Festa Junina no “Minhocão”, uma das centenas de atividades organizadas por coletivos autônomos, no festival Baixo Centro-2012 (Foto: Fora do Eixo)

Sociedade

A Virada Cultural de que São Paulo precisa


por Regina Egger Pazzanese*

[caption id="attachment_87768" align="alignleft" width="300" caption="Festa Junina no “Minhocão”, uma das centenas de atividades organizadas por coletivos autônomos, no festival Baixo Centro-2012 (Foto: Fora do Eixo)"][/caption] Reconquista do espaço público não pode depender de evento anual. Centro deveria converter-se, todos os fins-de-semana, em palco de múltiplas atividades culturais autônomas. Quem contou os minutos para o início da Virada Cultural, junto com o site do evento, teve algum desgosto e tristeza, ao percorrer na noite do último sábado o centro de São Paulo. Foi uma mistura de violência urbana com ecos de precariedade pública. Circulam desde então notícias no jornal, blogs e discussões no facebook culpabilizando a administração petista, a polícia e a luta de classes. Vejo, no entanto, a questão principal não nos problemas do evento em si mesmo, mas na ausência de um debate estratégico sobre a virada cultural efetiva de que São Paulo precisa. A proposta de ocupar o espaço público, tão desejada pelos paulistanos e por quem pensa a integração da cidade como algo emancipador e construtor de relações sociais mais igualitárias, não vai ser resolvida com um evento. Mais uma vez, o governo petista está no lugar certo, na hora certa (como dizem as más línguas a respeito da gestão Lula no Governo Federal), mas isso não quer dizer que tudo vai dar certo automaticamente. A Virada é uma grande oportunidade. Pois o evento espetacular que é serviu como um “piloto” do que poderia vir a ser esta cidade plural, feita para e por seus cidadãos. Uma atividade capaz de reunir 4 milhões de pessoas — ou seja, 20% da população de umas das maiores cidades do mundo – em um único dia, para vivenciar experiências artísticas em um local degradado, mal iluminado, que cheira a urina é um indicativo. Na verdade, é um arranha céu revestido em lantejoulas — sinais de que, se tivermos um ambiente inclusivo, de acesso livre, onde as pessoas possam usufruir a cidade cosmopolita que é São Paulo, elas virão. Numa entrevista recente, o prefeito Fernando Haddad mencionou ter hoje, em sua cabeceira, apenas livros sobre urbanismo Dois meses após tomar posse, Haddad engavetou o projeto segregador da Nova Luz, para dar lugar a uma proposta urbanística integradora, que inclui moradias populares nesta no centro da metrópole. A virada cultural de que São Paulo precisa é esta! Um evento nunca suprirá o abismo de desigualdade social de uma cidade complexa como São Paulo. Poderá, ao contrário servir de catalisador para a intolerância. Viver na cidade e conviver com uma pluralidade cada vez maior de diferenças nos faz deparar com outras formas de convívio e códigos de sociabilidade, em um movimento constante de aprendizagem. Nesta cultura de segregação e exclusão espacial, o território passa a ser cada vez mais compreendido como mercadoria, algo que pode ser comprado e vendido, e como espaço concreto e simbólico de tensões econômicas e sociais. Uma cidade tem a ver com a diversidade dos espaços que a compõe. “Se as pessoas ocupam integralmente um bairro, ele estará sempre vivo e em movimento, enquanto espaços vazios são ocupados por situações de degradação”, defende sabiamente a urbanista norte-americana Jane Jacobs, em Morte e Vida nas Cidades, meu livro de cabeceira. As pessoas precisam estar nas ruas para que estas se tornem funcionais e integradas. Conviver e ocupar os espaços públicos é conscientizar os sujeitos sobre sua responsabilidade em cuidar e conservar os territórios. Significa provar que o intercâmbio entre as classes sociais cria pertencimento, convivência e tolerância em relação às diferenças. Quanto mais diversidade de pessoas em um espaço público, mais dinâmico 
e ativo ele se tornará. Este princípio, postulado pela arquiteta norte-americana, aplica-se de forma diretamente proporcional ao aumento das populações nos centros urbanos. Em entrevista no final de fevereiro, Haddad afirma querer “um centro representativo de todas as camadas sociais da cidade: pessoas de classe média, trabalhadores, pessoas mais pobres, mais ricas. Queremos um centro plural”. Uma cidade cosmopolita como São Paulo deveria ter em seu plano urbanístico a proposta de transformar o centro da cidade em um lugar de diálogos, trocas, intervenções e fruição cultural e artística principalmente aos finais de semana — em todos eles. Arrisquemos permitir que a cidade faça sua própria gestão cultural. Claro que iluminação nas ruas e policiamento não são papel do cidadão, mas de uma gestão pública. No entanto, uma vez que os espaços culturais já existem, convocar movimentos, coletivos e ativistas culturais da cidade para realizarem sua produção nestes locais poderia ser uma cartada certeira nesta importante premissa de articular as diferentes classes sociais no espaço publico. A cultura pode ser um instrumento de reocupação do centro que faça isto de forma criativa, integradora e pacífica. Não basta ler mais sobre urbanismo, muito menos defender eventos pontuais, como a Virada Cultural. Precisamos de uma virada cultural e política para São Paulo. No lugar e hora certos, farão esta diferença?! Torço que sim. * Regina Egger Pazzanese, comunicadora social, historiadora, apreciadora das artes e alguém que ama muito São Paulo. Email: regina.egger@gmail.com ** Publicado originalmente no site Outras Palavras.
Foto: Divulgação/ http://www.celeirodonorte.com.br/

Sociedade

Cana-de-açúcar: “O ciclo se repete com novos desmatamentos”


por Redação do IHU On-Line.

[caption id="attachment_87798" align="alignleft" width="300" caption="Foto: Divulgação/ http://www.celeirodonorte.com.br/"][/caption] O Projeto de Lei 626/2001 “é um mecanismo semelhante ao do desmatamento ilegal realizado pela indústria madeireira, que abre espaço para a criação de gado, que, por sua vez, dá lugar à soja e esta à cana-de-açúcar”, diz o geógrafo João Camelini. A aprovação do Projeto de Lei 626/2001 pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle do Senado, que revê o Zoneamento Agroecológico – ZAE da cana-de-açúcar e autoriza seu plantio em áreas alteradas e nos biomas Cerrado e Campos Gerais na Amazônia Legal, “é um fato lamentável, que demonstra o comprometimento com agentes econômicos, sustentado por um discurso totalmente equivocado”, diz João Humberto Camelini à IHU On-Line. Segundo ele, “é possível alcançar o desenvolvimento de uma região por meio de um planejamento integrado, que envolva, entre outros fatores, a instalação de usinas de açúcar e etanol, mas a ideia que se propaga erroneamente é que a mera presença de uma usina conduz ao desenvolvimento”. Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, o geógrafo esclarece que as questões em discussão são muito mais “complexas do que sugere a abordagem apresentada no Projeto de Lei”. Ele explica: “Quando uma cultura regulamentada como a cana-de-açúcar recebe autorização formal e incentivos para ocupação, isto implica no uso exclusivo de grandes porções de terras no entorno das usinas, dentro de um raio aproximado de 40 a 50 quilômetros, o que leva à rápida e agressiva substituição das atividades existentes, deslocando-as para áreas inalteradas”. O Projeto de Lei, acentua, tem como objetivo expandir a produção de etanol para suprir a demanda externa, “que atualmente é potencial, mas que pode tornar-se real se o etanol passar a se comportar formalmente como uma commodity. Na verdade é uma aposta, pois a atual relação custo/benefício para produção de açúcar é muito melhor que a do etanol, mas este pode dar acesso a um mercado promissor no futuro. Hoje sua função é atender o mercado interno e equilibrar o preço da gasolina. A impressão geral dos produtores é que ele foi colocado em segundo plano após a descoberta do Pré-sal”. João Humberto Camelini é mestre em Geografia com dissertação intitulada Regiões competitivas do etanol e vulnerabilidade territorial no Brasil: o caso emblemático de Quirinópolis-GO, apresentada no Instituto de Geociências – IG, da Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é doutorando na mesma área de concentração, atua como Coordenador Técnico para Geotecnologias e Infraestruturas na Tecgraf Tecnologia em Computação Gráfica e como Professor Assistente na Faculdade Politécnica de Campinas e Faculdade de Jaguariúna. [caption id="attachment_87707" align="alignright" width="172" caption="Foto:www.camelini.blogspot.com.br"][/caption] Confira a entrevista: IHU On-Line – Como o senhor vê a aprovação do Projeto de Lei 626/2011 pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle do Senado, que revê o Zoneamento Agroecológico – ZAE da cana-de-açúcar e autoriza seu plantio em áreas alteradas e nos biomas Cerrado e Campos Gerais na Amazônia Legal? O que esta expansão significa e demonstra sobre a agenda ambiental brasileira? João Camelini – A meu ver, esta aprovação é um fato lamentável que demonstra o comprometimento com agentes econômicos, sustentado por um discurso totalmente equivocado. É possível alcançar o desenvolvimento de uma região por meio de um planejamento integrado que envolva, entre outros fatores, a instalação de usinas de açúcar e etanol. Porém, a ideia que se propaga erroneamente é que a mera presença de uma usina conduz ao desenvolvimento. A questão é muito mais complexa do que sugere a abordagem apresentada neste Projeto de Lei. Não devemos apenas pensar na ocupação direta das áreas como a causa dos desmatamentos; este processo é muito mais sutil e gradual do que pode perceber o senso comum. Quando uma cultura regulamentada como a cana-de-açúcar recebe autorização formal e incentivos para ocupação, isso implica o uso exclusivo de grandes porções de terras no entorno das usinas, dentro de um raio aproximado de 40 a 50 quilômetros, o que leva à rápida e agressiva substituição das atividades existentes, deslocando-as para áreas inalteradas. Isso gera grandes pressões por desmatamentos clandestinos e de difícil fiscalização. É um mecanismo semelhante ao do desmatamento ilegal realizado pela indústria madeireira, que abre espaço para a criação de gado, que, por sua vez, dá lugar à soja e esta à cana-de-açúcar. O ciclo se repete com novos desmatamentos, mas a sua relação com as etapas finais é de difícil percepção. IHU On-Line – A crítica à aprovação do Projeto de Lei refere-se especialmente à plantação de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, porque o zoneamento ecológico da Embrapa não prevê o plantio de cana na região. Quais as implicações em expandir a produção de cana-de-açúcar para essa região? Como essa produção modifica a geografia da Amazônia? João Camelini – No caso da ocupação da Amazônia, é necessário compreender que haverá grandes implicações associadas à logística, conceito que a geografia reinterpreta e utiliza para captar a essência de grande parte das movimentações políticas e corporativas. Por exemplo, será necessário estabelecer conexões entre a Amazônia e outras regiões para que a produção tenha fluidez e isso poderá conduzir ao surgimento de uma rede de transportes corporativa financiada com dinheiro público para servir a clusters de usinas. Muitos grupos usineiros têm participação de empresas multinacionais. Então, há o risco de este processo se destinar essencialmente à transferência de lucro para estes agentes. A produção sucroenergética demanda especialização produtiva, ela promove o “alisamento” das áreas ocupadas, eliminando a diversidade das atividades. Nesse sentido, sua inserção na Amazônia pode ser algo extremamente perigoso, dando início a um processo de descaracterização da região. Além das questões ambientais e econômicas, há também os aspectos culturais, que não podem ser ignorados. O Projeto de Lei se refere à presença de mão de obra barata como um atributo de competitividade. Trata-se de um ensaio do discurso que prega o ingresso da região amazônica no leilão, que é a disputa por investimentos dos grupos usineiros. O próximo passo será conceder benefícios fiscais e reproduzir a ideia de que a usina é igual a desenvolvimento. Triste fim para uma região de potencial tão elevado. IHU On-Line – Um dos argumentos utilizados para a aprovação do Projeto de Lei é o de que o plantio de cana-de-açúcar no Cerrado e na Amazônia Legal irá estimular a produção de biocombustíveis no país. Qual a atual situação da produção de biocombustível no país? Quais os objetivos de aumentá-la? João Camelini – O principal objetivo de expandir a produção de etanol é suprir a demanda externa, que atualmente é potencial, mas que pode tornar-se real se o etanol passar a se comportar formalmente como uma commodity. Na verdade, isso é uma aposta, pois a atual relação custo/benefício para produção de açúcar é muito melhor que a do etanol, mas este pode dar acesso a um mercado promissor no futuro. Hoje sua função é atender o mercado interno e equilibrar o preço da gasolina. A impressão geral dos produtores é que ele foi colocado em segundo plano após a descoberta do pré-sal. Eu não acredito que o plantio de cana-de-açúcar no Cerrado e na Amazônia seja necessário para estimular a produção de biocombustíveis, porque existem várias alternativas que podem ser exploradas antes de se iniciar (ou intensificar, no caso do Cerrado) a ocupação destas regiões. Com a crescente adoção da chamada agricultura de precisão, a produtividade das áreas atualmente ocupadas pode aumentar significativamente, bem como o raio de influência das usinas, que poderão buscar matéria-prima em locais mais distantes devido à diminuição do tempo e custos envolvidos no corte, carregamento e transporte da cana. O desenvolvimento de novas variedades, muito mais produtivas, associadas à diminuição do pisoteio pelo uso racional da irrigação em lugar da circulação de veículos para aplicar corretivos no solo, poderá resultar em talhões com ciclos de vida muito mais longos, reduzindo sensivelmente o investimento em reformas. Além disso, é possível utilizar técnicas e equipamentos para recuperação de solos degradados e implementos de sulcação profunda, elementos estes que permitem melhor retenção da água e aproveitamento dos nutrientes, viabilizando a eliminação de terraços e novos traçados das linhas de cana, aumentando o rendimento por hectare plantado. Desse modo, áreas mal aproveitadas e próximas às existentes serão ativadas e o financiamento destinado à fluidez da produção poderá ser bem inferior, reduzindo a ociosidade das estruturas produtivas e de transporte. IHU On-Line – Para quais regiões do país a cana-de-açúcar está sendo expandida nos últimos anos? João Camelini – Com a saturação das terras no estado de São Paulo, o processo de desconcentração espacial direcionou a expansão da produção de cana-de-açúcar para o Centro-Oeste do país, especialmente para Goiás e Mato Grosso do Sul. Também há vetores de ocupação em direção ao Triângulo Mineiro e norte do Paraná. Isso se deve principalmente à proximidade com o grande mercado consumidor paulista, para o qual as bases de distribuição foram inicialmente posicionadas, mas também tem relação com o grande potencial de exportação do etanol. Esta expectativa pela consolidação de um mercado externo vem atraindo investimentos em infraestruturas para possibilitar a fluidez da produção até os portos. IHU On-Line – Quais são as alternativas econômicas e produtivas mais adequadas e adaptadas à Amazônia e ao Cerrado? João Camelini – Ao contrário do que se pode imaginar, estas regiões possuem enorme potencial econômico e podem ser aproveitadas de forma bastante lucrativa, beneficiando a sociedade sem que isso represente grandes impactos sobre o meio ambiente. O caminho para aqui não tem necessariamente que passar pelo modelo agrícola uniforme adotado no restante do país. Isso porque é preciso respeitar as particularidades destas áreas preservadas. Acho que é fundamental a elaboração de políticas públicas que estimulem a pesquisa da biodiversidade, o que poderia resultar em muitas inovações de grande vulto. Para isso, é preciso que sejam oferecidas condições para assegurar e desburocratizar o direito à propriedade intelectual, privilegiando investidores brasileiros. Isso é fundamental porque nestas regiões há grandes oportunidades para a obtenção de produtos com alto valor agregado, como fármacos inovadores, cosméticos e outros itens diferenciados com selos de indicações geográficas. Estes poderiam ser exportados por via aérea e o investimento nesse modal resultaria em melhores condições para expandir e profissionalizar o turismo. Estas medidas poderiam trazer a sinergia necessária para inibir práticas ilegais, já que a fiscalização pública destas regiões é inviável devido às suas dimensões. IHU On-Line – Como a produção de biocombustíveis a partir da produção de cana-de-açúcar é abordada no Plano Nacional de Energia – PNE para 2030? João Camelini – Espera-se que a participação da cana-de-açúcar e derivados na matriz energética brasileira chegue a 19%, ficando somente atrás do petróleo. Fica evidente a intenção de dimensionar o potencial produtivo para alcançar excedentes destinados à exportação de etanol, que está qualificado como alternativa aos combustíveis fósseis, especialmente após o surgimento dos veículos flex fuel. Gostaria de salientar o aumento da importância da bioeletricidade como produto, que pode justificar a formação de clusters de usinas e viabilizar sua conexão com redes de distribuição. Também é importante ressaltar a preocupação do documento com as rotas de abastecimento, já que as condições logísticas são determinantes para a competitividade do etanol. O PNE apresenta alguns benefícios estratégicos, sociais e ambientais do aumento da produção de etanol, mas é preciso lembrar que o modelo de ocupação com cana-de-açúcar pode expor os municípios, especialmente os pequenos, a condições de vulnerabilidade territorial. Por exemplo, recentemente os municípios de Santa Helena-GO e Espírito Santo do Turvo-SP passaram por grandes dificuldades quando suas respectivas usinas faliram. Não pretendo afirmar que a cana-de-açúcar é necessariamente um mal, pelo contrário, ela pode colaborar para o fortalecimento econômico regional, mas é preciso harmonizar a instalação de novas usinas a um planejamento mais amplo. É preciso ter um plano B. Veja os vídeos relatando os problemas ocorridos nos municípios citados. * Publicado originalmente no site IHU On-Line.
Imagem de unidade da Fundação CASA. Ambiente é similar ao sistema prisional. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Sociedade

Fundação Casa reproduz lógica do sistema prisional adulto


por Igor Truz, da Agência USP

[caption id="attachment_87734" align="alignleft" width="300" caption="Imagem de unidade da Fundação CASA. Ambiente é similar ao sistema prisional. Foto: Marcos Santos / USP Imagens"][/caption] Planejada para promover medidas socioeducativas voltadas aos adolescentes que cometeram atos infracionais no estado de São Paulo, a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) reproduz uma lógica de funcionamento parecida com o sistema prisional adulto. Estudo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP verificou que muitas unidades de internação são “dominadas” pelos adolescentes, que determinam o cotidiano do ambiente segundo diretrizes do Primeiro Comando da Capital (PCC), principal grupo do crime organizado paulista. Além disso, uma série de medidas estatais revelam a intenção de administrar punições a adolescentes e adultos infratores de maneira similar. A pesquisa de mestrado Cadeias dominadas: dinâmicas de uma instituição em trajetórias de jovens internos, conduzida pelo antropólogo Fábio Mallart, traçou o deslocamento institucional da Fundação até o quadro atual. Para tanto, além de traçar a trajetória de três pessoas que foram internas em diferentes momentos, Mallart também atuou como “educador cultural” de fotografia, de 2004 a 2009, em diversos complexos da Fundação na Grande São Paulo, o que lhe permitiu o acompanhamento de perto da dinâmica da instituição. Cadeias dominadas “Há três classificações usadas pelos diversos atores institucionais da Fundação”, explica Mallart. Uma unidade pode ser “dominada”, quando tem seu cotidiano gerenciado pelos adolescentes; “meio a meio”, quando há um equilíbrio de forças entre internos e funcionários; e estar “na mão dos 'funça'”, quando os funcionários detém o controle do espaço. Quando estão “dominadas”, todas as atividades cotidianas no ambiente de internação são executadas pelos adolescentes. Para tanto, são usadas as diretrizes do PCC, que já dominam e estabelecem uma espécie de código de ética para quase todas as cadeias paulistas. Segundo o antropólogo, o contato dos adolescentes com o PCC tem, muitas vezes, origem externa. Antes de serem internados eles já conhecem as diretrizes do grupo difundidas nas periferias e em grupos criminosos menores do qual já faziam parte. Trajetórias Os testemunhos dos três internos foram importantes para Mallart traçar o que ele chama de “deslocamento institucional”, ou seja, o movimento da instituição ao longo da história. Os depoimentos de Lucas, internado no início dos anos 1970 na antiga FUNABEM, Pedro e Túlio, internados em 2004 (em meados da década de 2000), denotam diferenças entre suas experiências. Enquanto Lucas viveu numa instituição com disparidade de forças entre adolescentes e funcionários, onde os internos sofriam com roubos, estupros e agressões, Pedro e Túlio conviveram com o ambiente das unidades dominadas, onde são muitas vezes os internos quem ditam as regras. Os nomes são todos fictícios. Discussão equivocada Mallart aponta que uma série de medidas governamentais aproxima as políticas de segurança voltadas para os adolescentes e adultos. O antropólogo lembra que, em meados dos anos 2000, diversos funcionários que já haviam atuado em cargos da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e no próprio Sistema Penitenciário do estado de São Paulo foram nomeados pelo governo estadual para cargos administrativos e, inclusive, diretivos na Fundação CASA. Mallart chama a atenção também para o fato de complexos da instituição, como o da Vila Maria e da Raposo Tavares, possuírem arquitetura semelhante as de penitenciárias. E lembra ainda que, em meados dos anos 2000, o governo do estado autorizou transferências de adolescentes da Fundação para o presídio de segurança máxima de Taubaté e para a penitenciária de Tupi Paulista. Para o antropólogo, as informações apontam para um quadro onde o debate sobre redução da maioridade penal é feito equivocadamente. “Se olharmos a dinâmica de funcionamento das cadeias dominadas, bem como para medidas adotadas pelo governo estadual, nos damos conta de que a redução da maioridade penal, em certa medida, já foi colocada em prática”, conclui Mallart. * Publicado originalmente no site Agência USP.
PLenário 12 da Câmara durante o seminário "Um Ano de Vigência do Novo Código Florestal - Entraves, Avanços, Retrocessos. Foto: Divulgação/ Bancada Verde

Sociedade

Código Florestal completa um ano com poucos avanços


por Aldem Bourscheit, do WWF Brasil

[caption id="attachment_87726" align="alignleft" width="300" caption="PLenário 12 da Câmara durante o seminário "Um Ano de Vigência do Novo Código Florestal - Entraves, Avanços, Retrocessos. Foto: Divulgação/ Bancada Verde"][/caption] Brasília (DF) - Um ano após entrar em vigor, o novo Código Florestal ainda não recebeu a necessária atenção do Governo e do Congresso. Mecanismos de incentivo econômico à conservação e à restauração florestal não decolaram, ferramentas que determinarão as áreas a serem preservadas e recuperadas em cada estado e bioma não foram definidas e um de seus principais instrumentos, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), precisa ser implantado urgentemente para a regularização ambiental de propriedades. O país tem 5,4 milhões de propriedades rurais de todos os tamanhos e, segundo cálculos do Ministério da Agricultura, mais de 4 milhões delas têm alguma pendência ambiental. Como a lei fixa uma prazo inicial para cadastramento de 2 anos, pelo menos 12 mil registros deverão ser feitos diariamente. “Um sistema de CAR* operando de forma transparente, pública e em bases confiáveis permitirá aos brasileiros acompanhar a aplicação do Código Florestal em campo, conhecer seus reflexos em nascentes e rios intermitentes no Nordeste e Centro-Oeste, por exemplo, bem como na economia e na gestão territorial do país”, ressaltou Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil, durante seminário na Câmara dos Deputados promovido pela Frente Parlamentar Ambientalista. Segundo o presidente do Ibama, Volney Zanardi, o Governo Federal deve cumprir o prazo estipulado na lei do Código Florestal e publicar nos próximos dias decretos e instruções normativas com as bases mínimas do CAR e dos Programas de Regularização Ambiental** que devem ser instituídos pelos estados e Distrito Federal para proprietários e posseiros rurais. Vinte e quatro dos 27 estados já têm acordos assinados para adesão ao futuro sistema federal de cadastramento de imóveis rurais. “Testes de cadastramento e integração entre sistemas estaduais e federal de cadastramento estão acontecendo com os governos de Goiás, Rio de Janeiro, Bahia e Rondônia. Vinte estados usarão o sistema federal de cadastramento”, assegurou Zanardi. “A análise e validação dos dados dependerá também de municípios e estados”, ressaltou. De olho no Código – Para garantir que compromissos sejam cumpridos e evitar novos retrocessos legais, sete entidades civis deram hoje o ponta pé inicial para a construção de um observatório do Código Florestal. Aberto a todos os setores interessados no tema, a plataforma acompanhará a implantação da lei gerando dados, informações e análises. “Assim teremos transparência e debates qualificados na sociedade, que novamente terá protagonismo para mitigar aspectos negativos e barrar mais retrocessos legislativos. O que está ruim não pode ficar ainda pior e é preciso potencializar pontos positivos do projeto, como o que prega a restauração florestal”, explicou Timmers, do WWF-Brasil. Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), The Nature Conservancy Brasil (TNC), Conservação Internacional (CI), Instituto Socioambiental e WWF-Brasil são as primeiras entidades mobilizadas em torno do observatório. ________________________________________________ * É criado o Cadastro Ambiental Rural - CAR, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente - SINIMA, registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Art. 29 do novo Código Florestal (Lei 12.651 / 2012) ** Serão instituídos, no âmbito da União, dos Estados e do Distrito Federal, Programas de Regularização Ambiental - PRAs, que compreenderão o conjunto de ações ou iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental com vistas ao cumprimento do disposto no Capítulo XIII da Lei no 12.651, de 2012. Artigo 9º do Decreto 7.830 / 2012 *** Publicado originalmente no site WWF Brasil.


receba nossa newsletter

email: *


Foto: Rhett A. Butler

Peru adia exploração de petróleo na Amazônia para consultar povos indígenas

[caption id="attachment_87721" align="alignleft" width="300" caption="Foto: Rhett A. Butler"][/caption] O Peru adiou o leilão de 27 blocos para a exploração de petróleo na Amazônia visando conduzir consultas, obrigatórias por lei, com povos indígenas da região, reportou o jornal The Guardian. A Perupetro S.A., estatal do setor de petróleo e gás, anunciou que leiloará nove blocos na costa do Pacífico, mas que adiará o leilão de outros blocos na floresta amazônica no mínimo até o final do ano. A consulta é exigida por uma lei aprovada em 2011, que garante novos direitos aos povos indígenas, incluindo o consentimento prévio, livre e informado. Segundo a lei, tais grupos precisam ser consultados antes da efetivação de qualquer projeto de mineração, exploração madeireira ou de gás e petróleo. Entretanto, a lei não significa que tais grupos têm o poder de vetar os projetos sobre suas terras tradicionais. Luis Ortiga Cuneo, presidente da Perupetro, disse a David Hill do Guardian: “Estamos identificando as comunidades que precisamos conversar. Ainda não discutimos com elas, mas começaremos no mês que vem. Podemos estar prontos até o final do ano, mas isso será difícil.” O governo peruano e os povos indígenas têm uma longa historia de tensão e conflito sobre o petróleo e outros projetos industriais em suas terras. Em 2009, 23 policiais e pelo menos dez ativistas indígenas foram mortos em protestos violentos. Mais tarde, povos indígenas alegaram que os corpos dos ativistas foram jogados no rio para esconder a quantidade de mortos. O incidente, em conjunto com o aumento das tensões ao longo da Amazônia, pressionou o governo peruano para solidificar os direitos indígenas. A nova lei foi implementada pelo presidente Ollanta Humala poucos meses após assumir o cargo em julho de 2011, substituindo Alan Garcia, que era visto como opositor das questões indígenas. Traduzido por Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil Leia o texto original no Mongabay (em inglês) * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.


por Jeremy Hance, do Mongabay
Demanda futura por água está sob risco

ONU marca o Dia Internacional da Biodiversidade alertando sobre água

[caption id="attachment_87732" align="alignleft" width="300" caption="Demanda futura por água está sob risco"][/caption] Tema desta ano é: Água e Biodiversidade; apenas uma pequena quantidade do recurso no planeta está disponível como água fresca; se padrões atuais forem mantidos, a demanda futura não será atendida. As Nações Unidas comemoram, neste 22 de maio, o Dia Internacional da Biodiversidade, lançando um alerta sobre a situação da demanda futura pela água. Em mensagem, o Secretário-Geral lembrou do tema deste ano: Água e Biodiversidade ao dizer que apesar da abundância do recurso, o planeta Terra conta apenas com uma pequena quantidade de água fresca. Muitos Países Em várias partes do mundo, a demanda por água ultrapassa o fornecimento, e a qualidade do recurso ainda é um problema em muitos países. Ban lembrou que a biodiversidade e o ecossistema são fundamentais no alcance de uma visão de um mundo com água para todos. Ele citou ainda o papel das florestas que ajudam a regular a erosão do solo e proteger a qualidade e o fornecimento de água. Quantidade e Qualidade Para promover mais proteção, a Convenção sobre Diversidade Biológica emitiu um plano estratégico que vai até 2020 sobre o tema. O Secretário-Geral da ONU lembrou os compromissos firmados durante a Rio + 20, no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de se manter a quantidade e a qualidade da água em programas de governo. Ele pediu aos países que ainda não ratificaram o Protocolo de Nagoia de acesso a recursos genéticos que o façam. O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013. * Publicado originalmente no site Rádio ONU.


por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU
No total, serão pelo menos cinco mil novas árvores no país.

Mobilização de mulheres na internet prevê o plantio de cinco mil árvores

[caption id="attachment_87709" align="alignleft" width="300" caption="No total, serão pelo menos cinco mil novas árvores no país."][/caption] Plantar uma árvore para cada vítima do câncer do colo do útero em 2012. Esta é a proposta da campanha “Mulheres Semeiam Vida”, uma iniciativa da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC). No total, serão pelo menos cinco mil novas árvores no país. Com o slogan “Semear está na natureza de toda mulher”, a mobilização conta com um hotsite e uma campanha de incentivo no Facebook, que funcionará com a seguinte dinâmica: a cada 25 novas adesões, por meio do botão curtir da fanpage Mulheres Semeiam Vida, uma nova árvore será plantada. O plantio será feito pelo IBF – Instituto Brasileiro de Florestas, uma associação sem fins econômicos que tem como foco de trabalho a restauração e proteção de florestas nativas. “Queremos com esta ação fazer um alerta e um apelo às mulheres, valorizando o que há de mais feminino e fundamental para todas elas: sua capacidade de gerar vida. Por isso acreditamos na aliança destes temas: ao se engajar na campanha, a conhecendo e disseminando, a mulher terá a oportunidade de semear a vida de duas formas: pelo plantio de uma nova árvore e também por meio da informação, permitindo que mais pessoas conheçam e se preveniam contra o câncer do colo do útero, uma doença que mata duas mulheres a cada minuto no mundo”, ressalta o médico ginecologista e presidente da ABPTGIC, Dr. Garibalde Mortoza Junior. A internet foi escolhida como meio de divulgação pelo seu poder de disseminação e engajamento, especialmente entre as adolescentes e mulheres jovens, um público importante, já que o câncer do colo do útero, uma doença que pode ser tratada, se diagnosticada precocemente, pode ser prevenida já nesta fase da vida. * Publicado originalmente no site CicloVivo.


por Redação CicloVivo
agri

Agricultura cubana precisa de força jovem

[caption id="attachment_87695" align="aligncenter" width="500" caption="Mercedes Cepero (D) trabalha no laboratório de saúde vegetal da cooperativa Viveiro Alamar. Crédito: Patricia Grogg/IPS"][/caption]   Havana, Cuba, 22/5/2013 – Quando a cubana Gabriela Blanco conta que trabalha em uma horta orgânica e se prepara para estudar na universidade, só vê caras de espanto. Ela não sabe muito bem de onde veio sua vocação para a terra, mas está certa de que é o que quer. Em Cuba, onde a agricultura se caracteriza por rendimentos insuficientes, tampouco são muitos os jovens como Blanco – de porte pequeno e apenas 20 anos, que deixou dois anos da carreira de matemática para se testar no Viveiro Alamar, uma Unidade Básica de Produção Cooperativa de sucesso, em Havana. “Comecei a trabalhar aqui em setembro de 2012. Com três meses, me fizeram sócia da cooperativa, confirmei que realmente gosto e quero continuar aqui. O setor agrícola tem muitas possibilidades e inúmeros campos de pesquisa, uma experiência muito interessante e muito bonita”, disse Blanco à IPS. A vivência de Mercedes Cepero, de 18 anos, é semelhante, embora tenha chegado à cooperativa para fazer seu estágio como técnica de agronomia. “Já passei da fase de estudante e agora tenho que me preparar e aprender como trabalhadora”, detalhou Cepero à IPS. Ela também se prepara para os exames de ingresso na universidade, que acontecem este mês, porque quer ser engenheira agrônoma. Ao contrário de Blanco, ouviu sobre esta carreira quando estava no ensino secundário. “A partir dali comecei a me interessar”, contou Cepero. Para Blanco, o desinteresse da juventude pelas profissões agrícolas tem a ver, em parte, com a sociedade atual. “Muitas pessoas veem a agricultura como algo que não se estuda, que não tem ciência, bastando plantar e colher. Outras veem o trabalho no campo como algo de muito esforço e poucos benefícios”, pontuou. No Viveiro Alamar trabalham 20 jovens de 17 a 30 anos atualmente. No entanto, a maioria desiste quando encontra lugares mais de acordo com suas aspirações de renda e menor esforço. Cepero é mais dura ao julgar essa apatia pelos trabalhos agrícolas. Para ela, os jovens “são um pouco folgados e querem que tudo caía do céu”, declarou. Segundo dados do programa nacional de agricultura urbana e suburbana, há cerca de 70 mil jovens trabalhando no setor, ao qual pertence esta cooperativa, que fica na localidade costeira de Alamar, a 15 quilômetros do centro de Havana e cuja população é estimada entre 80 mil e cem mil habitantes. Pesquisadores do Centro de Estudos sobre a Juventude indicam que a população jovem prefere locais de trabalho em áreas da economia emergente, como empresas e corporações estrangeiras, e despreza ofertas de trabalho vinculadas a serviços comunitários, construção e agricultura. “Existe a visão de que a agricultura é como se fosse um castigo. Quem se comporta mal, vai arar a terra. O filho do agricultor não quer continuar a tarefa dos pais, mas ir para Havana ser médico”, afirmou Isis Salcines, que se autodefine como trabalhadora multiofício da cooperativa e está prestes a se formar agrônoma. Pouco depois de iniciar os estudos, Salcines decidiu criar um círculo de interesse em uma escola primária perto da cooperativa, que foi batizado de Chamacos Agroecológicos. Porém, antes fez duas pesquisas. Em uma perguntou: “O que quer ser quando crescer?”, e na outra: “Quando for grande quero ser...”, e entre as opções incluiu agricultor. Ninguém marcou esta alternativa para seu futuro. Salcines, filha do fundador e presidente da cooperativa, Miguel Ángel Salcines, traçou a meta de ensinar em encontros semanais o manejo agroecológico da cooperativa e a necessidade de se alimentar de uma maneira mais saudável. Ao terminar o primeiro curso, os “chamacos” (as crianças) não deixavam nem o talo dos vegetais que comiam em saborosas saladas, sabiam como se trabalha no campo e a importância da produção de alimentos, e também conheciam o manejo integrado de pragas e enfermidades. Em uma nova pesquisa realizada ao fim do primeiro curso, 15 de mais de 20 meninos e meninas marcaram agronomia entre possíveis carreiras a seguirem. “Esta experiência foi um estímulo. Mostrou-me a possibilidade de que, quando crescerem, muitos optem por este trabalho”, ponderou Salcines. Para Norma Romero, engenheira em saúde vegetal, a receita começa pela educação precoce, e continua com a oferta de garantias para que os jovens se sintam reconhecidos, estimulados e com vontade de permanecer no campo, acima das dificuldades. Bons salários, flexibilidade de horário para estudar, café da manhã e almoço gratuito, roupa e calçado adequados para estes trabalhos, entre outros benefícios, são fatores que incentivam, “porque na agricultura há barro, muito sol, pó, condições realmente duras. Para nós é vital que a pessoa chegue e fique, sobretudo os jovens”, ressaltou Romero. Como parte das mudanças do modelo econômico cubano, o Ministério da Educação ampliou em 2011 as especialidades de agronomia em níveis técnicos médios e ordenou fortalecer a orientação vocacional desde as primeiras séries primárias, de acordo com as características e necessidades de cada território. A agricultura absorve 20% do emprego total e sua contribuição direta para o produto interno bruto nacional é inferior a 5%, porque tem a menor produtividade do país. No ano passado, Cuba precisou gastar mais de US$ 1,633 bilhão com importação de alimentos. Envolverde/IPS


por Patricia Grogg, da IPS
n5

Brasil dá mais um passo rumo à elaboração de um Plano de Redução de Poluentes

Brasília – Em setembro de 2014, o governo deve apresentar um Plano Nacional de Redução de Emissões de Poluentes Orgânicos Persistentes, que será construído a partir de inventários sobre a situação de substâncias presentes no país, como o que foi lançado ontem (21) em Brasília sobre as emissões de dioxinas e furanos. O levantamento revela quanto é emitido no país, os estados que mais concentram emissões e as atividades que mais respondem pela liberação das duas substâncias. O documento, que foi elaborado nos últimos dois anos, a partir de dados repassados pelos setores responsáveis por atividades emissoras de dioxinas e furanos, mostra que atividades como a incineração de resíduos e a produção de metais ferrosos estão entre as principais emissoras. Como permanecem muito tempo na natureza, essas substâncias podem ser absorvidas por animais em toda a cadeia alimentar e alcançar os seres humanos. No corpo humano, as substâncias podem provocar doenças nervosas, imunológicas, reprodutivas e câncer. As dioxinas e os furanos, diferentemente de outros poluentes já proibidos no país, não são produzidos intencionalmente para serem utilizados como produto final. “São substâncias produzidas como consequência de outros processos, mas que têm um dos mais altos graus de toxicidade, ou seja, pequenas quantidades dessas substâncias são capazes de produzir grandes estragos”, explicou Letícia Carvalho, diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O Inventário Nacional de Fontes e Estimativas de Emissões de Dioxinas e Furanos será usado como base pelos especialistas e autoridades do governo, que devem se debruçar sobre as regras e acordos para controlar a liberação dessas substâncias por vários setores. “Melhores técnicas e melhores práticas são os melhores caminhos preconizado pela Convenção de Estocolmo para dar conta das dioxinas e dos furanos, mas não será uma regulação proibitiva”, acrescentou Letícia Carvalho. Mesmo não compondo o ranking dos maiores desafios do país e na lista dos 21 poluentes orgânicos persistentes (POPs) proibidos pela Convenção de Estocolmo, ratificada por vários países em 2004, as dioxinas e os furanos estão classificados entre as substâncias mais perigosas, capazes de provocar doenças e ameaçar sistemas silvestres. A convenção não prevê o banimento, mas recomenda o controle dessas substâncias. As emissões dessas substâncias também ocorrem, por exemplo, a partir das atividades de setores como o de transporte e geração de energia e de queimas feitas a céu aberto e despejo incorreto de resíduos. “Ao inventariar essas fontes vai ser possível definir estratégias e a gente pode discutir com base do que existe no país”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. De acordo com a ministra, com a exposição das fontes e da situação do país que está entre os 14 menos poluentes do mundo entre os emissores de dioxinas e dos furanos, será possível definir a estratégia para cumprir as determinações de Estocolmo. “Todos os países signatários terão de fazer o inventários e começamos o processo aqui. O caminho está desenhado, a estratégia está definida e os recursos estão alocados. Esse é o primeiro inventário, com toda a identificação de fontes e os outros inventários de outros POPs estão sendo concluídos”, garantiu Izabella Teixeira. No país, a região sudeste foi apontada como uma das maiores emissoras, impulsionada pela atividade industrial em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O Pará também foi destacado no relatório em função da extração de minério de ferro. No Distrito Federal, unidade da Federação que também ocupa o topo da lista, foram observados o uso de incineradores para eliminação de resíduos as queimas a céu aberto. * Edição: José Romildo ** Publicado originalmente no site Agência Brasil.


por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil
biodiversidadeborboleta

Negócios e biodiversidade: a natureza tem valor econômico

[caption id="attachment_87784" align="alignleft" width="300" caption="A gestão ambiental deve fazer parte da administração das empresas. Foto: UN Photo/Martine Perret"][/caption] No Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado em 22 de maio, o EcoD levanta a discussão sobre a relação entre economia e natureza. O economista indiano Pavan Sukhdev, principal autor do relatório The Economics of Ecossystems and Biodiversity (Teeb) afirmou, cerca de uma semana antes desta data, que a mensuração do preço dos serviços ecossistêmicos é saudável, pois pode induzir os políticos a reconhecer o valor econômico da natureza. "As empresas estão ignorando sua dependência na natureza e ao agir assim, elas aumentam os riscos para o seu negócio e para a sociedade", criticou Sukhdev, que também opinou sobre o posicionamento dos políticos em relação a questão. "Se não tivermos os corais de recifes, então o ecoturismo vai ser prejudicado e a produção de frutos do mar será prejudicada. Se o argumento dado aos políticos não for em termos econômicos, eles tendem a ignorá-lo. A economia tornou-se a língua da política". Segundo a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), que desenvolve projetos de qualidade na área da conservação da natureza, além do impacto sobre o ambiente, os negócios também têm uma relação de dependência acerca das áreas naturais e dos serviços ambientais disponibilizados por eles. A organização defende que a gestão ambiental deve fazer parte da estrutura das empresas. É importante que os líderes empreendam ações para ajudar na conservação da biodiversidade, capacitar seu quadro de funcionários e gerenciar oportunidades e riscos relacionados à existência ou perda do patrimônio natural. Sukhdev destaca também que são necessários quatro fatores para transformar as corporações: mudar a forma como se mede o desempenho financeiro; a forma como tributamos; a forma de fazer propaganda; e como se usa o dinheiro. "Temos apenas 10 anos para mudar o business as usual. Temos que fazer isso, porque, basicamente, os ecossistemas do planeta não vão esperar por nós. Estamos testando a resiliência da Terra em várias dimensões. O último El Niño acabou com 20% dos corais, isso é algo assustador. Mais de 5 milhões de pessoas dependem das atividades em torno dos recifes para sobreviver", alertou o economista. Conheça algumas ações para a inserção da preservação da biodiversidade na gestão empresarial: * Certificação Life - A ferramenta tem o objetivo de reconhecer organizações públicas e privadas que desenvolvam ações favoráveis à conservação da biodiversidade, colaborando assim com a manutenção de áreas naturais, processos ecológicos e oferta perene dos serviços e das atividades ambientais, como ciclo da água, regulação climática e fornecimento de diversas matérias-primas; (Saiba mais) * Compensação de emissões - Existem projetos destinados à manutenção de áreas naturais que servem para a compensação das emissões de gases de efeito estufa, provenientes das atividades produtivas das empresas. Entre as instituições que já contrataram serviços de conservação de áreas para compensação de emissões estão a Gráfica Posigraf, o banco HSBC e O Boticário. * Restauração de áreas - Segundo a SPVS, as demandas por restauração de ecossistemas afetam vários segmentos de negócios, como procedimentos para proteção de áreas, atendimento à legislação e compensações decorrentes de licenças ambientais e ampliação de negócios. * Serviços ambientais - Esta prática desperta cada vez mais a atenção de governos e empresas. Os serviços englobam trabalhos para a preservação e a melhoria da água, saúde, segurança, lazer e matérias-primas. * Publicado originalmente no site EcoD.


por Redação EcoD
Entre 2010 e 2011, a proporção geral de matrículas de meninas nas escolas de Níger aumentou de 29% para 63%, segundo o Ministério da Educação. Foto: Alessandro Vannucci/CC BY 2.0

Níger se esforça para educar as meninas

[caption id="attachment_87691" align="alignleft" width="300" caption="Entre 2010 e 2011, a proporção geral de matrículas de meninas nas escolas de Níger aumentou de 29% para 63%, segundo o Ministério da Educação. Foto: Alessandro Vannucci/CC BY 2.0"][/caption] Niamey, Níger, 22/5/2013 – Há uma década, menos de um terço das meninas de Níger em idade escolar frequentavam as aulas. Atualmente, embora persista uma significativa oposição cultural e religiosa, quase dois terços delas estão matriculadas em estabelecimentos de ensino. “Em 2003, tínhamos apenas 15 meninas na minha escola, de 150 estudantes. Agora temos 103 de um total de 175 alunos”, contou Ibrahim Sani, que durante 17 anos deu aula no povoado de Agadez, no norte deste país do ocidente africano. Esta história se repete em outras regiões do Níger. Salouhou Adou, professor em uma aldeia nos arredores de Tahoua, capital da região de mesmo nome, disse à IPS: “quando vim para Kollama, em 2003, havia apenas 29 meninas entre 113 alunos. Hoje, a quantidade delas triplicou, e são 87 em um total de 137 estudantes”. A proporção de matrículas femininas em Tahoua mais do que duplicou, passando de 21%, em 2001, para 45%, em 2011, segundo a direção regional de ensino primário. Entre 2001 e 2011, a proporção geral de matrículas de meninas nas escolas do país aumentou de 29% para 63%, segundo o Ministério da Educação. Esta drástica melhoria se deve aos esforços combinados de autoridades administrativas e tradicionais, professores, pais e sociedade civil, para conscientizar sobre a importância de educar as meninas. “Nossa intervenção conseguiu reduzir o desequilíbrio de gênero em termos de matrículas em nossa área”, disse Hadiza Moussa, professora em Téssaoua, sul do país, onde os dados oficiais também indicam aumento nas matrículas das meninas. Estas representaram 45% dos estudantes em 2012, contra apenas 21% em 2001. Casamentos e batizados são cerimônias que os ativistas usam com frequência para conscientizar sobre a educação feminina. Mas alguns cidadãos comuns o fazem por conta própria. “Fui de porta em porta para falar às famílias que eram contra a educação para suas filhas”, explicou à IPS o comerciante Maman Zakari, de 60 anos, na localidade de Maradi. “Eu fui contra meninas na escola. Mas pude entender a importância de serem educadas mediante campanhas de conscientização e programas de rádio”, admitiu. Ele matriculou duas de suas cinco filhas. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também apoia vários incentivos. “Os professores de áreas rurais que participam destas campanhas recebem apoio material desta agência, além de seus salários”, disse à IPS Kadri Yacouba, diretor de escolas primárias em Maradi. “E as mulheres que enviam suas filhas à escola recebem dinheiro para iniciar pequenos negócios”, acrescentou. Apesar do aumento das matrículas femininas nas escolas, ainda há uma grande brecha entre meninos e meninas nesse sentido. Entre 2001 e 2011, as dos meninos aumentaram de 36% para 86%. Essa brecha se explica pelo fato de, nas áreas rurais, muitas famílias não enviarem suas filhas à escola devido a crenças sociais e culturais. “Há muitos pais que pensam que a escola é um fator desestabilizador para as meninas. Para eles, o destino de uma menina é ser boa esposa e boa mãe”, disse à IPS o inspetor escolar aposentado Aboubabcar Amadou. Tanto em áreas urbanas quanto rurais, os pais costumam tirar suas filhas da escola para forçá-las a casar. “Mesmo nas famílias onde elas frequentam as aulas, os pais estão mais interessados na educação dos varões. Ir buscar água, lavar a roupa e cozinhar ainda são tarefas que fazem a vida cotidiana das meninas menores”, disse Nana Hadiza, integrante de uma coalizão de organizações da sociedade civil que trabalha pelo acesso universal à educação. A campanha sofreu um revés em novembro de 2012, quando o projeto de lei que buscava manter as meninas nas escolas enfrentou a forte oposição de clérigos muçulmanos e associações de mulheres da mesma fé. Estes grupos pressionaram os legisladores para não aprovarem a lei e a devolverem para avaliação. O motivo foi o Artigo 14, pelo qual toda pessoa presente ao casamento de uma menina em idade escolar sem aprovação de um juiz seria passível de sofrer condenação entre seis meses e dois anos de prisão, além de multa entre US$ 1 mil e US$ 2 mil, ou as duas punições. De acordo com as associações muçulmanas, isto não é aceitável em um país como Níger, onde cerca de 99% da população é islâmica. “O Islã dá aos pais todos os direitos e a autoridade sobre seus filhos. Um pai não precisa de autorização do juiz para entregar sua filha em casamento”, argumentou Malam Abdou Garba, um pregador de Niamey. “É necessário modificar o projeto de lei para tirar tudo o que não esteja de acordo com o Islã. Estes artigos podem levar as jovens a se insubordinarem e desobedecerem os pais, e isso pode fazer com que muitos deles se neguem a matricular suas filhas nas escolas”, pontuou à IPS Mamane Sani, da Associação Nigeriana pela Defesa dos Direitos Humanos. Porém, Hadiza Saley, da campanha Podemos, um movimento de associações femininas em Níger que combate a violência e a discriminação contra as mulheres, pediu uma legislação de maior alcance. É necessário “incluir todas as meninas”, opinou. Envolverde/IPS


por Souleymane Maâzou, da IPS
n8

Ecotorcedor arrecada mais de 1 tonelada de resíduos recicláveis no paulistão 2013

Mogi Mirim foi o município com os melhores resultados, seguido de Itu, Sorocaba, Lins e Ribeirão Preto. Entre os meses de janeiro e maio o Programa Ecotorcedor - realizado pela Manager Esportes, Netcommerce e WIdeias com apoio institucional da Federação Paulista de Futebol e patrocínio da Tetra Pak - percorreu as 17 cidades-sedes do Campeonato Paulista Série A1 2013 envolvendo os torcedores em diversas ações ligadas à sustentabilidade e cidadania. Neste período, mais de 1 tonelada de resíduos recicláveis foram coletados nos ecopontos instalados nos estádios. Com o apoio das prefeituras locais, foram plantadas 16.260 mudas para a formação de bosques urbanos e houve a arrecadação de 12.220 itens em roupas e brinquedos, 3 toneladas de alimentos não perecíveis e 35 mil itens de higiene e limpeza para distribuição a entidades de assistência social. O município de Mogi Mirim foi o que apresentou os melhores resultados, cumprindo todas as ações propostas pelo programa. O prefeito Luís Gustavo Antunes Stupp será homenageado com o troféu “Prefeito Sustentável”. Itu, Sorocaba, Lins e Ribeirão Preto ocupam, respectivamente, o segundo, terceiro, quarto e quinto lugares no ranking. Entre os torcedores, que formaram uma rede de mais de 130 mil pessoas na fan page do Ecotorcedor no Facebook e acumularam pontos ao participar das ações, a disputa por prêmios como tablets, notebooks, bicicletas, smartphones, vídeo games e vagas para jogar em um estádio oficial durante o torneio comemorativo Ecopa – que será realizado em junho - teve 128 ganhadores. A torcida do S.C. Corinthians foi a mais participativa e o clube também será homenageado, por meio de seu presidente Mário Gobbi, com o troféu “Torcida Sustável”. “Os resultados superaram nossas expectativas, tanto pela participação ativa dos torcedores quanto pelo engajamento das prefeituras, secretarias de Esportes e Meio Ambiente. Ficou provado que o futebol pode e deve cumprir um importante papel como formador de opinião para a sustentabilidade, incentivando atitudes que reflitam a nova base da consciência cidadã. Devemos, portanto, fazer disso uma prática contínua, especialmente nos preparando para os grandes eventos esportivos que podem fazer do Brasil um grande exemplo para o mundo”, afirma Lívio Giosa, diretor executivo do Programa Ecotorcedor. A tabela completa com dados sobre a participação e pontuação dos torcedores, clubes e prefeituras está disponível no site www.ecotorcedor.com.br e na a fan page www.facebook.com/Ecotorcedor .


por Assessoria de Imprensa

acesse todas as notícias
Para enviar sua dica ou opinião, preencha o formulário abaixo:

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Dica/Opinião

agenda

dica de
sustentabilidade

anterior | próxima
Reduza o consumo de papel. Imprima na versão frente e verso.
Diminua custos de limpeza, adotando produtos biodegradáveis e receitas caseiras
Utilize a água usada na lavadora de roupa para lavar o chão da área de serviço, do quintal e da cozinha.
Utilize sabão ou detergente biodegradável, que não poluem os rios porque se decompõem mais facilmente.
Evite a geração de lixo e a produção desnecessária de produtos. Cancele as correspondências que você não lê.
Recolha as roupas do varal com cuidado para não amassar muito e depois dobre. Isso facilita na hora de passar e reduz o tempo de uso do ferro.
Economize. Permanecer 15 minutos com a mangueira aberta pode gastar até 280 litros de água.
Procure ler seus e-mails na tela do computador. Não imprima nada sem absoluta necessidade.
Prefira tecnologias limpas e de baixo consumo energético.
Diminua custos de limpeza, adotando produtos biodegradáveis e receitas caseiras

imagem do dia

|
Para enviar sua imagem, preencha o formulário abaixo:

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Arquivo

Observações

 
Imagem do dia

Novo guia sobre aves da Mata Atlântica é lançado no Brasil. O material apresenta 100 espécies de pássaros. Foto: Haroldo Palo Jr

Imagem do dia

Filhote de panda brinca com a mãe em centro de reprodução na China. Instituição de pesquisa de Chengdu tenta salvar espécie da extinção.

Imagem do dia

Falta de lixo em Oslo, Noruega, pode comprometer geração de eletricidade. Pouca produção de resíduos de outros países pode afetar usinas.

Imagem do dia

Derretimento de geleiras não-polares causa 30% da elevação do mar. Dado foi apresentado em estudo na revista ‘Science’.

Imagem do dia

Austrália quer proibir fertilização do oceano com sulfato de ferro. Método reduziria acidificação e combateria efeitos da mudança do clima.

sobras_comida-300x202

Já pensou em vender ou comprar sobras de comida através da internet? Esta é a ideia da plataforma virtual Shareyourmeal, uma forma interativa de combater o desperdício de alimentos. Saiba mais aqui.

Imagem do dia

CET de São Paulo abres inscrições para o curso “Pedalar com Segurança”. Saiba mais.

vazamento

Cerca de 62% dos acidentes da exploração de petróleo offshore aconteceram em plataformas com mais de trinta anos. Novo site do Greenpeace vai monitorar ocorrências no pré-sal.

Imagem do dia

Unesco critica Austrália por riscos ambientais na Grande Barreira de Coral

imagem do dia

Estudo calcula benefícios de árvores urbanas dos Estados Unidos. Parques absorvem carbono emitido e poupam US$ 1,5 bilhão por ano.