Notas e indagações sobre o consumo eficiente de água

A ambientalista e escritora Samyra Crespo nos lembra, neste Dia do Consumidor, que é falsa a sensação geral de que a água é um recurso infinito. Pelo contrário, seus usos e os desmandos que poluem rios e mananciais, estão comprometendo a capacidade do ecossistema em reciclar a pouca água doce disponível.

Atualizado em 15/03/2026 às 17:03, por Samyra Crespo.

por Samyra Crespo - 

Hoje, 15 de março é 'Dia do Consumidor'.

Entre direitos e deveres, está em pauta o 'uso consciente' dos recursos naturais.

Dia 22 próximo é consagrado mundialmente como Dia da Água.

A água, diferentemente do que muita gente imagina, é um recurso escasso, pois grande parte dela é salgada e imprópria ao consumo humano.

Vejam o alerta da ONU sobre a 'crise da água ' no Oriente Médio. A Guerra, em curso naquela região só faz piorar a situação.

O uso eficiente deste recurso essencial à vida humana depende de economia, eficiência no abastecimento e combate ao desperdício.

Mas para que tenhamos políticas publicas eficientes de uso da água, é preciso responder a algumas perguntas básicas.

No universo de 'usuários' da água, quem ou o que mais demanda este recurso?

Quem paga, e quanto, pela produção e o abastecimento?

Infelizmente, como diz o ditado: 'não existe almoço grátis na natureza'.

Mas, privatizar o fornecimento da água (bem comum) resolve?

Na imagem, revelamos que a agricultura (não só a brasileira) é um dos maiores consumidores de água.

O agronegócio é devidamente onerado pelo consumo intensivo de água?

Enquanto você economiza no banho ou na lavagem de sua roupa, os 'datas centers' são cada vez mais intensivos na utilização de energia e água (para resfriamento).

Pense nisso.

Especialmente nas próximas eleições deste ano.

Qual é a política hídrica do nosso país e das nossas cidades?

A crise dos reservatórios, a falta de equipamento para a armazenagem da água, a exploração sustentável dos aquíferos, a descontaminação de rios (eliminando o mercúrio e os esgotos domésticas, por exemplo) são itens fundamentais de uma pauta séria e de um debate transparente.

Como mostra a crise no Oriente Médio (que já depende de usinas de dessalinização) o cenário, agravado pela crise climáticas que muda o regime de chuvas, exige atenção e providências.

A municipalização do abastecimento e privatização do serviço do fornecimento de água potável à população, as tendências mais fortes hoje em dia, claramente não dão conta do recado.

O que faz a ANA (Agência de Nacional Água)? E a área federal que cuida dos recursos hídricos do País? E a respostas dos Estados?

Disciplinar o uso da água não é precificar e cobrar.

É, antes de tudo, tratar seriamente da 'segurança hídrica'.

 


Samyra Crespo

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