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BrazilLAB abre inscrições para aceleração de startups com foco no setor público

Além de impulsionar desenvolvimento do negócio, programa aproxima empresas e governos que busquem soluções inovadoras para desafios de gestão Único hub especializado em aproximar startups e poder público, o BrazilLAB abriu hoje as inscrições para a terceira edição de seu Programa de Aceleração.

BrazilLAB abre inscrições para aceleração de startups com foco no setor público

BrazilLAB abre inscrições para aceleração de startups com foco no setor públicoAlém de impulsionar desenvolvimento do negócio, programa aproxima empresas e governos que busquem soluções inovadoras para desafios de gestão

Único hub especializado em aproximar startups e poder público, o BrazilLAB abriu hoje as inscrições para a terceira edição de seu Programa de Aceleração. A organização está em busca de empresas que ofereçam soluções inovadoras para desafios de governos nas áreas de meio ambiente, gestão de pessoas, saúde, inclusão, educação empreendedora e segurança pública. Ao todo, trinta startups serão aceleradas.

“Queremos incentivar a implementação de ideias que beneficiem a sociedade melhorando a qualidade dos serviços e desburocratizando a administração pública”, afirmou Letícia Piccolotto, presidente do BrazilLAB, ao anunciar o lançamento do programa durante a abertura do GovTech Brasil, evento que aborda a pauta de inovação para governos hoje e amanhã em São Paulo. Empresas interessadas em participar do programa devem realizar inscrição pelo site http://brazillab.org.br até o dia 8 de outubro, e o processo seletivo se encerra em novembro.

De dezembro a março, as trinta empresas escolhidas vão receber mentoria e apoio para desenvolvimento e validação de ideias, além de entrar em contato com gestores públicos, investidores e startups que já atuam no setor. Ao final do processo, os participantes vão se apresentar em um pitch para uma banca de investidores e especialistas, que irão eleger os melhores projetos. Os vencedores receberão um contrato de investimento que pode variar de 50 a 200 mil reais, além de apoio do BrazilLAB para a aproximação com governos e implementação das soluções.

O BrazilLAB já acelerou 26 startups desde a primeira edição do programa. Entre os projetos que passaram pela aceleração estão o CUCO Health, aplicativo que atua como enfermeira digital e vem ajudando a reduzir filas nas Unidades Básicas de Saúde de Juiz de Fora (MG), e a MobiEduca.me, plataforma de combate à infrequência escolar que já levou impactos positivos às Secretarias de Educação do Piauí, de Teresina e de Bom Jesus.

Conheça os desafios

Para esta edição, o BrazilLAB dobrou o número de áreas para os quais o programa de aceleração receberá propostas de soluções. “Identificamos problemas desafiadores para administrações públicas que a tecnologia e a inovação têm grande potencial para ajudar a superar”, explica Letícia Piccolotto. São eles:

Meio Ambiente: O Brasil tem uma das maiores bacias fluviais do mundo. No entanto, segundo pesquisa coordenada pela Fundação SOS Mata Atlântica, menos de 3% dos rios do país possuem água de boa qualidade, e o número de rios com água de qualidade ruim aumentou cerca de 10% entre 2015 e 2016. Diante desse cenário, o BrazilLAB busca soluções que respondam a duas questões: como a tecnologia pode contribuir para diminuir a quantidade de lixo e efluentes presentes nos rios; e como as cleantechs podem auxiliar o governo na despoluição ambiental, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

Educação empreendedora:  As rápidas transformações pelas quais o mundo vem passando exigem cada vez mais que as pessoas tenham visão inovadora, sejam autônomas e dominem competências múltiplas. Pesquisas do Fórum Econômico Mundial mostram que sociedades que investem em ações, negócios e educação empreendedora aumentam sua representatividade nos mercados, mas um estudo do Sebrae mostra que 44% dos empresários brasileiros ingressaram no setor por necessidade e 70% recebem, no máximo, três salários mínimos – o que especialistas chamam de empreendedorismo de subsistência. O programa de aceleração do BrazilLAB busca soluções que responsam às perguntas: como as edtechs podem fomentar o empreendedorismo de inovação na educação e preparar os alunos para que eles tenham as competências necessárias para enfrentar os desafios do futuro; e como a tecnologia pode ajudar os educadores a cultivar a criatividade, o protagonismo, o empreendedorismo e a confiança dos alunos na sala de aula.

Gestão de pessoas: De acordo com a FGV/DAPP, o tamanho real do setor público aumentou 42% entre 2000 e 2014, chegando a 44 funcionários públicos para cada 1000 habitantes – entre os países membros da OCDE, a média é de 14 a 22 funcionários públicos para cada 1000 habitantes. No entanto, temos dificuldades em entregar serviços de qualidade: temos alguns dos processos mais ineficientes do mundo, alocando tempo e recursos públicos em ações de baixo retorno para a população. De acordo com o Banco Mundial, a burocracia prejudica mais o desenvolvimento do que o peso finnanceiro dos tributos. Para este desafio, o BrazilLAB busca startups que ajudem a solucionar duas questões: como a inteligência artificial pode ajudar no controle e auditoria da folha de pagamento; e como inovações tecnológicas podem aprimorar processos internos, inclusive aqueles de seleção, monitoramento e desenvolvimento dos funcionários públicos.

Inclusão social: Diversos dados mostram que alguns grupos sociais ainda enfrentam grandes barreiras para sua plena inclusão. Apesar de o último Censo apontar que quase 24% da população brasileira é formada por pessoas com deficiência, essas pessoas ocupavam apenas 0,77% dos empregos formais no país em 2014, segundo o Ministério do Trabalho. Mulheres, que formam 52% da população brasileira de acordo com o IBGE, recebem em média 22% menos que homens. O estudo Gesta – Engajamento Escolar, da Fundação Brava, mostra que, entre os jovens negros cuja mãe é analfabeta, vivendo em situação de extrema pobreza em áreas rurais do Nordeste, apenas 8% concluem o ensino médio com menos de um ano de atraso. O programa de aceleração do BrazilLAB busca projetos que respondam às perguntas: como a tecnologia pode promover oportunidades iguais, a fim de combater o preconceito e a exclusão social com base em classe, idade, necessidades especiais, sexo, gênero, raça e outras; e como a tecnologia pode engajar a sociedade na busca pela inclusão social em todos os aspectos.

Saúde e prevenção: O Sistema Único de Saúde corre risco de colapso em um futuro próximo. Estudo divulgado pelo Instituto Coalização Saúde e realizado pela McKinsey & Company mostra que as despesas com saúde podem chegar a 25% em 2030, nível insustentável para os cofres públicos. O desenvolvimento de uma cultura de prevenção de doenças pode não só otimizar os gastos do governo na área, como também melhorar a qualidade e expectativa de vida da população. Diante disso, o BrazilLAB busca startup que solucionem as questões: como a tecnologia pode ajudar o setor público a oferecer à população ferramentas digitais para a prevenção de doenças; e como as health techs podem ajudar a tornar o cidadão mais consciente e responsável pela própria saúde, auxiliando o Brasil em sua meta de queda de obesidade e na melhoria dos hábitos alimentares.

Segurança pública e cybersecurity: O Índice de Progresso Social coloca o Brasil como o 11º mais inseguro do mundo. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 17 das 50 cidades mais violentas do mundo são brasileiras e o país tem mais homicídios do que 52 países da América do Norte, Europa, Oceania e Norte da África combinados. No ambiente online, os dados também são preocupantes: o relatório Norton Cyber Security Insights mostra que, em 2016, 42,4 milhões de braisleiros foram afetados por investidas de hackers, e o prejuízo total no país por conta desses ataques chegou a R$ 32,1 bilhões. Para este desafio, os empreendedores devem apresentar soluções que ajudem a responder às perguntas: como as novas tecnologias podem contribuir com a melhoria da segurança pública no Brasil; e como a tecnologia pode auxiliar o governo no combate a ataques cibernéticos que afetam a segurança pública no país. (#Envolverde)

Sobre o BrazilLAB

O BrazilLAB é o único GovTech Hub que acelera ideias e conecta empreendedores com o poder público. Nosso objetivo é estimular, no Brasil, uma cultura voltada para a inovação no setor público. Fazemos isso apoiando empreendedores que estão engajados em buscar soluções para os desafios mais complexos vividos pela sociedade atual.

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