𝙋𝙍𝙀𝙊𝘾𝙐𝙋𝘼𝘿𝘼
𝙎𝙖𝙢𝙞𝙧𝙖 𝘾𝙧𝙚𝙨𝙥𝙤 - Acreditem, estou me esforçando muito para ver o mundo, e os recentes acontecimentos de uma outra perspectiva...

𝙎𝙖𝙢𝙞𝙧𝙖 𝘾𝙧𝙚𝙨𝙥𝙤 -
Menos pessimista, mas sem o otimismo idiota dos que insistem em ignorar os sinais.
O perigo de um retrocesso político está mais do que nunca à espreita, amoitado em traições e covardias. Em declarações descaradas, em despudor nunca visto.
Da luta geopolítica de titãs ao ataque sem precedentes à agenda climática, e do meio ambiente, vemos a jurisprudência internacional- e a nacional - ser erodida dia a dia, sob nossos olhos.
Ou sob nossa cegueira. Uma cegueira digna da poderosa metáfora de José Saramago.
Um conformismo generalizado faz ecoar bocejos e afirmações desalentadas, desmobilizadoras: 'sempre foi assim'. Não meus caros, sempre não existe. Existe História, conquistas, derrotas, aprendizados, vontade de fazer diferente.
Uma descrença na bondade e nas forças da cooperação parece esfumar-se nesses dias de ridículos atrozes, encenados por Trump e por seus seguidores tupinuquins.
O público, ou a opinião pública, é falsamente alimentada pelo prazer mórbido de assistir devassas, ritos de falsas punições, linchamentos virtuais; e uma identificação nefasta com vencedores truculentos (ainda que corruptos e execráveis) cresce e ocupa o espaço que deveria estar destinado a líderes pacifistas, construtores da liberdade, visionários humanistas.
Mas a pior frase que escuto por aí, com uma certa perplexidade, é: não importa se são de esquerda ou de direita, o país é roubado, o povo roubado e a vida não melhora'.
Nós e eles reunidos numa igualdade falaciosa.
Nivelar, achar que a direita é 'igual' à esquerda, renunciar aos princípios conservadores de um lado ou aos progressistas de outro, é como abrir mão das motivações que historicamente nutrimos por mudanças, por desejo de melhorar.
O liberalismo já foi progressista quando a tirania imperava.
O socialismo já foi progressista quando o liberalismo passou a produzir desigualdades intoleráveis.
Que venham uma nova doutrina e uma nova ordem que elimine o que deu errado e combine, sem preconceito, o que cada uma dessas ondas de pensamento e mentalidade produziu de melhor.
Um novo iluminismo, não o obscurantismo militante da extrema direita.
Nenhuma época pode renunciar aos desejos ou missão de melhorar.
Melhorar o quê?
Melhorar a vida, melhorar a nós mesmos, melhorar nosso projeto de humanidade, não seria essa a base de qualquer adesão política consciente?
Reunimos 2 milhões de pessoas para aclamar um artista pop.
Quantos somos capazes de reunir para impedir que nossa democracia morra?
Quantos conseguimos juntar para impedir a barbárie?
Meu lado coruja está atento, mas confesso que faço malabarismos para não perder o foco.
A 6 meses das eleições, parece que o Brasil inteiro sofre de TDA.
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Envolverde

Samyra Crespo
Sem Descrição





