ACCOR supera metas ambientais e amplia impacto positivo nos hotéis nas Américas
𝗥𝗲𝗶𝗻𝗮𝗹𝗱𝗼 𝗖𝗮𝗻𝘁𝗼 - Ao superar a marca de 150 hotéis certificados e bater metas rigorosas de desperdício, a Accor nas Américas prova que a sustentabilidade é o novo motor de eficiência. Da rotulagem de carbono à transição energética, a rede transforma indicadores ambientais em resultados financeiros e valor real para o mercado em 2025.

Por Reinaldo Canto | Especial para Envolverde -
Esqueça o kit de amenidades sustentáveis ou o aviso discreto no banheiro para não lavar toalhas desnecessariamente. Em 2025, a Accor subiu o tom da hospitalidade nas Américas ao provar que a sustentabilidade não é uma camada estética ou um adereço de relações públicas, mas o núcleo de uma operação de alta performance. Ao superar suas próprias metas ambientais, a rede não está apenas "fazendo o bem"; está redefinindo suas margens de lucro e blindando o negócio contra a volatilidade de um planeta em crise climática.
O marco alcançado este ano é simbólico, mas os dados que o sustentam são puramente pragmáticos. A companhia ultrapassou a marca de 150 hotéis com certificação sustentável nas Américas, atingindo 33% do seu portfólio total — um salto que atropelou a meta inicial de 30%. No Brasil, o avanço é ainda mais nítido, com a rede se aproximando da centésima unidade certificada por selos de prestígio internacional como Green Key, Hoteles Más Verdes e o Selo S.
O que esses selos escondem por trás das placas na recepção é uma engenharia de precisão. Em um setor onde o custo dos insumos é um desafio constante, a Accor entregou uma redução de 6,8% no consumo de água (superando a meta de 4%) e uma queda drástica de 21% no desperdício de alimentos. Para uma operação dessa escala, cada ponto percentual de desperdício evitado representa milhões que deixam de ser descartados e retornam ao balanço da empresa.

Carbono no Prato: A Transparência como Ativo de Marca
Um dos movimentos mais disruptivos do ano não aconteceu nos escritórios corporativos, mas na cozinha. Em parceria com a startup francesa Fullsoon, a Accor implementou um sistema de cálculo da pegada de carbono dos alimentos servidos. O projeto piloto, iniciado no restaurante GREEM (Novotel São Paulo Morumbi), foi levado para o epicentro das discussões climáticas globais: a COP 30, em Belém.
Durante o evento, oito hotéis da capital paraense adotaram a rotulagem, permitindo que hóspedes e delegados internacionais tomassem decisões de consumo baseadas no impacto climático de cada prato. A mensagem é clara: o luxo consciente exige dados, não apenas intenções. Essa iniciativa é o prelúdio de uma mudança estrutural no paladar da rede, que estabeleceu a meta de ter pelo menos 25% do cardápio com opções plant-based de baixo carbono até 2027. É a gastronomia sendo usada como ferramenta de educação e mitigação ambiental.
O Valor Econômico do que Sobra
A economia circular deixou de ser um conceito teórico para se tornar receita direta através da parceria com a foodtech Food to Save. Os números do último período são um caso de estudo sobre como monetizar a eficiência:
37,5 toneladas de alimentos salvos do descarte;
14,9 mil sacolas vendidas para consumidores conscientes;
R$ 184 mil em receita direta gerada para os hotéis a partir de excedentes que, antes, seriam custo de descarte.
Além do ganho financeiro, a ação evitou a emissão de 94 kg de CO₂, reforçando a entrada da Accor na coalizão Brasil Sem Desperdício, iniciativa da WWF que busca soluções sistêmicas para a cadeia alimentar brasileira.
Astore e a Revolução dos Bastidores
Enquanto os hóspedes percebem a mudança no cardápio, uma revolução silenciosa acontece na cadeia de suprimentos. Por meio da Astore, plataforma de compras do grupo, a Accor conseguiu economizar 4 milhões de euros para seus hotéis. A estratégia incluiu a homologação de 120 novos fornecedores sustentáveis e a oferta de equipamentos hídricos de alta eficiência com preços até 40% abaixo do mercado.
Esse poder de barganha coletiva foi fundamental para acelerar a transição energética. Atualmente, 150 hotéis da rede já contam com soluções de energia 100% renovável. No Brasil, o compromisso com a transparência foi selado com a conquista do selo Bronze do Programa Brasileiro GHG Protocol, onde a Accor passou a divulgar publicamente seu inventário de emissões nos Escopos 1, 2 e 3, submetendo-se a auditorias independentes que elevam o padrão de prestação de contas do setor.
A Visão da Cúpula: Propósito e Performance
Para a liderança da companhia, o sucesso de 2025 não é um ponto de chegada, mas a validação de que o lucro e o impacto positivo são faces d

a mesma moeda. Thomas Dubaere, CEO da Accor Américas, destaca que a sustentabilidade se tornou a espinha dorsal da resiliência do grupo:
"Nossos resultados em 2025 provam que a sustentabilidade não é um custo, mas um investimento em longevidade. Superar nossas metas certificadas
e reduzir desperdícios não apenas protege o meio ambiente, mas fortalece nossa competitividade e eficiência operacional. Estamos construindo uma hotelaria que entende seu papel social sem abrir mão da excelência financeira. O futuro do turismo será escrito por quem souber equilibrar performance e propósito."
A fala encontra eco nas ações lideradas por Antonietta Varlese, Vice-Presidente de Sustentabilidade da Accor Américas, que reforça a natureza estratégica desses marcos: "Consolidamos a sustentabilidade como um pilar estratégico, integrando inovação tecnológica, como o cálculo de pegada de carbono, e parcerias de impacto, como a Food to Save. Essas frentes demonstram que estamos acelerando para operações de baixo carbono, fortalecendo nossa cadeia de suprimentos e gerando valor para investidores e hóspedes."
Ao encerrar 2025 com esses indicadores, a Accor envia um recado contundente ao mercado hoteleiro e aos investidores: a sustentabilidade é a nova "soberania operacional". Em um planeta com recursos finitos e consumidores cada vez mais vigilantes, ser eficiente e transparente não é mais um diferencial competitivo, mas a única forma de garantir a viabilidade do negócio a longo prazo. O teto de vidro da gestão tradicional foi quebrado; agora, o sucesso se mede pela capacidade de hospedar o mundo sem esgotá-lo.

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