Instituto Ethos lança coalizão para combater o financiamento à desinformação
Em um movimento estratégico para enfrentar a manipulação sistêmica de dados e conteúdos, o Instituto Ethos, com a parceria da Aberje, lançou oficialmente na última segunda-feira (13 de abril) a Coalizão Empresarial Contra a Desinformação. O grupo surge para tratar o problema não apenas como um fenômeno digital, mas como um risco institucional e ético que ameaça a economia e a democracia.

O lançamento evidenciou o abismo informacional no Brasil e a urgência de uma governança corporativa mais rígida sobre onde os investimentos publicitários são alocados.
O Cenário em Números
Dados apresentados durante o evento acenderam o alerta para a vulnerabilidade da população e a percepção de risco global:
- Exposição Diária: 4 em cada 10 brasileiros têm contato com desinformação todos os dias.
- Vulnerabilidade Social: O impacto de deepfakes é maior entre as classes C, D e E, evidenciando o recorte socioeconômico do problema.
- Risco Global: O Global Risks Report 2026 já classifica a desinformação como o segundo maior risco global de curto prazo.
O "Financiamento Inadvertido"
Para Marcio Borges, pesquisador associado da NetLab UFRJ, as notícias falsas são apenas a face visível de um problema estrutural. Ele alerta que modelos de financiamento publicitário muitas vezes sustentam, sem intenção direta, ecossistemas desinformativos.
"Quando anunciantes financiam ambientes desinformativos, contribuem para a erosão da confiança, da democracia e dos direitos", afirmou o pesquisador durante o evento.
Responsabilidade e Governança
A Coalizão defende que a integridade da informação deve ser um pilar da agenda ESG (ambiental, social e governança) das companhias. O objetivo é incentivar que empresas adotem práticas de transparência e accountability, além de medirem os custos econômicos e os riscos sociais da desinformação.
Mais do que proteger a reputação das marcas, a iniciativa busca fortalecer o ambiente de negócios por meio da preservação da verdade e da confiança pública.
Com informações do Instituto Ethos
Envolverde





