com geração de cerca de 30 mil megawatts (MW), oito...

Todos perdem na guerra pelas hidrelétricas amazônicas

  São Paulo, Brasil, 27/8/2013 – Os grandes projetos amazônicos repercutem hoje mais pelos seus conflitos que pelo desenvolvimento que podem propiciar. Na guerra pelas grandes usinas hidrelétricas perdem todos, inclusive os vencedores, que conseguem construí-las mas com atrasos, custos estéreis e a imagem abalada. “A polarização empobrece o debate” sobre o aproveitamento e a conservação dos recursos naturais, lamenta...

Combate à seca é causa de divórcio político no Brasil

  Paulo Afonso, Brasil, 31/7/2013 – As decisões do governo brasileiro para combater a seca na região Nordeste são um exemplo das desavenças entre o poder político e parte da sociedade, que explodiram em junho em inesperados protestos nas ruas. Ainda que abraçando uma solução nascida da população, de disseminar reservatórios para armazenar água da chuva, o governo de...

Um laboratório vivo de boa convivência com a seca no Brasil

  Riachão do Jacuípe, Brasil, 3/7/2013 – A primeira surpresa ao chegar à propriedade de Abel Manto é o verde da vegetação, que contrasta com os arredores castigados pela escassez de chuva. Seus feijões e suas árvores frutíferas parecem ignorar a insistente seca que atinge o interior semiárido do nordeste brasileiro, a pior em 50 anos. Uma “represa subterrânea”,...

Águas caras para o Nordeste pobre

Salgueiro, Brasil, 20/10/2011 – O impacto visual é agressivo. Cerros cortados, vales aterrados e as terraplenagens que se estendem por muitos quilômetros. A intervenção humana na natureza do Nordeste do Brasil recorda outras grandes construções, mas também preocupa por sua enorme dimensão. São 713 quilômetros de canais, aquedutos, represas, túneis e sistemas de bombeamento para puxar água do Rio...