A trajetória do Tiger Futebol Feminino e a busca pelo bicampeonato no Sub-15

Projeto criado a partir de uma promessa já encaminhou mais de 170 atletas para clubes e disputa uma vaga na final da Copa Elas Jogam

Atualizado em 31/07/2026 às 18:07, por Redação Envolverde.

A história do Tiger Academia de Futebol começou com uma promessa pessoal e se transformou em um trabalho de formação que, ao longo de mais de duas décadas, ajudou a encaminhar jogadoras para importantes clubes do futebol brasileiro.

O projeto foi idealizado por Wagner, conhecido como Waguinho ou Waguinão. Em 1996, quando ainda atuava profissionalmente no futsal, seu filho nasceu com um grave problema respiratório e precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva. Diante da situação, ele fez uma promessa.

Ele nasceu com um problema respiratório grave e foi para a UTI. Eu sou católico e fiz uma promessa para Nossa Senhora Aparecida de que, se meu filho ficasse bem, eu ajudaria crianças

Waguinão, fundador do Tiger

Com a recuperação do filho, a promessa começou a ganhar forma. O Tiger foi criado em 2000, inicialmente com equipes masculinas e femininas. Naquele período, Waguinão conciliava os estudos, o trabalho e a carreira como jogador de futsal.

A primeira participação do projeto em uma competição aconteceu em 2002. Segundo o fundador, os resultados iniciais não foram positivos, mas ajudaram a equipe a compreender as necessidades das atletas e a estruturar melhor o trabalho de formação.

Ainda naquele ano, o Tiger conquistou seu primeiro título paulista na categoria Sub-17, dando início a uma trajetória marcada pela formação de jogadoras e pela participação em competições de base.

Waguinão, fundador do Tiger (Foto: @tigerfutebolfeminino)

 

Duas décadas de trabalho dentro de um condomínio

Durante aproximadamente 20 anos, o Tiger desenvolveu suas atividades dentro do condomínio onde Waguinão morava. Foi nesse espaço comunitário que o projeto cresceu, recebeu novas atletas e começou a alcançar resultados dentro e fora de campo.

De acordo com o fundador, mais de 170 jogadoras formadas pelo Tiger já foram encaminhadas para equipes do Brasil e do exterior. Entre os nomes citados por ele estão Tamires, Antônia, Jennifer, Jéssica e Ary Borges.

O projeto não mantém uma equipe adulta profissional. Sua atuação está concentrada na formação de atletas e na criação de oportunidades para que elas possam dar continuidade às suas trajetórias em clubes com estruturas esportivas e financeiras mais amplas.

Além do desenvolvimento técnico, o Tiger também busca contribuir para a formação educacional das jogadoras, procurando oportunidades de bolsas de estudo e trabalhando valores como respeito, disciplina e responsabilidade.

Sem grandes patrocinadores ou apoio político, segundo Waguinão, a continuidade das atividades também depende do envolvimento das famílias. Os responsáveis contribuem financeiramente e participam da manutenção da estrutura necessária para os treinamentos e as competições.

A formação de atletas para grandes clubes

Antes de se aproximar do Corinthians, o Tiger manteve uma parceria com a Portuguesa por cerca de seis anos e meio. Posteriormente, iniciou um trabalho com o clube alvinegro, relação que, segundo o fundador, já dura aproximadamente nove anos.

O Tiger atua na identificação, preparação e encaminhamento de atletas para as categorias de base. O Corinthians é um dos principais destinos dessas jogadoras, mas o projeto também já encaminhou meninas para equipes como Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Vasco e Cruzeiro.

A proposta é garantir que as atletas tenham continuidade em sua formação e encontrem espaços adequados para avançar no futebol.

Nós somos formadores de atletas. Não temos uma equipe principal justamente porque existem clubes que podem oferecer melhores condições financeiras, moradia e apoio às famílias. Trabalhamos para preparar essas meninas e ajudá-las a seguir.

Waguinão, fundador do Tiger

Equipe Sub-15 do Tiger na Copa Elas Jogam (Foto: Copa Elas Jogam)

 

Em busca do bicampeonato no Sub-15

Campeão da primeira edição da Copa Elas Jogam na categoria Sub-15, o Tiger chega às semifinais de 2026 com a oportunidade de defender o título conquistado no ano passado.

Após a campanha na fase de grupos, a equipe se prepara para enfrentar a ACAFF em busca de uma vaga na decisão e da possibilidade de conquistar mais um troféu para sua trajetória.

Para o técnico Fábio, a classificação é resultado da dedicação demonstrada pelas jogadoras ao longo da competição.

A sensação é ótima. As meninas estão fazendo um trabalho excepcional e merecem colher os frutos depois de muita luta e determinação. Agora vamos para a semifinal pensando na final e em busca do bicampeonato.

Fábio, técnico da equipe Sub-15 do Tiger

Técnico Fábio, da equipe Sub-15 do Tiger (Foto: Copa Elas Jogam)

A participação na Copa representa mais uma etapa no processo de formação das jovens atletas. Em campo, elas carregam a história de um projeto que nasceu de uma promessa, cresceu com o apoio das famílias e segue trabalhando para que novas gerações encontrem oportunidades no futebol feminino.

O próximo desafio

O Tiger enfrenta a ACAFF pela semifinal da categoria Sub-15 da Copa Elas Jogam.

Semifinal – Sub-15

ACAFF × Tiger
Horário: 9h00
Data: domingo, 2 de agosto
Local: Nossa Arena

Envolverde


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