ODS 17

Estudo conclui que ESG segue forte no radar das empresas

Estudo conclui que ESG segue forte no radar das empresas

Por Reinaldo Canto, especial para a Envolverde

O recente estudo* divulgado pelo ACI Institute, pertencente a empresa de consultoria KPMG, intitulado “A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais”, constatou que as empresas brasileiras estão cada vez mais preocupadas em se manter atualizadas e atuantes quanto a adoção dos critérios ESG (sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança)  basicamente buscando ser cada vez melhores quanto aos cuidados com o planeta, as pessoas e as práticas corporativas.

Segundo essa nova pesquisa, 76% das empresas brasileiras divulgaram informações relacionadas a ESG, alta de 12% ante o estudo anterior. A pesquisa tomou como base, formulários de referência apresentados por 282 companhias abertas.

Um dado importante que chama a atenção é que cerca de 65% dessas empresas levam em conta indicadores ESG para remuneração variável de seus executivos e conselhos de administração, ou seja, o empenho de seus principais dirigentes em ampliar ações sustentáveis, inclusivas, éticas e transparentes se transformam também em ganhos financeiros.

Na seara ambiental o estudo também observou que 66% das empresas fazem inventários de emissão de gases do efeito estufa revelando a crescente percepção quanto ao agravamento dos problemas climáticos.

Por outro lado a evolução relacionada a diversidade caminha lentamente. Se no levantamento anterior 29% das empresas não tinham nenhuma mulher no conselho de administração agora essa anomalia reduziu apenas um ponto para 28%. Se forem levadas em conta as respostas autodeclaradas, temos um caminho grande pela frente para chegar em algum equilíbrio quanto a gênero, pois apenas 16% dos cargos em conselhos de administração, 15% na diretoria executiva e 17% nos conselhos fiscais são ocupados por mulheres.

Para Fernanda Allegretti, líder do Board Leadership Center Brasil e sócia-diretora de Markets da KPMG no Brasil, se ainda existem grandes desafios eles também podem apresentar enormes oportunidades para o futuro das empresas: “A implementação de boas práticas e estruturas sólidas de governança corporativa favorecem a credibilidade e a longevidade das empresas, tornando os mercados mais estáveis e confiáveis para acionistas, reguladores, funcionários, fornecedores, bancos e demais stakeholders. Os desafios persistem, contudo os obstáculos também representam oportunidades para a inovação. Investir em boas práticas garantirá um futuro em que a governança corporativa, cada vez mais, não seja apenas uma exigência regulatória, mas um reflexo genuíno dos valores éticos e do compromisso das empresas com o crescimento sustentável”.

*A 18ª edição do estudo “A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais” reúne dados dos formulários de referência de 282 companhias abertas no Brasil divulgados até maio de 2023.

Envolverde