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Inter Press Service - Reportagens

América Latina com o desenvolvimento humano pela metade


por Emilio Godoy, da IPS

[caption id="attachment_117599" align="aligncenter" width="529"] Leobardo Gómez, de 44 anos, tenta sobreviver tocando gaita pelas ruas da Cidade do México, porque as sequelas de um acidente não permitem que trabalhe em sua profissão de pedreiro. Foto: Emilio Godoy/IPS[/caption]   Cidade do México, México, 28/7/2014 – O pedreiro Leobardo Gómez está há nove meses sem emprego, desde que em outubro escorregou em uma obra onde trabalhava, na capital do México, e caiu na rua.”Quebrei duas costelas e ainda não posso trabalhar. O médico disse que preciso repousar e o seguro social já não me paga. O corpo ainda dói”, disse à IPS este homem de 44 anos, que migrou do Estado de Puebla para a Cidade do México. Enquanto se rearranja, Gómez perambula por cafés e restaurantes tocando sua gaita em troca de algumas moedas por ouvir uma das dez músicas que sabe tocar, apesar de ter trabalhado desde muito jovem. Por causa de casos como este que a América Latina e o Caribe devem impulsionar o acesso universal a serviços sociais e políticas de emprego formal para avançar no desenvolvimento humano, cujos índices melhoraram nos últimos anos, segundo recomendações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e especialistas. Em seu Informe sobre Desenvolvimento Humano 2004. Sustentar o Progresso Humano: Reduzir Vulnerabilidades e Construir Resiliência, divulgado na semana passada, o Pnud destaca que a região tem o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) em comparação com outras áreas em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, alerta que o progresso diminuiu nos últimos cinco anos em comparação com o período 2000-2008, e as vulnerabilidades ameaçam reverter os êxitos obtidos. “A desigualdade é o principal problema. A igualdade tem uma relação inerente com a formação do Estado, que dependeu das elites por muito tempo, pensando que há uma mão invisível que na realidade nunca existiu e sem reconhecer o valor da cidadania”, disse à IPS a especialista em igualdade Emilia Reyes. Reyes, coordenadora de Políticas e Orçamento Público com Enfoque de Gênero da não governamental Igualdade de Gênero: Cidadania, Trabalho e Família, apontou que “é hora de fazer uma leitura estrutural do desenvolvimento, para ver os impactos sociais e ambientais da concentração dessa riqueza. Na América Latina não temos um esquema de desenvolvimento sustentável”. O IDH, onde 1 é o nível ótimo e 0 o mais baixo e que mede a longevidade, o nível de vida e a educação, na América Latina passou de 0,73 em 2010 para 0,74 em 2013. O Chile é o melhor situado, com 0,82, seguido por Cuba e Argentina com 0,81 cada, enquanto entre os países com índices menores estão Haiti, Nicarágua e Honduras. Entre 2010 e 2013, a permanência na escola e a expectativa de permanecer na escola praticamente não variaram. O que cresceu foi a renda por pessoa, de US$ 12.926 para US$ 13.767. O Pnud alerta que a região experimentou um perda no ritmo de avanço em desenvolvimento humano de 25% desde 2008. Também destaca que, apesar de registrar a maior queda na desigualdade, a região continua sendo a mais desigual do mundo em termos de renda. “A desigualdade diminuiu na América Latina e no Caribe devido à expansão da educação e das transferências públicas para os pobres”, diz o documento, que analisa dados de 187 países. O informe menciona quatro nações da região com desigualdade crescente entre 1990 e 2012, 14 com desigualdade em queda e duas sem tendência definida. Em 14 países latino-americanos e caribenhos a pobreza multidimensional chega a quase 7%, enquanto 9,5% estão em risco de cair nela. “O avanço e o crescimento dos indicadores deve ser tomado com cautela, porque só se vê refletida uma pequena parte da população, a que experimentou aumento de bem-estar”, disse Liliana Rendón, acadêmica da Faculdade de Economia da Universidade Autônoma do Estado do México, que também ressaltou que o IDH está acompanhado de uma crescente desigualdade de renda. “A população pobre não sofre apenas a falta de renda, pois a pobreza inclui carências em saúde, educação e outras áreas. A renda deve ser traduzida em bem-estar, considerando aspectos sociais, ambientais e políticos”, acrescentou. Apesar do forte crescimento da produtividade, os salários reais no mundo permanecem estanques. Mas na região aumentaram 15% entre 2000 e 2011. Além disso, o emprego vulnerável caiu de quase 36% em 2010 para 31,5% em 2012, e os trabalhadores pobres que vivem com menos de US$ 1,25 por dia diminuíram dentro do total da força de trabalho nesse período. O Pnud aconselha, como meios para promover e assegurar o avanço em desenvolvimento humano, a prestação universal de serviços sociais básicos, políticas mais fortes de proteção social e o pleno emprego. Ao mesmo tempo, com esses elementos se reduziriam as vulnerabilidades, que entre suas causas cita as crises financeiras, a flutuação dos preços dos alimentos, os desastres naturais e a violência criminosa. Uma das novidades do informe é a conclusão do Índice de Desenvolvimento de Gênero, no qual América Latina e Caribe ocupam o primeiro lugar entre as regiões em desenvolvimento. Argentina, Barbados e Uruguai estão entre os 16 países do mundo onde os valores do IDH para as mulheres são iguais ou superiores aos dos homens. “O Estado não pode gerar um desenvolvimento econômico, social e cultural com apenas 49% da população, a masculina, porque as mulheres enfrentam barreiras intransponíveis para terem acesso a essas esferas. Isso implica reduzir esquemas de discriminação, ampliar oportunidades e reconhecer obstáculos para a proteção social”, ressaltou Reyes. O Pnud recomenda também a criação do Fundo Monetário Latino-Americano para acumular reservas, estabilizar taxas de câmbio, prover seus membros com fundos de curto prazo e oferecer vigilância. A região já conta com o Fundo Latino-Americano de Reservas, formado em 1976 e integrado por Costa Rica, Colômbia, Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Uruguai e Paraguai. Esses países pagam um capital total de US$ 2,37 bilhões. “A desigualdade freia o desenvolvimento, por isso as políticas públicas devem caminhar no sentido de conseguir uma sociedade mais igualitária. As políticas públicas focar e investir mais e melhor na luta contra a pobreza, com melhores efeitos de redistribuição”, enfatizou Rendón. A seu ver, “isto se conseguirá com um crescimento econômico sustentado que permita investir em saúde e educação de maneira universal e garantir a qualidade desses serviços”. Altos e médios O Chile é o país latino-americano melhor situado, no posto 41, um a mais do que em 2013 em relação a 2012. O acompanham entre os países de alto IDH Cuba (44, igual a 2012), Argentina (49, igual), Uruguai (50, mais dois), Panamá (65, mais dois), Venezuela (67, menos um), Costa Rica (68, menos um), México (71, menos um), Brasil (79, mais um), Peru (82, mais um), Colômbia (98, igual), Equador (98, igual) e República Dominicana (102, igual). No nível médio do IDH, mantiveram-se todos os postos de 2012: Paraguai (111), Bolívia (113), El Salvador (115), Guatemala (125), Honduras (129) e Nicarágua (132). O único país da região em nível de baixo IDH é o Haiti, que manteve o posto 168 dos 187 países estudados. Envolverde/IPS
No deserto de Atacama, norte do Chile, concentra-se a maior radiação do planeta e aí começou a ser construída a primeira usina termosolar da América Latina. Foto: Marianela Jarroud/IPS

Ambiente

Terramérica – Aposta na energia termossolar


por Marianela Jarroud*

[caption id="attachment_117556" align="alignleft" width="340"] No deserto de Atacama, norte do Chile, concentra-se a maior radiação do planeta e aí começou a ser construída a primeira usina termosolar da América Latina. Foto: Marianela Jarroud/IPS[/caption] Santiago, Chile, 28 de julho de 2014 (Terramérica).- Com a primeira usina termossolar da América Latina, o Chile pretende pôr freio à sua crise energética, que ameaça elevar ainda mais os altos custos da eletricidade e inibe o crescimento dos investimentos, principalmente na mineração. “Temos um problema estrutural, de a energia ser muito cara no Chile. Isso não representa um entrave para o crescimento econômico, mas prejudica os mais pobres”, disse ao Terramérica Álvaro Elizalde, ministro secretário-geral de Governo. Portanto, acrescentou, “temos que, simultaneamente, aumentar a oferta energética para reduzir os preços e promover energias renováveis não convencionais” (ERNC). A usina de Concentração Solar de Potência de Cerro Dominador está nessa linha. A companhia espanhola Abengoa, que opera no Chile desde 1987, ganhou em janeiro a concessão pública para desenvolver uma usina solar de tecnologia de torre, com 110 megawatts de capacidade e 17,5 horas de armazenamento de energia térmica em sais fundidos. O projeto, cuja construção foi iniciada em maio pela filial da empresa espanhola, a Abengoa Solar Chile, entrará em operação em 2017 e terá vida útil de geração de 30 anos. Seu custo será de US$ 1 bilhão, aos quais se somarão outros US$ 750 mil para construção de uma usina fotovoltaica que duplicará a potência gerada para 210 megawatts, segundo informaram ao Terramérica porta-vozes da empresa no Chile. A Abengoa contará com subvenções diretas do governo chileno e da União Europeia, bem como financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, do banco de desenvolvimento alemão KFW, do Fundo de Tecnologia Limpa e do Fundo Canadá para Iniciativas Locais. A usina será construída no município de María Elena, na região de Antofagasta, 1.340 quilômetros ao norte de Santiago, em pleno deserto de Atacama, o mais árido do planeta e onde o sol brilha quase todo o ano. Para seu funcionamento a usina não utilizará painéis, mas uma série de 10.600 espelhos (heliostados) de 140 metros quadrados, que seguem o sol em dois eixos e refletirão sua luz e seu calor para uma única torre de 243 metros de altura, que lembrará a torre de Sauron, do filme O Senhor dos Anéis. Esse calor será transferido para sais fundidos a fim de produzir vapor e acionar a turbina de 110 megawatts. Para conseguir uma produção contínua, a usina contará com um sistema de armazenamento térmico projetado pela companhia espanhola. Segundo a Abengoa, a usina será capaz de oferecer eletricidade limpa 24 horas por dia, algo fundamental em Antofagasta, onde a indústria da mineração, em constante expansão, já absorve 90% da geração para a produção basicamente de cobre. Além disso, segundo porta-vozes da empresa, a usina evitará a emissão de 643 mil toneladas de dióxido de carbono por ano, equivalentes às emissões de 357 mil veículos circulando durante um ano. Também poderá suprir a totalidade do consumo residencial da região. O professor Roberto Román, especialista em energias renováveis não convencionais da Universidade do Chile, afirmou ao Terramérica que são múltiplas as vantagens da tecnologia termossolar frente a outras ERNC, e em particular as fotovoltaicas. Román explicou que este tipo de usina “é capaz de gerar e acumular energia e, na prática, significa que pode operar as 24 horas do dia em grande parte do ano, somente com a energia do sol”. Além disso, “sua geração pode ser combinada com outros combustíveis, como gás natural, para garantir 100% de acesso. Isso significa que é gerada a potência requerida segundo demanda do sistema no momento do requerimento”, acrescentou. “Se operar só com energia solar, tem zero emissões”, acrescentou Román, recordando que se trata de uma tecnologia em plena evolução e desenvolvimento, “havendo espaço para pesquisa, desenvolvimento e inovação”. [caption id="attachment_117557" align="alignright" width="340"] Representação gráfica de como será a usina de Concentração Solar de Potência de Cerro Dominador, que começará a operar em 2017 no município de María Elena, na região de Antofagasta, norte do Chile. Foto: Abengoa Chile[/caption] “É o que fez a Espanha nos últimos 20 anos e com o que sonho sejamos capazes de fazer aproveitando o maravilhoso sol que nos sobra. Com o recurso existente, sobra sol para abastecer vários chiles”, acrescentou Román. Este país, de 17,6 milhões de habitantes, conta com 18.278 megawatts de capacidade bruta instalada. Do total, 74% estão no Sistema Interligado Central, 25% no Sistema Interligado Norte Grande, e o restante em redes médias das regiões austrais de Aysén e Magalhães. O Chile importa 97% dos hidrocarbonos que precisa e sua matriz energética é composta por 40% de hidroeletricidade e o restante de combustíveis fósseis e contaminantes das centrais termoelétricas. A carência de fontes energéticas coloca o preço de produção de um megawatt/hora entre os mais caros da América Latina, com custo superior a US$ 160. A mesma medida custa US$ 55 no Peru, US$ 40 na Colômbia e US$ 10 na Argentina. Desde que assumiu seu segundo mandato, a presidente socialista Michelle Bachelet reitera seu compromisso com o desenvolvimento de ERNC (eólica, geotérmica, termossolar e solar fotovoltaica), para que 20% da eletricidade seja obtida de energias limpas até 2025. Nesse esquema, a luz solar parece ser o eixo do desenvolvimento energético para os próximos anos, como consta da Agenda Energética lançada por Bachelet em 15 de maio. No mesmo mês, o governo aprovou 43 projetos de energias renováveis não convencionais, com participação de empresas locais e internacionais, todos no norte do Chile e em sua maioria fotovoltaicos. Juntos representam 2.261 megawatts ao ano, o que aumentaria em 12,3% o sistema de capacidade bruta instalada, quando estiverem em operação. Román alertou que, no caso da energia termossolar, “há muitas coisas que ainda devem ser aprendidas, como o comportamento dos materiais e elementos no agressivo clima desértico e o quanto pode ser grave a questão do pó e da limpeza dos espelhos”. Isto somado a outros temas relevantes, como escassez de água no deserto, “fazem com que o custo de investimento supere de duas a quatro vezes a instalação de energia fotovoltaica”, acrescentou. Entretanto, destacou Román, “se produz de duas a três vezes a quantidade de energia, portanto a diferença real em custo da energia não é tão grande. Por tudo isso, vejo essa tecnologia como uma opção fantástica. Deveríamos subir no carro da pesquisa e do desenvolvimento nessa área, naturalmente com colaboração estrangeira, e passarmos a ser relevantes no tocante ao desenvolvimento tecnológico”, concluiu. Envolverde/Terramérica * A autora é correspondente da IPS.   Artigos relacionados da IPS Gás é crise e solução Chile fecha a comporta da HidroAysén e a Patagônia comemora Sol na mineração Chile engasgado no debate sobre energia hidráulica, em espanhol   Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação apoiado pelo Banco Mundial Latin America and Caribbean, realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
Foto: www.facebook.com/ciclovidas

Sociedade

O avanço das bicicletas no Brasil e no mundo


por Wendy Andrade, no SustentArqui*

[caption id="attachment_117626" align="alignleft" width="300"] Foto: www.facebook.com/ciclovidas[/caption] Longe de ser somente uma opção de lazer, a bicicleta ganha cada vez mais destaque como meio de transporte e o poder público em diversos lugares começa a ficar atento para essa realidade. Hoje, no Brasil, são mais de 60 milhões de bicicletas — metade usadas pela população para ir ao trabalho. Segundo a pesquisa Origem e Destino do metrô, aplicada na Região Metropolitana de São Paulo, o uso desse tipo de deslocamento aumentou 18% entre 1997 e 2008. 22% das viagens de bicicleta têm por motivo o alto custo da condução e 57%, a pequena distância da viagem. Maiores reféns do trânsito, as grandes capitais já recebem algumas iniciativas. Por exemplo, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo contam com o sistema de aluguel de bicicleta – Bike Rio e Ciclo Sampa – resultado da parceria entre as prefeituras e bancos. O projeto vem atraindo um grande número de adeptos. No Rio, a iniciativa aumentou o número de postos e bicicletas para atender a demanda. Já a cidade de São Paulo não para por aí. O prefeito Fernando Haddad tem um projeto audacioso: criar 400 km de ciclovias na capital paulista até o final de 2015, inaugurando um trecho de rotas cicloviárias por semana, incomodado com o fraco desenvolvimento da cidade paulista quando comparada a outras metrópoles. Em Sampa, o trajeto de bicicleta abrange menos de 1%. Porém, outra iniciativa na cidade já está em andamento: um bicicletário público com vestiário está sendo criado próximo a estação de metrô Faria Lima. O projeto, que partiu de um abaixo assinado com mais de 23 mil assinaturas, terá manobristas, armários, ferramentas para bicicleta, e funcionará 24 horas. Outra capital que também está criando alternativas para os ciclistas é Curitiba. A cidade, onde mais de 55 mil pessoas aderiram à bicicleta como meio de transporte, recebe o projeto Via Calma, que tem como objetivo criar ciclovias nas principais vias da cidade. Os ciclistas vão transitar pelo lado direito das vias em áreas demarcadas. Para evitar acidentes, a velocidade vai ser reduzida a 30 km por hora e nos cruzamentos vão ser instalado Bikeboxes, uma área especial de parada para bicicletas nos semáforos, protegendo e priorizando o ciclista quando o sinal abrir. No Mundo Diferente do Brasil, alguns países já estão bem desenvolvidos em relação a ciclovias. Como por exemplo, a cidade de Bogotá, que possui 359 km de ciclovia, Nova York 675 km e Berlim 750 km. Em Tóquio e na Holanda, 25% dos trajetos são feitos de bicicleta. Portanto, esses países procuram além das ciclovias, outras iniciativas para estimular o uso da bicicleta. Na França, 20 empresas e instituições somando mais de dez mil funcionários, pagam 25 centavos de euro a cada quilômetro percorrido de bicicleta no trajeto casa-trabalho. Ainda na França, em Paris, o P’tit Vélib’, terceiro maior serviço de compartilhamento de bicicletas do mundo, vai oferecer 300 bicicletas para crianças de 2 a 10 anos de idade em diferentes tamanhos. No Reino Unido, o governo criou um sistema de vendas de bicicleta em conjunto entre funcionários e empregados, chamado Cycle to Work, que oferece preços menores e descontos nos impostos para aqueles que usam bicicleta para ir ao trabalho. Já na Alemanha o projeto é ainda maior, o governo alemão preocupado em reduzir o congestionamento e a poluição, pretende trocar carros e caminhões por bicicletas de carga. Segundo o porta-voz do ministério dos Transportes, Birgitta Worringen, o projeto é viável porque mais de 75% dos trajetos no país são para cobrir distâncias menores do que dez quilômetros. A empresa de logística, UPS, já realiza entregas em seis cidades alemãs usando bicicletas. Entretanto, o representante da empresa, Lars Purkarthofer, ressalta que a estrutura no país ainda não é a ideal, as ciclovias são estreitas e em alguns pontos faltam estacionamentos para guardar as bicicletas. Benefícios Além de manter uma população mais saudável e diminuir a poluição e os congestionamentos das grandes metrópoles, outros dados chamam a atenção para os diferentes benefícios do uso da bicicleta como transporte diário. Segundo um estudo realizado em Nova Iorque, as vendas das lojas de rua aumentaram em até 49% após a construção de ciclovias. O estudo argumenta que um ciclista tem menos barreiras para entrar numa loja local que, ao contrário do carro, é mais fácil encontrar um ponto para prender a bicicleta. Outro fator interessante é a questão da segurança. É quase unanimidade entre os ciclistas que pedalar nas grandes vias além de atrapalhar o trânsito, aumenta o risco de acidentes. Porém, um estudo feito na Universidade do Colorados em Denver, nos Estados Unidos, mostra o contrário. O estudo afirma que o aumento de bicicletas nas estradas reduz o número de acidentes de trânsito e ainda torna o tráfego mais seguro. O professor e coautor do estudo, Wesley Marshall, trabalha com a hipótese de que quando existe um grande número de ciclistas na estrada, o motorista fica mais atento. Portanto, cidades com grande volume de bicicletas, não são seguras apenas para os ciclistas, mas para os carros também. O fato é que qualquer tipo de incentivo ao uso da bicicleta é importante, as ruas no Brasil se encontram em situação precária. As grandes capitais estão congestionadas e sem previsão alguma de melhora. O trabalhador quando não espremido no transporte público, está isolado no carro esperando o trânsito andar. Então, a bicicleta vem se tornando uma importante alternativa onde a sociedade ganha como um todo por ter uma cidade mais humana e saudável, e menos congestionada e poluída. * Publicado originalmente no SustentArqui e retirado do site Revista Fórum.
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Economia

As três regras de ouro da evolução da sustentabilidade nas empresas


por Fábio Rocha*

[caption id="attachment_117610" align="alignleft" width="352"] Foto: http://dtcom.com.br/[/caption] Foi lançado em Nova York o maior estudo de sustentabilidade corporativa, publicado pela United Nations Global Compact e pela Accenture Sustainability Services. Cerca de 1.000 executivos, líderes empresariais e da sociedade civil contribuíram para esta pesquisa. O levantamento revela que o compromisso com as questões ambientais, sociais e de governança tornou-se excepcionalmente forte: 93% dos CEOs vêem a sustentabilidade como fundamental para o sucesso da sua empresa. É claro que houve uma mudança radical na mentalidade desde a última pesquisa, em 2007, quando a sustentabilidade estava começando a reformular as regras dos negócios globais. Agora, ela é verdadeiramente uma prioridade estratégica para os executivos de todo o mundo. O estudo, conduzido pela Accenture em parceria com a United Nations Global Compact, entrevistou 766 executivos de diversos setores em todo o mundo. Os resultados sugerem que o mundo corporativo está entrando na "Era da Sustentabilidade" – 93% dos CEOs disseram que responder questões de sustentabilidade será fundamental para o sucesso de suas empresas nos próximos dez anos. Os CEOs acreditam que uma nova era da sustentabilidade está começando a entrar em vigor, sendo que 80% dos entrevistados prevêem um "ponto de inflexão" dentro de 15 anos – um momento em que a sustentabilidade será totalmente incorporada às estratégias de negócio da maioria das empresas em nível global. Não há dúvida quanto à evolução do tema sustentabilidade, seja do ponto de vista do espaço que ocupa na academia, na mídia, no mundo corporativo, na agenda mundial e nas políticas. Também não temos dúvida quanto à percepção das organizações da importância deste tema como elemento de agregação de valor e de influência na performance ou na reputação. Percebe-se um movimento diferente nos processos de negócios, onde os atores estão começando a ver que uma economia sustentável é uma proposta realista. No entanto, os CEOs acreditam que, se quisermos chegar a uma época em que a sustentabilidade estará completamente integrada aos negócios, iremos vivenciar um ambiente operacional profundamente diferente de hoje. A grande questão que surge é, as organizações estão sabendo evoluir na gestão da sustentabilidade e transformarem-se em um negócio socialmente responsável e sustentável? Se a resposta de sua organização for não, isto é grave, pois, em um mundo competitivo não há tempo, energia ou recursos para desperdiçar e talvez você esteja entre tantas organizações que tem uma série de ações, projetos, programas e/ou práticas de gestão no campo da sustentabilidade, mas, totalmente desintegradas, dispersas ou desconectados do seu core-business. O objetivo deste artigo é, a partir de todas as nossas experiências, estudos em mais de 20 anos de atuação, em todo o Brasil, no mercado e na academia, apresentar o que consideramos as três regras de “ouro” para que uma organização possa evoluir de forma efetiva na sustentabilidade. Três regras de ouro para evolução efetiva da sustentabilidade em uma organização Disseminação, inserção e internalização da sustentabilidade na cultura organizacional. Estruturação do modelo de gestão da sustentabilidade integrado ao modelo de gestão da organização. Customização da agenda de sustentabilidade. A primeira delas trata da importância de disseminar, inserir e internalizar a sustentabilidade na cultura organizacional e tem haver com o entendimento que se a alta administração, os líderes dos processos de gestão, os colaboradores de forma geral e as principais partes interessadas não entenderem que a sustentabilidade é um elemento concreto na gestão dos negócios e não simplesmente, uma tendência, um projeto, uma prática isolada, um processo a parte e/ou apenas um discurso simpático de preocupações sociais e/ou ambientais, o tema não irá evoluir de fato e sempre ficará a margem dos temas prioritários. Mesmo organizações que já são referência neste tema, trabalham continuamente a sua disseminação, mantém o foco na compreensão e internalização dos conceitos de sustentabilidade e na aplicabilidade no cotidiano como elemento de tomada de decisão, de aperfeiçoamento de práticas de gestão e/ou de criação de novos produtos/serviços. Isto irá propiciar uma cultura de sustentabilidade, promovendo oportunidades para mudanças de comportamentos tanto dos executivos como dos funcionários, que passam a perceber e priorizar as questões de sustentabilidade em todos os processos de gestão, da estratégia à execução. A segunda regra é a necessidade de estruturação do modelo de gestão da sustentabilidade integrado ao modelo de gestão da organização. O modelo de gestão pode ser definido como o modus operandi de uma organização, programa e/ou projeto, ou seja, como ele deve ser gerenciado em todas as suas etapas, como funciona, quais são as suas diretrizes e/ou eixos de atuação. Como diz o próprio Michael Porter, maior especialista em estratégia da atualidade, “as organizações não podem ter uma estratégia de negócio e outra estratégia de responsabilidade social. Deveriam sim ter uma única estratégia.” E claro que é impossível que isto aconteça com a gestão da sustentabilidade como algo desintegrado do modelo de gestão da organização. A viagem a um novo ambiente de negócios e a uma era onde a sustentabilidade está completamente integrada aos negócios será certamente um desafio, mas os CEOs já podem ver esta nova era no horizonte. Há otimismo, mas ainda existem muitos desafios e incógnitas. Um bom exemplo desta desintegração é o tratamento da gestão da sustentabilidade, como algo relacionado, exclusivamente, às práticas voltadas ao meio ambiente. A vertente ambiental é apenas uma daquelas que compõem o chamado Triple Bottom Line, pois também devem ser consideras as vertentes social e econômica. A responsabilidade socioambiental corporativa, caracterizada como um conjunto de políticas e práticas adotadas por determinada organização visando ao aprimoramento das relações com seus diferentes grupos de interesse (stakeholders), direciona-se à criação de condições favoráveis para a sustentabilidade empresarial, com a obtenção de vantagem competitiva e a geração de valor aos acionistas. Estrategicamente, portanto, as questões socioambientais devem fazer parte do planejamento e integrarem quadros de avaliação do desempenho empresarial e não ficarem restritas ao discurso ou às ações pontuais desvinculadas dos fatores críticos de sucesso e da respectiva geração de valor ao negócio. Pesquisa indica que 81% dos CEOs acreditam que as estratégias globais verdes da empresa estão nas operações e que o tempo para agir é agora A organização precisa comprovar aos acionistas que os investimentos socioambientais estão, realmente, contribuindo para o aumento da competitividade e não se trata, apenas, de ações de marketing para um suposto fortalecimento da imagem. E sem um modelo integrado de gestão, fica impossível a obtenção de resultados significativos ao inserir a sustentabilidade como elemento intrínseco à gestão. Esta integração facilita que os negócios afastem-se cada vez mais da visão da operação, como uma parte distinta da cadeia de valor para assumirem maior responsabilidade em um sistema completo de insumos e, também, facilita a criação de novas formas de colaboração e parcerias com fornecedores e distribuidores, organizações da sociedade civil e governos para impulsionar os resultados da sustentabilidade. Potencializa o uso mais eficaz da tecnologia para impulsionar a transparência, a eficiência dos recursos e uma transição para a infraestrutura de energia limpa. Esta integração também melhora a eficiência das práticas comerciais em mercados emergentes para atender as necessidades de consumidores e cidadãos diferentes e canais alternativos de distribuição. A terceira e última regra é a customização da agenda de sustentabilidade, considerando o porte, o segmento, os ativos e passivos de cada organização. Por customização entendemos como a personalização e/ou adaptação das temáticas da sustentabilidade aos temas mais prioritários da organização, da sua estratégia de negócio e/ou de seu contexto mercadológico. Desta forma, customizar seria selecionar as temáticas mais prementes dos campos social e ambiental, de acordo com as necessidades e/ou requisitos necessários à atividade-fim do negócio. Quantas vezes conhecemos organizações que investem grandes valores em temáticas, programas e/ou projetos que nada tem haver com o seu negócio, mas, simplesmente porque é um tema que está no radar das questões da sustentabilidade. Importante reforçar que a essência da gestão sustentável nas organizações é minimizar os impactos negativos da atividade-fim e maximizar os impactos positivos. Esta customização trabalha com o enfoque da criação de valor empresarial e social, que é caracterizada por uma mudança de foco exclusivamente no lucro financeiro, para uma compreensão de longo prazo sobre a criação de valor que considera tanto os impactos positivos quanto os negativos de uma empresa sobre a sociedade e o meio ambiente. A customização está diretamente associada ao grau de compreensão de como as questões socioambientais estão relacionadas aos riscos e retornos corporativos. Estas três regras são facilmente perceptíveis em empresas referência neste tema e nas nossas diversas experiências em organizações que prestamos consultoria e evoluíram, de fato, na gestão da sustentabilidade, ou melhor, em tornar a sustentabilidade um elemento intrínseco à sua gestão. Portanto, vamos parar de “brincar” de empresa responsável e sustentável ou esperar o melhor momento para iniciar a caminhada, como diz Idar Kreutzer, CEO da Storebrand ASA: "O risco da inação é o maior risco que as empresas enfrentam." * Fábio Rocha é professor e sócio-diretor da Damigos Consultoria e Negócios. ** Publicado originalmente no site Plurale.


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Trecho de floresta do Parque Nacional do Jamanxim, próximo a BR 163, no Pará, foi queimado para dar lugar a criação de gado. (© Rodrigo Baleia/Greenpeace)

MPF marca gol pela Amazônia

[caption id="attachment_117629" align="aligncenter" width="500"] Trecho de floresta do Parque Nacional do Jamanxim, próximo a BR 163, no Pará, foi queimado para dar lugar a criação de gado. (© Rodrigo Baleia/Greenpeace)[/caption]   Na última quinta-feira (24) foi assinado, em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica pela Pecuária Sustentável entre a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e o órgão, com metas e prazos que deverão ser publicados em 30 dias. Na manhã de quinta-feira (24) a inciativa privada e o poder público firmaram um importante acordo que poderá colaborar muito para uma pecuária mais responsável na Amazônia. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), principal grupo de produtores de carne bovina do País, que reúne 26 dos maiores frigoríficos, e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram o Acordo de Cooperação Técnica pela Pecuária Sustentável. O principal objetivo do documento é evitar que a indústria brasileira compre carne bovina procedente de áreas desmatadas na Amazônia Legal ou de fazendas envolvidas com outras irregularidades ambientais e sociais, como invasão de terras públicas e trabalho escravo. O acordo é mais uma iniciativa do MPF em favor da eliminação do desmatamento e de outros crimes ambientais na Amazônia. Desde 2009 o órgão tem intensificado suas ações para o combate ao desmatamento de fins pecuaristas na região, mobilizando governos, prefeituras e órgãos de defesa ambiental. No ano passado o MPF já havia firmado um termo de cooperação, sobre o mesmo tema, com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O documento assinado hoje, entretanto, tem um significado ainda maior, pois envolve e convoca, pela primeira vez, todo o setor pecuarista do País a assumir sua parte da responsabilidade sobre a manutenção das florestas A responsabilidade se amplia na medida em que está previsto um plano de trabalho a ser elaborado pela Abiec, com metas e prazos que deverão ser publicados em aproximadamente 30 dias. Entre as responsabilidades assumidas pela ABIEC junto ao MPF estão: O fomento à elaboração de um Estudo Diagnóstico da Pecuária sobre o Território, a fim de esclarecer questões relativas a presença da Indústria na Amazônia e a influência da atual dinâmica de uso da terras; Desenvolver e apoiar a implantação de sistemas de rastreabilidade no País; Estabelecer diálogo com outros elos da cadeia e organizar a sociedade civil em prol do desenvolvimento sustentável da atividade; Auxiliar na divulgação e implementação do CAR.   O Termo de Cooperação não afasta a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais por parte do MPF e muito menos o dever de fiscalizações que se fizerem necessárias. Historicamente, a Amazônia sofre com a falta de governança e produção pouco responsável. A pecuária continua sendo, infelizmente, o principal vetor de desmatamento da Amazônia, ocupando mais de 60% da área deflorestada do bioma. Em 2009, o Greenpeace lançou o relatório "Farra do Boi na Amazônia", expondo as relações entre a destruição da floresta (desmatamento, invasão de terras indígenas e áreas protegidas) e o gado e seus subprodutos vendidos no mercado internacional. Depois de uma intensa campanha do Greenpeace junto a consumidores globais, os três maiores frigoríficos do País – JBS, Marfrig e Minerva - se comprometeram publicamente a não comprar gado de fazendas envolvidas com o desmatamento ou que tenham sido flagradas com uso de trabalho escravo ou invasão de territórios indígenas. Em abril deste ano outro importante passo rumo a transparência foi dado pelos gigantes do setor, com a publicação das auditorias de seus sistemas de compra rastreada de gado. Tais sistemas de compra, baseados em critérios mínimos que rejeitam carne oriunda de fazendas com desmatamento trabalho escravo e demais ilegalidades, são um exemplo a ser seguido por toda a cadeia de produção e consumo de bovinos no país. O acordo de cooperação assinado hoje entre MPF e Abiec é mais um passo decisivo, que mostra ser plenamente possível mudar o cenário de ilegalidade e de associação da atividade pecuária com a derrubada da floresta. “O anúncio de hoje, ainda que voluntário, coloca grande pressão sobre toda a cadeia de carne no Brasil. Está mais do que na hora de todos os frigoríficos, supermercados e compradores diretos de carne seguirem o exemplo dos líderes de mercado”, afirma Adriana Charoux, da Campanha Amazônia. “O comprometimento da entidade que congrega os maiores produtores e exportadores de carne do País mostra que é plenamente possível ir além do desmatamento ilegal e alcançar o Desmatamento Zero. Não tem mais desculpa”, observa, ainda, Charoux. O Greenpeace irá acompanhar o desenrolar deste novo capítulo para ver como esse acordo será convertido em prática. * Publicado originalmente no site Greenpeace.


por Redação do Greenpeace
mudancasclimaticas

Mapas mostram implicações das mudanças climáticas no mundo

Visando reunir dados básicos sobre mudanças climáticas de uma maneira simples, o serviço meteorológico britânico, Met Office, elaborou um pôster com sete mapas mundiais [caption id="attachment_117635" align="aligncenter" width="594"] Mapas mostram implicações das mudanças climáticas no mundo, Envolverde[/caption]   Com a grande quantidade de informações disponíveis atualmente sobre interações entre as alterações no clima e seus efeitos sobre a humanidade, é cada vez mais difícil ter um panorama do que isso significa em um cenário mais amplo. Focando nesse esclarecimento, o Met Office criou um pôster (Clique aqui para ver o pôster ampliado e os mapas com maiores detalhes) baseado em informações técnicas provenientes da análise de dezenas de modelagens e vários parâmetros. O pôster é um bom começo para as pessoas que estão buscando conhecimento sobre a questão climática, sendo na verdade um ‘teaser’ para um relatório técnico bem mais detalhado, que inclui informações que não foram possíveis de serem apresentadas nos mapas. A publicação “Dinâmica humana das mudanças climáticas” visa ilustrar alguns dos impactos das alterações climáticas e populacionais no contexto de um mundo globalizado. Dois tipos de informações foram incluídos nos mapas: a dinâmica humana atual; e as projeções futuras das alterações no clima e na população entre a linha de base atual (1981-2010) e o final do século 21 (2071-2100). A publicação usou um cenário ‘business as usual’ (se nada for feito) para as emissões de gases do efeito estufa, não incluindo qualquer presunção sobre capacidade de adaptação às mudanças climáticas e nem sobre a implantação de medidas de mitigação. Para ilustrar como as informações do mapa podem ser interpretadas, o Met Office disponibilizou também um panorama do cenário global como suplemento, e uma série de estudos de caso regionais são apresentados no próprio mapa. Por exemplo, para a produtividade de culturas como o trigo e a soja, as projeções indicam reduções no Brasil e no norte da América do Sul e incrementos sutis no sul dessa região. As projeções indicam que a América do Sul deve apresentar reduções na precipitação, aumento no número de dias secos e maiores temperaturas, combinados com o aumento na demanda por água para irrigação. É possível constatar através das ilustrações que os diferentes impactos (tanto positivos quando negativos) e os contextos específicos nos quais ocorrem interagem de formas múltiplas e complexas. O Oriente Médio, o Norte da África e partes da Ásia, por exemplo, são grandes importadores de trigo, soja, arroz e milho; isso os conecta aos efeitos das mudanças climáticas nos países exportadores do sul e sudeste asiáticos e na América do Sul e do Norte. “Os futuros impactos das mudanças climáticas serão sentidos tanto localmente quanto globalmente, com as principais regiões importadoras sendo conectadas através do comércio aos impactos locais das alterações no clima das principais regiões exportadoras”, aponta a publicação. * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Fernanda B. Muller, do CarbonoBrasil
33% (praticamente um terço) do solo mundial sofre degradação

FAO quer ação global urgente para proteger degradação do solo

[caption id="attachment_117646" align="aligncenter" width="450"] 33% (praticamente um terço) do solo mundial sofre degradação[/caption]   A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) pede ação urgente para melhorar a "saúde" das fontes limitadas de solo no mundo. O objetivo da agência é garantir que gerações futuras tenham comida, água e energia suficientes. A vice-diretora da FAO destacou que o "solo é a base para a produção de alimentos, combustíveis e fibras". De acordo com Maria Helena Semedo, o ritmo atual da degradação do solo ameaça as necessidades das futuras gerações. Em Roma, representantes de governo e especialistas discutem o assunto na reunião Parceria Global do Solo, num encontro de três dias. Os líderes já apoiaram uma série de medidas para proteger os recursos do solo, por meio de regulamentação adequada e investimentos. Segundo Semedo, países e sociedade civil precisam comprometer-se para colocar o plano em prática. A vice-diretora da FAO afirma que é preciso vontade política e investimentos para "salvar" os solos. Futuro Na conferência, foi destacado que 33% (praticamente um terço) do solo mundial sofre degradação de moderada a alta, devido à erosão, diminuição de nutrientes, acidificação, urbanização e poluição química. Com o crescimento da população, que deve passar de 9 bilhões de pessoas em 2050, haverá 60% de aumento na demanda por alimentos, o que só irá sobrecarregar mais ainda os recursos da terra. Manejo sustentável A FAO afirma que algumas partes de África e da América do Sul oferecem possibilidades de expansão agrícola. Neste sentido, inovações tecnológicas e políticas precisam incluir comunidades e ensiná-las como proteger os recursos naturais. A agência da ONU acredita ainda que o manejo sustentável do solo também irá gerar um impacto positivo na mudança climática, por meio do sequestro de carbono e na redução de gases de efeito estufa. * Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
Fotos: Fabricio Basilio/ Revista Science

Edição especial da Science alerta para 6º Grande Extinção

[caption id="attachment_117578" align="alignright" width="346"] Fotos: Fabricio Basilio/ Revista Science[/caption] Em uma coletânea de estudos sobre a crise e os desafios do imenso número de extinções causadas pelos humanos, revista ressalta as implicações da 'defaunação' dos ecossistemas. A triste conclusão de que as nossas florestas, além de estarem em um processo contínuo de desmatamento, estão vazias, cada vez mais depauperadas da vida que as constitui, é o foco de uma série especial da revista Science. A publicação chama a atenção para um termo que deve se tornar cada vez mais conhecido, a ‘defaunação’: a atual biodiversidade animal, produto de 3,5 bilhões de anos de evolução, apesar da extrema riqueza, está decaindo em níveis que podem estar alcançando um ponto sem volta. Segundo cientistas, tal perda parece estar contribuindo com o que classificam como o início do sexto evento de extinção biológica em massa – ao contrário dos outros, que tiveram causas naturais, nós seríamos os culpados, devido às chamadas atividades antrópicas. “Muito permanece desconhecido sobre a 'defaunação do antropoceno'; essas brechas no conhecimento prejudicam a nossa capacidade de prever e limitar os seus impactos. Porém, claramente, a defaunação é tanto um componente perverso da sexta extinção em massa do planeta quanto uma grande causadora da mudança ecológica global”, concluíram pesquisadores no artigo 'Defaunação no Antropoceno'. Na abertura da revista, um dos editores, Sacha Vignieri, lembra que, há alguns milhares de anos, o planeta servia de lar para espetaculares animais de grande porte, como mamutes, tartarugas gigantes, tigres-dente-de-sabre, entre outros. Porém, evidências apontam o ser humano como o grande culpado pelo desaparecimento desses animais, afirma o editor. E infelizmente, a tendência parece longe de mudar, e com ela, toda uma série de funções dos ecossistemas, das quais depende a nossa vida, são alteradas de formas dramáticas. Como mostram os artigos na Science, os impactos da perda da fauna vão desde o empobrecimento da cobertura vegetal até a redução na produção agrícola devido à falta de polinizadores, passando pelo aumento de doenças, a erosão do solo, os impactos na qualidade da água, entre outros. Ou seja, os efeitos da perda de uma única espécie são sistêmicos. Números De acordo com o estudo 'Defaunação no Antropoceno', as populações de vertebrados declinaram em uma média de mais de um quarto nos últimos quarenta anos. Isso fica extremamente evidente quando qualquer um de nós caminha nos remanescentes de Mata Atlântica: é realmente muito difícil encontrar animais de médio e grande portes. Pelo menos 322 espécies de vertebrados foram extintas desde 1500, e esse número só não é maior porque não conhecemos todas as espécies que já habitaram ou ainda residem em nossas florestas. Se a situação é complicada para os vertebrados, que são muito mais conhecidos, é angustiante imaginar o tamanho da crise para os invertebrados, como os insetos, muito menos estudados. "Apesar de menos de 1% das 1,4 milhão de espécies de invertebrados descritas terem sido avaliadas quanto à ameaça pela IUCN, das analisadas, cerca de 40% são consideradas ameaçadas”, afirma o estudo. Solução? Certamente, a resolução dessa crise do Antropoceno não é simples. As causas dessas perdas são bem conhecidas – caça, fragmentação dos habitats, uso de agrotóxicos, poluição, etc. –, e as tentativas para reverter essas tendências estão aumentando, como a reintrodução da fauna. No artigo ‘Revertendo a defaunação: restaurando espécies em um mundo mutante’, pesquisadores revisam uma série de translocações conservacionistas, como o reforço, a reintrodução e métodos mais controversos que buscam restaurar populações fora do seu habitat natural ou substituir espécies extintas. Os autores escrevem que a meta mais tradicional, de ter populações selvagens autosustentadas em paisagens pristinas intocadas pela influência humana, é “cada vez mais inalcançável”. Assim, eles sugerem que criar a “selva”, em vez de restaurá-la, é o caminho mais prático para avançar. Entretanto, os desafios para reverter as extinções estão se mostrando muito desafiadores, e as pesquisas atuais mostram que, “se não conseguirmos acabar ou reverter as taxas dessas perdas, significará mais para o nosso futuro do apenas que corações desiludidos ou uma floresta vazia”, disse Vignieri, o editor do especial na Science. Rodolfo Dirzo, professor da Universidade de Stanford – um dos autores de Defaunação no Antropoceno –, argumenta que reduzir imediatamente as taxas de alteração dos habitats e a sobre-exploração ajudaria, mas que isso precisaria ser feito de acordo com as características de cada região e situação. Ele espera que a sensibilização sobre a atual extinção em massa e suas consequências ajude a desencadear mudanças. “Os animais importam para as pessoas, mas no equilíbrio, eles importam menos do que a alimentação, emprego, energia, dinheiro e desenvolvimento. Enquanto continuarmos a enxergar os animais nos ecossistemas como tão irrelevantes para essas necessidades básicas, os animais perderão”, disseram Joshua Tewksbury e Haldre Rogers no artigo “Um futuro rico em animais”. * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil
Foto: Divulgação/ Internet

MP sobre biodiesel poderá ser votada na primeira semana de agosto

[caption id="attachment_94552" align="alignleft" width="300"] Foto: Divulgação/ Internet[/caption] O ministro da Agricultura, Neri Geller, esteve reunido na última quarta-feira (23) com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, para pedir a inclusão da Medida Provisória (MP) 647/14 na pauta do Plenário. A MP aumenta de 5% para 7% o percentual de adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel comercializado ao consumidor final. O ministro argumentou que, apesar de já estar em vigor, a aprovação da medida provisória pelo Congresso vai garantir estabilidade à lei. Henrique Alves disse que vai negociar com os líderes partidários a inclusão da MP na pauta do esforço concentrado da primeira semana de agosto. Caso haja acordo, o presidente da Câmara acredita que a medida provisória poderá ser votada no dia 5 de agosto. Aumento parcelado Pelo texto encaminhado pelo Executivo, o aumento será feito em duas etapas. Em 1º de julho subiu dos atuais 5% – definido pela Lei 11.097/05 – para 6%. Em 1º de novembro passará para 7%. A MP ainda estabelece que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) poderá, a qualquer tempo, por motivo justificado, retornar o percentual para 5%, restabelecendo-o quando da normalização das condições que motivaram a redução. A medida provisória também estabelece que o biodiesel necessário à adição deve ser fabricado preferencialmente a partir de matérias-primas produzidas pela agricultura familiar, principalmente a soja. A MP está atualmente na comissão mista e precisa ser votada pelo Congresso até 25 de setembro ou perderá sua validade. * Publicado originalmente no site Agência Câmara.


por Redação da Agência Câmara
Os novos inversores também podem ser uma forma de o Google melhorar a transmissão de sua própria geração de energia. Foto: Stuck in Customs

Google oferece US$ 1 milhão por inovação que torne a energia limpa mais viável

[caption id="attachment_117614" align="aligncenter" width="450"] Os novos inversores também podem ser uma forma de o Google melhorar a transmissão de sua própria geração de energia. Foto: Stuck in Customs[/caption]   O gigante das buscas na internet Google oferece um prêmio de US$ 1 milhão por uma inovação que torne a energia de origem solar ou eólica mais prática para uso cotidiano. O Google se associou ao Instituto de Engenheiros em Eletricidade e Eletrônica para apoiar o "Littlebox Challenge" (Desafio da Caixinha), prometendo contemplar quem apresentar o melhor projeto de um aparelho maior que um laptop, que transforme de forma eficiente a corrente elétrica em alternada, que é a usada em residências e empresas. As fontes de energia renovável como os painéis solares e os geradores eólicos produzem corrente direta, que deve ser transformada em alternada, que alimenta atualmente os complexos aparelhos que produzem energia a partir de fontes fósseis ou nucleares. O desafio é miniaturizar os transformadores de energia à décima parte de seu tamanho atual, semelhantes a um 'cooler' grande. Os novos inversores podem ser uma forma de o Google melhorar a transmissão de sua própria geração de energia, já que a empresa mantém um projeto de energia eólica (a partir do vento). Inversor menor “Um inversor menor poderia ajudar a criar pequenas redes de transmissão de baixo custo em remotas partes do mundo. Ou permitir manter as luzes durante um blecaute via bateria de carros elétricos”, afirmou Eric Raymond, do time Google Gren, voltado às ações sustentáveis dentro da empresa. As propostas podem ser enviadas até 30 de setembro. Os 18 finalistas notificados deverão levar seus protótipos de inversores a uma fábrica nos Estados Unidos em outubro de 2015. O resultado do concurso será anunciado em janeiro de 2016. - Conheça o site do desafio - * Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação do EcoD
carros

Abertas as inscrições para o 2º Prêmio de Jornalismo Mobilidade Urbana Sustentável

Tornar o transporte mais eficiente, sustentável e acessível caminha de mãos dadas com a melhoria da qualidade de vida e a redução da desigualdade. Para ampliar e qualificar o debate em torno do tema, o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil) promove este ano o 2º Prêmio de Jornalismo Mobilidade Urbana Sustentável. “Em todo o mundo, as pessoas não querem mais ficar sentadas em seus carros em engarrafamentos intermináveis, nem se sentir ameaçadas ao sair de bicicleta. Elas querem estar em cidades com uma circulação acessível a todos, em um ambiente saudável e cheio de vida”, justifica Clarisse Linke, diretora do ITDP Brasil. “Cidades que enfrentarem seus desafios em mobilidade urbana vão dar um salto e o papel da mídia e do jornalista é decisivo para inspirar essa transformação”, complementa Clarisse. Até o dia 22 de agosto jornalistas poderão inscrever suas matérias e artigos relacionados ao tema, publicados em veículos de grande circulação entre janeiro de 2013 a julho de 2014. Um comitê de especialistas selecionará três finalistas (um vencedor e duas menções honrosas), com base em critérios como qualidade das informações, grau de inovação e relevância para a sociedade. Assim como no ano passado, o vencedor ganhará uma visita técnica à Nova York em novembro deste ano para conhecer boas práticas de promoção de transportes de baixo carbono, desincentivo ao uso do automóvel, desenvolvimento urbano sustentável e políticas públicas. “Nova York mostra que é possível criar uma cidade competitiva ao investir em transportes mais sustentáveis, espaços públicos de qualidade e áreas verdes”, conta o jornalista Julio Lamas, vencedor da primeira edição do prêmio em 2013 com a matéria ‘Como desatar este nó’, publicada pela revista National Geographic, que concorreu com mais de 50 matérias de 17 veículos diferentes. Para Júlio, o prêmio é importante para atrair mais investimento e interesse pelo assunto nas redações. Atualmente, Julio assina a coluna Urbanidades, no site Planeta Sustentável. O prêmio ocorre simultaneamente com os escritórios regionais do ITDP no México e na Argentina. O regulamento do prêmio está disponível no site do ITDP Brasil (www.itdpbrasil.org.br). O 2º Prêmio de Jornalismo Mobilidade Urbana conta com o patrocínio do Banco Itaú e apoio da Transporte Ativo e ANDI – Comunicação e Direitos. * Publicado originalmente no site ANDI.


por Redação da ANDI
faixadepedestres

Falta sinalização? Denuncie! A lei te apoia

[caption id="attachment_117640" align="aligncenter" width="453"] Foto: Diário do Grande ABC[/caption]   Legislação assegura o direito de participação nas questões relativas à mobilidade urbana e garante acesso pleno às informações sobre o transporte público. Você sabia que são direitos do usuário do transporte público, estabelecidos pela Lei de Mobilidade Urbana (12.581/2012), participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade? Mas não é só, esta lei federal ainda determina que o usuário deve ser informado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais. Pelo menos em tese não é só a Lei de Mobilidade Urbana que assegura estes direitos aos cidadãos. Está definido no artigo 72 do Código de Trânsito Brasileiro que todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes ao Código. Já o artigo 73 diz que cabe aos órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema, analisar as solicitações e respondê-las por escrito, dentro de prazos mínimos, esclarecendo ou justificando a análise feita, e se pertinente informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá. Ou seja, se você quer reclamar de problemas nas calçadas; da falta de sinalização; do tempo semafórico insuficiente para a travessia; da necessidade de uma ciclovia; do ônibus atrasado ou de qualquer problema que dificulta a nossa mobilidade, ao invés de esquentar o ouvido de quem está ao seu lado, saiba que os órgãos públicos têm a obrigação de te escutar. Infelizmente, em geral, os órgãos públicos e privados que cuidam destes problemas não destacam um efetivo suficiente para identificá-los e corrigi-los, em especial nos grandes centros. Se queremos ajudar a construir cidades mais humanas, com condições dignas de mobilidade, é nosso direito e dever como cidadãos cobrar dos órgãos competentes as melhorias que julgamos necessárias. Todos nós sabemos que reclamar para os céus não contribui em nada na transformação da sociedade, mas a quem então devemos dirigir estas reclamações? As prefeituras e os diversos órgãos responsáveis para cada assunto disponibilizam canais de comunicação aos munícipes para registro de solicitações e reclamações por meio de telefones, sites e redes sociais. Quando a queixa é registrada o munícipe recebe um número de protocolo para acompanhamento do pedido. Se na sua cidade não houver estes canais sua reclamação poderá ser feita por meio de carta registrada para a prefeitura ou órgão responsável com a finalidade de documentar o pedido e possibilitar seu acompanhamento. Se por um lado temos a sensação de que este caminho, oficial e burocrático, não atende às nossas necessidades, por outro vemos surgir cada vez mais entidades e organizações sociais dispostas a lutar pelo direito constitucional de ir e vir, entenda-se, pela mobilidade. É importante saber o que e como pedir e para quem encaminhar sua solicitação. Por exemplo: a sinalização viária é definida pelo Código de Trânsito Brasileiro, legislação federal, válida para todo o território nacional. Assim obedece a padrões definidos por resoluções pré-estabelecidas. O setor responsável pela sua implantação e manutenção é o órgão que cuida do trânsito do local para onde você está fazendo seu pedido: uma rua da sua cidade ou uma rodovia. A implantação e manutenção de infraestruturas de circulação como calçadas e ciclovias são de responsabilidade da secretaria ou departamento de obras das prefeituras, administrações regionais ou subprefeituras, assim como os elementos de acessibilidade universal como rebaixamentos de calçadas, pisos podotáteis, pisos direcionais. Eles também são obrigatórios por lei federal. No caso de rodovias, as solicitações deverão ser encaminhadas para o órgão responsável por elas. Portanto se algo não vai bem na sua cidade, sinalize, aponte os problemas para os responsáveis e cobre deles a solução! É claro que tornar pública sua demanda também ajuda, na medida que é uma forma de cobrança, mas é preciso pressionar os órgãos responsáveis para que estes não fujam de suas incumbências. Com este tipo de atitude você estará contribuindo para melhorar a vida de todos. Veja abaixo o link para falar com os órgãos responsáveis pela sinalização de trânsito em alguns municípios brasileiros: #Como fiscalizar e onde denunciar * Publicado originalmente no site Mobilize Brasil.


por Du Dias, do Mobilize Brasil

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