Ambiente

China e EUA lançam plano conjunto para combater crise climática

Por Opera Mundi – 

Documento fala em ‘urgência’ no combate à crise climática, estabelecendo metas para redução de emissões, descarbonização e desmatamento

As duas maiores potências do mundo, e também as com mais emissões de gases poluentes, China e Estados Unidos, surpreenderam a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) nesta quarta-feira (10/11) ao anunciarem um plano conjunto de combate à crise climática.

O anúncio foi feito pelo enviado especial chinês sobre o clima, Xie Zhenhua, em Glasgow, na Escócia. Na ocasião, ele afirmou que equipes de ambos os países têm trabalhado em diálogo desde o início deste ano, tendo sido realizadas mais de 30 reuniões virtuais que resultaram na publicação de uma declaração assinada pela China e pelos Estados Unidos.

“As mudanças climáticas estão se tornando um desafio cada vez mais urgente. Esperamos que esta declaração conjunta ajude a ter sucesso na COP26″, declarou Xie.

No texto, as nações se dizem “alarmadas” com relatórios que tratam da crise climática e dizem reconhecer a “seriedade e urgência” do tema. Além disso, China e EUA “lembram seu firme compromisso de trabalhar juntos e com outras partes” para fortalecer a implementação do Acordo de Paris.

O acordo firmado em 2015 estabeleceu metas para combater o aquecimento global, entre elas tem o objetivo de manter o aumento da temperatura média global “abaixo dos 2ºC” e “prosseguir esforços para limitá-lo a 1,5ºC”.

Créditos: Wikicommons
Anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo enviado especial chinês sobre o clima Xie Zhenhua

O documento ainda diz que os países reconhecem a “lacuna significativa” que existe nos esforços de enfrentar a crise climática, destacando que “os dois lados enfatizam a importância vital de preencher essa lacuna o mais rápido possível, especialmente por meio de esforços redobrados”.

A declaração cita também uma série de medidas acordadas entre ambos os países para reduzir as emissões de gases poluentes, descarbonização e desmatamento, as quais devem ser implementadas de forma individual e combinada.

Durante a coletiva para anunciar o plano, o porta-voz chinês afirmou que China e EUA vão “abordar ativamente a mudança climática por meio da cooperação”, afirmando que os países precisam “pensar grande e ser responsáveis”, para trazer “enormes” benefícios às pessoas em todo o mundo.

John Kerry, enviado especial norte-americano sobre sobre o clima, falou sobre a declaração conjunta. Para ele, as “duas maiores economias do mundo concordaram em trabalhar juntas nas emissões nesta década decisiva”.

O representante dos EUA também disse que ambos os países foram honestos um com o outro, e que os mandatários deixaram claro que, embora existam diferenças entre as nações, estão determinadas em trabalhar juntas na “questão mais urgente que o mundo enfrenta”.

Em resposta ao anúncio feito nesta quarta, o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que dá as “boas-vindas” ao acordo entre China e EUA. “O enfrentamento da crise climática requer colaboração e solidariedade internacional, e este é um passo importante na direção certa”, declarou.

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